Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente em: Valor Online, (restrito a assinantes), em 12/03/2008
Por Martin Wolf
Que apostas eu tenho para as perdas do setor financeiro decorrentes da crise habitacional do subprime nos EUA? Será que tenho lances para os US$ 100 bilhões sugeridos por Ben Bernanke, o presidente do Federal Reserve, apenas em julho? Sim, agora tenho US$ 500 bilhões dos cavalheiros do Goldman Sachs. Alguma oferta acima dos US$ 500 bilhões? Sim, eu tenho US$ 1 trilhão a US$ 2 trilhões de Nouriel Roubini, da Escola de Administração de Empresas Stern da Universidade de Nova York. Alguma oferta? Dou-lhe uma, dou-lhe duas, dou-lhe três. É fácil ser cínico sobre esse leilão progressivo de cenários assustadores. Mas não podemos ignorá-los.
No artigo “Fingir que nada aconteceu é um erro” (nesta página, 27 de fevereiro), analisei as implicações das perdas agregadas de US$ 1 trilhão do setor financeiro. Esse número estava dentro das estimativas do professor Roubini e de George Magnus, do UBS. Eu concluí que mesmo esse valor seria gerenciável, embora doloroso, para uma economia do porte e para um governo tão solvente como o dos EUA. O professor Roubini alega que avaliei a perda financeira de forma demasiado leviana. Ele agora sustenta que as perdas financeiras poderão elevar-se a US$ 3 trilhões (The Economists’ Forum).
Um trilhão de dólares aqui, um trilhão de dólares acolá, e logo, logo já estaremos falando de dinheiro de verdade, mesmo para os EUA. Assim sendo, será que esse novo lance faz sentido? A maioria das perdas não recairá sobre o setor financeiro, mas sobre outros lugares. Como observa o professor Roubini, uma queda de 10% nos preços das casas (em relação ao pico), derruba US$ 2 trilhões (14% do Produto Interno Bruto) do patrimônio das famílias. A primeira queda de 10% já aconteceu. Aquilo que ele enxerga como uma provável queda cumulativa de 30% eliminaria US$ 6 trilhões, 42% do PIB e 10% do patrimônio das famílias. Agora mesmo, os preços em queda estão se apresentando em patrimônio familiar líquido descendente. O professor Roubini também fala de um declínio de US$ 5,6 trilhões no valor dos papéis e a possibilidade de trilhões de dólares adicionais de perdas em imóveis comerciais. As perdas totais poderiam até se igualar ao PIB anual. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado originalmente em: Valor Online, em 14/03/2008
Por Cláudia Safatle*
A decisão política que orientou as medidas cambiais anunciadas pelo ministro da Fazenda, e norteou as linhas da política industrial que o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, deve apresentar na próxima semana ao presidente Lula, foi tomada na semana passada: o governo fará o que for necessário para impedir um eventual processo de desindustrialização do país.
Os indicadores de forte crescimento das importações de bens manufaturados nos primeiros dois meses deste ano anteciparam a reação do governo. Enquanto as exportações de produtos industrializados cresceram 17% entre janeiro e fevereiro contra o mesmo período do ano passado, as importações de bens de capital aumentaram 57% e as de matérias-primas e intermediários, 53%. Em 2006, o país registrou superávit de US$ 5,9 bilhões na pauta de industrializados. No ano passado, teve um déficit de US$ 7,8 bilhões. É fato que as indústrias estão importando mais para se modernizarem e, também, vendendo mais para o mercado doméstico, em franca expansão. Mas o ministro da Fazenda não acha que isso seja uma compensação. “As empresas devem ter um olho no mercado interno e outro no mercado externo para serem mais eficientes.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicada originalmente na Revista Desafios do Desenvolvimento, na Edição 39, janeiro/2008
Por Jorge Luiz de Souza
Relatório da United Nations Conference on Trade and Development (Unctad) estimula os países em desenvolvimento a intensificarem um tipo de regionalismo que não necessariamente reúne países que estão em uma mesma região, mas entre países que têm interesses comuns, embora estejam geograficamente distantes, aproximando a América Latina da África e da Ásia.
Tanto os países em desenvolvimento quanto os países desenvolvidos estão frustrados com a lentidão das rodadas de negociações multilaterais sobre comércio e integração, e isto tem levado a um crescimento sem precedentes de acordos paralelos. Serão esses acordos uma solução? Não, diz um adversário poderoso. A Comissão das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad – em inglês, United Nations Conference on Trade and Development), em seu relatório anual de 2007 (Trade and Development Report – TDR), qualifica como perigosos os acordos bilaterais que têm sido firmados crescentemente entre Estados Unidos e países menores, ou entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Do Grupo Tribuna da Internet, de 14/03/2008
Ao entrevistar a secretária de Estado dos EUA, o colonista Willian Waack, da platinada, perguntou o que quis e ouviu o que não queria…
Condoleezza Rice afirmou, reafirmou e destacou que o Brasil e o presidente Lula são líderes na América do Sul e, também, no mundo. Elogiou a liderança do país na região e as ações do governo brasileiro na recente crise diplomática entre Colômbia e Equador. Para ela, o governo do Brasil tem sido efetivo em “ajudar a melhorar a vida do seu povo”.
