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Blog do Desemprego Zero

Renascimento Desenvolvimentista e Integração Econômica na América Latina

Escrito por Rodrigo Medeiros, postado em 29 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Rodrigo Loureiro Medeiros (?)

Fonte: OBSERVATORIO IBEROAMERICANO DEL DESARROLLO LOCAL Y LA ECONOMÍA SOCIAL.

Resumo:

O artigo em questão aborda o renascimento do pensamento desenvolvimentista na América Latina. Suscitam releituras dos intelectuais desenvolvimentistas os fracassos das políticas neoliberais em fornecer respostas satisfatórias aos dilemas da região. A escola cepalina passa a ser um ponto de passagem intelectual obrigatório para se debater novos projetos. Como não existem soluções prontas ou mesmo transplantáveis, as sociedades latino-americanas enfrentam os desafios da experimentação institucional. Questões associadas a projetos de integração regional integram o escopo desse artigo.

Palavras-chave: pensamento desenvolvimentista; América Latina; novos projetos; experimentação; integração regional.

(?) Doutor em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, pesquisador associado à REGGEN/UNESCO e membro da rede EFE do Levy Economics Institute of Bard College.

artigooidlesrmedeiros2008.pdf



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16 Respostas para “Renascimento Desenvolvimentista e Integração Econômica na América Latina”

  1. Josélia E. Teixeira falou:

    A retomada das idéias clássicas como solução máxima dos problemas contemporâneos, revela uma tendência não apenas de pragmatismo do capitalismo para justificar através da racionalidade científica imposta pela teoria, assim como a suscetibilidade às idéias do primeiro mundo, da elite latino-americana, seja ela,intelectual, política ou industrial.
    Os estudos da CEPAL liberam o grito latino-americano e demosntram que existem pessoas capazes de refletir sua realidade e oferecer alternativas para resolver os problemas internos sem a pressão dos interesses externos (pelo menos uma tentativa).
    Retomar a pesquisa desses estudos são vitais para resgatarmos a independência de pensamento dos nossos cientistas sociais.
    Concordo om o autor Rodrigo Medeiros que as soluções aos problemas latino-americanos são multifacetadas, no entanto, as mesmas, não virão envolucradas em um lindo papel de presente,com o remetente “G7″. Ainda espero que a expressão ” santo de casa não faz milagre” esteja equivocada!

  2. Rodrigo Medeiros falou:

    Prezada Josélia

    Precisamos revisitar os intelectuais cepalinos, pois suas contribuições podem nos inspirar no presente. Que ninguém se iluda, não há muito espaço para generosidades no concerto das nações. Relações de poder sempre existiram. A questão é saber como lidar com elas.

    Grato pelos comentários,

    Rodrigo L. Medeiros

  3. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Rodrigo,
    o que acha da idéia de me ajudar a transformar esse texto
    http://desempregozero.org/2007/07/23/a-esperanca-pode-vir-de-sao-paulo/
    em um texto para ser publicado no Valor, no Globo ou na Folha?
    e no futuro em um artigo acadêmico?
    Essa questão do federalismo brasileiro está relacionada com a ascenção, descenso e novamente ascenção do desenvolvimentismo no Brasil.
    O que acha?

  4. Rodrigo Medeiros falou:

    Caro amigo

    Acredito que se trata de um debate realmente necessário. Enviei um e-mail para o amigo com as minhas considerações sobre o assunto.

    Um abraço,

    Rodrigo l. Medeiros

  5. Heldo Siqueira falou:

    Amigos,

    outro dia estava conversando com um amigo sobre como a sociedade capitalista havia sido criada para defender os interesses da burguesia. E como as sociedades sub-desenvolvidas (se não me engano o Mantega era uma autoridade nesse assunto) desenvolveram uma (sub)burguesia moldada para enviar seus recursos para os países desenvolvidos.

