prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Gestão Serra gastou R$ 108 milhões com ‘cartões’, do Blog do Josias

Escrito por blogdojefferson, postado em 8 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Jefferson Milton Marinho do Blog do Jefferson 

Do Blog do Josias de Souza

Aos pouquinhos, a farra dos cartões governamentais vai se transformando numa encrenca suprapartidária. Iluminando-se os subterrâneos financeiros da gestão de José Serra no governo de São Paulo, descobre-se que o tucanato comparece à encrenca dos cartões em posição nada confortável.

Notícia veiculada pela Folha nesta sexta-feira (8) informa que, em 2007, o governo paulista torrou notáveis R$ 108.384.269,26 em dinheiro de plástico, chamado em São Paulo de “cartão de débito”. É uma quantia bem mais vistosa do que os R$ 78 milhões que os cartões corporativos federais despejaram no mercado durante o ano passado.

Há em São Paulo 42.315 cartões. De novo, muito mais do que o congênere federal: oficialmente, a CGU (Controladoria-Geral da República) diz que somam 7.145 os funcionários autorizados a portar os cartões federais. Extra-oficialmente, estima-se que o número de cartões passa de 11 mil.

Há mais: sob Serra, também se utiliza o cartão financiado com verba pública para efetuar saques na boca de caixas eletrônicos. Procedimento vivamente desaconselhado pelo TCU. Do total gasto em São Paulo no ano de 2007, 44,58% deixou o erário na forma de saques. Coisa de R$ 48,3 milhões. Na esfera federal, os saques somaram 75,26% do total.

Há pior: na administração tucana, a transparência é menor, muito menor, diminuta. As despesas com cartões só estão disponíveis no sistema informatizado que serve aos deputados na Assembléia Legislativa de São Paulo. Em Brasília, a maior parte dos dados encontra-se ao alcance de qualquer brasileiro no chamado Portal da Transparência.

O governo de São Paulo tampouco está imune aos gastos de aparência exótica. Por exemplo:

- Em 28 de julho de 2007, um dos cartões da administração paulista deixou R$ 597 na Spicy, uma conhecida loja de acessórios chiques para cozinha. O que foi comprado? Os computadores da Assembléia não trazem a informação. Limita-se a anotar a saída do numerário, num item batizado de “despesas miúdas e de pronto pagamento”.

- Em 4 de abril do ano passado, pagou-se com um cartão do governo de São Paulo R$ 977 na loja de presentes Mickey. De novo, “despesas miúdas e de pronto pagamento”.

- Em 11 de maio de 2007, foram à caixa registradora de uma churrascaria paulistana R$ 6.500. Despesa realizada com um cartão da Secretaria de Segurança.

Em nota oficial, a assessoria de Serra se manifestou assim: “Não existe cartão corporativo no governo do Estado de São Paulo. Nenhum secretário, secretário-adjunto ou qualquer autoridade estadual possui cartões do governo para qualquer tipo de gasto. Nenhum servidor possui cartões para pagamento de despesas pessoais.”

“O que existe”, prossegue a nota “é um sistema eletrônico para a realização de despesas do dia-a-dia, como compra de combustíveis, peças para automóveis e suprimentos de informática [...]. As secretarias com maior gasto (Saúde, Educação e Segurança Pública) são justamente as que se destacam na prestação de serviços diretos ao cidadão, e precisam manter as maiores estruturas de pessoal, viaturas e unidades.”

 O deputado estadual Simão Pedro, líder do PT na Assembléia Legislativa, diz que, por ora, “não há indícios para um pedido de CPI”. Informa, porém, que vai realizar uma apuração pessoal dos gastos do Estado.

 



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

8 Respostas para “Gestão Serra gastou R$ 108 milhões com ‘cartões’, do Blog do Josias”

  1. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezados

    Esperamos que o Estado brasileiro, em todas as esferas suas instâncias, gaste bem o dinheiro público. Políticas públicas eficientes e eficazes dependem disso.

    Se o debate sobre os cartões corporativos servir para alavancar uma qualificada discussão sobre o gasto público, creio que se tratará de uma boa contribuição.

    Não pode ser apenas mais uma cortina de fumaça para afastar as justas críticas à política econômica ainda vigente. Para quem se julga um bom combatente de desigualdades socioeconômicas, o seguinte fato merece reflexão: em 2007, para cada real empenhado no programa bolsa família o governo federal direcionou pouco mais de R$16 para quem vive de juros e amortizações da dívida pública. Certamente existe uma diferença de escala no número de pessoas beneficiadas por esses dois gastos públicos.

    A parcela do orçamento sob a autoridade do doutor Meireles é bem expressiva. Blindado das críticas dos intelectuais progressistas, desde os tempos do sociólogo presidente o BC determina o direcionamento de uma expressiva massa de recursos do orçamento federal. Os efeitos podem ser sentidos nos estados da federação, pois os mesmos precisam honrar os compromissos da dívida pactuados junto ao governo federal.

    E a melhoria das políticas públicas? Trata-se da principal vítima da combinação amadorismo na administração pública e ortodoxia monetarista.

    Cordialmente,

    Rodrigo L. Medeiros

  2. blogdojefferson falou:

    Caro Rodrigo,

    Concordo plenamente com sua colocações.

