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	<title>Comentários sobre: O fantasma da iliquidez que ronda a Europa do euro</title>
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		<title>Por: Gustavo Santos</title>
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		<dc:creator>Gustavo Santos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 03:23:14 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Eduardo,
Agradeço a lembrança.
esse tema é minha especialidade, porém é muito complexo, envolve muitas questões. um comentário demora às vezes 40 minutos para articular todas as questões.
estou extremamente ocupado este mês, por isso está difícil. mas se puxarem uma questão mais específica e pedirem minha opinião, terei o maior prazer em participar.
estou mais interessado em outras questões esses dias, vc leu este artigo?
http://desempregozero.org/2007/12/10/maos-de-gato-a-politica-ambiental-externa-brasileira-esta-profundamente-equivocada/
abraços,
Gustavo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Eduardo,<br />
Agradeço a lembrança.<br />
esse tema é minha especialidade, porém é muito complexo, envolve muitas questões. um comentário demora às vezes 40 minutos para articular todas as questões.<br />
estou extremamente ocupado este mês, por isso está difícil. mas se puxarem uma questão mais específica e pedirem minha opinião, terei o maior prazer em participar.<br />
estou mais interessado em outras questões esses dias, vc leu este artigo?<br />
<a href="http://desempregozero.org/2007/12/10/maos-de-gato-a-politica-ambiental-externa-brasileira-esta-profundamente-equivocada/" rel="nofollow">http://desempregozero.org/2007/12/10/maos-de-gato-a-politica-ambiental-externa-brasileira-esta-profundamente-equivocada/</a><br />
abraços,<br />
Gustavo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1549</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Feb 2008 01:05:10 +0000</pubDate>
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		<description>Gustavo, amigo, estamos sentindo sua falta nessa discussão.

Um grande abraço para você.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gustavo, amigo, estamos sentindo sua falta nessa discussão.</p>
<p>Um grande abraço para você.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1547</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Feb 2008 13:51:25 +0000</pubDate>
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		<description>Entendo o que quer dizer, Heldo...

Realmente é complexo por que lidamos com variáveis, e muitas vezes de difícil previsão. O Câmbio, por exemplo, funciona como uma espécie de dogma dentro da bíblia política. Ainda que exacerbássemos o máximo possível as medidas para uma previsão, não teríamos nunca uma certeza sobre o câmbio, sobre o juros, sobre como eles estariam daqui a um certo tempo.

Essa incerteza deixa o mercado inseguro. Por isso penso que o regime de metas de inflação não é coerente com a nossa realidade, mas é óbvio que não resolveremos toda essa complexidade em poucas linhas. Mas sou contra pelos fatores conjunturais. Um exemplo: você arbitrar, no final de 2006, no piloto da sua economia, que o ano seguinte terá uma inflação de 4,5%, é uma projeção. Mas faz essa projeção hoje sem saber o amanhã. Então, veja bem, não importa o que acontecer, os meios para se atingir essa meta serão aplicados. Você constrangerá toda a situação econômica e social para blindar o sistema financeiro, pois ele está garantido (O governo FHC até faltar luz no Brasil deixou).

Os alimentos são um exemplo claro disso. A sua demanda influencia na inflação, mas a condição de produção e oferta é muito relativa, pois depende de clima, água, campo, uma série de fatores que não se prefiguram com viabilidade certa.

Mas entendo o que você diz e concordo. Apenas vejo assim: os juros altos são praticados no governo Lula pelo receio sempre existente da inflação (a maior prova disso é que eles cortaram o ritmo de queda da SELIC); e acho que deveríamos seguir o modelo do FED ao não ter metas de inflação.

Crescer com juros baixos e inflação controlada continua sendo nosso maior desafio.

Um forte abraço,
Eduardo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Entendo o que quer dizer, Heldo&#8230;</p>
<p>Realmente é complexo por que lidamos com variáveis, e muitas vezes de difícil previsão. O Câmbio, por exemplo, funciona como uma espécie de dogma dentro da bíblia política. Ainda que exacerbássemos o máximo possível as medidas para uma previsão, não teríamos nunca uma certeza sobre o câmbio, sobre o juros, sobre como eles estariam daqui a um certo tempo.</p>
<p>Essa incerteza deixa o mercado inseguro. Por isso penso que o regime de metas de inflação não é coerente com a nossa realidade, mas é óbvio que não resolveremos toda essa complexidade em poucas linhas. Mas sou contra pelos fatores conjunturais. Um exemplo: você arbitrar, no final de 2006, no piloto da sua economia, que o ano seguinte terá uma inflação de 4,5%, é uma projeção. Mas faz essa projeção hoje sem saber o amanhã. Então, veja bem, não importa o que acontecer, os meios para se atingir essa meta serão aplicados. Você constrangerá toda a situação econômica e social para blindar o sistema financeiro, pois ele está garantido (O governo FHC até faltar luz no Brasil deixou).</p>
<p>Os alimentos são um exemplo claro disso. A sua demanda influencia na inflação, mas a condição de produção e oferta é muito relativa, pois depende de clima, água, campo, uma série de fatores que não se prefiguram com viabilidade certa.</p>
<p>Mas entendo o que você diz e concordo. Apenas vejo assim: os juros altos são praticados no governo Lula pelo receio sempre existente da inflação (a maior prova disso é que eles cortaram o ritmo de queda da SELIC); e acho que deveríamos seguir o modelo do FED ao não ter metas de inflação.</p>
<p>Crescer com juros baixos e inflação controlada continua sendo nosso maior desafio.</p>
<p>Um forte abraço,<br />
Eduardo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1546</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 11:40:40 +0000</pubDate>
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		<description>Eduardo,

A política de metas de inflação está intimamente ligada à política de juros altos (nisso estamos concordando). Mas não pq promove uma contração da demanda. Na verdade, em alguns casos, a contração da demanda provoca aumento de preços, pois os empresários, ao perceberem uma diminuição nos lucros brutos, promovem um aumento das margens para suprir as perdas e manter os níveis de lucro. Esse movimento serve para impedir a quebra de empresas. No caso brasileiro, esse movimento foi barrado na década de 90 pela abertura indiscriminada nas barreiras comerciais.

