prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

MEIRELLES, PARE DE NOS ENGANAR! Até o FMI está dizendo que você está errado: ” Em defesa de um estímulo fiscal “

Escrito por Imprensa, postado em 5 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Folha de S. Paulo – 1/2/2008

Em defesa de um estímulo fiscal

DOMINIQUE STRAUSS-KAHN – diretor-gerente do FMI

Só cortar juros pode não ser suficiente; é preciso um estímulo fiscal para elevar a demanda

HÁ UMA desaceleração econômica mundial em curso: problemas no mercado de imóveis norte-americano, desgaste no sistema financeiro europeu e dos EUA, e já há um início de desaceleração do crescimento das demais regiões. É evidente que, da perspectiva do FMI, as considerações de médio prazo têm importância crucial. Mesmo assim, isso não impede o emprego de políticas efetivas que contrariem o ciclo econômico.

O que as autoridades econômicas deveriam fazer caso o crescimento se desacelere de maneira tão acentuada? Muitos países trabalharam nos últimos anos a fim de reforçar a credibilidade de suas políticas monetárias, de modo que as expectativas inflacionárias são baixas e estáveis. Muitos também adotaram políticas fiscais mais sustentáveis.

É esse trabalho difícil que criou o espaço hoje existente para que sejam adotadas políticas capazes de compensar a desaceleração. A primeira linha de defesa continua a ser a política monetária. Caso o crescimento se desacelere e a inflação se mantenha sob controle, há espaço para um corte nas taxas de juros.

Mas a política monetária talvez não seja suficiente. Por quê?

Primeiro, o mecanismo de transmissão da política monetária está danificado. Embora cortar juros continue a ser efetivo, isso pode não funcionar para estimular o investimento e o consumo de forma tão veloz quanto antes. Os bancos sofreram perdas de capital e por isso desejam consolidar seus balanços e evitar assumir riscos adicionais.

Segundo, há o risco de que, caso uma desaceleração realmente se faça sentir, será difícil revertê-la. Os EUA e alguns emergentes têm um histórico de recuperação rápida. Outros países, entre os quais alguns na Europa e outros no Terceiro Mundo, têm mais dificuldade para promover recuperações velozes.

De fato, os EUA também podem enfrentar mais dificuldade para reverter a desaceleração, desta vez, tendo em vista o fato de que os domicílios precisam reconstruir sua poupança depois de anos em que seu patrimônio foi ampliado com base nos retornos propiciados pelo mercado de imóveis e pelo de ações.

Um estímulo fiscal oportuno e bem dirigido pode elevar a demanda agregada de forma que sustente o consumo privado durante uma fase crítica. É preciso que esse estímulo seja temporário, porque ainda resta muito trabalho a ser feito em preparação para a elevação no número de aposentadorias que começará em breve a se fazer sentir.

A adequação dessa abordagem variará de país a país. Algumas nações têm de liberdade de manobra fiscal devido ao baixo endividamento e a baixos déficits orçamentários, ou até superávits; outras têm espaço monetário devido a uma inflação que já é baixa e deve cair ainda mais à medida que a produção se desacelera.

É evidente que o uso da política fiscal acarreta riscos. Mas a inação eleva o risco de desfechos muito negativos. Identificar, tentar prevenir e ajudar a reduzir esse risco é uma das tarefas essenciais do FMI.

Os países industrializados e os emergentes construíram credibilidade com suas políticas monetárias e suas fortes estruturas fiscais, de maneiras que são compatíveis com os conselhos do FMI e com a visão da organização sobre o mundo. O espaço propiciado por esses passados esforços deve ser utilizado agora.

A desaceleração global pode ser curta e moderada, caso os principais países compreendam a necessidade de uma resposta política sensata e oportuna. E aquilo que é bom para um país -combinação responsável de política monetária e fiscal- também será bom para a economia.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

DOMINIQUE STRAUSS-KAHN é diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional). Este artigo foi publicado originalmente no “Financial Times”. Excepcionalmente, hoje, a coluna de LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS não é publicada.



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6  Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Uma Resposta para “MEIRELLES, PARE DE NOS ENGANAR! Até o FMI está dizendo que você está errado: ” Em defesa de um estímulo fiscal “”

  1. Bruno falou:

    Muito bom.

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>