Poema: ARCO-ÍRIS
Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 15 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
por Maria de Fátima
ARCO-ÍRIS
Eu sou o verde em sua forma primitiva,
Alga emergindo dos profundos oceanos,
Entrecruzando os verdes claros ou escuros,
Os verdes-musgo, os verdes-folha, os verdes-fruto.
Assim tão verde, eu sou floresta muito densa,
Como esperança, em explosão de primavera.
Saudade imensa da ternura primitiva,
Alga e rochedo, musgo e hera.
Porque sou verde e colorida,
Sou unidade e movimento.
Ora uma explosão de vida,
Ora uma dor consentida,
Uma lágrima, um lamento.
Uma e múltipla, qual a vida,
Ora sou um sol nascente,
Ora um barco em pleno mar,
Na ânsia de navegar,
Buscando meu Oriente,
Meu norte particular.
Ora sou nômade errante,
Caminhando sem parar
Sob um calor escaldante,
Num deserto árido e quente
Sobre dunas movediças
Que vou tentando escalar,
Numa espiral ascendente,
Sem saber se vou chegar
À fonte das águas límpidas,
Brotando, sempre a cantar,
Do seio virgem da Terra!
Sou mínima e infinita,
Mistura de areia e mar,
Rocha e poeira de estrelas!
Verde e vermelha,
Clara e escura,
Lilás, amarela,
Refração da luz solar.
Arco-íris
Maria de Fátima de Oliveira: Jornalista aposentada, autora do livro inédito Labirintos de Areia. Meus artigos










