Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008
Para compreender a força de Lula
Publicado Originalmente em Le Monde Diplomatique, em Novembro de 2007
Por Ladislau Dowbor
Está na PNAD a explicação para a popularidade do presidente, que intriga mídia, direita e parte da esquerda. País tornou-se menos desigual, em múltiplos sentidos. Chamar os avanços alcançados de “assistencialismo” não ajuda a entender a realidade, nem a reivindicar mudanças mais profundas
É tempo de fazer as contas. Com a deformação geral dos dados pelo prisma ideológico da grande mídia, torna-se necessário buscar nas fontes primárias de informação, nos dados do IBGE, como andam as coisas. A reeleição mostrou forte aprovação por parte dos segmentos mais pobres do país a Lula, mas os números reais sobre a evolução das condições de vida do brasileiro surgem com o atraso natural dos processo de elaboração de pesquisas. O IBGE publicou a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio de 2006, e também o Indicadores Sociais dos últimos 10 Anos. Vale a pena olhar a imagem que emerge: ela explica não só os votos, como o caminho que temos pela frente.
O principal número é, evidentemente, o aumento de 8,7 milhões de postos de trabalho no país durante o último governo. Isto representa um imenso avanço, pois se trata aqui de uma das principais raízes da desigualdade: grande parte dos brasileiros se vê excluída do direito de contribuir para a própria sobrevivência e para o desenvolvimento em geral. Entre 2005 e 2006 o avanço foi particularmente forte, com um aumento de 2,4%, resultado da entrada no mercado de trabalho de 2,1 milhões de pessoas. A expansão do emprego feminino é particularmente forte (3,3,%), enquanto o dos homens atingiu 1,8%. A formalização do emprego é muito significativa: 3 em cada 5 empregos criados são com carteira assinada. Atingimos assim, em 2006, 30,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada, um aumento de 4,7% em um ano. O avanço é pois muito positivo, mas num quadro de herança dramático, que o próprio IBGE aponta: “mais da metade da população ocupada (49,1 milhões de pessoas) continuava formada por trabalhadores sem carteira assinada, por conta-própria ou sem remuneração [Leia o resto do artigo »
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Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente na Gazeta Mercantil, em 24/03/2008
Em um mundo onde as pessoas consomem 20% a mais de água do que a capacidade do planeta para recompor suas reservas, o reaproveitamento torna-se cada dia mais comum

Assim como o século 20 pode ser considerado a era do petróleo, fonte de energia polêmica e, ao mesmo tempo geradora de grandes riquezas, graves crises econômicas e até guerras territoriais, o século 21 será conhecido no futuro como a era da água. Ou melhor, da falta de água. Até bem pouco tempo, a constatação de que a água é um recurso natural finito era um conceito dificilmente aceito por boa parte da população. Mas o fato é que, embora três quartos da superfície do Planeta sejam cobertos pela água, menos de 3% é água doce, dos quais apenas 0,5% está disponível para consumo – os outros 2,5% estão congelados na Antártica, no Ártico e em geleiras. Recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU), que em recente relatório, alerta que um terço da população mundial, ou seja, cerca de 2,7 bilhões de pessoas, enfrentará graves problemas por conta da escassez de água que acontecerá até 2025. De acordo com o documento, em 2050, de cada quatro pessoas, apenas uma terá acesso à água potável.
Estudo realizado pela organização não-governamental WWF, também aponta para o aumento do consumo de água no planeta enquanto as fontes estão secando. De acordo com o documento, o consumo de água no mundo dobrou nos 40 anos compreendidos entre 1961 a 2001. [...]
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Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Jornal Valor Econômico (restrito a assinante), em 31.03.2008
Por Dexter Roberts
O empresário Tim Hsu começou a fabricar lâmpadas há mais de 20 anos em Taiwan. E como dezenas de milhares de outros donos de fábricas em Taiwan, Hong Kong e Macau, ele posteriormente transferiu suas operações para a região de Guangdong, no delta do Rio da Pérola, no sul da China. Lá ele estabeleceu sua empresa, a Shan Hsing Lighting, num rincão sonolento de arrozais e granjas de patos denominado Dongguan. De lá para cá, a região cresceu e transformou-se na maior base industrial do mundo em uma série de setores, como os de produtos eletrônicos, sapatos, brinquedos, mobiliário e iluminação. A combinação de baixos salários, regulamentação mínima e uma moeda barata era imbatível. Hsu estava tão confiante no futuro de Guangdong como “fábrica do mundo” que investiu US$ 7 milhões em instalações maiores, que começaram a operar neste ano.
