Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Adriano Benayon
Vem à tona, desde julho de 2007, grande quantidade de títulos financeiros destituídos de valor. Isso é só uma parte da montanha que está implodindo. Foram emitidos por bancos e fundos na euforia mentirosa da globalização e da desregulamentação. Finalidade: lucros ilimitados sem esforço algum, a não ser dos chips dos supercomputadores que movimentam as centenas de trilhões de dólares e de euros virtuais criadas pelo sistema financeiro.Nunca soou tão ridícula como agora esta nota, em destaque no portal do Tesouro dos EUA: “Os EUA têm o mercado de capitais mais forte do Mundo, e essa posição é conseguida através de trabalho duro e estratégias inteligentes.”A especulação é antiga como o Mundo, mas não se deve pensar na finança só sob esse prisma: ela é necessária para prover moeda e finança a fim de desenvolver a economia real. Questão fundamental é esta: quem controla a emissão dos meios de pagamento à vista e a dos títulos de crédito, pois os detentores desse poder mandam na sociedade. A eles se subordinam os presidentes e os primeiros-ministros das potências hegemônicas e os de seus associados menores e satélites. Mais ainda, os pseudogovernantes dos países explorados pelo comércio e pelos investimentos diretos estrangeiros. Os bancos centrais têm sido regidos pela oligarquia financeira, a raposa que controla galinheiros como o Banco da Inglaterra, há séculos, e o Federal Reserve (FED), desde sua criação em 1913, após a qual disse Louis McFadden, membro do Congresso dos EUA, depois assassinado: “Um super-Estado controlado pelos grandes banqueiros internacionais, agindo em conjunto para escravizar o mundo para o seu prazer. O banco central usurpou o governo.”
O FED, feudo do cartel de bancos privados, é quem emite a moeda dos EUA, a principal do sistema mundial. Não, o Tesouro. Kennedy autorizou-o a emitir papel-moeda, mas o decreto foi revogado por Lyndon Johnson, poucos dias após o assassinato de Kennedy. Leia o resto do artigo »
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008

Hoje em seu blog, José Paulo Kupfer fornece números assustadores que evidenciam o risco representado pela financeirização da economia global. O mais grave é que o ritmo do crescimento dos ativos financeiros é cada vez mais acelerado, deixando a economia real cada vez mais para trás.
Citando dados do McKinsey Global Institute, divulgados este mês, Kupfer salienta que o volume total de ativos globais – depósitos bancários, títulos de dívida (pública e privada), ações – que não passava de US$ 12 trilhões em 1980, chegou a US$ 117 trilhões em 2003, “escalou para US$ 142 trilhões em 2005 e voou para US$ 167 trilhões em 2006 (último dado disponível).” Mantido o mesmo ritmo, 2007 terá fechado com um total de US$ 200 trilhões em ativos financeiros.
“Se, em 1980, produção econômica e soma dos ativos se equivaliam, hoje, a diferença já chega a 3,5 vezes. Quando forem fechados os números de 2007, a diferença pode ter alcançado 4 vezes toda a produção anual.” Quanto à distribuição, Kupfer lembra que Estados Unidos, Europa ocidental, Reino Unido e Japão concentram mais de 80% do total dos ativos financeiros.Sem regulação, Kupfer não prevê um desfecho muito bom para o sistema financeiro e a economia mundiais. “A assustadora moral da história é que a bicicleta que passou a ser pedalada com o uso de recursos de curso prazo, tomados a juros baixos e aplicados em ativos de maior risco, ganhou velocidade. Mas ainda não há nada que a faça parar antes de se chocar com o muro, provocando um autêntico crash.”
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Postado em 24 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Leo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O Comitê de Política Monetária (COPOM) decidiu por unanimidade, no início da noite de ontem, manter a taxa básica de juros (a Selic) em 11,25%. A justificativa para tal decisão seria a instabilidade nos mercados financeiros internacionais, resultado da crise do mercado de crédito norte-americano. Além disso, a ata da reunião do COPOM destaca os “riscos” de demanda não desprezíveis, que podem comprometer a meta da inflação.