A secretária de Estado lembrou, com entusiasmo, a cooperação entre Brasil e Estados Unidos em projetos na África do Sul e nos projetos do biocombustível. Condoleezza voltou a fazer elogios ao presidente Lula ao ressaltar o empenho brasileiro em trazer ao foco o biocombustível. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
A Carta IEDI aborda dois assuntos referentes ao bom desempenho global da economia em 2007. As principais características da evolução do PIB, que alcançou 5,4%, é o primeiro deles. O segundo analisa o resultado da produção industrial brasileira, que alcançou 6% no ano passado, do ponto de vista da intensidade tecnológica.
Dois sérios problemas revelados pelos resultados do PIB devem merecer estudos e atenção:
(1) A contribuição negativa do comércio exterior de bens e serviços para o crescimento, que em 2007 chegou a 1,5 pontos percentuais. A valorização cambial, é claro, está na base de explicação desse resultado. Analistas não atribuem problema a esse resultado negativo de curto prazo, alegando que o mercado interno serve de compensação. Isso de fato ocorreu em 2007, podendo se repetir em 2008, mas leva a uma sobreutilização do mercado interno, requerendo um crescimento do consumo e do crédito tão acentuados que pode esbarrar em limites. Em uma hipótese ainda não vislumbrada, mas sempre possível, de menor dinamismo do mercado interno, o Brasil sentirá falta de políticas voltadas para assegurar um balanceamento maior entre fonte externa e interna de crescimento.
(2) Como outra conseqüência do câmbio valorizado, pode estar ocorrendo um empobrecimento das cadeias industriais de produção em um silencioso processo que a alta performance do crescimento da produção, mormente na indústria, parece não confirmar. Para pensar e aprofundar: segundo a pesquisa de produção industrial, a indústria de transformação acusou aumento real de 6% em 2007, mas, segundo os dados do PIB, foi menor o crescimento real do valor adicionado da indústria, 4,9%. Cresce a produção, porém com menor agregação de valor.

Mais detalhes em: IEDI
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Por Guilherme Costa Delgado*
Publicado originalmente em: Correio da Cidadania, em 12/03/2008
Em tom de jactância, anunciou-se recentemente, de fonte oficial, que o Brasil havia praticamente eliminado sua dívida externa pública no mês de fevereiro, quando o nível de suas reservas em moeda estrangeira, atingindo o volume de 190 bilhões de dólares, ultrapassara o valor dessa dívida (dívida externa de responsabilidade de entidades públicas). Do anúncio à sua leitura pelo ‘marketing’ oficial ou oficioso vai um pulo, qual seja, o de se criar uma “corrente de otimismo”, na linha das deduções equívocas – vivemos uma nova era, a dívida externa é coisa do passado.
O astuto inimigo da verdade não opera com falsidades absolutas, até porque é muito fácil desmenti-lo. Trabalha com meias-verdades, que são mais intrincadas para demonstrar e desmontar. Enquanto isso, desfila com sua versão de equívocos, logo sucedida por outra e mais outra, usufruindo sempre o benefício da ambigüidade e da dúvida. É precisamente neste contexto que se situa o caso que estamos comentando. Vejamos onde se encontra o “pulo do gato”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008

“Conheça a história de Maria da Penha, a mulher que lutou por quase 20 anos para ver seu agressor na cadeia e deu nome à lei especial contra a violência doméstica.”
Por Priscila Valdes
Apresentação em formato Power Point sobre a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 e a história de Maria da Penha, a mulher que inspirou seu nome.
Clique aqui para ver a apresentação na íntegra
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Postado em 16 dEurope/London março dEurope/London 2008
Não é recente o interesse acadêmico pelos temas crescimento econômico, desigualdade e seus mecanismos de transmissão. Este pode ter como justificativa a tentativa de compreensão dos motivos pelos quais alguns países crescem mais que outros, ou o porquê de determinadas regiões serem mais desenvolvidas que outras vis-à-vis seus níveis de desigualdade de renda.
No arcabouço dos modelos neoclássicos de crescimento e de crescimento endógeno, Solow (1956), Romer (1993) e Lucas Jr. (1988), com seus clássicos trabalhos teóricos, deram novos ares ao estudo de tão importante, e não menos delicada, questão. Em termos empíricos, o desenvolvimento e o aprimoramento da técnica econométrica serviram como motivação para diversos trabalhos [...].
Dessa forma, a análise da relação entre desigualdade e crescimento econômico, juntamente com alguns dos determinantes do crescimento econômico, é um dos objetivos deste estudo [...]. Leia o resto do artigo »
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