Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Nouriel Roubini
O professor da New York University, economista-chefe do site RGE Monitor e colunista de CartaCapital Nouriel Roubini calcula os custos de um processo de saneamento do sistema financeiro dos Estados Unidos. Analisa ainda a incoerência entre o discurso de laissez-faire do mercado, quando os ventos estão a favor, e os pedidos recorrentes dos bancos para que o governo alivie as perdas originadas no estouro da bolha imobiliária americana. “Definitivamente, estamos diante do paradoxo de privatizar os ganhos e socializar as perdas”, afirma o colunista.
CartaCapital: O senhor tem discutido teses de uma intervenção maior do Estado no mercado, para sanar a crise financeira americana.
Nouriel Roubini: Os problemas do crédito subprime se espalharam por toda a cadeia econômica. Chegaram aos financiamentos de boa qualidade, há um efeito forte sobre o segmento de cartões de crédito, de bônus emitidos pelas corporações e uma retração de consumo dos cidadãos. Milhões de mutuários vêem os preços de suas casas caírem, mas a dívida permanece alta. Eles simplesmente estão abandonando os imóveis, o que potencialmente pode causar um prejuízo de 1 trilhão de dólares. E não há soluções fáceis para o problema. O governo poderia comprar as hipotecas por valor superior ao de mercado, para evitar a quebra de muitos bancos. Outra opção seria simplesmente estatizar os bancos por um tempo. Mas isso terá um custo alto, em torno de 2,7 trilhões de dólares para o país. Em ambos os casos, seria uma situação muito delicada para o sistema financeiro.
Leia mais em: Entrevista CartaCapital.
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Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Nilton Monteiro diz que acordo entre petistas e tucanos em BH faz parte do esquema corrupto montado em Furnas, em 2002.
Fonte: Novo Jornal, 14/03/2008.
Nome bastante temido por integrantes do PSDB e do DEM, que tentam desesperadamente desqualificá-lo, o consultor de empresas Nilton Monteiro agora parte para cima do PT.
Monteiro declarou que vai impedir a aliança entre PT e PSDB na sucessão municipal em Belo Horizonte.
“Mando um recado para o prefeito Fernando Pimentel e para o governador de Minas Gerais: em breve vou revelar fatos gravíssimos envolvendo nomes importantes que atualmente articulam esta vergonhosa aliança entre petistas e tucanos. Portanto, abandonem essa idéia. Essa parceria é o trunfo que eu tenho nas mãos. Ela começou no final de 2002, em Furnas. Isto é resultado do esquema sujo que funcionou em Furnas”, afirmou.
O consultor de empresas disse que vai expor parte da gigantesca gama de informações e documentos que acumulou nos últimos anos da prática de atos ilícitos ocorridos a partir do final de 2002, em Furnas, a fim de provar que a inusitada aliança eleitoral na capital está ligada com a corrupção na estatal. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Extraído do Clipping do Ministério do Planejamento
Publicado originalmente em: Jornal do Brasil, 14/03/2008
Por Antonio Carlos Lemgruber
A China fez a maior besteira do mundo. Aceitou apreciar a moeda para agradar aos americanos. Como a taxa de juros lá é mais ou menos parecida com a dos EUA, está havendo uma onda de hot money – o famoso carry-trade, sobretudo para quem toma dinheiro em ienes ou francos suíços.
A taxa de câmbio estava fixa. Ia tudo bem.
No Brasil, fala-se muito em controle de capitais para segurar o câmbio. Nada disso. Basta uma penada. A velha taxa fixa de câmbio. Parece até que o sistema acabou, mas basta olhar dentro do sistema do euro para ver que as taxas européias são fixas.
A melhor maneira de arrumar a casa – com essa montanha de reservas – é fixar o câmbio (claro que com uma pequena desvalorização de pelo menos 15%) e, a partir daí, defender a moeda e ponto final. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicado no site Webtranspo
Por José Augusto Valente*
Há um discurso fácil, com grande respaldo na grande imprensa, que diz o seguinte: “os portos públicos são ineficientes e só há uma solução, privatização ampla, geral e irrestrita, com a ruptura do atual marco regulatório”. Esse discurso não tem recebido a contraposição adequada, e pode levar a uma eventual situação de cristalização dessa idéia-força, com conseqüências perniciosas para o desenvolvimento econômico brasileiro.
O diagnóstico contido nesse discurso, entretanto, não tem a menor fundamentação na vida real, conforme mostraremos a seguir. Na minha opinião, o discurso aceitável seria: “os portos públicos podem ser mais eficientes, em que pese o atendimento do crescimento acelerado e inimaginável (até três anos atrás) da movimentação de cargas nos dois sentidos, importação e exportação”.