Agora, muitos dos fabricantes chineses – entre eles a Shan Hsing – estão vivendo o tipo de reestruturação que dilacerou o coração dos EUA uma geração atrás. O mercado habitacional americano, que gerou demanda por tudo o que vinha da China – de móveis modulados a louças para banheiros-, despencou. Uma nova lei trabalhista chinesa que entrou em vigor em 1º de janeiro fez subir consideravelmente os custos em um mercado de trabalho já apertado. A disparada nos preços de commodities e energia, assim como o cancelamento, por Pequim, de políticas preferenciais para exportadores, prejudicaram os industriais. A valorização da moeda chinesa já tornou mínimas as margens, levou milhares de fabricantes para a beira da falência e pôs em risco o papel da China como o maior exportador de produtos baratos.
A nova fábrica de Hsu está operando a apenas 60% de sua capacidade, e ele prevê que metade das fábricas de lâmpadas na China – quase todas sediadas em Guangdong – terão de fechar suas portas neste ano. “Fábricas de calçados, de roupas, brinquedos, móveis, todo mundo está fechando as portas”, diz ele. Não é apenas Hsu que está alarmado. “Passamos 20 anos construindo nossa indústria – do zero até chegar a ser a uma das maiores do mundo”, diz Philip Cheng, presidente da Strategic Sports, responsável por metade da oferta mundial de capacetes para motociclistas e ciclistas e dona de 17 indústrias no delta do Rio da Pérola. “Estamos morrendo.” Cheng diz que já teve margens de 8%. Suas margens hoje? Quase nulas.
É difícil levantar estatísticas abrangentes sobre o fechamento de fábricas. Mas a Federação das Indústrias de Hong Kong prevê que 10% de estimadas 60 mil a 70 mil fábricas controladas por Hong Kong no delta do Rio da Pérola cessarão suas atividades neste ano. Nos últimos 12 meses, 150 fábricas de calçados ou fornecedoras dos calçadistas fecharam as portas em Dongguan, segundo a Associação de Calçadistas Asiáticos. Mais indústrias ainda vão desaparecer com o desaquecimento da demanda. Jonathan Anderson um analista do UBS espera um crescimento geral das exportações de apenas 5% ou menos para a China neste ano. Leia o resto do artigo »
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Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho (meus artigos) do Blog do Jefferson
Neste último domingo, o PT de Belo Horizonte realizou votação para escolher os delegados que votarão no próximo dia 06 sobre a aliança idealizada pelo governador mineiro Aécio Neves e o prefeito Fernando Pimentel, do PT. A chapa “PT Pelo Entendimento” – que representa a aliança entre PT-PSDB obteve cerca de 85%. Os partidários ligados aos ministros Patrus Ananias e Luiz Dulci e também ao deputado estadual André Quintão, pré-candidato à prefeitura de BH, não apresentaram chapa para a votação neste domingo. O boicote é uma maneira de mostrar a insatisfação do grupo com relação à forma que a aliança está sendo conduzida. A despeito disso, uma pesquisa do Vox Populi mostrou que a aliança PT-PSDB tem amplo apoio na população belorinzontina. Resta saber se esta mesma população estaria disposta a eleger um candidato sem história com a cidade, escolhido para ser filiado a um partido da base do governo federal simplesmente para a continuidade do projeto político do prefeito petista e governador tucano. Veja a matéria abaixo:
DO ESTADO DE MINAS
A julgar pela opinião da grande maioria dos belo-horizontinos, os delegados do PT devem aprovar na votação que ocorrerá domingo que vem a aliança com o PSDB em torno da sucessão da prefeitura da capital mineira. Pesquisa Vox Populi realizada para a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) entre os dias 7 e 11 revela que 84% dos eleitores de Belo Horizonte aprovam a parceria entre o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT) – os dois principais articuladores da dobradinha em torno de um candidato único filiado a um partido neutro. Leia o resto do artigo »
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Publicado originalmente no Último Segundo, em 27/03/2008
Redação com agências
SALVADOR – O prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, voltou a atacar o Ministério da Saúde por causa da epidemia de dengue na capital fluminense. Participando hoje em Salvador dos festejos do primeiro aniversário do seu partido, o DEM, ele não poupou críticas à pasta comandada pelo ministro José Gomes Temporão. O prefeito do Rio, que nega que haja uma epidemia na cidade, disse que também rezou contra a dengue.