    Grande abraço,

    Jefferson

  3. Rafael Moraes falou:

    O gasto indevido do dinheiro público só dá mais força ao liberlismo, este por sua vez prega, cada vez mais, que o Estado deve ser reduzido. Os casos dos cartões estadual e federal não serão resolvidos apenas com as demissões dos gastadores, faz-se necessário uma revisão da importância e responsabilidade do funcionário público.
    Ou o Estado assume sua função ou vamos ver repedidas vezes esses casos

  4. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Caro Rafael,
    também acho que esses funcionários públicos devem ser demitidos.
    Entretanto, não concordo que esse caso tenha qualquer implicação sobre como deve ser gerido o Estado ou sobre qual ideologia é melhor.
    Porque todos em todos os países do mundo independentemente de serem mais ou menos liberais, ministros e secretários de estado possuem essas prerrogativas e em todos os países ocorre abusos nesses gastos. Mas em todos os países do mundo essa é uma questão menor e ninguém (além do governo Lula) coloca esses gastos transparentes e divulga na internet. Simplesmente porque é uma mixaria de dinheiro completamente insignificante perto das centenas de bilhões que esses ministros são responsáveis em administrar.
    essa questão deveria ser simplesmente insignificante. Porém, deixa de ser insignificante quando a imprensa ataca brutalmente o governo usando as informações que ele divulga, por ele ser o governo mais transparente do mundo nessa questão. E usa isso para mostrar que esse é o governo mais corrupto da nossa história. Entretanto, não faz o mesmo com o governador de São Paulo, sabidamente um protegido da imprensa. Apesar da situação do governo paulista ser muito PIOR. ESSE EXAGERADO ABUSO DA IMPRENSA BRASILEIRA QUE TENTA TUTELAR NOSSA OPINIÃO É UM CASO DE SUPREMA IMPORTÂNCIA PARA A DEMOCRACIA E PARA O FUTURO DO PAÍS.

  5. blogdojefferson falou:

    Rafael e Gustavo,

    Parte significativa da mídia querem mesmo é trincheira política. Não estão nem aí se tem ou não abusos nos gastos públicos. Assim, querem taxar o governo federal de corrupto. No início de 2003, várias operações descobriram fraudes na saúde. Todas elas começaram até mesmo antes do governo FHC. Passaram os oito anos sem ninguém ver nada.

    Afinal, quem não investiga, não encontra desvios. O Serra fala que não tem nada a ver com os vampiros, mas passou todo o seu tempo na pasta da saúde comprando hemoderivatios a preços quase três vezes maiores que os pagos na gestão do Humberto Costa. É só um exemplo. Isso aconteceu também nos casos das ambulâncias e nos outros casos.

    Os desvios dos cartões corporativos foram identificados inicialmente pela CGU. A mídia ficou sabendo que a CGU estava questionando alguns gastos e acabou descobrindo o portal da transparência. Esse papo de mídia investigativa acabou faz tempo. A mídia não identifica possíveis desvios, isso é balela. O que ela faz é dar doses extras de anabolizantes. Geralmente sem nenhum critério e, na maioria, não passam ao crivo de uma análise mais isenta. Os verdadeiros desvios não foram identificados pela mídia. Só os excessos e sensacionalismos.

    Se gasto indevido fosse o problema a ser questionado, não se poupava ninguém. Além disso, não custava dar toda a informação relevante sobre os cartões para a sociedade, inclusive a mais importante delas: as despesas reduziram após a disseminação dos cartões. Deixa que a sociedade decida o que bom e o que ruim. Não editores de jornais.

    Abraços,

    Jefferson

  6. Rafael Moraes falou:

    Gustavo,
    Acredito que o “buraco é mais embaixo”.
    O Estado liberal não dá importância para o servidor público, logo, ele não é valorizado, nem pelo Estado nem pela sociedade.
    Estamos deixando que pessoas sem compromisso com o país assumam o controle. Isso deve acabar.

  7. Eduardo Alves falou:

    Caros companheiros,

    O que me deixa indignado diante disso tudo não é apenas ver o dinheiro público descer pelo ralo, é a forma malversada que a nossa imprensa aborda certas questões, como essa. Há um espaço exacerbadamente alto para a crítica contumaz, acerba, e quase nenhum para a discussão das soluções. Isso sem falar das proteções, que foram muito bem lembradas por Gustavo. Há uma blindagem escancarada em alguns, e a intenção suja de destruir outros. Esse governo é transparente e isso é um grande avanço democrático.

    É claro que gastar 15 mil reais num restaurante não é bom para nenhum país que deseja ser socialmente justo, mas o fato de isso vir à público é. Por que? Por que na política nós temos um proscênio, e cunhou-se que nesse proscênio só há corruptos e incompetentes. Como a população já está acostumada com isso, é fácil explorar o assunto como falácia popular.

    O objetivo é desgastar e arranhar a imagem do governo. Não será feita CPI nenhuma; não se resolverá nada. Sairemos dessas denúncias sem conclusão alguma. Aliás, como aconteceram com todos os demais escândalos do governo Lula.

    Gustavo lembrou bem: a questão é insignificante. Mas como a imprensa comporta-se com um certo despudor, dá-se o valor que ela determina.

    Grande abraço,
    Eduardo.

  8. Gustavo Santos falou:

    Caro amigo Eduardo,
    concordo plenamente!
    vc leu o artigo sobre a Amazônia que o Rodrigo colocou agora?
    e vc leu esse artigo abaixo também?
    http://desempregozero.org/2007/12/10/maos-de-gato-a-politica-ambiental-externa-brasileira-esta-profundamente-equivocada/
    abraços,

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>