    E ele concluía que a burguesia brasileira era má preparada para comandar o processo produtivo, pq não defendia os seus interesses, mas sim o interesse de outra burguesia. Acho interessante essa perspectiva. Apesar de ele defender a tese do centro e periferia e não do sub-desenvolvimento (eu acho que é dizer a mesma coisa com outras palavras).

    Acho um bom ponto pra discussão.

    Abraços

  6. Rodrigo Medeiros falou:

    Prezado Heldo

    Joaquim Nabuco, o grande abolicionista brasileiro, afirmou que no teatro do mundo os expectadores são as nações sem história. Celso Furtado, por sua vez, costumava dizer que desenvolvimento e subdesenvolvimento são os dois lados da mesma moeda. Os debates embutidos na relação centro-periferia não são novos. Raúl Prebisch foi o grande percursor desse debate na América Latina.

    Sinceramente, não conheço o trabalho acadêmico do Guido Mantega. Conheço sim o legado intelectual do grande Celso Furtado e de alguns intelectuais que trabalharam com a teoria da dependência. Lembro ao amigo que o FHC foi um dos expoentes da teoria da dependência. A visão dele converge para o que você escreveu: a burguesia brasileira seria incapaz de formular um projeto de desenvolvimento autóctone, pois, desde o mercantilismo que nos fundou, ela esteve vinculada de alguma forma dependente ao centro do sistema economia-mundo.

    Um debate polêmico. Não creio que ele seja construtivo para os propósitos que buscamos neste blog. Acredito inclusive que essa visão da dependência foi produto da desilusão com os processos políticos de então. Sabemos que muitos intelectuais estiveram no exílio, alguns por opção e outros forçados a emigrar mesmo. O professor Luiz C. Bresser-Pereira levantou a hipótese de que tal fato haveria gerado ressentimentos quanto ao nosso processo de desenvolvimento econômico. Reitero, trata-se de um debate polêmico e cheios de nuanças.

    O importante é buscarmos aprender com pensadores do quilate de Celso Furtado para que o desenvolvimentismo de hoje, aquilo que denominamos de social-desenvolvimentismo (crescimento econômico com equidade social), não repita os erros de outrora. Certamente ocorreram fatos positivos em termos de crescimento.

    Entre 1930 e 1980 o Brasil industrializou-se, cresceu a taxas elevadíssimas e tornou-se a oitava economia do planeta. Problemas aconteceram. A crise da dívida externa de 1982 desnudou os calcanhares-de-aquiles da América Latina. Não há como negá-los.

    Entretanto, o neoliberalismo, primo-irmão dos desencantados com o desenvolvimentismo de então, não ofereceu respostas à altura para os desafios atuais e futuros. Tem razão o sociólogo Francisco de Oliveira ao dizer que PSDB e PT ficaram muito parecidos.

    Um país que possui um peso como o Brasil – demografia, extensão territorial e PIB – não pode aceitar a condição de mero expectador no concerto das nações.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

  7. Eduardo Alves falou:

    Companheiros,

    A idéia de modelos definidos a serem aplicados universalmente já foi soterrada, e creio que o neoliberalismo tenha sido a última ânsia dos economistas nesse sentido. Os momentos internacionais levam à busca de modelos. O momento atual é da China. Mas é óbvio que não podemos fazer um Brasil a lá Oriente, sem ter a real percepção de que aqui a cultura e a história são completamente diferentes.

    Cada país deve encontrar mesmo seu rumo. A China encontrou o dela. A Russia está encontrando. A India idem.

    Creio comovidamente que o Brasil está no caminho.

    Com relação à burguesia, acho um ponto interessante a discutir. Ela está satisfeita com o governo Lula? O que vocês acham?