Não tenho nada contra a política de metas de inflação. Na verdade, acho interessante ter uma idéia de metas para a inflação. Entretanto acredito que divulgar indiscriminadamente a meta (como faz o BC) dá muita margem para especulação (como acontece no Brasil). E ainda tem uns malucos que falam que o BC divulga uma meta (4,5%) e executa outra (4,0%) o que é ainda mais injustificável!

Mas acho que a política monetária deve ser pautada pelo monitoramento do câmbio. E é onde a discussão começa a esquentar, pq é dificílimo saber como calcular o câmbio ideal. Para o BC, o câmbio ideal é o que deixa a inflação na meta de 4,5%. Eu acho que a meta poderia ser 7,5% ou 8,0%. Mas isso é puro chute.

Alguém tem alguma idéia?!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo,</p>
<p>A política de metas de inflação está intimamente ligada à política de juros altos (nisso estamos concordando). Mas não pq promove uma contração da demanda. Na verdade, em alguns casos, a contração da demanda provoca aumento de preços, pois os empresários, ao perceberem uma diminuição nos lucros brutos, promovem um aumento das margens para suprir as perdas e manter os níveis de lucro. Esse movimento serve para impedir a quebra de empresas. No caso brasileiro, esse movimento foi barrado na década de 90 pela abertura indiscriminada nas barreiras comerciais.</p>
<p>Não tenho nada contra a política de metas de inflação. Na verdade, acho interessante ter uma idéia de metas para a inflação. Entretanto acredito que divulgar indiscriminadamente a meta (como faz o BC) dá muita margem para especulação (como acontece no Brasil). E ainda tem uns malucos que falam que o BC divulga uma meta (4,5%) e executa outra (4,0%) o que é ainda mais injustificável!</p>
<p>Mas acho que a política monetária deve ser pautada pelo monitoramento do câmbio. E é onde a discussão começa a esquentar, pq é dificílimo saber como calcular o câmbio ideal. Para o BC, o câmbio ideal é o que deixa a inflação na meta de 4,5%. Eu acho que a meta poderia ser 7,5% ou 8,0%. Mas isso é puro chute.</p>
<p>Alguém tem alguma idéia?!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1545</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Feb 2008 01:08:20 +0000</pubDate>
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		<description>Querido amigo Heldo,

Terminastes o comentário afirmando que a política de juro alto, se mantida por um longo prazo, aumenta as pressões inflacionárias. Perfeito. Porém, dissestes um pouco antes que a mesma não deve ser &quot;sequer levada em conta no combate à inflação&quot;.

Pergunto: você acha que não há nenhuma ligação entre a política de juro alto e o regime de metas de inflação? E independente da resposta, o que cha desse regime de metas?

Abraços,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Querido amigo Heldo,</p>
<p>Terminastes o comentário afirmando que a política de juro alto, se mantida por um longo prazo, aumenta as pressões inflacionárias. Perfeito. Porém, dissestes um pouco antes que a mesma não deve ser &#8220;sequer levada em conta no combate à inflação&#8221;.</p>
<p>Pergunto: você acha que não há nenhuma ligação entre a política de juro alto e o regime de metas de inflação? E independente da resposta, o que cha desse regime de metas?</p>
<p>Abraços,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1544</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 13:21:33 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado Heldo

Suas idéias convergem para as teses do Ignácio Rangel sobre a inflação brasileira. A manutenção da combinação capacidade ociosa e juros altos pode sim agravar as pressões inflacionárias ao longo do tempo. Os custos variáveis e médios de produção se elevam e buscam ser repassados.

Depois não adianta reduzir unilateralmente as barreiras alfandegárias para manter a inflação sob controle. Tal fato não ajuda a aumentar a competitividade da economia brasileira. Pode sim desarticular um conjunto importante da matriz insumo-produto nacional.

O estudo da ciência econômica ensina que existem outras formas de se manter crescimento econômico a uma taxa de inflação módica. Bancos centrais bem administrados e que operam em sintonia com os respectivos tesouros nacionais sabem as margens de manobra para se garantir liquidez e controle inflacionário.

José Carlos de Assis vem apontando o que se passa na zona do euro e como os europeus &quot;desaprenderam&quot; em termos de política econômica.


Cordialmente,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Heldo</p>
<p>Suas idéias convergem para as teses do Ignácio Rangel sobre a inflação brasileira. A manutenção da combinação capacidade ociosa e juros altos pode sim agravar as pressões inflacionárias ao longo do tempo. Os custos variáveis e médios de produção se elevam e buscam ser repassados.</p>
<p>Depois não adianta reduzir unilateralmente as barreiras alfandegárias para manter a inflação sob controle. Tal fato não ajuda a aumentar a competitividade da economia brasileira. Pode sim desarticular um conjunto importante da matriz insumo-produto nacional.</p>
<p>O estudo da ciência econômica ensina que existem outras formas de se manter crescimento econômico a uma taxa de inflação módica. Bancos centrais bem administrados e que operam em sintonia com os respectivos tesouros nacionais sabem as margens de manobra para se garantir liquidez e controle inflacionário.</p>
<p>José Carlos de Assis vem apontando o que se passa na zona do euro e como os europeus &#8220;desaprenderam&#8221; em termos de política econômica.</p>
<p>Cordialmente,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1543</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 12:52:36 +0000</pubDate>
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		<description>Eduardo,

acho que não estamos falando a mesma coisa (o que é saudável no ambiente de discussão). Estou argumentando que o aumento excessivo das taxas de juros não controla a inflação por inibir o consumo (eventualmente inibe, pq torna o crédito mais escasso, mas esse não é o efeito principal). Pela minha perspectiva a inibição do consumo é um sub-produto do aumento dos juros, que serve, na verdade, para esterelizar a depreciação cambial. Essa depreciação é que causaria a inflação e é evitada pelo aumento das taxas de juros.

