MEMORIAL SOBRE A ATUAÇÃO DO BANQUEIRO DANIEL DANTAS E DO GRUPO OPPORTUNITY
Escrito por Imprensa, postado em 24 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Fonte: Anapar
Doze fundos de pensão aportaram recursos em fundos de investimentos e participações acionárias em empresas de telefonia e infra-estrutura, em sociedade com o Banco Opportunity, controlado por Daniel Dantas. Apesar de ter investido grande parte do capital, os fundos de pensão foram alijados pelo Opportunity das decisões e do controle destas empresas, o que lhes tem causado graves prejuízos ao longo do tempo.
Os fundos de pensão têm obtido vitórias judiciais sucessivas na Justiça brasileira e em denúncias apresentadas à Comissão de Valores Mobiliários, com base no descumprimento do dever fiduciário e em prejuízos impostos a cotistas e acionistas por parte dos controladores do Opportunity. O banco e seus prepostos vêm sendo afastados do controle e administração de fundos de investimento e empresas-veículo que controlam a Brasil Telecom, Amazônia Celular, Telemig Celular, Metrô do Rio de Janeiro e Santos Brasil. Os fundos de pensão e o fundo CVC Brazil, acionistas majoritários, nomeiam novos administradores para as empresas.
Aos poucos vão se comprovando os descalabros praticados pelo Opportunity e seus prepostos. Mostram-se evidentes os prejuízos causados a centenas de milhares de trabalhadores cuja aposentadoria, para a qual contribuíram durante toda uma vida de trabalho, depende dos investimentos dos fundos de pensão.
A ANAP AR oferece à opinião pública este Memorial que elucida a atuação do senhor Daniel Dantas. Tudo foi elaborado a partir de informações publicadas nos veículos de imprensa e de processos públicos, que podem ser acessados por qualquer cidadão brasileiro.
Os participantes da PREVI, PETROS, FUNCEF, CENTRUS, ELETROCEEE. CELOS, FORLUZ, FACHESF, VALIA, TELOS, FUNDAÇÃO COPEL, SISTEL e FUNDAÇÃO 14 querem ver apuradas as denúncias e ressarcidos eventuais prejuízos.
Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão











24 dEurope/London fevereiro, 2008 as 5:49 pm
Gente, aí não tem ninguém inocente. Não descartem a hipótese de que o afastamento desse pessoal foi benéfico para a empresa. Um bom ponto de partida é ver se a lucratividade com o Daniel dantas foi maior ou menor do que a méida do setor. Se a rentabilidade foi maior que a do setor, o que esse pessoal está reclamando é não ter podido fazer o que o Daniel dantas fêz. É só uma briga pelo butim e não pelo destino da empresa nem pelo interesse dos acionistas.
24 dEurope/London fevereiro, 2008 as 6:54 pm
Caro Bensaiddeitapevi,
antes de tudo obrigado pelo comentário.
Dizer que não há ninguém inocente, significa não dizer coisa alguma. é óbvio demais.
acho que vc não conhece muito sobre essa questão. Ou só conheceu a versão do próprio.
Dantas tinhas práticas que ultrapassavam qualquer critério de legalidade. É sobre isso que se está falando e não sobre meras brigas políticas.
O juiz de Nova York que condenou Dantas mais de uma vez ficou espantado quando viu algumas de suas práticas. Ele disse algo como: “voltamos ao faroeste?”
Umas das práticas mais comuns era a seguinte: (1) Dantas criava um fundo para participar das privatizações onde a participação do próprio Dantas era rídicula (às vezes chegava a ser próxima de 1%); (2) Ele próprio era administrador do fundo; (3) conseguia-se uns incautos para serem sócios do fundo; (4) graças aos bons contatos no governo FHC a maior parte desses incautos foram os fundos de pensão das estatais; (5) comprava-se as estatais (não vou discutir aqui se na privatização em si houve problemas de corrupção. houve, mas não vou me focar nessa questão); (6) AGORA ENTRE O MÉTODO “INUSITADO” DO DANIEL DANTAS: ele tinha uma predileção por concessionárias de serviços públicos porque nos contratos de “regulação” há garantias de que as tarifas deveriam sempre subir para acompanhar o aumentos dos cutos. Mas diferentemente de empresas públicas, as novas concessionárias supostamente por serem privadas não precisam respeitar a lei de licitações públicas. A IDÉIA “GENIAL” DELE então FOI A SEGUINTE: ENCHER AS CONCESSIONÁRIAS DE COMPRAS E CONTRATOS SUPERFATURADOS DE TODOS OS TIPOS: ADVOGADOS, CONSULTORIAS, PUBLICIDADE, CONTRATOS DE FINANCIAMENTO, COMPRAS EM GERAL, ETC. A agência reguladora era por contrato “obrigada” a elevar as tarifas. Por isso de início, os acionistas do fundo não percebiam o problema porque havia uma rentabilidade positiva (que não era tão alta como vc sugere). Não percebiam também porque no governo FHC ainda eram os mesmos que tomaram a decisão de investir no fundo do Dantas. Tinham o “rabo preso”.
A grande ameaça era a agência de regulação. mas essa não tinha estrutura, e nem mesmo burocracia profissional no início e
não controlava esses gastos de forma adequada e ele ainda subornava muita gente.
o problema é que ele exagerou e às vezes superfaturava mais do que a agência era capaz de respaldar com aumentos de tarifas. Aí começou a incomodar as oposições internas dos fundos de pensão e sindicados de empresas estatais, geralmente associados ao PT.
Começou também a exagerar por ganância, criando inimigos entre ex-sócios. Colecionou inimigos. e adotou dos piores métodos para contra-atacar. Abusou de grampos e espionagem.
Inimigos que eram obrigados a se aglutinarem em torno da oposição ao governo FHC. Quando Lula venceu as eleições, o equilíbrio de poder que permitiu tanta corrupção começou a mudar.
Daí foi uma bola de neve.
Como a ganância foi extrema, ele deixou muitos deslizes explícitos. A coisa só não desgringolou de vez para ele graças ao apoio incondicional que ele recebe de certos membros do Supremo e principalmente do apoio da grande mídia, cujo apoio deve cobrar caro.
Agora, muito me admira sua opinião tão favorável a ele. Quer dizer que para você o Dantas é um excelente administrador…
será que isso significa que os outros estão inventando sobre a corrupção do Dantas. Não é uma questão administrativa, é uma questão criminal.
acho que vc não deve ter lido muito sobre isso.
obrigado pelo comentário.
abraços