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Blog do Desemprego Zero

Briga: Folha de São Paulo e Igreja Universal do Reino de Deus

Escrito por Imprensa, postado em 24 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Jefferson Milton Marinho * do Blog do Jefferson 

Do Blog Cidadania

Tenho tido muito pouco tempo para me informar sobre o Brasil, mas essa polêmica entre a Folha e a Igreja Universal é muito divertida. Pensem bem: como tomar partido numa desinteligência entre duas instituições sobre as quais pesa tanta polêmica?

A Folha, para variar, errou. Foi preconceituosa e irresponsável ao fazer suposições sobre a IURD, de que a Igreja usaria o dinheiro dos dízimos para “esquentar” dinheiro obtido de forma ilegal.

O jornal não faria tais suposições sobre a Igreja Católica nem tendo motivos melhores do que aqueles que apresentou contra a IURD, ou melhor, que não apresentou.

Além disso, “seita” por que? Eu sou católico (não-praticante), mas, se alguém viesse chamar de “seita” a igreja em que fui batizado, crismado e na qual me casei, eu não iria gostar.

Claro que há vários aspectos da operação da Igreja Universal que são questionáveis, para dizer o mínimo. Mas como se trata da fé alheia, de uma fé que muita gente séria e instruída acalenta, é preciso respeitá-la. E mesmo que só gente humilde e sem instrução acalentasse, teria que acontecer o mesmo.

Fé, antes de tudo, é um sentimento. Não se pode ferir os sentimentos das pessoas de forma tão contundente sem uma boa razão, e a reportagem da Folha que a IURD questionou não oferece provas de nada, razão nenhuma.

Esse jornalismo de “teste de hipóteses” que infesta o Brasil, já passou dos limites há muito tempo. Por isso, a Igreja Universal, mesmo com todos os questionamentos sérios que pesam sobre si, está prestando um serviço público ao processar a Folha. Tomara que ganhe a causa.

Comentário do blogueiro: Post excelente postado pelo Eduardo Guimarães. A Folha poderia ter a grandeza de admitir seu erro, em vez de ficar posando de vítima. Há uma clara busca de fugir da análise do mérito das ações. De qualquer forma, a fé é algo muito subjetivo. Não é possível dizer que os fiéis da IURD não estejam sentindo agredidos em sua fé. Além disso, falar em ações “orquestradas” é bem mais complexo que à primeira vista. Vamos admitir que as ações dos fiéis da IURD contra a Folha foram sugeridas ou incentivas por bispos da igreja. E daí? Qual o problema? Onde está a ilegalidade? Quer dizer que se o trabalhador entrar na Justiça contra seu patrão porque o sindicato o orientou não vale? Fica a dúvida. Finalmente, a avalanche de ações na Justiça não é problema dos fiéis da IURD. O que eles querem é uma reparação à uma suposta agressão à sua fé da matéria da Folha. A forma que o Judiciário se organiza para julgar o mérito da ação não é problema seu. É isso.

Jefferson Milton Marinho: Economista formado pela UFMG e Mestrado na mesma instituição. MBA em Finanças pelo IBMEC-BH. Meus Artigos



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5 Respostas para “Briga: Folha de São Paulo e Igreja Universal do Reino de Deus”

  1. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    OI Jefferson,
    são dois pesos e duas medidas. compare com o caso com que a justiça para defender o direito religioso funciona rapidamente e até preventivamente, mesmo em feriado, mesmo sob as alegações menos graves, como a do carro alegórico sobre o Holocausto.
    http://desempregozero.org/2008/02/10/a-censura-previa-do-carro-alegorico-sobre-o-holocausto-foi-um-desrespeito-e-uma-ofensa/
    abraços

  2. blogdojefferson falou:

    Gustavo,
    Tá corretíssimo: dois pesos e duas medidas.
    Abraços

  3. Eduardo Alves falou:

    Oi Jefferson,

    Interessante trazer esse assunto ao debate.
    Acho que há um ponto que deve ser levado em conta e não foi. A Folha não ofendeu a fé dos membros da Universal. Até onde sei, ela questionou na questão organizacional: compra e venda de empresas, emissoras de rádio e televisão, paraísos fiscais, laranjas.

    Não enxergo motivo para os profitentes dessa fé sentirem-se lesados ideologicamente, pois a matéria não foi ideológica. Se erros houver, eles foram apontados nas pessoas, que devem pagar segundo a lei, caso haja irregularidades.

    Não estou ao lado de ninguém, e até concordo que há dois pesos e duas medidas. Mas o ato de um órgão de imprensa querer investigar o aumento expressivo do patrimônio de uma instituição em tão pouco tempo, é um direito até democrático.

    Abraços,

  4. OTNIEL falou:

    Não quero polemizar a discussão sobre o tema em questão, mas acho perfeitamente corrreto qualquer cidadão que, se sinta prejudicado naquilo que envolva sua honra, imagem, a sua dignidade e qualquer outro tipo de precoceito que exerça seu direito. Aliás, é muito oportuno lembrar que a própria Lei das Leis existe amparo legal, assim como preceitua o artigo 5°, XXXV; que diz: a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito.

    Portanto, se os fiés da IURD sentirem ameaçados nas suas imagens e dignidades, no que diz respeito a reportagem da Folha de São Paulo têm direitos de ingressarem na justiça.

  5. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Caro Otniel,
    obrigado pelo comentário. concordo com vc. Muitos juízes no Brasil tem usado dois pesos e duas medidas nessas questões. Para os mais poderosos tem um tratamento para o resto é outro. Por muito menos do que no caso IURD X FOLHA, Revista Veja conseguiu recepção na justiça para sua briga contra o jornalista Luís Nassif:
    http://desempregozero.org/2008/02/15/liberdade-de-imprensa-onde/
    Com relação ao “respeito” às questões religiosas a Justiça trata de forma muito diferente as religiões, veja esse caso como foi diferente do caso da IURD, e por muito menos:
    http://desempregozero.org/2008/02/10/a-censura-previa-do-carro-alegorico-sobre-o-holocausto-foi-um-desrespeito-e-uma-ofensa/
    abraços

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