Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Fonte: CartaCapital, 15/02/2008.
Nouriel Roubini
O economista da New York University e chefe do site de análises econômicas RGE Monitor, Nouriel Roubini, compara as diferenças entre as propostas para a economia norte-americana dos três principais candidatos a assumir a Casa Branca: Hillary Clinton, Barack Obama e John McCain. Comenta ainda os reflexos da eleição sobre a economia global. A conclusão é inequívoca. Seja quem for o novo morador da Casa Branca, haverá menor ênfase na guerra antiterror e maior aproximação com a América Latina.
CartaCapital: A começar pelos democratas, o que diferencia Hillary de Obama?
Nouriel Roubini: Não há diferenças fundamentais entre eles. Mas é possível se detectar algumas ênfases, principalmente no que se refere ao sistema de saúde. De maneira geral, os democratas vêm engrossando o discurso da universalização dos cuidados médicos. Hillary promete que todos terão planos de assistência médica, com subsídios do governo. Já Obama vai focar a política de saúde na assistência às crianças, e não necessariamente aos seus pais. Cálculos de alguns estudos mostram que essas iniciativas elevariam os gastos com saúde de 120 bilhões de dólares para cerca 140 bilhões de dólares ao ano. Em contrapartida, com 20 bilhões de dólares a mais por ano, o dobro de americanos teria acesso, de alguma forma, à assistência médica. Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
“Tenho idade para me lembrar de Franklin Delano Roosevelt e de Harry Truman. Embora Roosevelt tenha sido um grande líder, Truman foi o melhor presidente que os Estados Unidos já tiveram, e o que mais fez pelo país. Ele não gostava de visibilidade. Ao contrário, todos achavam que ele não era grande coisa, inclusive ele mesmo. Portanto, não vejo muito sentido nessa história de super-CEOs. Quanto aos altos salários, acho que são escandalosos. JP Morgan, que não era de forma alguma avesso ao dinheiro, disse em 1906 que qualquer empresa onde o alto escalão ganhasse mais de 20 vezes o salário médio dos empregados não poderia ser bem administrada. Ele se recusava a investir nesse tipo de negócio. Essa é ainda uma regra útil. É um erro afirmar que as escolas de negócios formam líderes. Sua tarefa consiste em formar medíocres competentes para que realizem um trabalho competente. Pode-se dizer o mesmo das faculdades de medicina. Sua função não é formar líderes, mas médicos que matem o menor número possível de pacientes. Permita-me dizer com toda a sinceridade: não acredito em líderes. Toda essa conversa sobre líderes é uma bobagem muito perigosa. É tudo conversa fiada. Entristece-me constatar que, encerrado o século 20, com líderes como Hitler, Stálin e Mao, as pessoas ainda estejam em busca de quem as comande, apesar de todo esse mau exemplo. Acho que tivemos carisma demais nos últimos 100 anos”.
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Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – Segundo o Banco Central, os investimentos diretos somaram US$ 4,8 bilhões em janeiro, o que significa o maior volume de entrada de recursos desta modalidade em janeiro, desde o início da série em 1947. Tal façanha ocorre a despeito da crise de crédito no mercado imobiliário norte-americano.
Por outro lado, a maior entrada de recursos resulta numa ampliação de envio de remessas e lucros para o exterior, o que tem pressionado o saldo em transações correntes. Pelo visto, as pressões internacionais ainda não surtiram efeito no Brasil.
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Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Rodrigo Vieira de Ávila *
Depois de divulgar amplamente o pagamento antecipado ao FMI, em 2005, dia 21 de fevereiro de 2008 o governo anunciou mais um suposto marco histórico: o de que os ativos do país no exterior, constituídos fundamentalmente pelas reservas internacionais, superaram a dívida externa pública e privada. Alega o governo que esta é uma evidência da superação do problema da dívida.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar que este suposto recorde não passa de manipulação estatística, originada em 2001, durante o Governo FHC, e perpetuada no governo Lula: a exclusão dos empréstimos intercompanhia (dívidas de filiais de transnacionais no Brasil com suas matrizes no exterior) do cálculo da dívida externa. Estes empréstimos dobraram em 2007, passando de US$ 20 bilhões para US$ 42 bilhões, mas são ignorados pelo governo, para que possa propalar um suposto marco histórico.
