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Blog do Desemprego Zero

ANÍBAL E O FAMIGERADO “CHOQUE DE GESTÃO TUCANO”

Escrito por leonunes, postado em 18 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Léo Nunes – Ao Sul do Equador

São Paulo – O deputado José Aníbal (PSDB-SP) afirmou, em entrevista ao Estado de São Paulo (clique aqui para ler a entrevista), que o governo federal gasta mal seus recursos. Ora, o que os tucanos entendem de qualidade de gastos? Até onde sabemos, os tucanos entregaram algo em torno de 10% do PIB ao ano para a classe rentista, sob a rubrica juros da dívida.

O fato é que esta retórica oca tem impacto significativo na classe média. O discurso pseudo-gerencial está na moda, mas sofreu um duro golpe em 2006, quando Lula venceu o então candidato Geraldo Alckmin de forma esmagadora. Os tucanos deveriam vir a público explicar o que significa exatamente a gestão eficaz dos gastos públicos.

Seria privatizar a Vale por uma ínfima parte do seu valor? Seria manter a maior taxa real de juros do mundo, com as sabidas conseqüências fiscais? Seria cortar gastos em áreas essenciais como Saúde e Educação? Ou seria terceirizar funções públicas, contribuindo para a precarização das relações de trabalho? Não que o governo Lula seja um exemplo de qualidade de gastos, mas certamente os tucanos não têm autoridade moral para levantar esta bandeira.

Clique aqui para ler nosso manifesto.



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2 Respostas para “ANÍBAL E O FAMIGERADO “CHOQUE DE GESTÃO TUCANO””

  1. Roberto Rodrigues falou:

    Caros,
    Concordo plenamente que a retórica do deputado é vazia (no sentido da argumentação lógica). Na verdade é uma argumentação mais ideológica do que científica, porém não dá para não criticar fortemente o governo Lula que também adotou (e continua adotando – pelo menos no agregado) as mesmas políticas econômicas adotadas no governo FHC. No primeiro mandato inclusive aumentou o resultado do superávit primário além do acordado com o FMI, deixando de utilizar esses recursos em tantas outras áreas carentes de investimentos no país. Neste segundo mandato, ainda CONTINUAMOS com a meta de superávit primário e taxa de juros elevadas. Dessa forma, se for para fazer críticas, temos que assumir definitivamente que a política econômica dos dois governos é bastante parecida.
    Na verdade, vocês já fazem isso (no manifesto elaborado pelo blog) ao afirmar que são adversários os que “diante do fracasso evidente do modelo neoliberal, tentam transferir a culpa pelo baixo crescimento econômico ao próprio Estado, por um suposto descontrole dos gastos públicos não financeiros, quando a verdadeira crise fiscal decorre da política monetária de juros extravagantes que cria um imenso passivo fiscal sem contrapartida de ativo”; o que ainda é feito pelo atual governo. A redução do superávit primário para valores próximos de zero seria uma importante defesa contra os chamados adversários e não justificar as medidas de um governo com “erros” pontuais do governo anterior.
    Saudações.
    Roberto Rodrigues

  2. Gustavo falou:

    Caro Roberto,
    concordamos integralmente!
    Eu particularmente acho que um país em construção como o Brasil precisa de déficit primário.
    abraços,
    Gustavo

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