Postado em 28 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson
Por Maria Inês Nassif, em “O Valor” de hoje
Política vai parar de ganhar com a miséria
(…) O país que lê e tem emprego só entendeu a extensão dos resultados do Bolsa Família quando as pesquisas eleitorais, no auge do escândalo do mensalão, passaram a dar a dianteira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre qualquer candidato oposicionista, apesar de ter sido mantido durante longo período sob o fogo cerrado da oposição.
(…) As eleições de 2006 desarrumaram o arranjo tradicional, onde os chefes políticos locais levam o rebanho até o candidato apoiado pelo chefe estadual e este, por sua vez, negocia favores da política nacional. Esse desarranjo foi favorecido não apenas pelo Bolsa Família, mas também pela universalização do uso da urna eletrônica, guardiã do segredo do voto. Como o chefe político local não era o dono do benefício concedido ao pobre – que vinha na forma de um cadastramento feito pela prefeitura, mas que depois se tornava uma relação entre o beneficiado e o banco onde ele recebe o dinheiro – não era também aquele a quem se deveria retribuir com o voto. Aconteceu de forma bastante ampla, em 2006, uma inversão do que ocorria tradicionalmente: em vez do chefe local dizer em quem o eleitor teria que votar – e já não teria total controle sobre esse voto, que é eletrônico -, foi o chefe quem correu atrás do candidato do cidadão pobre. Lula conseguiu apoios nada desprezíveis de prefeitos de todos os partidos. E certamente não foi porque os prefeitos tinham se tornado petistas. Eles simplesmente adiaram um confronto com seus eleitores – reconciliaram-se com eles por meio de uma adesão pontual ao candidato à reeleição para a Presidência.
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Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Colei um comentário do Sergio Telles que encontrei no Conversa Afiada. Ele é otimista demais na minha opinião. Otimista nas boas intenções do governo e otimista na capacidade estratégica do governo. Mas ele coloca idéias interessantes. Confira:
Por Sergio Telles
O governo Lula trata a Globo e a mídia nefasta e golpista da mesma maneira que atua em relações internacionais: ao mesmo tempo que estimula os países parceiros, também procura ter boas relações com os aparentemente contrários (fundamentalmente os EUA de Bush). Se nossa política diplomática é considerada quase que de maneira unânime como acertada, não há porque duvidar que a política em relação à democratização da mídia seja acertada também. O governo não é anti-Globo e nem pode ser. Ele quer mais é que surjam dezenas de Globos com várias opiniões diferentes e com isso a expressão de pensamento fique mais democrática. Bater de frente com a mídia é errado, como já foi visto nos casos do Requião e do próprio Chavéz, resulta em desgaste institucional e perda dos 2 lados [Caro Sérgio, o José Marcio Tavares sugere incluir o Brizola nessa lista de exemplos]. O governo dá uma pernada na Globo incentivando o uso da internet (que cresce em ritmo superior a qualquer outro país do mundo) e tenta manter uma relação cordial pela frente, da mesma forma que efetua várias parcerias com o Chavéz e com o Fidel, e tenta ser um parceiro dos EUA na questão energética. Pelos índices de popularidade do governo, a estratégica, fora sobressaltos golpistas superados com classe, mostra completa correção e esse papo que o governo é medroso, eu insisto, diria, o governo é sim um grandioso estrategista que vai dar um xeque mate mais cedo ou mais tarde na grande mídia, matando ela de inanição. Ela continuará a existir mas perderá sua capacidade de manipulação, e já em 2010 sentiremos como a coisa estará bem clara.
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Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
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Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Jefferson Milton Marinho* do Blog do Jefferson
A oposição política brasileira está completamente perdida. Até em ano eleitoral ela não fica ao lado dos pobres. E, assim, conquistar mais uns votinhos. O programa Territórios da Cidadania lançado pelo governo busca reduzir a pobreza. Os beneficiados são justamente aquelas regiões ou municípios com os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Daí que os presidentes do DEM, Rodrigo Maia, e do PSDB, Sérgio Guerra, vão entrar no STF para barrar o programa. A oposição é contra sob o argumento de que estamos em ano de eleições, portanto, o programa é eleitoreiro.
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Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Período: 16 a 18 de abril de 2008.
Local: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas-SP.
Alguns economistas acadêmicos, identificados com a matriz teórica keynesiana, interessados em discutir a dinâmica macroeconômica e os rumos da política econômica nos países emergentes, em especial o Brasil, resolveram criar uma Associação Keynesiana Brasileira e realizar um encontro internacional para discutir, teórica e empiricamente, problemas inerentemente relacionados ao funcionamento de economias monetárias e globalizadas, tais como instabilidades financeiras, crises cambiais, volatilidades de fluxos de capitais e crises de demanda efetiva e de desemprego. Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Gazeta Mercantil (26 de fevereiro de 2008), Caderno A – Pág. 2.
