Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Do Conversa-Afiada
O Secretário da Casa Civil do Governo de São Paulo, Aloysio Nunes Ferreira, participou nesta quinta-feira, dia 07, da abertura do ano legislativo da Assembléia de SP. O repórter do Conversa Afiada Karam Valdo perguntou a Ferreira (aguarde o vídeo):
“O que o Governo vai fazer para conter os saques diretos com o cartão corporativo que são 44,5% do total gasto no cartão ?”
Aloysio Nunes Ferreira respondeu:
“Os gastos são gastos bem feitos. Não há nenhum tipo de irregularidade. Você vai comprar vale transporte e usa esse dinheiro para comprar vale transporte. Isso é perfeitamente comprovado. A diária foi para ‘fulano de tal’, ‘fulano de tal’ paga e apresenta nota.”
Karam Valdo:
“Mas não fica mais difícil identificar os gastos quando o dinheiro é sacado diretamente no caixa ?”
Aloysio Nunes Ferreira:
“Pelo contrário, o cartão é muito mais fácil de identificar do que o cheque, por exemplo. Pelo cartão você sabe exatamente quando foi feita a despesa, onde foi feita a despesa. Não dificulta porque a utilização do dinheiro sacado é comprovada basicamente mediante a nota fiscal. Houve saques de coisa de R$ 40 milhões. A grande maioria, mais de 90%, foi vale transporte, despesa com pagamento de diárias e conserto de viaturas e operações policiais.”
Veja o que o Conversa Afiada já publicou sobre o assunto:
A TAPIOCA DO SERRA: VEJA OS GASTOS NO CARTÃO
Paulo Henrique Amorim Leia o resto do artigo »
Postado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira, O que deu na Imprensa, Política Brasileira | 14 Comentários »
Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Bruno Galvão
Infelizmente, no Brasil hoje, é “antiquado” defender que políticas fiscais e monetárias expansionistas resultam em crescimento acelerado. A moda no Brasil é defender superávit público e políticas monetárias e fiscais “responsáveis”. Políticas que em outros tempos eram chamadas de recessivas ou restritivas. A dicotomia expansionista X restritiva é considerada hoje fora de moda. A dicotomia moderna é: “irresponsável” X “responsável”.
É triste ver que a crítica econômica hoje se concentra em regulação financeira. O debate econômico praticamente se restringe à preocupação de impedir crises financeiras. Mas, deve-se perguntar: a quem isso interessa? Eu, particularmente, não estou preocupado se os bancos americanos estão tendo prejuízo ou não. Como 99,9999% dos brasileiros, não tenho ações de banco americano ou europeu. Com quase US$ 200 bilhões de reservas, essa crise dos bancos americanos só vão afetar os brasileiros porque o Meirelles sempre está procurando justificativas para o aumento da taxa de juros. E até surgir essa crise estava difícil de achar motivos para o BC não abaixar os juros. Por favor, pelo menos nós progressistas, não vamos ter medo de sermos “antiquados”, ou seja, precisamos voltar a discutir política monetária e fiscal usando o úteis conceitos: expansionista e restritivo.
Pelo menos nisso, poderíamos imitar os EUA. Lá não há dúvidas, se a economia está em risco de entrar em crise, democratas e republicanos são unânimes: os juros têm que baixar e os gastos do governo subir. No Brasil é o contrário!! Logo que aparece uma crise já vem o BC e a imprensa pedir corte de gasto e aumento dos juros.
Não superestimemos a questão da regulação financeira. A taxa de câmbio mostra que no atual cenário apostar em fugas de capital é uma loucura. Eventualmente, se a diretriz da política econômica mudar, poderá haver alguma necessidade de regulação financeira.
Porém, a questão principal agora é ganhar o debate sobre a funcionalidade da políticas monetárias e fiscais. A despeito dessas considerações, o Nassif traz um bom texto sobre regulação financeira hoje (clique aqui). Apesar da crise americana trazer problemas, eu prefiro muito mais estar na situação dos EUA. Leia o resto do artigo »
Postado em Bruno Galvão, Desenvolvimento, Pleno Emprego, Política Brasileira, Política Econômica, Política Social | 2 Comentários »
Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Coluna Econômica – 07/02/2008
Há uma dificuldade enorme da mídia, em geral, em tratar os escândalos – os reais e os supostos.
Tome-se o caso dos Jogos Panamericanos. Houve uma explosão inacreditável do orçamento original. Até hoje não se sabe onde foi o dinheiro. Não houve curiosidade maior em ir atrás porque é um tema trabalhoso, complicado, em que as informações não estão facilmente disponíveis.
