prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Subdesenvolvimento Sustentável – resenha do livro de Argemiro Procópio

Escrito por Rodrigo Medeiros, postado em 13 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Resenha de do livro “Subdesenvolvimento Sustentável”, de Argemiro Procópio, por Fábio Albergaria de Queiroz.

Fonte: Meridiano 47 (29/01/2008)

Subdesenvolvimento sustentável, assim Argemiro Procópio sugestivamente descreve o modelo de desenvolvimento predominante na região amazônica compartilhada por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela. Ao longo de sua exposição Procópio desnuda a realidade dos “oito amazônicos” ao apontar que a Hiléia, em pleno século XXI, ainda carrega consigo vários problemas estruturais, herança de um longo passado colonial.

Neste contexto, o autor nos apresenta a região como produtora de commodities e manufaturados com baixo valor agregado. Cita a mineração, a exploração madeireira e de metais preciosos, as redes do agronegócio da soja, da carne, do couro e, atualmente, da cana-de-açúcar como protagonistas do “continuum da sustentabilidade do subdesenvolvimento em novas versões da economia colonial nos oito países amazônicos”.

O livro traz importante contribuição ao analisar o papel amazônico no dinâmico mundo dos ilícitos transnacionais, tema que vem ganhando crescente importância nas Relações Internacionais e cujos desdobramentos ainda não são plenamente conhecidos. Neste cenário, onde os dados concretos dos fatos apresentados no livro apontam a região amazônica como grande player, Procópio cita a cocaína como único produto da Hiléia exportado com valor agregado.

O autor aponta as debilidades político-institucionais dos Estados amazônicos como um dos principais fatores responsáveis por tornar a Hiléia uma espécie de buraco negro geopolítico, ou vazio de poder, onde prosperam as redes do crime organizado e dos ilícitos transnacionais. Assim, dada a comum incapacidade destes países exercerem plenamente a soberania e a autoridade sobre seus territórios amazônicos, o processo de state building na região, denominada de Periferia da Periferia, acaba assumindo uma importante dimensão de segurança, um componente essencial para a manutenção da ordem regional.

Este é um dos pontos abordados que levam o leitor a refletir sobre a premente necessidade de se repensar o multilateralismo amazônico, principalmente quanto às várias dimensões da segurança regional. Na verdade, este tema destaca-se como assunto central no livro: as inter-relações entre as dimensões energética, alimentar, hídrica e ambiental da segurança amazônica.

Procópio dedica boa parte de sua análise aos efeitos ambientais do complexo agroexportador amazônico que tem na soja e, mais recentemente, na cana-de-açúcar seus produtos exponenciais. Ele ressalta que a agricultura tem o potencial de viabilizar o desenvolvimento sustentável por meio da ação governamental eficiente na formulação e implementação de políticas setoriais de desenvolvimento rural aliadas à gestão dos recursos naturais, o que requer a devida aplicação da legislação ambiental e ordenamento territorial.

Contudo, no caso amazônico, mais especificamente no Brasil, os dados apresentados pelo autor apontam a expansão da fronteira agropecuária com vistas à exportação como grande responsável pela implantação de um modelo produtivo direcionado ao uso intensivo dos solos e ao desenvolvimento de grandes monoculturas. Como resultado tem-se a conversão de áreas naturais em ‘agroecossitemas’ para atender a crescente demanda mundial pela soja e, no caso da cana-de-açúcar, pelo bioetanol.

Um dos pontos mais polêmicos abordados por Procópio refere-se à assertiva de que a diversificação de matrizes energéticas baseadas em insumos utilizados na alimentação humana, mesmo integrando um projeto de produção energética renovável, ameaça a Segurança Alimentar em várias frentes. No caso da expansão canavieira, esta situação é a gênese do que ele define como dualidade estrutural “fome-etanol”.

Em suma, ‘Subdesenvolvimento Sustentável’ destaca-se como importante referência aos que desejam entender e pensar o papel amazônico na dinâmica de um cenário ainda em mudança e cuja complexidade propicia espaço a novas possibilidades e conexões de ordem variada. Neste aspecto, o autor propõe uma releitura das relações internacionais amazônicas. Por fim, merece menção o fato de tratar acerca das várias dimensões do conceito de segurança, ponto ainda muito discutido no campo das Relações Internacionais, o que atesta a contribuição da obra à literatura sobre o tema.

Resenha do livro “Subdesenvolvimento Sustentável”, de Argemiro Procópio (Curitiba: Juruá, 2007. Por Fábio Albergaria de Queiroz, Doutorando em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília. – fabioaq@hotmail.com).



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>