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Blog do Desemprego Zero

Copom Sombra

Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 13 dEurope/London março dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por Rogério Lessa – 07/03/2008

Alencar BurtiPresidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB).

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter mais uma vez inalterada a taxa SELIC pode ser entendida como cautela em face das incertezas do cenário externo, tendo em vista que os últimos indicadores de inflação já mostram recuo dos preços. Não se pode ignorar, contudo, que a taxa de juros no Brasil continua extremamente elevada, sendo no momento a maior do mundo em termos reais, o que não parece se justificar, tendo em vista os fundamentos da economia brasileira. Com a redução das taxas de juros no exterior, aumentou o diferencial em favor do ingresso de capitais estrangeiros de curto prazo, o que pressiona a taxa cambial e afeta negativamente muitos setores. Esperamos que o Banco Central retome o mais rapidamente possível o processo de redução dos juros, para incentivar os investimentos e o crescimento.

Carlos Thadeu de Freitas – Consultor Econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e ex-diretor do Banco Central (BC)

A decisão de manter a Selic em 11,25% foi acertada porque, dada a conjuntura internacional, o Copom não tinha alternativa. Mas foi feita uma nota diferente da tradicional, informando que o Copom está “monitorando atentamente o cenário internacional”. O mercado avaliou como viés de alta e a nota gerou pressão para cima nos juros futuros justamente no dia do leilão de títulos públicos. Resultado: as taxas subiram e o Tesouro pagou mais caro pelos títulos. Depois a taxa futura voltará a cair, mas aí o Tesouro já tomou o prejuízo.

Dércio Garcia Munhoz, professor da Universidade de Brasília (UnB) e ex-presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon)

O Banco Central (BC) deveria ser impedido de comprar títulos do Tesouro, mas usa esses títulos para controlar a liquidez. Não fosse o atrelamento forçado do Tesouro à política monetária, poderíamos trabalhar com juros reais nulos ou negativos. Está errado jogar para o Tesouro o custo da política monetária. A partir dessa artimanha, que começou na Constituição de 1988, o BC foi impedido por lei de emitir títulos próprios. É isso que impacta na dívida pública. BC joga juros para cima para enxugar a liquidez e contamina toda a dívida pública. E o demonstrativo do Tesouro não registra isso como despesa.

Se a taxa básica (Selic) estivesse em 6%, a conta de juros cairia R$ 100 bilhões. O BC ficou com a antiga conta movimento (onde ficam depositadas as emissões de moeda). Somente em 2007, foram R$ 15 bilhões. É dinheiro que o BC retém, não remunera o Tesouro e ainda ganha mais R$ 10 bilhões aplicando. Isto sem contar o prejuízo do BC entre janeiro e outubro, de R$ 48 bilhões. Somando tudo, o rombo em 2007 foi de R$ 73 bilhões.

Se o BC e, em última análise, o contribuinte, perderam R$ 73 bilhões, alguém ganhou. Para corrigir isto, o BC deveria fazer política monetária com títulos próprios, como é no resto do mundo. O BC brasileiro é totalmente irresponsável quanto a taxa de juros, pois é o Tesouro quem paga e nem aparece nos demonstrativos.

Plínio de Arruda Sampaio Júnior – professor da Universidade de Campinas (Unicamp) – Até a FIESP já disse que está monótono falar da taxa de juros. O que fica claro na ação do BC é o fato da lógica rentista determinar o nível da taxa no Brasil, em detrimento de qualquer critério técnico em relação à inflação ou ao equilíbrio do balanço de pagamentos. Mais de 70% de nossa dívida interna está nas mãos de 20 mil famílias, conforme estudo do economista Marcio Pochmann. Então, a proclamada independência do BC tem como contrapartida a soberania do rentismo sobre o próprio BC. Isso faz com que a política macroeconômica não tenha nenhuma racionalidade.



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