PT como álibi da VEJA contra Nassif
Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 19 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Bruno Galvão
Luís Nassif tem feito acusações sérias contra a Veja (clique aqui). O Grupo Abril sempre tão agressivo, agora está na defensiva. E vejam vocês, quem eles utilizam como álibi de que nunca usaram de calúnia? O PT. Aquele partido que juntamente com o Lula foram diversas vezes caluniados. Aliás, qualquer pessoa que não concorde com as posições políticas dos tucanos pode ser chamada de petralha (a mistura de petista com irmãos metralhas). O que afinal é comparar todas as pessoas que possam ter uma posição favorável ao Lula aos irmãos metralhas? Mas, a estratégia idiota do PT e, principalmente do Lula, de evitar o confronto com as forças conservadoras está sendo cobrada a fatura de novo. Na época do acidente da TAM o Lula foi chamado de assassino diversas vezes e não processou ninguém. Infelizmente, devido à força do dinheiro do Grupo Abril e possivelmente do banqueiro Daniel Dantas e ao conservadorismo de muitos juízes brasileiros, o Luis Nassif corre o risco de ser processado, CALADO e ter a PUBLICAÇÃO de seu LIVRO PROIBIDA por levantar acusações importantes.
Leiam o que ele acabou de escrever, dando a ele o direito de ofender, mas não de Nassif, simplesmente porque o PT nunca cogitou em processar ele ou a Veja por ofensa:
“Claro que sim. Digo, por exemplo, que o PT e as Farc são companheiros no Foro de São Paulo. O partido me processa? Não! Porque é verdade. Mas não digo só isso. Afirmo também que essa parceria significa um flerte da legenda com o terrorismo. O PT me processa? Não! Porque isso é uma opinião. Se eu afirmar, no entanto, que os petistas participam de ações terroristas e do tráfico de drogas, aí acho que eles vão me processar, sim. Sabem por quê? Porque eu estaria lhes atribuindo um crime. E, nessa hipótese, pior para mim: não teria provas”.
Entenderam a diferença? Não gostam da VEJA, do Diogo, de mim, do diabo a quatro? É um direito. Vão nos acusar de estar a serviço deste ou daquele, de fraudar o jornalismo, de distorcer os fatos em razão de interesses subalternos? Bem, aí vão ter de arcar com as conseqüências legais da mentira.”
Olha o que o mesmo Reinaldo Azevedo falou sobre o atual governo brasileiro no período do acidente da TAM:
“Estão todos de parabéns. Fabricar 360 mortos em 10 meses é realmente uma marca invulgar. Não é qualquer incompetente que consegue. Para matar menos do que isso, a ditadura levou 20 anos. Digo que foi “menos” porque uma parte morreu em combate. O estado assassino – ainda que assassinato culposo (se bem que a corrupção é sempre dolosa) – realmente chega ao estado de arte. Merece medalha.” (fonte: clique aqui)
”Fabricar” 360 mortos é crime. É no mínimo assassinato culposo. E ninguém da ANAC ou do governo processou o Reinaldo Azevedo.
Como nunca foram processados ele concluí que nunca ofenderam e JAMAIS CALUNIRAM. Incrível essa (in)lógica da Veja…
Mas uma coisa é verdade! O PT e o governo deveriam seguir o exemplo e usar as leis para se defenderem e, assim, não deixarem esse “álibi” para a Veja justificar o pesado bombardeio político sobre as reportagens do Nassif. Reportagens essas que não são calúnia e não são nada comparáveis às verdadeiras e terríveis calúnias deferidas semanalmente pela revista seus blogueiros bem pagos.











19 dEurope/London fevereiro, 2008 as 9:49 pm
Prezados
Esse risco que corre o Nassif é sério mesmo. A democracia brasileira é muito desequilibrada e o poder econômico tem grande força nos processos decisórios do Estado. Nada de novo. Alguns utilizam essa mesma argumentação para serem lenientes com a corrupção.
Não sei como o Nassif, um jornalista experiente, não avaliou os riscos de suas ações. Quais as cartas que ele tem nas mangas e quais os seus motivos? Penso que a questão não se resume a buscar estabelecer uma luta entre o bem e o mal, pois não há santos nessa arena.
O debate é sempre bem-vindo. Discutir o papel da mídia e sua concentrada estrutura é muito bom para a democracia brasileira. Se não estou enganado, são cinco as famílias que oligopolizam o setor. A escolha do padrão japonês para a TV digital, por sua vez, não ajuda a desconcentrar o setor. Lula perdeu a oportunidade histórica de democratizar o setor.
Espero que retomemos a temática do pleno emprego e os obstáculos ao desenvolvimento sustentado e eqüitativo brasileiro. Reconheço que o tema da Veja integra parte do imbróglio.
Cordialmente,
Rodrigo L. Medeiros
20 dEurope/London fevereiro, 2008 as 10:54 pm
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