Minha argumentação reside, primeiramente, no fato de que há capacidade ociosa na indústria. Esse fato representa que não há escassez relativa de produtos que justifique um aumento de preços caso haja um aumento na demanda. Outra forma de constatar o fato de que os juros altos não diminuem o consumo é ver que mesmo em um ambiente de juros alto, como o atual, (mesmo que para os níveis dos últimos 15 anos sejam taxas &quot;baixas&quot;) o consumo baseado no crédito está crescendo bastante e isso com perspectivas de que os juros baixem, o que faria, em teoria, que as pessoas adiassem suas decisões de tomar crédito. Na verdade, se houver a perspectiva de que o crescimento continuará (se não houver uma sinalização de aumento das taxas de juros pelo BC) o aumento do crédito cresce.

O que argumento também é que a inflação nos preços de bens de consumo não são repassados pelos outros setores da economia. Afinal, esses bens não são reinseridos na cadeia produtiva (apenas se houvesse sempre reajuste de salários iguais à inflação, que na verdade é uma imposição da macroeconomia estatística, mas que não se comprova na prática). Em contrapartida, os bens cotados internacionalmente, baseados na taxa de câmbio (bens de capital e insumos), voltam a rodar na cadeia produtiva.

Por esses motivos, não concordo com a idéia de que a política de juros altos deva ser sequer considerada para combate à inflação. Na verdade, se mantida por um prazo longo, essa política aumenta as pressões inflacionárias ao deteriorar o balanço de pagamentos.

Mas acho que isso levanta um debate teórico sobre a distinção entre microeconomia e macroeconomia (o quanto a distinção é forçada).

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eduardo,</p>
<p>acho que não estamos falando a mesma coisa (o que é saudável no ambiente de discussão). Estou argumentando que o aumento excessivo das taxas de juros não controla a inflação por inibir o consumo (eventualmente inibe, pq torna o crédito mais escasso, mas esse não é o efeito principal). Pela minha perspectiva a inibição do consumo é um sub-produto do aumento dos juros, que serve, na verdade, para esterelizar a depreciação cambial. Essa depreciação é que causaria a inflação e é evitada pelo aumento das taxas de juros.</p>
<p>Minha argumentação reside, primeiramente, no fato de que há capacidade ociosa na indústria. Esse fato representa que não há escassez relativa de produtos que justifique um aumento de preços caso haja um aumento na demanda. Outra forma de constatar o fato de que os juros altos não diminuem o consumo é ver que mesmo em um ambiente de juros alto, como o atual, (mesmo que para os níveis dos últimos 15 anos sejam taxas &#8220;baixas&#8221;) o consumo baseado no crédito está crescendo bastante e isso com perspectivas de que os juros baixem, o que faria, em teoria, que as pessoas adiassem suas decisões de tomar crédito. Na verdade, se houver a perspectiva de que o crescimento continuará (se não houver uma sinalização de aumento das taxas de juros pelo BC) o aumento do crédito cresce.</p>
<p>O que argumento também é que a inflação nos preços de bens de consumo não são repassados pelos outros setores da economia. Afinal, esses bens não são reinseridos na cadeia produtiva (apenas se houvesse sempre reajuste de salários iguais à inflação, que na verdade é uma imposição da macroeconomia estatística, mas que não se comprova na prática). Em contrapartida, os bens cotados internacionalmente, baseados na taxa de câmbio (bens de capital e insumos), voltam a rodar na cadeia produtiva.</p>
<p>Por esses motivos, não concordo com a idéia de que a política de juros altos deva ser sequer considerada para combate à inflação. Na verdade, se mantida por um prazo longo, essa política aumenta as pressões inflacionárias ao deteriorar o balanço de pagamentos.</p>
<p>Mas acho que isso levanta um debate teórico sobre a distinção entre microeconomia e macroeconomia (o quanto a distinção é forçada).</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1542</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 20:02:50 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Heldo,

Acho que todos aqui falamos a mesma língua e acabamos não sendo bem compreendidos uns pelos outros.
Concordo plenamente com você no que diz respeito a FHC, e a quebra do país, a política monetária, tributária, etc, tudo o que ele fez e todos sabemos. Apenas ressalto uma coisa: a inflação é um vilão e deve ser combatida, mas condeno a prática absurda de metas de inflação praticada há tantos ano no Brasil. Nesse ponto (veja bem, nesse ponto) o governo lula continuou a era FHC. Em outras questões nem comentarei, pois sabemos que o Brasil avançou bastante com o atual presidente.

Os maiores bancos centrais do mundo, inclusive o FED, não praticam o regime de metas. Nossos recursos não podem ser drenados a vetores internacionais. Precisamos de reformas de base, estruturais para fazer esse país avançar.

O Brasil mais bem administrado tornar-se-á, facilmente em poucos anos, uma economia de primeiro mundo.

Estamos caminhando.
Um grande abraço, Heldo, Gustavo e Rodrigo. Nos falamos novamente após o carnaval. É sempre um prazer debater convosco.

Felicidades,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Heldo,</p>
<p>Acho que todos aqui falamos a mesma língua e acabamos não sendo bem compreendidos uns pelos outros.<br />
Concordo plenamente com você no que diz respeito a FHC, e a quebra do país, a política monetária, tributária, etc, tudo o que ele fez e todos sabemos. Apenas ressalto uma coisa: a inflação é um vilão e deve ser combatida, mas condeno a prática absurda de metas de inflação praticada há tantos ano no Brasil. Nesse ponto (veja bem, nesse ponto) o governo lula continuou a era FHC. Em outras questões nem comentarei, pois sabemos que o Brasil avançou bastante com o atual presidente.</p>
<p>Os maiores bancos centrais do mundo, inclusive o FED, não praticam o regime de metas. Nossos recursos não podem ser drenados a vetores internacionais. Precisamos de reformas de base, estruturais para fazer esse país avançar.</p>
<p>O Brasil mais bem administrado tornar-se-á, facilmente em poucos anos, uma economia de primeiro mundo.</p>
<p>Estamos caminhando.<br />
Um grande abraço, Heldo, Gustavo e Rodrigo. Nos falamos novamente após o carnaval. É sempre um prazer debater convosco.</p>
<p>Felicidades,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1539</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 16:00:38 +0000</pubDate>
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		<description>Queridos colegas,

talvez eu esteja sendo radical demais e no fim das contas extrapolo o que o Gustava diz. Tentei mostrar no último post, que a política do FHC com aspirações liberais, na verdade fazia o contrário do que se pretendia fazer. Afinal, a idéia liberal é diminuir influência do Estado na economia. Naquele caso, diminui-se a influência boa que o Estado representava na economia e tornou o Estado um estorvo, que precisava tributar absurdamente para se financiar e gerava instabilidade econômica, dado que aumentou as desigualdades setoriais. Além disso, houve um aumento da vulnerabilidade externa (e o país quebrou 2 vezes...).