Editorial
O saldo da balança comercial na quarta semana de fevereiro alcançou um déficit de US$81 milhões. Motivo: as importações no período foram de US$3,74 bilhões, média diária de US$749,8 milhões, quando as exportações atingiram só US$3,66 bilhões, média de US$733,3 milhões. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, frente a este resultado, informou que o último déficit semanal foi na terceira semana de maio de 2002, quando o saldo negativo bateu em US$31,3 milhões. Esse fato deve ser contraposto ao anúncio, também dessa semana, de que a Companhia Vale do Rio Doce obteve reajustes de 71% para o minério de ferro de Carajás e de 65% para as demais jazidas. A Vale justificou o aumento explicando que aumentou sua produção, de 2000 a 2007, em cerca de duas vezes, enquanto a China, a maior consumidora externa, aumentou a produção de aço em cinco vezes nesses anos. A maior dificuldade da empresa era sustentar investimentos que acompanhassem esse sensível crescimento de demanda.
Há uma crença consolidada entre alguns analistas da corrente de comércio brasileira de que os preços em alta das commodities garantem um ganho nas relações de troca do Brasil com outros países e tudo indica que este aumento de preços tende a ser uma tendência bem mais longa do que antes era previsto. Nessa visão, o recorde no preço de comodities, em um País que as mantém como base da pauta, representa incremento adicional para o ingresso de dólares na balança comercial. Por essa razão, esses analistas esperam um superávit de cerca de US$28 bilhões, apenas pela alta no preço das comodities. Leia o resto do artigo »
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Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
STIGLITZ DENUNCIA HIPOCRISIA FINANCEIRA
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – Em artigo publicado pela revista eletrônica da Universidade de Berkley, o renomado (e lúcido) economista Joseph Stiglitz traça uma interessante comparação entre a crise asiática de 1997 e a atual crise do mercado de crédito imobiliário dos EUA (clique aqui para ler o artigo).
Segundo Stglitz, o FMI errou profundamente no diagnóstico e na profilaxia da crise asiática. Se a análise do FMI estivesse correta, segundo o economista, a recuperação destas economias não seria tão rápida (vide as taxas de crescimento dos países asiáticos). Mais do que isso, os países que superaram a crise com maior rapidez e eficácia foram aqueles que não seguiram a cartilha da entidade. Vale lembrar que China e Índia mantêm rígidos mecanismos de controles de capitais.
De certa forma, a crise atual tem como causa a excessiva liberalização da conta financeira, amparada nos interesses das grandes instituições financeiras. Para Stiglitz, a globalização financeira exacerbou a instabilidade dos fluxos de capitais e das principais variáveis monetárias de uma economia capitalista, quais sejam a taxa de câmbio e a taxa de juros, o que potencializa os efeitos de uma crise financeira e/ou cambial.
Portanto, o ilustre economista questiona a não-construção de uma arquitetura financeira que minimize a instabilidade financeira e que não onere de modo tão dramático o desempenho econômico de países periféricos. Apontam-se causas distintas das verdadeiras em função de interesses políticos e econômicos. Nisto consiste a famigerada hipocrisia financeira.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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Postado em 27 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
DÓLAR NO PENHASCO E A INSANIDADE DA AUTORIDADE MONETÁRIA
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – A taxa de câmbio é uma das variáveis mais importantes de uma economia capitalista. Ela converte a moeda nacional na moeda reserva de valor do sistema, isto é, ela serve como mecanismo de validação da riqueza social. O controle da taxa de câmbio pode compreender três objetivos: (i) controlar a inflação, dado a existência do passthrough (variação da inflação ocasionada pela variação da taxa de câmbio); (ii) manutenção da competitividade externa, ou seja, estabelecer uma taxa de câmbio competitiva para as exportações nacionais e (iii) manutenção da estabilidade financeira, que significa evitar distúrbios excessivos na taxa de câmbio que possam acarretar num descasamento de moedas e numa conseqüente crise cambial e/ou bancária.
Na economia tupiniquim, a autoridade monetária preocupa-se apenas com o primeiro objetivo, isto é, a taxa de câmbio é claramente utilizada para manter a inflação dentro de meta estabelecida pelo governo. Entretanto, a taxa de câmbio apreciada, além de prejudicar as exportações, o que pode ser percebido através do comportamento recente da conta comercial, e de comprometer a estabilidade financeira, no caso de uma depreciação súbita num ambiente de liberalização financeira, é conseguida por meio do estabelecimento de uma taxa de juros exorbitante.
Tal taxa de juros, e o diferencial implícito nela, incentiva a realização de operações no mercado de derivativos de câmbio, com vistas a explorar o diferencial entre os juros internos e externos, que exacerbam a apreciação através de um componente especulativo, que no momento de reversão do ciclo, pode comprometer o nível de reservas, a estabilidade financeira, a meta de inflação e o crescimento econômico.
Clique aqui para ler nosso manifesto.
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