  8. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Eduardo,
    essa é uma questão recorrente. Para alguns temas “a burguesia” pode ser um conceito útil.
    Para entender o governo Lula provavelmente não tanto. Parodiando Guimarães Rosa: a Burguesia são várias…
    Pequena e média empresa são burguesia?
    esses não mandam nada.
    e as grandes empresas?
    algumas estão ganhando muito, outras estão perdendo,
    outras preferem Lula a FHC (como aqueles que se beneficiam do consumo popular e da construção civil).
    E há os grandes tubarões, que é o quem realmente manda.
    Bancos, grande imprensa e megaempresas internacionais ou internacionalizadas.
    Esses ganham muito quase sempre!
    ganhar para eles é a regra. assim, o que temem mais do que tudo é um governo que não dependa delas.
    por isso querem todos os governos fracos e de pires da na mão.
    Essas podem ganhar o que for no governo Lula, mas morrem de medo de um Lula forte. Por isso apóiam a irresponsabilidade acusatória da grande imprensa….
    abraços

  9. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezado Eduardo

    Já escutei de intelectuais muito respeitados que a China estaria revisitando estratégias utilizadas por outros países em momentos passados. Aproveitando-se do baixo custo de sua mão de obra e da baixa regulamentação trabalhista, os chineses se inseriram no sistema econômico internacional com muita fúria nos últimos vinte anos. Eles não inventaram a roda do desenvolvimento econômico. Apenas a estão adaptando as suas especificidades.

    Atualmente, podemos notar que eles estão buscando ir além das tradicionais vantagens comparativas estáticas de custos. Os chineses produzem commodities industriais de baixo ciclo de vida (…) Veja o que tem ocorrido com os preços dos pen-drives. Trajetória declinante em um curtíssimo espaço de tempo. Fator China? Em parte sim, porém não podemos deixar de notar que o ciclo de vida dos produtos vem caindo deste o advento do Sistema Toyota de Produção.

    O capitalismo precisa se revolucionar constantemente para que a eficiência marginal do capital seja maximizada. Sem grandes ilusões, as desigualdades sociais e regionais na China são enormes. Além dos ocultos custos ambientais do crescimento econômico. Conhecemos bem esse quadro. A diferença é que o PC e sua ditadura de comitê mantêm as rédeas curtas do controle das insatisfações.

    O Gustavo está certo no que diz respeito ao estudo das burguesias. Muito cuidado. Como poderíamos enquadrar o tal núcleo duro do PT, neoburguesia do mensalão? E a burguesia boliveariana do senhor Hugo Chávez, a boliburguesia da PDVSA? Cuidado.

    Nem todos gatos são pardos.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

  10. Heldo Siqueira falou:

    Rodrigo,

    acho que quando vemos casos como o da imprensa brasileira, que descaradamente luta contra o processo de desenvolvimento igualitário, temos um exemplo interessante de como a elite brasileira não consegue pensar além do papel que lhe é dado pela elite global. O projeto de desenvolvimento que fez o Brasil crescer dos anos 30 até os anos 80 criou essa elite, de forma que eu não acredito que tal processo estivesse desligado da relação centro-periferia.

    Na verdade, acho que a visão desenvolvimentista esteve mais em voga por apresentar as respostas que a elite precisava naquela época. Portanto, é uma armadilha acreditar que o Brasil foi mais desenvolvimentista ou menos desenvolvimentista. Inúmeras idéias críticas ao liberalismo exacerbado apareceram nos anos 90, apesar de não ganharem o espaço que tiveram antes.

    Não acrescentei muito, mas acho uma ressalva importante.

    Gustavo,

    o governo foi eleito, em grande medida, pelos interesses dos tubarões. Logo, a margem de manobra para mudanças políticas era muito pequena.

    A questão é que o Lula percebeu que se continuasse com as políticas “ortodoxas” perderia as próximas eleições, e justamente em um momento em que o capitalismo mundial apresenta oportunidades para os países emergentes. É natural que a elite brasileira (para não chamar de burguesia) esteja pensando em galgar alguns patamares em termo de influência em nível global.

    Assim, creio que o espaço aberto pela derrocada do liberalismo está dando abertura para o ressurgimento do desenvolvimentismo. Entretanto, junto com o neo-desenvolvimentismo, aparece muita porcaria. E aí concordo com o Rodrigo que devemos aprender com o Celso Furtado, com o Prebisch pq a discussão do desenvolvimentismo não mudou muito (concordo com o Rodrigo q recorramos a autores antigos, mas quanto ao desenvolvimentismo não ter mudado, seria indelicado da minha parte dizer que ele afirmou isso).