Essa não é uma política de combate à inflação. Na verdade, foi uma política de desestruturação produtiva em favor do mercado financeiro! Se o Ministério da Fazenda e o BC estivessem preocupados em combater a inflação iriam em suas causas diretas, no parque produtivo nacional e equilíbrio no balanço de pagamentos. O combate à inflação parece muito mais uma desculpa para manter os juros altos que uma efetiva preocupação com a inflação.

Desculpem o tom radical do comentário, mas acho que agora me fiz entender
Abraços e bom carnaval pra todos</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Queridos colegas,</p>
<p>talvez eu esteja sendo radical demais e no fim das contas extrapolo o que o Gustava diz. Tentei mostrar no último post, que a política do FHC com aspirações liberais, na verdade fazia o contrário do que se pretendia fazer. Afinal, a idéia liberal é diminuir influência do Estado na economia. Naquele caso, diminui-se a influência boa que o Estado representava na economia e tornou o Estado um estorvo, que precisava tributar absurdamente para se financiar e gerava instabilidade econômica, dado que aumentou as desigualdades setoriais. Além disso, houve um aumento da vulnerabilidade externa (e o país quebrou 2 vezes&#8230;).</p>
<p>Essa não é uma política de combate à inflação. Na verdade, foi uma política de desestruturação produtiva em favor do mercado financeiro! Se o Ministério da Fazenda e o BC estivessem preocupados em combater a inflação iriam em suas causas diretas, no parque produtivo nacional e equilíbrio no balanço de pagamentos. O combate à inflação parece muito mais uma desculpa para manter os juros altos que uma efetiva preocupação com a inflação.</p>
<p>Desculpem o tom radical do comentário, mas acho que agora me fiz entender<br />
Abraços e bom carnaval pra todos</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1541</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 12:08:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1541</guid>
		<description>Prezado Eduardo

FHC utilizou uma estratégia de crescimento insustentável. Ao longo do seu primeiro mandato ele utilizou a combinação poupança externa (liquidez internacional), elevação da taxa básica de juros e redução unilateral das barreiras tarifárias para financiar um ciclo de populismo cambial. Fomos além das regras estabelecidas na OMC.

O resultado não poderia ser outro do que o estrangulamento do balanço de pagamentos. Vamos esperar que o senhor Alberto Cacciola retorne ao Brasil. Quem sabe não teremos informações interessantes sobre os bastidores do BC do sociólogo.

Veja bem, naquele período crescemos pelo consumismo de bens majoritariamente importados e negligenciamos a expansão da capacidade instalada. Pedro Malan citou por diversas vezes &quot;uma reestruturação produtiva em curso&quot;. Certamente a mesma ocorreu. Em ‘Economia política internacional’ (Elsevier, 2005), Reinaldo Gonçalves demonstra o que de fato ocorreu nessa tal reestruturação. Houve o desmonte de um conjunto importante de conexões do tipo insumo-produto. A reprimarização da economia, produzindo desde commodities agrícolas a industriais, se processou com a colaboração do governo do sociólogo.

O combate à inflação, pelas vias da ortodoxia liberal, apresentou os seus custos. A CEPAL, por sua vez, vem demonstrando que a taxa de ocupação da força de trabalho varia entre 50% a 60% na América Latina. Os juros altos praticados no Brasil e o papel das economias da região no concerto das nações internacional devem ser pensados organicamente. Não estamos sós. A diferença é que nosso potencial como nação é muito maior...

Compreendi o que você escreveu.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Eduardo</p>
<p>FHC utilizou uma estratégia de crescimento insustentável. Ao longo do seu primeiro mandato ele utilizou a combinação poupança externa (liquidez internacional), elevação da taxa básica de juros e redução unilateral das barreiras tarifárias para financiar um ciclo de populismo cambial. Fomos além das regras estabelecidas na OMC.</p>
<p>O resultado não poderia ser outro do que o estrangulamento do balanço de pagamentos. Vamos esperar que o senhor Alberto Cacciola retorne ao Brasil. Quem sabe não teremos informações interessantes sobre os bastidores do BC do sociólogo.</p>
<p>Veja bem, naquele período crescemos pelo consumismo de bens majoritariamente importados e negligenciamos a expansão da capacidade instalada. Pedro Malan citou por diversas vezes &#8220;uma reestruturação produtiva em curso&#8221;. Certamente a mesma ocorreu. Em ‘Economia política internacional’ (Elsevier, 2005), Reinaldo Gonçalves demonstra o que de fato ocorreu nessa tal reestruturação. Houve o desmonte de um conjunto importante de conexões do tipo insumo-produto. A reprimarização da economia, produzindo desde commodities agrícolas a industriais, se processou com a colaboração do governo do sociólogo.</p>
<p>O combate à inflação, pelas vias da ortodoxia liberal, apresentou os seus custos. A CEPAL, por sua vez, vem demonstrando que a taxa de ocupação da força de trabalho varia entre 50% a 60% na América Latina. Os juros altos praticados no Brasil e o papel das economias da região no concerto das nações internacional devem ser pensados organicamente. Não estamos sós. A diferença é que nosso potencial como nação é muito maior&#8230;</p>
<p>Compreendi o que você escreveu.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1540</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Feb 2008 02:13:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1540</guid>
		<description>Queridos compatriotas, vamos lá que o debate está muito bom.

Acho que não fui muito bem compreendido pelos queridos amigos, em algumas de minhas expressões. Na verdade estou tentando simplificar aquilo que para muitos é apenas &quot;economês&quot;.

