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Blog do Desemprego Zero

O fracasso do neoliberalismo

Escrito por Imprensa, postado em 28 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

26/01/2008

Phillip Blond* do Herald Tribune

Em Lancaster, na Inglaterra

Enviado por Ronaldo Abreu

Parece cada vez mais que no século 21 estamos retornando à economia do século 19, quando a riqueza estava tremendamente concentrada nas mãos de alguns poucos proprietários e especuladores astutos.

Nem a direita nem a esquerda parecem ser capazes de criar uma sociedade na qual todos se beneficiem do aumento da prosperidade e da segurança econômica.

As alegações da direita de que os mercados livres enriquecerão todos os setores da sociedade são visivelmente falsas, enquanto o tradicional welfare state, ou Estado de bem-estar social, europeu parece penalizar a inovação e a criação de riqueza, condenando desta forma os pobres e os profissionalmente desqualificados à pobreza e ao desemprego institucionalizados.

Assim, na nova era da globalização, ambas a ideologias criam o mesmo fenômeno: uma subclasse presa entre a assistência social e os baixos salários, uma classe média pesadamente endividada cada vez mais sujeita a inseguranças no que se refere ao trabalho e às pensões e uma nova classe de super-ricos que se esquivam de todas às regras relativas aos impostos e à comunidade.

Foi no Reino Unido que o neoliberalismo emergiu pela primeira vez na sua forma decisiva. Defrontando-se com a militância sindical e a aparente falência do welfare state, o Partido Conservador, sob o controle de Margaret Thatcher, foi eleito em 1979. Nos Estados Unidos, Ronald Reagan assumiu a Casa Branca em 1981, e desde então os dois países anglo-saxões passaram a buscar e defender a liberalização do mercado.

Atualmente, esta filosofia se estende até a China comunista, que, embora despreze a liberdade política, prega fervorosamente a liberalização econômica. Neste ano até mesmo os franceses reconheceram a supremacia do mercado livre, elegendo um presidente que denunciou persistentemente os custos do welfare gaulês, e elogiou as vantagens econômicas do modelo anglo-saxão.

Mas os benefícios da liberalização do mercado dependem de quem você é, de onde você está e da quantidade de dinheiro ou de bens iniciais que você possui.

Em termos de desenvolvimento econômico, o fundamentalismo do mercado livre tem sido um desastre. As soluções de mercado livre aplicada na Rússia durante os anos Yeltsin só causaram o empobrecimento maciço, a criação de uma classe oligárquica tremendamente rica e a ascensão de um governo autoritário.

De forma similar, os índices de crescimento na América Latina e na África, que costumavam ser maiores do que os das outras nações em desenvolvimento, caíram mais de 60% depois que os países dessas regiões abraçaram o neoliberalismo patrocinado pelo Fundo Monetário Internacional na década de 1980. Atualmente essas economias encontram-se praticamente paralisadas.

No nível do trabalhador individual, a história é similar. Os aumentos salariais reais nos 13 principais países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico estão abaixo da taxa de inflação desde aproximadamente 1970.

Assim, já faz 30 anos que os assalariados – e não os proprietários de bens de capital – enfrentam uma persistente pressão negativa sobre o seu padrão de vida. Não foi nenhuma surpresa descobrir que a era dourada do trabalhador assalariado, expressa como uma fatia percentual do produto interno bruto, ocorreu entre 1945 e 1973, e não na época da liberalização econômica.

Ninguém questiona que o comércio aumenta a prosperidade, e que a liberalização de crédito e serviços financeiros permite que grupos até então excluídos suplementem os seus salários comprando ações ou casas e, desta forma, participando da economia de bens de capital.

Mas a verdadeira história do sucesso do neoliberalismo não é a disseminação dos bens para todos, mas sim a enorme e desproporcional parcela de prosperidade obtida pelos muito ricos. Nos Estados Unidos, entre 1979 e 2004, o grupo formado pelos 1% mais ricos da população experimentou uma elevação de 78% da sua fatia da renda nacional, enquanto 80% da população amargou uma redução média da sua parcela de renda da ordem de 15%. Isto representa uma transferência de riqueza da grande maioria para uma minúscula minoria de cerca de US$ 664 bilhões.

A esquerda tradicional entrou em pânico face à hegemonia neoliberal e falou na década de 1980 sobre redistribuição, maiores impostos e restrições às transferências de capital. Mas, fora da Escandinávia, eles estavam assoviando ao vento: as tradicionais economias reguladas pelo Estado pareciam amarradas ao desemprego elevado e ao crescimento reduzido.

Um novo caminho para a esquerda foi fornecido pelo país que primeiro experimentou a nova direita: o Reino Unido. Ao final da década de 1990, o Reino Unido estava exausto do Thatcherismo; os seus serviços públicos não funcionavam bem e o país estava social e economicamente fragmentado. Assim, em 1997 o Novo Trabalhismo foi eleito.

Sob a batuta de Tony Blair e de Gordon Brown, os novos progressistas prometeram que os benefícios da prosperidade crescente seriam aplicados ao setor público e aos pobres. A exclusão social seria combatida com a educação e com a ampliação das oportunidades para todos. Mais uma vez o resto do mundo parou para ver a experiência social que ocorria no Reino Unido. Será que este aparentemente exclusivo círculo neoliberal poderia ser ajustado para beneficiar a todos?

Infelizmente, após dez anos a conclusão é que não.

Na era Thatcher a pobreza dobrou no Reino Unido, e este número tornou-se permanente sob o Novo Trabalhismo. A parcela da riqueza, excluindo habitação, desfrutada pela metade inferior da pirâmide social caiu de 12% em 1976 para apenas 1%, número registrado hoje. Atualmente 13 milhões de pessoas viem em estado de pobreza relativa. A mobilidade social caiu para níveis anteriores ao da Segunda Guerra Mundial.

Os filhos menos capazes dos 20% mais ricos da população atualmente superam os filhos mais capazes dos 20% mais pobres por volta dos sete anos de idade. Quase a metade do grupo mais rico obtém diplomas universitários enquanto apenas 10% dos mais pobres conseguem se formar.

É óbvio que a Nova Esquerda consolidou a divisão de classes de forma ainda mais intensa do que a direita neoliberal.

Resumindo, eis o problema: tanto a esquerda quanto a direita parecem incapazes de desafiar o capitalismo monopolista. Nem o welfare state nem o estatismo são capazes de transformar as vidas dos pobres, e, ao que parece, o neoliberalismo também é incapaz de promover tal transformação. Somente uma economia compartilhada pode corrigir a tendência natural do mercado livre de favorecer os monopólios.

Mas só é possível compartilhar quando todos são proprietários. Portanto, existe uma possibilidade radical, mas ainda inexplorada – a da propriedade e uso generalizados e amplamente distribuídos de bens, créditos e capital. Isso dissolveria o conflito entre capital e trabalho, já que haveria um mercado sem monopólio e um Estado no qual o trabalhador assalariado – sendo ele também proprietário de capital – não necessitaria do welfare state.

* Phillip Blond é profesor de filosofia e teologia da Universidade de Cumbria.



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