”O PAC ajuda a desmatar”. – PHILIP FEARNSIDE
Postado em 11 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Ecologista do Inpa condena hidrelétricas na Amazônia e diz como é possível aliar desenvolvimento com preservação.
Fonte: Revista IstoÉ (13/02/2008)
Quando o tema é aquecimento global, Philip Fearnside, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, é o segundo cientista mais citado no mundo nos últimos dez anos, de acordo com o Science Citation Index. O levantamento, feito por meio de referências em revistas na área, revela a importância científica de suas pesquisas na Amazônia, onde desembarcou em 1976. Formado em biologia pela Universidade do Colorado e Ph.D. em ecologia pela Universidade de Michigan, aos 57 anos Fearnside comanda uma equipe que mapeia os serviços ambientais prestados pela floresta. Sua proposta é ousada e radical: ele sugere que os países do mundo paguem pelos benefícios ecológicos que a floresta traz, como organismo que regula o fluxo de chuvas, a temperatura e evita o agravamento do efeito estufa. Para Fearnside, o ressarcimento material por esses benefícios produzidos pela floresta garantiria a qualidade de vida da sua população, mantendo preservada a Amazônia.
Ele critica as medidas anunciadas pelo governo, como a suspensão de autorizações para desmatamento em 36 municípios da Amazônia, e diz que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderá ser ainda mais prejudicial para a conservação da região. Pessimista em relação à influência do aquecimento global, Fearnside estima que até 2080 poderá ocorrer o fim da floresta. Leia o resto do artigo »
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