Fiesp quer política industrial regionalizada
Escrito por Imprensa, postado em 19 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Cibelle Bouças
VALOR – 19/02/2008
Capacitar mão-de-obra, investir em pesquisa, ampliar o programa de compras públicas do governo. Essas são algumas das demandas aventadas pelas indústrias paulistas para melhorar sua competitividade.
Nesta semana, empresários, pesquisadores e representantes do governo reúnem-se na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para criar uma agenda de prioridades com vistas ao aumento de eficiência do setor.
O resultado das discussões será encaminhado à Secretaria de Desenvolvimento do Estado para a elaboração de uma nova política industrial.
“Normalmente a indústria envia propostas ao governo, mas é a primeira vez que se realiza um trabalho em conjunto”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp.
Ontem, a entidade divulgou um estudo sobre competitividade em 26 setores industriais, elaborado por Fiesp, Secretaria de Desenvolvimento e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).
O levantamento, que também contou com o apoio de universidades, traz informações qualitativas e conclui, por exemplo, que, para ganharem competitividade, os setores aeronáutico, de transformados plásticos, defensivos agrícolas, tecnologia da informação e computação demandam mais mão-de-obra qualificada.
Os setores automotivo, aeronáutico, de petróleo e gás e de bens de capital precisam atrair mais investimentos estrangeiros, sobretudo para desenvolvimento de produtos para exportação.
Já os setores farmacêutico, de tecnologia da informação e de equipamentos hospitalares teriam maior estímulo ao crescimento com a ampliação do programa de governo de compras públicas. “Existem gargalos que podem ser solucionados com mudanças na legislação ou alguma outra ação de governo que não demanda investimento. E existem problemas que podem ser resolvidos pelas empresas”, observou Roriz.
O estudo apontou ainda questões comuns às indústrias e de conhecimento público, como carga tributária excessiva, gargalos logísticos e efeitos da política cambial. De acordo com Roriz, as propostas serão avaliadas pelo governador José Serra (PSDB), que já se comprometeu a concluir, nas próximas semanas, o programa de política industrial de sua gestão.










