‘As ilusões perdidas’ de Balzac
Escrito por Rodrigo Medeiros, postado em 18 dEurope/London março dEurope/London 2008
“O sucesso é a razão suprema de todas as ações, quaisquer que sejam elas. O fato não é nada por si mesmo, ele consiste inteiramente na idéia que os outros formam a seu respeito” (Honoré de Balzac).
Divina comédia humana?
Por Maria Fernanda Conti
- As ilusões perdidas, de Honoré de Balzac, trad. Ernesto Pelanda e Mário Quintana. São Paulo, Abril Cultural, 1978.
“O quadro pintado pelo autor, dos provincianismos e embates patéticos de uma elite decadente com a pequena burguesia, é constrangedoramente atual. Também é impiedosamente atual o pessimismo com que trata da questão jornalística, o seu comprometimento com o poder e com a manutenção da ordem estabelecida. Ainda hoje os vícios do jornalismo despertam controvérsias, que em muito fazem lembrar as nebulosas ligações descritas pelo universo balzaquiano. Ao retratar com maestria a estrutura típica da sociedade em vigor – fruto do processo de consolidação do capitalismo industrial como sistema -, Balzac pinta a imprensa com as cores de sátira violenta. ‘As ilusões perdidas’ nos joga na face nossas próprias contradições, nós, tão humanos quanto julgamos conveniente. Afinal, parafraseando o personagem Lucien, é difícil ter ilusões onde quer que seja. Em Paris ou em qualquer outro lugar do planeta”.
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