Por que a oposição ‘bate palmas’ e ‘blinda’ o Meirelles? Porque o BURACO NEGRO do Banco Central é a solução dos problemas
Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Bruno Galvão *
Por causa da irresponsável política cambial e monetária, o banco central teve um prejuízo de R$ 47 bilhões em 2007. Isso equivale a 6 anos de Bolsa Família ou a mais de 4 vezes o que será gasto com os no novo programa social Territórios Cidadania (constestado pelo PSDB e o DEM, CLIQUE), que prevê beneficiar 24 milhões de pessoas.
Mas, o impressionante é que, ao contrário da brutal oposição ao Bolsa-Família e outros programas sociais, a oposição (qual?) e a imprensa não fazem qualquer contestação a irresponsabilidade do Banco Central. Os conservadores dizem que não tem dinheiro para a saúde, para a educação, para a segurança pública, para políticas sociais, para pagar pelo menos um salário mínimo para os aposentados. Mas, então como eles explicam que para bancar o prejuízo de R$ 47 bilhões do Banco Central nunca falta dinheiro? A verdade é que também não falta dinheiro para a educação, para a saúde, para a Previdência. Basta procurar nos prejuízos nos imputados pela gestão temerária do Banco Central que encontraremos os bilhões que faltam para melhorar a vida dos brasileiros.
Leiam abaixo o que saiu sobre isso na Folha:
uma mera notinha, sem qualquer crítica…
28/02/2008 – 18h45
Desvalorização do dólar faz BC ter prejuízo de mais de R$ 47 bi em 2007
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
A desvalorização do dólar no decorrer de 2007 afetou os ativos do Banco Central, que fechou o ano com um prejuízo de R$ 47,513 bilhões, contra resultado negativo de R$ 13,166 bilhões no ano anterior.
Hoje, a instituição apresentou ao CMN (Conselho Monetário Nacional) os resultado do segundo semestre e o consolidado de 2007.
“Esse resultado reflete a apreciação do real frente ao dólar”, explicou Anthero de Moraes Meirelles, diretor de Administração do BC.
Isso ocorreu porque as reservas internacionais do país ficam em poder do BC. Com a desvalorização do dólar, esse estoque tem uma variação negativa nos valores em reais. Além disso, há também o impacto das operações de “swap” cambial –operações em que o BC paga juros e, em troca, recebe a variação da cotação do dólar.
No segundo semestre do ano, o BC teve um prejuízo de R$ 17,209 bilhões. O diretor ressalta que, excluindo o efeito dos “swaps” e os ativos em moeda estrangeira, o resultado teria ficado positivo em R$ 9,166 bilhões.
Esse prejuízo será coberto pelo Tesouro Nacional até o décimo dia útil de janeiro do ano que vem, por meio da entrega de títulos públicos federais.
O resultado negativo do primeiro semestre, R$ 30,304 bilhões, foi coberto em outubro.
* Bruno Galvão dos Santos: Economista pela UFMG, mestre em economia pelo Instituto de economia da UFRJ. Doutorando pela mesma instituição. Meus artigos











29 dEurope/London fevereiro, 2008 as 9:46 am
Prezado Bruno
Precisamos mostrar incansavelmente que existe dinheiro disponível para os necessários investimentos públicos. Sabemos da complementaridade entre Estado e mercado no processo de desenvolvimento econômico.
Segundo dados do FMI e da CEPAL, a relação crédito privado/PIB brasileira tem sido uma das mais baixas do planeta, algo que gira em torno dos 30%. Isso certamente impacta na formação bruta de capital fixo (investimentos produtivos), que tem ficado aquém dos 19% do PIB nos últimos dez anos. Para termos uma idéia dessa problemática, a China apresenta indicador equivalente a 44% do seu PIB, ou seja, a oficina do mundo é irrigada por pesados investimentos em bens de capital.
Como se pode observar, dinheiro há no Brasil para investimentos privados. No entanto, o modus operandi do BC do doutor Meirelles não contribui para a elevação da taxa de investimentos na economia real. Atualmente, a taxa de ocupação da força de trabalho brasileira é de 51%. Os 49% restantes, segundo dados da CEPAL, encontram-se desempregados ou na informalidade.
Um abraço,
Rodrigo L. Medeiros