Outro dia o Clovis Rossi escreveu, num dos seus artigos para a Folha, de que o cidadão é sempre o responsável: se não consome, não ajuda a economia, se consome, contribui para a inflação. Como é difícil a vida...
Quando utilizei a expressão &quot;inflação a zero&quot;, referia-me a tendência, e não ao zero de fato. Todos se lembram do Brasil de 1994, quando do início do plano real. Fernando Henrique pegou este país (este mesmo país que estamos sempre discutindo aqui), crescendo 5% ao ano e inflação com tendência a zero. Em seus 8 anos de governo aumentou a carga tributária do país 1% do PIB por ano de governo.
Ao falar sobre consumo, não estou drenando a ele a única causa da inflação, apenas estabeleço em hierarquia como um dos responsáveis principais. É igual preço de pão: se você possui algumas padarias vendendo (estou simplificando a coisa), elas mantém seus preços para não perder para a concorrência. Se de repente a procura for maior do que a capacidade de produzir o pão, o que acontecerá? Começa a faltar, a supervalorizar, nasce a fila, o aumento generalizado de preços, etc.

Aí sim, caro Gustavo, entra a questão do juro ser tão absurdamente alto como você muito bem disse. Mas isso não é apenas falácia da mídia, meu amigo. Ele beneficia os rentistas, mas não se esqueça que o governo Lula trabalha com metas de inflação. Então não é apenas &quot;para beneficiar quem vive de juros&quot;, embora acabe beneficiando quem vive de juros. Um governo que estabelece como piloto de sua economia a perseguição a uma meta de inflação, coloca indiretamente as necessidades sociais em segundo plano, pois o principal é atingir a meta. Esse é o desastre.
E aí entra toda uma série de questões que fazem o juro ser tão alto: um sistema tributário ridículo, uma previdência dilacerada e um rombo de dívidas, que num regime de câmbio flutuante pressionam nossa moeda para se desvalorizar. Isso é sinal de carestia de volta, de inflação. Inflação vai ser sinal de juro para cima e juro para cima é o cenário que se repete todos os dias.
Falou-se aqui do FED. Ora, digam-me se ele faz algum tipo de meta para inflação. Não faz. Eles perseguem a menor inflação, aí sim, mas a mesma não está no eixo do modelo, como é aqui.

Precisamos, como diz Mangabeira Unger, construir um elevado nível de poupança interna, e a mesma deve estar livre para financiar a produção e geração de emprego, e não drenada a tapar rombos de dívida.

Continuemos que está muito rico o debate. É um prazer conversar convosco.

um grande abraço a todos.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Queridos compatriotas, vamos lá que o debate está muito bom.</p>
<p>Acho que não fui muito bem compreendido pelos queridos amigos, em algumas de minhas expressões. Na verdade estou tentando simplificar aquilo que para muitos é apenas &#8220;economês&#8221;.</p>
<p>Outro dia o Clovis Rossi escreveu, num dos seus artigos para a Folha, de que o cidadão é sempre o responsável: se não consome, não ajuda a economia, se consome, contribui para a inflação. Como é difícil a vida&#8230;<br />
Quando utilizei a expressão &#8220;inflação a zero&#8221;, referia-me a tendência, e não ao zero de fato. Todos se lembram do Brasil de 1994, quando do início do plano real. Fernando Henrique pegou este país (este mesmo país que estamos sempre discutindo aqui), crescendo 5% ao ano e inflação com tendência a zero. Em seus 8 anos de governo aumentou a carga tributária do país 1% do PIB por ano de governo.<br />
Ao falar sobre consumo, não estou drenando a ele a única causa da inflação, apenas estabeleço em hierarquia como um dos responsáveis principais. É igual preço de pão: se você possui algumas padarias vendendo (estou simplificando a coisa), elas mantém seus preços para não perder para a concorrência. Se de repente a procura for maior do que a capacidade de produzir o pão, o que acontecerá? Começa a faltar, a supervalorizar, nasce a fila, o aumento generalizado de preços, etc.</p>
<p>Aí sim, caro Gustavo, entra a questão do juro ser tão absurdamente alto como você muito bem disse. Mas isso não é apenas falácia da mídia, meu amigo. Ele beneficia os rentistas, mas não se esqueça que o governo Lula trabalha com metas de inflação. Então não é apenas &#8220;para beneficiar quem vive de juros&#8221;, embora acabe beneficiando quem vive de juros. Um governo que estabelece como piloto de sua economia a perseguição a uma meta de inflação, coloca indiretamente as necessidades sociais em segundo plano, pois o principal é atingir a meta. Esse é o desastre.<br />
E aí entra toda uma série de questões que fazem o juro ser tão alto: um sistema tributário ridículo, uma previdência dilacerada e um rombo de dívidas, que num regime de câmbio flutuante pressionam nossa moeda para se desvalorizar. Isso é sinal de carestia de volta, de inflação. Inflação vai ser sinal de juro para cima e juro para cima é o cenário que se repete todos os dias.<br />
Falou-se aqui do FED. Ora, digam-me se ele faz algum tipo de meta para inflação. Não faz. Eles perseguem a menor inflação, aí sim, mas a mesma não está no eixo do modelo, como é aqui.</p>
<p>Precisamos, como diz Mangabeira Unger, construir um elevado nível de poupança interna, e a mesma deve estar livre para financiar a produção e geração de emprego, e não drenada a tapar rombos de dívida.</p>
<p>Continuemos que está muito rico o debate. É um prazer conversar convosco.</p>
<p>um grande abraço a todos.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1538</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 16:16:03 +0000</pubDate>
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		<description>Oi novamente,

o grande engodo que nos foi passado durante os anos 90 é que as políticas econômicas do Governo FHC foram de responsabilidade fiscal. De 1994 até 2002, apenas em 1994 tivemos superávit nas contas públicas e isso às custas de um superávit primário médio de mais de 3%. Representa um gasto médio com juros da ordem de 6% do PIB. O resultado dessa barbeiragem foi o crescimento da dívida pública de 20,0% do PIB em 1994, para 44,8% do PIB em 2002. Dizer que essa política é sequer teoricamente embasada é um tremendo desconhecimento da teoria econômica. (Só engana a Miriam Leitão)
http://www.unb.br/face/eco/cpe/TD/284Mar03FVersiani.pdf

De verdade, as índices de inflação têm se comportado de maneira completamente aleatória. Ou seja, dadas as condições internacionais, as mesmas variáveis que provocam uma inflação de 4% em um ano, podem provocar uma inflação de 12% no outro, sem que ela saia de controle. E o BC dizendo aos quatro cantos que controla a inflação.

