Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente
Os primeiros municípios a serem beneficiados pelos ônibus escolares do programa Caminho da Escola serão Costa Rica, Bonito, Nioaque, Santa Rita do Pardo e Sidrolândia (todos do Mato Grosso do Sul).
Além de renovar a frota para dar mais conforto e segurança ao transporte dos estudantes, o programa busca reduzir o abandono escolar dos 8,4 milhões de alunos da educação básica que residem nas áreas rurais.
Em Costa Rica, por exemplo, há 28 ônibus para transportar cerca de cinco mil alunos da rede, sendo 1.050 deles só na zona rural. Cada veículo percorre cerca de 150 quilômetros por dia.
Os veículos padronizados (amarelos e pretos) serão financiados com isenção para impostos por uma linha de crédito permanente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) , que hoje tem R$ 600 milhões disponíveis. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
Por Roberto Pereira d’Araujo*
É constrangedor buscar evidências dos nossos próprios erros nas experiências de outros países. Quem tiver curiosidade, pesquise na pagina do Departamento de Energia dos Estados Unidos* o valor das tarifas médias de energia elétrica dos seus 55 estados. Escolhendo dois exemplos, poderá verificar que elas podem ir desde os US$ 65,30/MWh do Oregon até os US$ 154,50/MWh de Massachussets, uma relação de 1: 2,36, mais do que o dobro.
A ANEEL não fornece a informação por estado, mas a nossa menor tarifa média é a da região Sul com R$ 224,56/MWh. A maior é a da região Centro-Oeste com R$ 284,71/MWh. A relação aqui é de 1:1,26 e, infelizmente, nossa tarifa está mais para Massachussets do que para o Oregon.
Afinal, que mistério é esse? Como uma indústria que produz um serviço homogêneo como a energia elétrica é capaz de fornecer energia com preços tão diferentes? Mantendo a curiosidade no exemplo americano, o leitor poderá dar uma olhada no mapa da reestruturação dos setores elétricos por estado** para descobrir que, ao contrário da enganosa opinião dominante, apenas 14 dos 55 estados implantaram as famosas “reformas” mercantis que tiveram início na década de 90. Nos nossos exemplos, o Oregon está classificado sob o nome “reestruturação suspensa” e o caro Massachussets foi totalmente reestruturado pelo “mercado”.
Não é preciso ser nenhum Sherlock Holmes para entender a “cena do crime”. O Oregon é o estado onde estão localizadas as grandes usinas hidroelétricas do Rio Columbia, como a Grand Coulee (6.495 MW) ou a John Day (2.480 MW). Os americanos privatizaram suas hidroelétricas? De jeito nenhum! Além de não venderem, elas pertencem ao “The United States Army Corps of Engineers” cujo escritório principal está no Pentágono. Principalmente, além de não transferirem a propriedade, não entraram no “canto da seria” da regulação natural via mercado, tão endeusada no nosso país. Chega a parecer ideológico, mas o fato é que, a maioria dos estados ainda prefere o velho conceito de serviço público, onde o preço é calculado pelo poder público como um adicional razoável ao capital investido descontada as amortizações. Leia o resto do artigo »
Postado em Desenvolvimento, Energia, Haverá outro APAGÃO?, Internacional, Roberto D'Araujo | 14 Comentários »
Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
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Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson
Um belo artigo de Ladislau Dowbor, cientista político e professor de pós-graduação da PUC-SP. Retoma a discussão em torno da relação entre programas sociais e votos. Programas direcionados aos pobres são eleitoreiros? A resposta a esta questão não é sim ou não. Não há nada de errado nos pobres escolherem para votar aqueles políticos ou partidos que investem em programas em que são beneficiários. São pobres, não ignorantes. Da mesma forma que não é errado os ricos e parte expressiva da classe média votarem nos candidatos que direcionam políticas e recursos públicos que os beneficiem.
Na eleição de 2004, a classe média paulistana estava pé da vida com a prefeita Marta Suplicy, justamente porque suas políticas beneficiavam majoritariamente os mais pobres. A classe média paulistana sentia-se fora da partilha do bolo. A verdade é que qualquer política pública influencia a decisão do voto. A classe média urbana brasileira em grande parte dava apoio à ditadura militar porque era beneficiária de políticas públicas como financiamento habitacional generoso. Não era eleição, mas o resultado é o mesmo. Fica difícil questionar agora as políticas públicas voltadas à redução da pobreza e da desigualdade social. É o caso dos Territórios da Cidadania.
As políticas públicas voltadas para os mais ricos, além do voto dos seus beneficiários diretos, têm potencial de elevar o financiamento eleitoral para os políticos e partidos políticos que as produzem. É fato notório que o financiamento eleitoral beneficia políticos e partidos com maior quantidade de recursos. Não quer dizer que serão eleitos, mas dinheiro não atrapalha eleição. É a maneira que os ricos compram o apoio dos políticos e partidos que defendem seus interesses. Por que ninguém vem dizer que são políticas eleitoreiras. Veja o artigo abaixo:
Em defesa dos Territórios da Cidadania
Ladislau Dowbor*
Política que favorece os pobres sempre renderá votos, pois os pobres são pobres, mas não burros. E são muitos, efeito indiscutível de séculos de políticas elitistas. Ao tentar bloquear um programa que abre portas para um processo modernizador inclusivo, a oposição a Lula dá um tiro no pé.