    O bom foi que se percebeu que a opinião do público não é exatamente o que se tenta passar na imprensa. O verdadeiro “descolamento” que aconteceu com a economia brasileira, foi o presidente ter percebido que a opinião das pessoas não é tão manipulada quanto a grande imprensa (e o próprio presidente chegou a achar) acha que é! Talvez essa seja a grande vitória do desenvolvimentismo brasileiro.

    Abraços

  11. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezado Heldo

    Sempre houve muito oportunismo quando o assunto é desenvolvimentismo. Principamente quando alguns atores percebem que podem faturar com políticas públicas. Engraçado vermos grandes empresários que enriqueceram com o gasto público, ou mesmo com barreiras legais de entrada constituídas em acordos de bastidores com os governos do passado, defendendo o neoliberalismo.

    Para alguns, a concorrência boa é aquela que se passa no quintal do vizinho. Convenhamos, a própria estrutura acionária das SAs brasileiras revela como o nosso capitalismo é concentrador de renda. A mídia brasileira é certamente um capítulo interessante dessa novela.

    Busquei explorar no artigo algo que estivesse na linha daquela frase do século XIX: o passado só se repetiria como tragédia e farsa na América Latina. Autores como Furtado e Prebisch são importantes para compreendermos os grandes dilemas da respectiva região.

    Na penúltima seção busquei refletir sobre os rumos de uma nova política industrial para o Brasil. (Talvez um pouco desiludido com os processos de integração na América do Sul.) Creio que precisamos recuperar a dimensão nacional para depois sim partirmos com maior fôlego para projetos de maior envergadura no nosso subcontinente.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

  12. Eduardo Alves falou:

    Amigos,

    Todos esses assuntos são bem amplos e complexos, e sem dúvida demandariam amplas discussões.

    Com relação à burguesia, Gustavo, (ou às burguesias, pois é relativo) os mesmos que antes estavam felizes com FHC hoje estão felizes com Lula. Os mesmos. A única diferença que vejo é que FHC trabalhava “para elas” e Lula não. Antes essa alta classe estava satisfeita e tranquila, porém hoje essa satisfação alberga preocupações, no sentido de não estar tão “garantido”, pois o modelo hoje anda na constante perspectiva de mudança.

    Com relação à China, Rodrigo,

    considero um caminho interessante o que estão apresentando ao mundo, pela conjugação de forças anteriormente antagônicas. Contemplamos hoje o comunismo ainda vigente aliado a um forte capitalismo. Aliás, ela é hoje o maior refúgio de capital internacional do mundo.
    Entra no mercado com forte exportação e agressividade, e internamente revive o marxismo-leninismo de outrora.

    Heldo,

    Gostei do: “a opinião das pessoas não é tão manipulada quanto a grande imprensa (e o próprio presidente chegou a achar) acha que é!”
    Esse foi um dos grandes troféus do governo atual. Aliás, precedente, a vitória do Lula por si mesma já foi uma demonstração disso.

    Abraços a todos,

  13. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Eduardo,
    concordo com vc!
    os grandes tubarões estão ganhando dinheiro como nunca. Mas como estão pensando 10 anos à frente, não gostam do Lula, pois ele não os faz dormir tranquilos. Temem uma reviravolta, pois o PT e a esquerda em geral sempre vão pressionar por mudanças. Eles acham que eempre há o risco de reviravolta. Hoje querem um governo bem conservador, até para isolar o Chavez e garantir mais uma postergação de uma reviralvolta popular.
    abraços

  14. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezados

    José Ortega y Gasset escreveu um livro bem interessante chamado ‘A rebelião das massas’ na segunda metade da década de 1930 (Martins Fontes, 2002).