E nesse ano ainda vai ser pior, pq a inflação mundial está em processo de aceleração! Estamos para viver algo como nos anos 70, quando o dólar passou para a queda livre (como diagnósticos é só pegar os preços do petróleo e do ouro) e todos os países que tinham suas moedas atreladas a ele (pasmem, a moeda brasileira tinha como parâmetro o dólar) viveram crises de hiper-inflação. Pior, os fluxos de financiamento se reverteram e houve uma violenta desvalorização cambial (os países desenvolvidos exportando inflação). Pela lógica maluca do BC, realmente, deveriam aumentar a taxa de juros para 25%, pq a inflação vai ser maior que a do ano passado, mas minha crítica está justamente em afirmar que aumentar os juros não vai resolver o problema.

Na verdade, não adianta tentar combater a inflação na ponta (através da demanda), o jeito é combater as fontes da inflação. E isso o Governo diz estar fazendo. O controle da entrada de capitais e no envio de remessas de lucros ajudaria. Além disso, resolver os problemas de oferta de alguns produtos e serviços essenciais e regulação mais eficiente de outros mercados ajudaria nesse combate.

Eu definiria o que o BC faz como tentar apagar um incêncio com cuspe...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi novamente,</p>
<p>o grande engodo que nos foi passado durante os anos 90 é que as políticas econômicas do Governo FHC foram de responsabilidade fiscal. De 1994 até 2002, apenas em 1994 tivemos superávit nas contas públicas e isso às custas de um superávit primário médio de mais de 3%. Representa um gasto médio com juros da ordem de 6% do PIB. O resultado dessa barbeiragem foi o crescimento da dívida pública de 20,0% do PIB em 1994, para 44,8% do PIB em 2002. Dizer que essa política é sequer teoricamente embasada é um tremendo desconhecimento da teoria econômica. (Só engana a Miriam Leitão)<br />
<a href="http://www.unb.br/face/eco/cpe/TD/284Mar03FVersiani.pdf" rel="nofollow">http://www.unb.br/face/eco/cpe/TD/284Mar03FVersiani.pdf</a></p>
<p>De verdade, as índices de inflação têm se comportado de maneira completamente aleatória. Ou seja, dadas as condições internacionais, as mesmas variáveis que provocam uma inflação de 4% em um ano, podem provocar uma inflação de 12% no outro, sem que ela saia de controle. E o BC dizendo aos quatro cantos que controla a inflação.</p>
<p>E nesse ano ainda vai ser pior, pq a inflação mundial está em processo de aceleração! Estamos para viver algo como nos anos 70, quando o dólar passou para a queda livre (como diagnósticos é só pegar os preços do petróleo e do ouro) e todos os países que tinham suas moedas atreladas a ele (pasmem, a moeda brasileira tinha como parâmetro o dólar) viveram crises de hiper-inflação. Pior, os fluxos de financiamento se reverteram e houve uma violenta desvalorização cambial (os países desenvolvidos exportando inflação). Pela lógica maluca do BC, realmente, deveriam aumentar a taxa de juros para 25%, pq a inflação vai ser maior que a do ano passado, mas minha crítica está justamente em afirmar que aumentar os juros não vai resolver o problema.</p>
<p>Na verdade, não adianta tentar combater a inflação na ponta (através da demanda), o jeito é combater as fontes da inflação. E isso o Governo diz estar fazendo. O controle da entrada de capitais e no envio de remessas de lucros ajudaria. Além disso, resolver os problemas de oferta de alguns produtos e serviços essenciais e regulação mais eficiente de outros mercados ajudaria nesse combate.</p>
<p>Eu definiria o que o BC faz como tentar apagar um incêncio com cuspe&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1537</link>
		<dc:creator>Gustavo</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 14:44:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1537</guid>
		<description>Caro Eduardo,
nós temos uma opinião muito parecida. Concordo com o que você falou. Por questões que eu considero importante conversar com as pessoas, só tentei insistir em alguns detalhes para que evitemos um pouco a linguagem que repentem na imprensa. O &quot;medo da inflação&quot; é a grande trincheira dos conservadores contra as políticas progressistas. Hoje não há qualquer risco de inflação elevada, mas inflação abaixo de 4% não é possível se queremos aumentar os salários acima de 10%.
escrevi esse artigo sobre o papel do Banco Central no Brasil hoje. O papel dele hoje é boicotar as possibilidades dos bancos perderem o grande poder político que eles tem hoje: http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Eduardo,<br />
nós temos uma opinião muito parecida. Concordo com o que você falou. Por questões que eu considero importante conversar com as pessoas, só tentei insistir em alguns detalhes para que evitemos um pouco a linguagem que repentem na imprensa. O &#8220;medo da inflação&#8221; é a grande trincheira dos conservadores contra as políticas progressistas. Hoje não há qualquer risco de inflação elevada, mas inflação abaixo de 4% não é possível se queremos aumentar os salários acima de 10%.<br />
escrevi esse artigo sobre o papel do Banco Central no Brasil hoje. O papel dele hoje é boicotar as possibilidades dos bancos perderem o grande poder político que eles tem hoje: <a href="http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/" rel="nofollow">http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1536</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 12:26:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1536</guid>
		<description>Prezados

Li os comentários de vocês e sou da opinião de que todos têm alguma razão. (Eu também não estou com a &quot;verdade&quot;.) Não há grandes conflitos analíticos. Compreendo que o Eduardo mencione como “ideal” fórmula de crescimento a baixa inflação.

Não é possível crescer robustamente com inflação zero e excelente distribuição de renda. Os diversos sistemas de preços vivem de ajustes constantes, que ultrapassam a capacidade de administração dos Estados nacionais, e o próprio processo de crescimento o pressiona com atualizações e inovações tecnológicas. Além disso, a concentração é a tendência natural do capital.

