Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente no site do Vaccarezza, em 20/3/2008
Atualmente, cerca de 1,2 mil cidades não contam com atendimento médico. Já no sistema público de ensino básico, o déficit é de 250 mil vagas. A intenção do MEC é suprir estas carências com profissionais formados com auxílio do Fies (Financiamento Estudantil). Para quitar os empréstimos feitos junto ao governo, eles trabalhariam no sistema público de saúde e educação.
Apenas novos candidatos ao Fies poderiam aderir a essa proposta. A adesão não é obrigatória. Atualmente, existem 14,3 mil alunos de Medicina no Fies. A inadimplência média do programa, para todos os cursos, é de 23%. Segundo publicou o jornal O Estado de S.Paulo nesta quinta-feira (20), a proposta é dada como aceita dentro do governo, já que conta com “extrema simpatia” do presidente Lula. Ainda falta encerrar as negociações com a equipe econômica. “São recursos que a União deixa de receber”, lembra o secretário de Ensino Superior do MEC, Ronaldo Mota. “Mas, neste momento, pode ser mais importante a troca por educação e saúde”. Leia o resto do artigo »
Postado em O que deu na Imprensa, Política Social | Sem Comentários »
Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008
Alex Ribeiro, de Brasília
VALOR – 20/03/2008
O agravamento da crise internacional nos últimos dias expõe as divergências entre o Banco Central e o Ministério da Fazenda sobre a condução da política monetária. Na visão da Fazenda, os juros não deveriam subir em um período em que aumentam as incertezas sobre a extensão da crise americana. Já o BC considera que os efeitos de uma eventual queda mais acentuada da economia americana são ambíguos e não necessariamente eliminam os riscos de aceleração da inflação.
Mesmo antes da piora da crise, a visão da Fazenda era de que o BC não deveria adotar uma política monetária mais restritiva, já que as pressões inflacionárias ocorridas desde dezembro seriam decorrentes única e exclusivamente de choques de oferta – principalmente a alta dos preços internacionais dos alimentos. O período mais negativo, na visão da Fazenda, teria sido em dezembro e, desde então, a inflação dá sinais de maior acomodação.
Para o BC, mesmo antes do agravamento da crise americana a alta de juros era uma hipótese a ser contemplada, porque a inflação não se deve apenas a choques de oferta, mas também ao maior aquecimento da economia – que tem dois tipos de repercussão. Uma é permitir que os choques de oferta em produtos com grande visibilidade para a população, como alimentos e energia, se propagarem para os preços de outros produtos. Outro problema é que o consumo e o investimento crescem acima da capacidade produtiva da economia, provocando a chamada inflação de demanda. O quadro geral, para o BC, ainda é favorável, tanto que as projeções feitas por seus modelos ainda apontam a inflação consistente com as metas. Mas os riscos aumentaram, o que levou o BC a cogitar uma alta na taxa básica na sua reunião deste mês, embora a decisão final tenha sido pela manutenção da Selic em 11,25% ao ano. Leia o resto do artigo »
Postado em Política Brasileira, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008
Os programas de transferência condicionada de renda (PTCRs) têm ganhado popularidade nos países em desenvolvimento. Esses programas consistem essencialmente na transferência de quantias em dinheiro para famílias pobres. A transferência é condicionada por se exigir uma ou várias contrapartidas da família beneficiada, como, por exemplo, zelar pela freqüência de seus filhos à escola.
Tanto governos quanto organismos internacionais multilaterais vêem os PTCRs como uma saída para os impasses que enfrentam. Os primeiros têm que lidar com uma severa restrição fiscal concomitante à necessidade de avanços na área social – para eles, os PTCRs são uma forma de se fazer muito gastando pouco. Os organismos internacionais têm endossado tais programas não somente pelas mesmas razões que os governos, mas também para tentar mudar a imagem de que suas intervenções têm tido pouco impacto sobre a pobreza na américa latina. Devido à sua visibilidade, os PTCRs se tornaram ainda objeto de intenso debate, mobilizando a opinião pública e exigindo posicionamentos dos políticos.
Ao contrário de outros modismos, os PTCRs têm, a seu favor, impactos reais e significativos em várias dimensões da vida das parcelas mais pobres da população dos países que os adotaram. Esses impactos têm sido revelados por processos rigorosos de avaliação. Há uma crescente literatura especializada mostrando que os PTCRs melhoram a educação e a saúde das famílias beneficiadas, reduzindo a pobreza e outras mazelas, tais como a mortalidade e o trabalho infantis. Para além de seus objetivos, os PTCRs têm tido efeitos sobre outras características sociais, a princípio fora do seu escopo. Talvez o mais importante desses efeitos não intencionais tenha sido a redução da desigualdade cronicamente alta que há séculos assola os países da América latina. E este é o efeito que nos interessa no presente estudo. Leia o resto do artigo »
Postado em Artigos Teóricos, Política Social | 1 Comentário »
Postado em 22 dEurope/London março dEurope/London 2008
Postado em O que deu na Imprensa, RESUMOS DO DIA | Sem Comentários »