Às vezes a gente precisa desabafar um pouco. Escutando entrevistas na CBN, ouvi um desabafo indignado (no sentido parlamentar da palavra), de um deputado dizendo-se escandalizado com o programa Territórios da Cidadania. Como é dinheiro para as regiões mais pobres do país, evidentemente trata-se de uma medida eleitoreira, de uma autêntica compra de votos, raciocina ele. Há quem queira declarar o programa inconstitucional. Leia o resto do artigo »
Postado em ELEIÇÕES, projetos e estratégias: 2008 e 2010, Jefferson Milton Marinho, Política Brasileira, Política Social | 4 Comentários »
Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
“Se se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dêem-lhe o poder.”
Abrahan Lincoln
Um criminoso, quando mata, estupra ou comete qualquer atrocidade, se se conseguisse extrair dele a verdadeira razão pela qual cometeu o crime ele diria que fez o que fez simplesmente porque podia fazer. É disso que se trata essa questão envolvendo o Paulo Henrique Amorim e o IG.
À esta altura, acho difícil alguém acreditar na justificativa que o IG (não) deu (diretamente) para defenestrar o jornalista. Trata-se de uma atitude fria, protocolar, profundamente desrespeitosa com a parte do público do portal que gostava do que PH fazia.
Quem tirou o Conversa Afiada do ar no IG, fez isso porque tinha poder de fazer. Não se importou com o precedente que é para uma nação os mais poderosos começarem a calar os mais fracos por esses métodos. Isso acontecia no regime militar com aqueles que incomodavam a ditadura – sem grande ousadia, porque os que incomodavam mais eram calados definitivamente.
Não sei se foi o Daniel Dantas, o Citibank, a Veja ou o José Serra que tirou PH do ar, mas sei a quem ele incomodava. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
Do Vi o Mundo, Blog do Azenha
SÃO PAULO – O jornalista Paulo Henrique Amorim obteve ontem à noite, na Justiça, uma liminar que dá a ele o direito de recuperar os arquivos do Conversa Afiada que estão nos computadores do portal IG – aos quais deixou de ter acesso assim que a empresa decidiu demití-lo por fax. Funcionários ligados ao Conversa Afiada tiveram seus cartões de acesso à sede do portal bloqueados assim que aconteceu a demissão. Em seu novo site Paulo Henrique Amorim informou que recebeu a demissão por escrito, em fax assinado por Caio Túlio Costa. Em conversa telefônica com o Viomundo, lamentou a forma como se deu a demissão: o Conversa Afiada sofreu um blecaute repentino. Ficou mais de 8 horas fora do ar, até que voltasse em novo endereço.
O jornalista também lamentou não ter acesso a arquivos que considerava de ordem pessoal, como o conteúdo de palestras e registros de outras atividades que desenvolvia paralelamente ao site. O IG não distribuiu uma nota oficial a respeito da demissão. O Portal Imprensa informou que, de acordo com uma fonte anônima, Paulo Henrique Amorim foi demitido por não dar o retorno comercial esperado. De acordo com o site do IG, em setembro do ano passado o Conversa Afiada teve 475 mil acessos únicos. Leandro Guedes, que trabalha há dez anos com o site Webmasters Online, o segundo maior do setor, considerou o número bom, especialmente por se tratar de um site de conteúdo político. Porém, afirmou que é impossível fazer qualquer avaliação comercial sem conhecer o contrato entre a empresa e o jornalista. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
Do Vi o Mundo Blog do Azenha
SÃO PAULO – Eu mesmo fui o primeiro a escrever, aqui, sobre o chamado sangue de barata dos jornalistas brasileiros. Notei, em comentários aqui e ali, um certo grau de cobrança, de expectativa de “atitudes heróicas”, especialmente em relação ao Luís Nassif, que tem o seu site – um dos melhores do Brasil – hospedado no IG.
Acho botar a faca no pescoço do Nassif uma grande injustiça. Será que aqueles determinados em cobrar “atitude” não se dão conta da enormidade das pressões que ele deve ter enfrentado e, com certeza, continua enfrentando por conta da excelente investigação que faz sobre os bastidores de Veja?
Repito: minha saída “simbólica” do iBest, uma decisão também adotada por blogueiros como o Eduardo Guimarães, o Mello e o Renato Rovai, foi a única forma que encontrei de marcar uma posição que acredito ser de interesse não deste ou daquele indivíduo, mas do Jornalismo e dos internautas em geral.
A demissão de Paulo Henrique Amorim foi no estilo pula-catraca, tão ao gosto de chefes mafiosos. Por fax, com bloqueio de cartões de acesso de funcionários do Conversa Afiada e sumiço de conteúdo que o jornalista considerava pessoal: palestras e outras informações. Em uma das breves conversas telefônicas que tive com o Paulo Henrique eu disse a ele: há algo aí que está acima dos indivíduos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 20 dEurope/London março dEurope/London 2008
Blog do Nassif
No início de abril, a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputado poderá aprovar projeto de lei que acaba com restrições à entrada de empresas de telefonia fixa no mercado de TVs por assinatura. Haverá ainda a criação de cotas para a produção brasileira, o que deverá estimular o mercado de audiovisual no país. A idéia é ampliar de 5 milhões para 30 milhões o número de assinantes.
A cota corresponderá a 10% da programação da emissora no horário nobre. Não entram nessa conta programas jornalísticos, religiosos, esportivos, concursos, televenda e programas políticos. Em relação aos pacotes de canais, cada oferta deverá ter no mínimo 25% de canais nacionais – aqueles com 40% de conteúdo qualificado brasileiro e 20% de produção independente. Cumprida essa exigência, não há restrições à oferta de canais.
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