Meu caro amigo Gustavo mencionou a contradição entre a atuação do FED e a do BC brasileiro. As diferenças básicas que considero são as seguintes: (1) a dívida norte-americana é em dólar norte-americano, não estando, portanto, indexada a qualquer outra moeda; (2) a gestão da política monetária é mais democrática nos EUA do que em terras brasileiras, pois lá há a presença de mais de um setor interessado nos processos decisórios; (3) Tesouro norte-americano e FED atuam conjuntamente em prol do crescimento sustentado das forças produtivas nacionais, keynesianamente, incluindo as questões geopolíticas de ordem internacional.

Qual o papel brasileiro nessa “ordem internacional” vista pelos estrategistas de Washington? Quais as margens de manobra brasileira no sistema internacional? Diplomacia e política econômica estão em sintonia no Brasil?


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados</p>
<p>Li os comentários de vocês e sou da opinião de que todos têm alguma razão. (Eu também não estou com a &#8220;verdade&#8221;.) Não há grandes conflitos analíticos. Compreendo que o Eduardo mencione como “ideal” fórmula de crescimento a baixa inflação.</p>
<p>Não é possível crescer robustamente com inflação zero e excelente distribuição de renda. Os diversos sistemas de preços vivem de ajustes constantes, que ultrapassam a capacidade de administração dos Estados nacionais, e o próprio processo de crescimento o pressiona com atualizações e inovações tecnológicas. Além disso, a concentração é a tendência natural do capital.</p>
<p>Meu caro amigo Gustavo mencionou a contradição entre a atuação do FED e a do BC brasileiro. As diferenças básicas que considero são as seguintes: (1) a dívida norte-americana é em dólar norte-americano, não estando, portanto, indexada a qualquer outra moeda; (2) a gestão da política monetária é mais democrática nos EUA do que em terras brasileiras, pois lá há a presença de mais de um setor interessado nos processos decisórios; (3) Tesouro norte-americano e FED atuam conjuntamente em prol do crescimento sustentado das forças produtivas nacionais, keynesianamente, incluindo as questões geopolíticas de ordem internacional.</p>
<p>Qual o papel brasileiro nessa “ordem internacional” vista pelos estrategistas de Washington? Quais as margens de manobra brasileira no sistema internacional? Diplomacia e política econômica estão em sintonia no Brasil?</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1535</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 10:59:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1535</guid>
		<description>Ilustre Eduardo

Não creio que o fenômeno inflacionário brasileiro seja provocado exclusivamente pelo aumento do consumo. Podemos constatar isso facilmente, olhando a capacidade instalada na indústria que, salvo engano, está em pouco mais de 80%. Isso representa uma capacidade ociosa de quase 20%, que supriria rapidademente a demanda, caso essa apresentasse um aumento significativo.

Mas no caso brasileiro, o buraco é mais embaixo. O processo de industrialização brasileiro (por substituição de importações) e, mais recentemente, o processo de privatizações foram financiados, basicamente por capital externo. Isso impele nas contas nacionais, depois de maturados os investimentos uma pressão para envio de remessas de lucros e dividendos. No ano de 2007, esse volume foi de R$ 20 bilhões, se não me engano (e espera-se mais para 2008). Esse movimento gera uma tendência para a depreciação cambial.

Por outro lado, como o movimento dos lucros e dividendos geralmente é para os países desenvolvidos, há uma tendência para a apreciação cambial neles. Nesse caso, há uma tendência de que haja uma inflação menor para esses países. Em verdade, eles &quot;exportam&quot; inflação para países como o Brasil.

Por si, esse movimento já torna a inflação brasileira maior que dos países desenvolvidos. É o motor da inflação. Ignorando esse fato, o BC brasileiro, busca uma meta de inflação de países de 1º mundo (como se a inflação baixa fosse o próprio desenvolvimento). E para isso, estabelece uma taxa de juros que reverta a tendência de depreciação cambial provocada pelas remessas de lucros. O resultado é uma taxa de juros do tamanho da brasileira.

Quer dizer, ao invés de o BC se conformar com o fato de que o Brasil é uma economia que cresce pouco, deveria se conformar com o fato de que o Brasil é uma economia com tendência inflacionária e que tentar mudar isso custa caro e é inútil! (mas tem muito o que se acrescentar nessa discussão, espero que ela não acabe)