Entretanto, a partir desse segundo diagnóstico não caberia a proposta de alteração do atual marco regulatório, permitindo a privatização ampla, geral e irrestrita. A continuação natural seria: “por isso temos que fortalecer os portos públicos, com mais recursos e com a estabilidade do atual marco regulatório, para que os agentes públicos e privados aumentem e acelerem os seus investimentos, levando a que esses portos sejam ainda mais eficientes”. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Extraído do Clipping do Ministério do Planejamento
Publicado originalmente em: O Globo (restrito a assinantes), em 13/03/2008
Por Ignacy Sachs*
O semanário britânico “The Economist”, de 9 de fevereiro, publicou um artigo altamente elogioso do Bolsa Família, apresentado como o maior programa no mundo de luta contra a pobreza, através da transferência da renda a onze milhões de famílias carentes, condicionada pela presença regular dos filhos na escola e pela participação nas campanhas de vacinação. Segundo uma funcionária do Banco Mundial trabalhando no Brasil, vários países se preparam para reproduzir esse esquema. Tanto mais que os recursos comprometidos são de ordem de apenas meio por cento do PIB.
Um estudo recente do Centro Internacional de Pobreza (uma parceria entre o Pnud e o Ipea) mostrou que o Bolsa Família contribuiu para uma queda no Brasil de três pontos no Índice de Gini – o indicador mais usado de disparidade de renda. Esse ritmo de queda é igual ou maior ao ritmo registrado em países como a Inglaterra e a França, quando esses países estavam instalando políticas de proteção social. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Geraldo Serathiuk, advogado, especialista pelo IBEJ-Pr.
Assistimos a crises políticas no período democrático. Alguns atribuem à questão moral – a exemplo de outras vezes, quando se pensava que a simples aprovação de um Código de Ética resolveria o problema.
Para sair da crise, é proposta, de forma simplista, a punição de alguns e fala-se também da necessidade de se estabelecer à fidelidade partidária, o financiamento público de campanha, o fim das coligações proporcionais, o sistema de listas partidárias, a cláusula de exclusão para os partidos políticos e um sistema eleitoral misto. Porém, não se fala num dos temas mais importantes para a reforma política, que é a distorção do sistema representativo pela falta da adoção do coeficiente eleitoral nacional, para a eleição dos deputados federais e a necessidade de tirar o papel do Senado Federal de segunda Câmara revisora, que agride o Estado de direito democrático.
Ora vejamos, o sistema mantido pela nossa Constituição Federal foi o estruturado na ditadura. Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Extraído do Clipping do Ministério do Planejamento
Publicado originalmente em: Folha de São Paulo (restrito a assinantes), em 14/03/2008
A informação que consta na ata do Copom de que os diretores do Banco Central chegaram a discutir a possibilidade de um aumento dos juros foi interpretada pela grande maioria do mercado como um sinal de que a taxa poderá vir a subir na próxima reunião. O Copom deixou clara a preocupação com o aquecimento da economia sobre a inflação. Para Delfim Netto, não há nenhum fundamento nessa tese do Banco Central de que o aquecimento da economia representa uma ameaça à inflação.
Ao ter registrado na ata essa preocupação, Delfim afirma que o Banco Central apenas introduziu uma incerteza inútil ao mercado e que acabou provocando uma elevação da taxa de juros de longo prazo.
“Já que o juro vai subir mesmo, o juro sobe antes”, diz Delfim. “Na economia, a expectativa faz o fato.” Leia o resto do artigo »
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Postado em 15 dEurope/London março dEurope/London 2008
Publicada originalmente na Revista Desafios do Desenvolvimento, na Edição 39, janeiro/2008
Por Jorge Luiz de Souza
“Governo faz discurso, quem faz o desenvolvimento é o empresário, o espírito animal do empresário. Foi isso que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acordou. Estava dormindo. O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) teve esse mérito. O PAC na verdade pôs na mesa de volta o problema do crescimento.”
Desafios – O que o aproxima do atual governo?
Delfim – Eu admiro a política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Lula teve uma intuição correta quando deu ênfase para melhorar a igualdade de oportunidade no Brasil.Para o mercado funcionar, ele tem que ter um mínimo de moralidade. E a moralidade no mercado vem da igualdade de oportunidade. É como uma corrida, e para que as coisas funcionem é preciso que todo mundo parta mais ou menos do mesmo ponto.Talvez seja o papel fundamental do Estado: igualizar as oportunidades. O governo Lula é a intuição do Lula. Só isso. Na verdade, é o único sujeito no Brasil que quando fala em pobre está falando seriamente. Todos nós somos cínicos…
Desafios – O senhor faz críticas à política econômica?
Delfim – A economia é uma ciência moral e está longe de ser uma ciência exata. Ser constituída de escolas já mostra que existem múltiplas visões no mundo. Uns crêem que o mercado seja capaz de produzir por si mesmo o equilíbrio, e outras, como é o meu caso – nem sei o que eu sou, certamente eu diria que talvez seja um keynesiano de pé quebrado. O certo é que o funcionamento da economia depende de um Estado. O mercado exige algumas coisas importantes, a primeira delas é a propriedade privada. Ora, quem garante a propriedade privada? É o Estado. Quando eu vejo um sujeito dizer que “nunca houve uma interferência do Estado nos programas de industrialização bem-sucedidos do mundo”, acho isto uma tolice monumental, de uma ignorância histórica gigantesca. Nunca houve nenhum processo de desenvolvimento no mundo em que o Estado não estivesse atrás, até hoje. Só que de vez em quando está bem escondido. Leia o resto do artigo »
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