Conforme já observamos ontem (clique aqui para ler), nossa autoridade monetária sofre de surtos obsessivos inflacionários. Na prática, qualquer sinal de risco é motivo para não reduzir ou alterar a taxa de juros. Ao contrário do que faz o FED, que não gosta de inflação, mas não suporta recessão, o Bacen tupiniquim não sabe fazer duas coisas ao mesmo tempo: ou anda ou masca chiclete.
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
VALOR – 22/01/2008
José Eli da Veiga professor titular do departamento de economia da FEA/USP e autor de “A Emergência Socioambiental” (Ed. Senac, 2007), escreve mensalmente às terças. Página web: www.zeeli.pro.br
O senso econômico comum está repleto de múmias. Mas há uma dupla que causa mais espanto do que todas as demais enfileiradas. Porque sintetiza uma das mais recorrentes convicções dos quadros políticos brasileiros. Estejam com o governo ou na oposição; sejam de centro, de direita, ou de esquerda; nada há que mais comunguem do que o fetichismo do “crescimento do PIB com distribuição de renda”. Segundo os mais deslumbrados, seria esse o “binômio” do desenvolvimento sustentável.
Mas o PIB é um cadáver insepulto, tão bem embalsamado pelo Sistema de Contas Nacionais, que há 35 anos resiste ao bombardeio dos melhores cérebros, fornecendo um dos mais fascinantes exemplos históricos de inércia institucional. Em algum momento do futuro parecerá mentira que, por mais de meio século Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Por DRAUZIO VARELLA , 19/01/08 (Folha de São Paulo)
Não fosse a violência, doença contagiosa, haveria no mundo lugar com mais atrativos?
O RIO de Janeiro continua um cenário de encantos mil, mas está distante da cidade maravilhosa.
Semana passada gravei um programa de TV em locações que me obrigaram a circular entre casarões coloniais e becos do início do século passado ainda preservados na região central. Nos espaços entre eles, a visão das montanhas.
O sol não deu um minuto de trégua; parecia um crematório. Gravamos até as sete da noite, sem parar sequer para um lanche. Eu tinha acordado às cinco da manhã, em São Paulo. Quando entrei no carro que me levaria de volta para o aeroporto, estava alquebrado, com fome, sede e com a sensação pegajosa de que haviam derramado um galão de cola em meu corpo.
Na frente do cemitério São João Baptista, em Botafogo, o trânsito ficou congestionado. Em contraposição à impaciência do motorista carioca, enfrentei a adversidade com resignação paulistana.
Em dado momento, ouvi um batuque que vinha do fim da rua. Quando nos aproximamos, pude ver que se originava de um botequim abarrotado de mulatos, negros e brancos que pulavam e batiam nos surdos e tamborins com a energia do herói que cumpre a derradeira missão da existência. Mulheres de calça agarrada e ombros de fora cantavam com os braços para cima e requebravam na calçada. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Por Gabriel Priolli em 22/1/2008 do Observatório da Imprensa
O ex-presidente da Radiobrás Eugenio Bucci, arguto pensador da mídia, já observou que a telenovela revela mais do Brasil do que o telejornalismo. Enquanto este enfrenta uma enorme multiplicidade de fatos, está sujeito a toda sorte de pressões e utiliza técnicas de abordagem que privilegiam a frieza de análise, o distanciamento crítico e a isenção possível, aquela opera no registro oposto. Seleciona aspectos da vida social e trata deles de forma apaixonada, visceral, pelas ações e conflitos de um grupo de personagens. É dessa forma que o Brasil real emerge, com mais clareza, do microcosmo pulsante dos folhetins do que do caos entorpecente do noticiário. Leia o resto do artigo »
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Enviada por José Marcio Tavares
23/01/2008 10:20
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Postado em 23 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Segundo o informe anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado hoje, a crise financeira nos Estados Unidos e alta descontrolada dos preços do petróleo farão com que o número de desempregados no mundo aumente em cinco milhões em 2008 .
O número de desempregados no mundo alcançou os 189,9 milhões no final de 2007. José Salazar-Xirinachs, um dos diretores da OIT, disse à agência EFE que a previsão ainda não inclui o impacto da crise das bolsas no emprego.
Enquanto isso, no planeta Davos, 75% dos cerca de 300 participantes do Fórum Econômico Global que responderam a uma enquete se mostraram contra a regulação dos mercados financeiros globais. Apesar disso, 59% reconhecem que os Bancos Centrais perderam o controle sobre a administração da economia.
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