***
Tome-se, agora, o caso dos cartões corporativos.
Os cartões foram um grande avanço na administração pública, por permitirem o controle das despesas dos funcionários públicos, em trabalho. Tanto são relevantes, que a análise dos gastos dos cartões permitiu uma semana de manchetes nos jornais.
Há o uso correto e o mau uso dos cartões. A vantagem de tê-los é a possibilidade de identificar rapidamente o mau uso. O grande desafio é garimpar a montanha de números que se pode levantar no site Transparência Brasil, do governo federal, e analisar com critério as despesas. Leia o resto do artigo »
Postado em Comentários sobre a Imprensa Brasileira, O que deu na Imprensa | Sem Comentários »
Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
DCI – www.dci.com.br
31/01/08 – 00:00 > COMÉRCIO EXTERIOR
O perfil das exportações brasileiras, cada vez mais dependente das commodities, tem preocupado parte do alto escalão do governo federal que, inclusive, deve sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, medidas cambiais e tributárias para incentivar as exportações de produtos industrializados que, em 2006 e 2007, apresentaram rendimento decrescente no saldo comercial.
Conforme uma fonte que trabalha no gabinete de um ministro de Estado, “o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE) estão preocupados com a excessiva Leia o resto do artigo »
Postado em O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
VALOR – 31/01/2008
Sergio Leo
A crise não chegará ao Brasil, e o país pode repetir, este ano, o crescimento da economia e dos investimentos de 2007, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse acreditar que o país não será afetado pela desaceleração da economia dos Estados Unidos devido a diversificação das exportações, ao fortalecimento do mercado interno e ao dinamismo de economias como a China e Índia.
Leia o resto do artigo »
Postado em Internacional, O que deu na Imprensa, Política Econômica | Sem Comentários »
Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
VALOR – 31/01/2008
Raquel Landim
A quantidade de mercadorias exportadas pelo Brasil cresceu 5,5% no ano passado em relação a 2006. No mesmo período, o volume importado subiu 22%, revelam dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), obtidos com exclusividade pelo Valor. “O problema é a falta de dinamismo das exportações. É preocupante, porque a deterioração do saldo comercial será rápida com esse diferencial”, diz Fernando Ribeiro, autor do estudo e economista da Funcex.
Leia o resto do artigo »
Postado em O que deu na Imprensa | Sem Comentários »
Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Carlos Chagas, na Tribuna de 31 de Janeiro de 2008
Presta-se a algumas conclusões o reconhecimento de que desmatamos a
Amazônia muito mais do que recomendaria o bom senso.
A primeira, de que, além de haver faltado com a verdade, o governo acaba de
fornecer munição para a cobiça internacional. Basta passar os olhos nos
principais jornais da Europa e dos Estados Unidos. Todos abrem espaço para
o que lhes parece a destruição do “pulmão do mundo”, não demorando o Leia o resto do artigo »
Postado em O que deu na Imprensa | Sem Comentários »
Postado em 7 dEurope/London fevereiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
Rio de Janeiro – Segundo reportagem do jornal Valor Econômico (clique aqui só para assinantes), muitos economistas já alertam para os possíveis efeitos de uma considerável depreciação da moeda brasileira. Os fatores responsáveis por tal possibilidade são a redução do crescimento econômico norte-americano, o aumento à aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais e a queda nos preços das commodities.
Como é sabido, uma abrupta depreciação cambial pode ter efeitos perversos sobre uma economia. Por um lado, pode-se ter um descasamento de moedas, isto é, um descasamento entre ativos em moeda nacional e passivos em moeda estrangeira, que pode resultar em falências e crises bancárias e / ou financeiras. Por outro lado, uma depreciação do câmbio pode gerar pressões inflacionárias, o que obriga o Banco Central, num regime de metas de inflação, a apertar ainda mais a política monetária.
A estabilidade da taxa de câmbio é uma variável-chave numa economia capitalista, pois funciona como âncora de expectativas para a tomada de decisões em investimentos voltados para a exportação. Além disso, ela é importante para a manutenção da competitividade externa e para a saúde do sistema financeiro. Por fim, ela colabora para não gerar pressões inflacionárias.
Portanto, vê-se o equívoco da autoridade monetária ao deixar a taxa de câmbio flutuar livremente, ao sabor de movimentos especulativos e de arbitragem. Estas operações podem ser revertidas num ambiente internacional mais hostil, o que pode implicar uma indesejável depreciação do câmbio.
Postado em Conjuntura, Internacional, Leonardo Nunes, Política Brasileira, Política Econômica, Rive Gauche | 3 Comentários »