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Blog do Desemprego Zero

A auto-estima nacional e a mídia

Escrito por Imprensa, postado em 10 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Fonte: Blog do Nassif

É curioso o Globo de hoje. A material principal é uma pesquisa sobre o que pensam os brasileiros. A pesquisa constata que os brasileiros se consideram, individualmente, melhores do que o Brasil. Gerou a manchete da matéria: “A culpa é dos outros”.

Os dados falam por si. De 1 a 10:

No quesito “respeito e valorização dos idosos, os brasileiros se dão nota 8,7 para a sua posição; e 5,2 para os brasileiros em geral.

No quesito “preocupação e esforço em preservar o meio ambiente”, 8,5% para si, 5,5 para o conjunto do país. As conclusões dos analistas consultados é que, ao projetar nos outros os defeitos, o brasileiro no fundo estaria exprimindo seus próprios conceitos.

Ninguém falou – e provavelmente não foi perguntado – sobre o “modismo” que há alguns anos tomou conta dos principais veículos e dos principais colunistas: falar mal do país.

O que queriam, com o público sendo massacrado diariamente por avaliações de que o país não presta, que é atrasado, que o brasileiro é folgado, está sempre atrás de uma boquinha, que o Estado é paternalista – até quando cumpre com seus compromissos básicos de inclusão social.

Esse comportamento preconceituoso e elitista está entranhado na chamada “república de Ipanema”, a cultura que emana especialmente dos círculos sócio culturais e jornalísticos do Rio de Janeiro. O jornalismo, hoje em dia, está coalhado desse tipo de colunismo, de colunistas simpaticíssimas, mas que, em seus escritos, exalam preconceito por todos os poros, fundados no lugar comum do ipanemismo.

Está na hora da mídia começar a avaliar o efeito-mídia. Senão as explicações sobre os aspectos culturais da população serao sempre incompletos.  Até para não embarcar nessa de que “a culpa é dos outros”.

Se a imprensa não tem responsabilidade na formação  da opinião pública, quem teria?

Por Sérgio de Moraes Paulo

Caso queira ver um estudo sobre concepções de natureza e sociedade entre alunos do ensino médio, modestamente sugiro minha dissertação de mestrado, defendida na USP em março de 2007.

Apliquei uma redação simples com o tema “A Natureza e eu em Iguape”. A idéia foi comparar as concepções de natureza e as relações entre o aluno e seu ambiente numa área de Preservação Ambiental. Fiz essa comparação entre duas escolas de Iguape, SP, no Vale do Ribeira. Uma particular, com a “elite” da cidade. Outra pública, com os marginalizados.

Se quiser dar uma olhada, recomendo que vá direto para as partes finais. Gosto muito mais das análises que fiz entre as duas escolas. As parte iniciais são formais e foram escritas quando o pesquisador ainda não tinha clareza do que procurava ou do que tinha à sua frente.

Segue o link com o endereço da dissertação na USP.

Por Mauro

Eu concordo inteiramente com o que você escreve. Morador do Rio há 20 anos, noto um total descolamento e descompromisso do carioca típico Zona Sul com os destinos da cidade. Estudante da PUC, que eu adoro, vi, estarrecido, por ser de fora, que a cidade, para esse pessoal, acaba no Rebouças. São dotados de um conservadoríssimo sentimento de nostalgia por um Rio (leia-se, Zona Sul) que não existe mais: Tom, Vinícius, aquela Banda de Ipanema frequentada só pela tchurma etc. Não entendem a cidade onde vivem e ficam zangados porque o “outro” Rio chegou e tomou conta, que não dá mais para fugir.

O outro Rio cobra a fatura de anos de descaso. Chamo esse pessoal de “Turma do Jobi e do Bracarense”, famosos botecos da inteligentsia Zona Sul. Tomou conta inclusive da política e ficam enfurecidos com candidatos como Crivella, Wagner Montes, Gorotinho e Esposa, que são horrorosos, mas são sintomas de que o Outro Rio não pergunta mais em quem votar. Em regra, também não gostam do Lula, como detestavam o Brizola. Colocam esses dois últimos e os pavorosos de cima no mesmo balaio do preconceito estético, tachando-os de “populistas”.

Agora, esse pessoal quer se “vingar” e lança (lançamento feito por jornais e pelos jornalistas que você menciona) o inacreditável Gabeira. O Rio não merece. Ou será que merece?

Só acrescento, para terminar, que essa mania de falar mal também existe e muito na mídia paulista, que também fala para uma turma que se nega a enxergar toda São Paulo.



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Uma Resposta para “A auto-estima nacional e a mídia”

  1. Roberto Rodrigues falou:

    Caros,
    É verdade. Conheço muitos colegas que inclusive fazem algumas críticas interessantes a respeito da política e da economia, entretanto só conhecem o Rio de Janeiro da Zona Sul. Ou acham que Zona Oeste do Rio de Janeiro é apenas Barra da Tijuca. Inclusive na participação de um evento em Nova Iguaçu (cidade onde trabalho) alguns desses cariocas ironizaram uma propaganda da cidade que levantava o aspecto turístico de Nova Iguaçu. Numa característica (interpretação minha) de que só determinadas partes do Rio (como cidade e estado) podem ser bonitas.
    Precisamos quebrar o preconceito por completo.
    Abraços.

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