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CARTEIRA DE TRABALHO X FUZIL: TRAFICANTES estão ameaçando moradores que trabalharam para as obras do PAC FAVELAS, mas são desafiados pelos desempregadoS

Posted By Imprensa On 15 fevereiro, 2008 @ 2:10 pm In Desenvolvimento,Política Brasileira,Política Social | No Comments

Fonte: O DIA [1]

Rio – As inscrições para preenchimento de vagas para as obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) continuam nesta sexta-feira. Nesta quinta, foram cadastrados 1.993 candidatos, sendo 1.218 no Complexo do Alemão e 775 na Rocinha. A unidade móvel da Secretaria de Trabalho estará, até as 17h, em frente à quadra da Acadêmicos da Rocinha, na Rua Bertha Lutz, 80, em São Conrado.

Já no Complexo do Alemão

, as inscrições irão até a próxima quarta-feira, na Rua Joaquim de Queiroz, em frente a Comlurb. A partir da próxima quinta-feira, a unidade estará atendendo dentro do complexo às comunidades de Nova Brasília, Reservatório de Ramos, Loteamento Guadalajara, Fazendinha, Casinhas, Fazenda das Palmeiras, Loteamento Castrol, Morro da Baiana, parte do Morro da Viúva e Morro do Adeus.

Em Manguinhos, o cadastramento começa nesta segunda-feira, das 9h30 às 17h, na Avenida dos Democráticos, ao lado da escola de samba de Manguinhos. Para o cadastro das vagas, os candidatos devem levar carteira de identidade, carteira de trabalho, CPF e comprovante de residência. Caso não tenha carteira de trabalho, a unidade móvel promove a emissão do documento no momento do cadastro.As oportunidades são para diversas funções na área de construção civil, como serventes, ajudantes, carpinteiros, eletricistas, marceneiros, pedreiros e armadores de andaimes. A estimativa é que as faixas salariais para os cargos variem de R$ 600 a R$ 900.

No total, são 4.600 empregos na área de construção civil, sendo 1.300 gerados na Rocinha, 1.500, em Manguinhos e 1.800, no Alemão.

Em novembro do ano passado, o governo do estado deu início à iniciativa de aproveitar a mão-de-obra local para as obras do PAC. Atualmente, cerca de 80% dos 194 operários que trabalham nas obras do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo são moradores dessas comunidades.

Serviço de inteligência interceptou ameaças

Secretário de Segurança confirma tentativa de traficantes de boicotar cadastramento do PAC. Inscrições para trabalho reúnem 2 mil

Francisco Edson Alves

Paula Sarapu e Flávia Salme

Rio – O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, confirmou ontem que a inteligência da polícia recebeu informações de que traficantes estariam ameaçando moradores dos complexos do Alemão e de Manguinhos interessados em trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). No primeiro dia de inscrição nos postos móveis, 775 pessoas se inscreveram na Rocinha e 1.218 foram cadastradas no Alemão, onde policiais do Serviço Reservado fizeram imagens dos que estavam na fila.

Para o governador Sérgio Cabral, o desemprego e a possibilidade de ter uma vida melhor na favela superaram o receio de aceitar uma vaga. “A população está querendo trabalhar e participar das obras. Eles nunca tiveram nada parecido. Se existe poder paralelo, vai ser enfrentado. Não vamos deixar de cumprir o cronograma por nenhum obstáculo”, afirmou, durante solenidade de entrega dos novos carros à PM.

“Estamos trabalhando com inteligência desde maio no Alemão. Temos ótimas informações sobre o que acontece lá. Vamos atuar quando tivermos oportunidade e condições logísticas”, declarou Beltrame.

Os órgãos de inteligência da Secretaria de Segurança foram informados pela Polícia Federal de que traficantes do Alemão chegaram a planejar festa durante a polêmica em torno da exoneração dos coronéis Barbonos. Os criminosos teriam comprado carne e cerveja, na intenção de comemorar suposta queda de Beltrame, imaginando que isso atrasaria obras do PAC.

FILAS

No primeiro dia de funcionamento dos postos móveis de inscrição, fora das favelas, foi grande o movimento. No Alemão, há 1.800 vagas para trabalho, com cadastramento até o fim de fevereiro.

“Cheguei aqui às 22h de quarta-feira. Preciso de uma vaga”, contou o carpinteiro Sebastião Barbosa, 41 anos. O desempregado Bruno Cabral de Paula, 38, se revezou com a filha para assegurar um lugar na fila. “Tenho três filhos e estou desempregado há 4 anos.”

Na Rocinha, onde o posto de inscrição foi transferido para a frente da quadra da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, as filas começaram a se formar de madrugada. A família de Nilcéa da Cruz, 31, levou cadeiras de praia e lanches de pão com mortadela. “Minha mãe, minha prima e eu queremos trabalhar como auxiliar de cozinha.”

Hoje as inscrições continuam no Alemão e na Rocinha, das 9h30 às 17h. Segunda-feira será a vez de Manguinhos. Por orientação da associação de moradores, o posto de cadastramento foi transferido do interior da favela para a frente da estação ferroviária do bairro.

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