“Pedi ao Nosso Senhor do Bonfim que nos ajude, que leve o mosquito da dengue em direção ao oceano e nos proteja”, disse Maia, segundo informações da GloboNews.Para o prefeito carioca, “a dengue não é um problema do Rio, mas de todo o País”.
“O que ocorre no Rio é derivado do que aconteceu no ano passado, em especial no Maranhão e no Piauí, onde surgiram surtos da dengue do tipo 2 e o Ministério da Saúde não nos comunicou o fato”, argumentou Maia. Leia o resto do artigo »
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Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008
Documentário em três episódios produzido pela BBC, trata sobre a subida dos neoconservadores e dos fundamentalistas islâmicos ao poder.
Episódio 1: “Está Frio Lá Fora, Baby”
O primeiro episódio faz uma análise histórica de como, enquanto os neoconservadores estadunidenses criavam a fantasia de um império maligno que ameaçava o mundo livre (a União Soviética), no mundo árabe, os fundamentalistas islâmicos difundiam a idéia de que o individualismo e o egoísmo liberal do Ocidente constituíam um perigo para a integridade das sociedades muçulmanas.
Duração: 59:01minutos
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Legenda: Português-Brasil
PARA ASSISTIR DOCUMENTÁRIO COMPLETO: CLIQUE AQUI
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Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – O medíocre desempenho econômico da União Européia tem preocupado os franceses nos últimos tempos. Para reverter tal cenário, o premier francês François Fillon, membro da conservadora UMP, que é o partido do presidente Nicolas Sarkozy, anunciou mudanças na orientação da política econômica francesa, que têm como principal ponto a busca do pleno emprego.
Ao diário conservador Le Figaro (clique aqui para ler a reportagem), o premier concedeu a seguinte declaração (a tradução é livre): “Com o pleno emprego, podemos reduzir a pobreza, tornar o mercado de trabalho mais competitivo e, como conseqüência, cria-se uma pressão para o aumento dos salários”.
Não custa repetir. Esta declaração foi dada por um político CONSERVADOR. Quando o mesmo problema ocorre em terras tropicais, a entourage reacionária despeja o arsenal ortodoxo, impondo-nos uma agenda recessiva com aumento na taxa de juros, cortes brutais nas despesas do governo e etc. Esta é mais uma demonstração do extremo conservadorismo da direita brasileira. No Brasil, não se sabe ao certo quem está pior: a direita ou esquerda.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 31 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Luís Nassif Online, em 28/03/2008
Por Luís Nassif
Coluna Econômica
A política econômica continua focando o objetivo errado. O último Relatório de Inflação divulgado na quinta-feira passada mostra dois quadros:
- A inflação tem sido importada – devido ao aumento de preços das commoodities internacionais e de algum choque agrícola (como o feijão).
- A principal peça do combate à inflação tem sido o setor externo – com o câmbio apreciado permitindo o barateamento das importações e reduzindo os excedentes exportáveis.
Ou seja, se a situação das contas externas degringolar e o câmbio se desvalorizar, todo esforço despendido no combate à inflação irá por água abaixo. Logo, manter as contas externas em ordem é um imperativo não apenas para garantir a manutenção do crescimento como o próprio controle da inflação.
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O Relatório mostra a deterioração das contas externas, admite que este ano haverá o primeiro déficit em cinco anos, mas diz que será facilmente financiável por investimentos externos. Esta é a conclusão geral do relatório e não bate com outras peças do próprio relatório.
Quando se desagrega o relatório e se avalia separadamente cada item relacionado às contas externas, não há nada que justifique a conclusão otimista:
- Em relação à balança comercial, o Relatório admite que a tendência é de esfriamento da economia mundial e, conseqüentemente, a queda na demanda e nos preços dos principais produtos de exportação brasileiros. Leia o resto do artigo »
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