    Há chances sim de que os governos mais populares promovam mudanças institucionais democratizantes. A questão é saber se os mesmos têm competência para tanto na América do Sul. Lula já perdeu tempo com muitas bobagens. Incluo nessa lista o paloccismo macroeconômico do primeiro mandato e a nomeação do Miguel Jorge para ministro do Desenvolvimento no segundo tempo do jogo.

    Segundo Ortega y Gasset, “a missão do chamado ‘intelectual’ é, de certo modo, oposta à do político. A obra do intelectual aspira, freqüentemente em vão, a esclarecer um pouco as coisas, enquanto a do político, ao contrário, geralmente consiste em confundí-las mais do que já estavam” (p.26-7). Ele prossegue em um tom bem ácido suas observações sobre a polarizaçao entre esquerdas e direitas. Não creio ser conveniente abrir maiores polêmicas.

    O fato é que a ausência de uma visão estratégica convergente de futuro como nação, competitividade da economia nacional com equidade social, por exemplo, nos faz navegar ao sabor dos ventos em pleno século XXI. Vejam o que se passa com o lançamento da “nova política industrial” do ministro Miguel Jorge.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

  15. Eduardo Alves falou:

    Gustavo e Rodrigo,

    Concordo com os dois. O problema maior que observo é o fato de o PT (Lula) ter emergido ao poder sem possuir projeto de país. E quando falo a projeto, não me refiro a idéias isoladas, e sim a um plano orgânico onde a sociedade organizar-se-ia ao redor dele; onde todos saberíamos o que seria feito, para onde estávamos caminhando; qual Brasil viveríamos daqui a 4 ou 8 anos.
    Não havia essa estrutura, portanto, é óbvio, surpresas nos esperavam.

    Hoje ainda não um projeto. A reforma tributária estão ensaiando alguma coisa agora, mas ninguém sabia até ontem o que o governo desejava. Essa incerteza é prejudicial. Agora, o que impressiona é a força e a liderança que o presidente exerce no povo. Hoje ele esteve aqui no meu querido Rio de Janeiro, mas não foi à zona Sul, foi à maré e ao Complexo do Alemão. Semana passada também esteve por aqui, perto de onde resido, no bairro de campo Grande, zona Oeste da cidade. Por onde passava, era aplaudido e admirado.

    Enfim, precisamos sim de política industrial séria, reforma tributária justa, reforma da previdência, reforma política, obras de infra-estrutura. É muita coisa, acho que ele poderia estar fazendo mais, mas está dando os passos que acha correto para construir um novo Brasil. E aos poucos está construindo.

    A América espera muito do Brasil, não apenas nós brasileiros.

    Abraços,

  16. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezados

    Há um livro muito interessante do John K. Galbraith chamado ‘Anatomia do poder’ (1983). Segundo o autor, as relações de poder derivam de três fontes: (1) a personalidade; (2) a propriedade; e (3) a organização.

    Em síntese, dificilmente a personalidade pode sustentar processos construtivos sem o amparo de estruturas organizacionais. Lembro aos amigos que o PAC agoniza por conta do atraso das obras, as ineficiências administrativas do Estado brasileiro, e da administração da política monetária por parte do BC. Dificilmente o Lula será capaz de sustentar o PAC no gogó.

    O relatório de mercado do BC brasileiro, o Boletim Focus, vem indicando que os efeitos multiplicadores do PAC são discutíveis. Para 2008 e 2009 o crescimento da economia brasileira fica aquém do registrado em 2007, 5,3%.

    Vamos aguardar o lançamento da “nova política industrial” do ministro de discurso pró-mercado Miguel Jorge, do Desenvolvimento, para confirmar como o governo Lula perde tempo com bobagens. Jorge saiu da direção do Santander para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Esperar o quê?

    René Descartes, um sábio pensador, recomendou a dúvida como postura cientifica. Creio que vale a pena seguir seu conselho. Afinal, este blog não esta no ar para defender governo algum. A postura deve ser crítica e simétrica em relação aos jogadores da arena política.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

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