Em segundo lugar, o que está por trás deste acúmulo desenfreado de reservas cambiais? Uma verdadeira farra dos especuladores nacionais e estrangeiros, que trazem seus dólares em massa ao Brasil para comprar títulos da dívida “interna”, em busca dos juros mais altos do mundo. O resultado disto é a explosão da dívida interna, que atingiu R$ 1,4 TRILHÃO em dezembro de 2007, tendo crescido 40% em apenas 2 anos! Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
“Eu quero meu dinheiro. E não venha com desconto de INSS, não, porque isso é dinheiro roubado”, diz o ex-deputado. “É melhor você me dar do que sair tudo [todo mundo] algemado dessa porra.”
SÍLVIA FREIRE
da Agência Folha, em Maceió
Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça mostram deputados e ex-deputados estaduais de Alagoas cobrando o recebimento de parcelas de um suposto esquema criminoso que desviou cerca de R$ 280 milhões da Assembléia Legislativa e da União e durou de 2001 até o ano passado.
Ouça ex-deputado cobrando “dinheiro de corrupção”
As gravações, feitas em março e abril de 2007, fazem parte do inquérito da PF que resultou na Operação Taturana, de dezembro do ano passado, na qual 41 pessoas foram presas e dez deputados estaduais alagoanos –entre eles o presidente da Assembléia, Antônio Albuquerque (DEM), apontado como líder do esquema foram indiciados sob suspeita de desvio de dinheiro público.
Em uma das gravações obtidas pela Folha, o ex-deputado Gilberto Gonçalves (PMN) liga para o então diretor de recursos humanos da Assembléia, Roberto Menezes, e cobra dele o recebimento de dinheiro. Leia o resto do artigo »
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Postado em 25 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Maria de Fátima *
Em certa região, havia uma praia que funcionava como estrada, ligando os povoados litorâneos com a sede do município. Na maré seca, por ali passavam pessoas a pé ou a cavalo, e até veículos motorizados.
Em determinado trecho, porém, erguia-se uma elevação, mistura de rochas e falésias, que exigia cuidados. Havia duas pedras no caminho, que se abriam como passagem. Mas nunca com a maré alta. Era preciso esperar que as águas recuassem, abrindo o espaço necessário para a travessia. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Do Blog Cidadania
Tenho tido muito pouco tempo para me informar sobre o Brasil, mas essa polêmica entre a Folha e a Igreja Universal é muito divertida. Pensem bem: como tomar partido numa desinteligência entre duas instituições sobre as quais pesa tanta polêmica? Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Fonte: Anapar
Doze fundos de pensão aportaram recursos em fundos de investimentos e participações acionárias em empresas de telefonia e infra-estrutura, em sociedade com o Banco Opportunity, controlado por Daniel Dantas. Apesar de ter investido grande parte do capital, os fundos de pensão foram alijados pelo Opportunity das decisões e do controle destas empresas, o que lhes tem causado graves prejuízos ao longo do tempo.
Os fundos de pensão têm obtido vitórias judiciais sucessivas na Justiça brasileira e em denúncias apresentadas à Comissão de Valores Mobiliários, com base no descumprimento do dever fiduciário e em prejuízos impostos a cotistas e acionistas por parte dos controladores do Opportunity. O banco e seus prepostos vêm sendo afastados do controle e administração de fundos de investimento e empresas-veículo que controlam a Brasil Telecom, Amazônia Celular, Telemig Celular, Metrô do Rio de Janeiro e Santos Brasil. Os fundos de pensão e o fundo CVC Brazil, acionistas majoritários, nomeiam novos administradores para as empresas.
Aos poucos vão se comprovando os descalabros praticados pelo Opportunity e seus prepostos. Mostram-se evidentes os prejuízos Leia o resto do artigo »
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