A SEMANA A LIMPO
Escrito por leonunes, postado em 29 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – São Paulo
Brasil
Em Brasília, os holofotes da semana giraram em torno das definições dos dois principais cargos da CPI dos cartões corporativos. A bancada do PT no Congresso rachou ao tomar posição em relação ao acordo entre PMDB e PSDB, que prevê a entrega da presidência da comissão à senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). O deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) foi indicado para a relatoria, mas setores do PT defendem que o partido reivindique a presidência da CPI. O presidente, além de comandar os trabalhos, tem acesso privilegiado aos dados sigilosos da investigação.
Economia
Na esfera econômica, dois fatos merecem menção. Nesta semana, o dólar ultrapassou a barreira de R$ 1,70, alcançando R$ 1,67. Outra vez, constata-se a obsessão da autoridade monetária em utilizar a taxa de câmbio para manter a inflação dentro da meta. Objetivos como competitividade externa e estabilidade financeira não são prioridades. Vale lembrar que a taxa de câmbio apreciada é resultado, dentre outros motivos, da absurda taxa de juros praticada pelo Banco Central, que estimulam operações de arbitragem e especulação no mercado de derivativos de câmbio (clique aqui para ler mais sobre o assunto).
Além disso, o ministro Mantega entregou hoje ao Congresso Nacional a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da reforma tributária. O projeto prevê a unificação de tributos, a simplificação da arrecadação e a desoneração da folha de pagamentos das empresas. Entretanto, a proposta não atinge o ponto crítico do sistema tributário brasileiro, que é a excessiva tributação do consumo em detrimento da propriedade e da riqueza (clique aqui para ler mais).
Internacional
No plano internacional, dois fatos têm que se destacados. O primeiro foi a libertação de mais quatro reféns pelas FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Os louros do sucesso da operação devem mais uma vez ser creditados ao presidente venezuelano Hugo Chávez, que comandou as negociações. Segundo a organização guerrilheira, esta é a última leva de libertação unilateral. Eles reivindicam a desmilitarização de dois municípios e a libertação de centenas de guerrilheiros presos.
Em Cuba, Raúl Castro foi eleito presidente do país. Nas suas mãos, o futuro da ilha no período pós-Fidel. Os desafios não são simples. Dentre eles, formular uma nova estratégia de inserção internacional, lutar contar o embargo imposto pelos EUA e manter as conquistas sociais do regime socialista (clique aqui para ler mais).
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