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ilustre Eduardo</p>
<p>Não creio que o fenômeno inflacionário brasileiro seja provocado exclusivamente pelo aumento do consumo. Podemos constatar isso facilmente, olhando a capacidade instalada na indústria que, salvo engano, está em pouco mais de 80%. Isso representa uma capacidade ociosa de quase 20%, que supriria rapidademente a demanda, caso essa apresentasse um aumento significativo.</p>
<p>Mas no caso brasileiro, o buraco é mais embaixo. O processo de industrialização brasileiro (por substituição de importações) e, mais recentemente, o processo de privatizações foram financiados, basicamente por capital externo. Isso impele nas contas nacionais, depois de maturados os investimentos uma pressão para envio de remessas de lucros e dividendos. No ano de 2007, esse volume foi de R$ 20 bilhões, se não me engano (e espera-se mais para 2008). Esse movimento gera uma tendência para a depreciação cambial.</p>
<p>Por outro lado, como o movimento dos lucros e dividendos geralmente é para os países desenvolvidos, há uma tendência para a apreciação cambial neles. Nesse caso, há uma tendência de que haja uma inflação menor para esses países. Em verdade, eles &#8220;exportam&#8221; inflação para países como o Brasil.</p>
<p>Por si, esse movimento já torna a inflação brasileira maior que dos países desenvolvidos. É o motor da inflação. Ignorando esse fato, o BC brasileiro, busca uma meta de inflação de países de 1º mundo (como se a inflação baixa fosse o próprio desenvolvimento). E para isso, estabelece uma taxa de juros que reverta a tendência de depreciação cambial provocada pelas remessas de lucros. O resultado é uma taxa de juros do tamanho da brasileira.</p>
<p>Quer dizer, ao invés de o BC se conformar com o fato de que o Brasil é uma economia que cresce pouco, deveria se conformar com o fato de que o Brasil é uma economia com tendência inflacionária e que tentar mudar isso custa caro e é inútil! (mas tem muito o que se acrescentar nessa discussão, espero que ela não acabe)</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo Santos</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1534</link>
		<dc:creator>Gustavo Santos</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 03:03:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1534</guid>
		<description>Caro Eduardo,
essas coisas não são muito simples. Primeiro acho que precisamos ser mais precisos. Levando ao pé da letra, &quot;Crescer com inflação a zero, juros baixos e distribuição de renda igualitária&quot;, não é possível. Inflação zero praticamente não existe e para um país em desenvolvimento é prejudicial, é melhor ter alguma inflação, pois ela pode ser decorrência de melhorias salariais reais. sem inflação não é possível ter melhorias salariais reais. Quando se aumenta os salários em por exemplo 10%, os preços aumentam pelo menos uns 4%, se aumentar os salários em 20% os preços podem subir a até uns 10%, dependendo da taxa de câmbio.
outra coisa importante é entender que o fato das pessoas comprarem muito ou a economia crescer muito, não gera muita inflação. Pode gerar um pequeniníssimo aumento, mas nada importante. Taxas altas de inflação estão associadas a incapacidade do governo de controlar a taxa de desvalorização do câmbio. Não tem relação com o crescimento, o crédito ou o consumo como dizem os ortodoxos do Banco Central.
outra coisa falsa é dizer que as pessoas no Brasil são hiperpreocupadas com a inflação que qualquer aumentozinho já ficam com os cabelos em pé. Isso é desculpa que os banqueiros usam para justificar na imprensa uma atitude tão IRRACIONAL do Banco Central brasileiro ao manter esses juros tão absurdamente altos. Esses juros são altos para beneficiar quem vive de juros no Brasil, mas dizem que é para controlar a inflação porque o brasileiro supostamente morre de medo de inflação mais do que tudo. Mais do que bandido, desemprego, salário baixo, fome, fila nos hospitais, filho fora da escola, etc. Claro que isso não é verdade.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Eduardo,<br />
essas coisas não são muito simples. Primeiro acho que precisamos ser mais precisos. Levando ao pé da letra, &#8220;Crescer com inflação a zero, juros baixos e distribuição de renda igualitária&#8221;, não é possível. Inflação zero praticamente não existe e para um país em desenvolvimento é prejudicial, é melhor ter alguma inflação, pois ela pode ser decorrência de melhorias salariais reais. sem inflação não é possível ter melhorias salariais reais. Quando se aumenta os salários em por exemplo 10%, os preços aumentam pelo menos uns 4%, se aumentar os salários em 20% os preços podem subir a até uns 10%, dependendo da taxa de câmbio.<br />
outra coisa importante é entender que o fato das pessoas comprarem muito ou a economia crescer muito, não gera muita inflação. Pode gerar um pequeniníssimo aumento, mas nada importante. Taxas altas de inflação estão associadas a incapacidade do governo de controlar a taxa de desvalorização do câmbio. Não tem relação com o crescimento, o crédito ou o consumo como dizem os ortodoxos do Banco Central.<br />
outra coisa falsa é dizer que as pessoas no Brasil são hiperpreocupadas com a inflação que qualquer aumentozinho já ficam com os cabelos em pé. Isso é desculpa que os banqueiros usam para justificar na imprensa uma atitude tão IRRACIONAL do Banco Central brasileiro ao manter esses juros tão absurdamente altos. Esses juros são altos para beneficiar quem vive de juros no Brasil, mas dizem que é para controlar a inflação porque o brasileiro supostamente morre de medo de inflação mais do que tudo. Mais do que bandido, desemprego, salário baixo, fome, fila nos hospitais, filho fora da escola, etc. Claro que isso não é verdade.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1533</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jan 2008 01:50:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1533</guid>
		<description>Caros Gustavo e Heldo,

Penso que a dinâmica do crescimento sustentável de uma economia é complexa na prática, mas de fácil visualização. Comparar EUA e Brasil é inviável, por premissas que a gente pode averiguar. Mas, vamos lá. Qual é o desafio de qualquer país, e especialmente o Brasil que é o país que nós amamos? Crescer com inflação a zero, juros baixos e distribuição de renda igualitária. Concordam? Creio que sim. E aí começa o desastre, pois vejam, aumenta-se o juro para conter a inflação, e quando se abaixa o juro o povo parte às compras e a inflação volta. É um paradoxo de difícil solução, especialmente num país de profundas desigualdades sociais.

Nos EUA, Gustavo, na crise eles abaixam a taxa para estimular o consumo, e aí lançam os famosos pacotes para aquecer a economia. Lá eles não temem a inflação como nós. Aqui há um temor exacerbado, ideológico, prático, e até histórico eu diria, pelo galope que vivemos na ditadura militar. A ortodoxia está, caro Heldo, no modelo mesmo. É óbvio que o governo Lula em muito difere do receituário neoliberal, mas o sistema de metas de inflação é uma das demonstrações dessa ortodoxia. O FED não utiliza metas, pois luta pela menor inflação a pleno emprego (por isso os juros baixos, Gustavo) mas dá um dinamismo à sua economia com a produção em larga escala, grande avanço tecnológico e substituição de importações. Então não estabelece um vetor autoritário que guie o modelo. No Brasil, o BC está mandatado para perseguir de forma absolutamente isolada uma meta de inflação para dali a um ano, mas acontece que ninguém sabe o que acontecerá no mundo político nesse espaço de tempo. O esforço a ser empregado para atingir essa meta pré-estabelecida é a causa dessas amarras.

A inflação é gerada em grande parte pela busca desenfreada do consumo, e se o país não atende à demanda começa a competição, o ágio, e o aumento generalizado de preço. Então o combate à ela não pode estar no eixo do modelo, mas sim a geração de empreço e a construção de poupança. Isso acontecendo, o país mantém os juros baixos, estimula o consumo, atende todas as demandas da produção, mata a inflação e cresce de forma sustentável.

Um grande abraço aos queridos amigos.
Eduardo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Gustavo e Heldo,</p>
<p>Penso que a dinâmica do crescimento sustentável de uma economia é complexa na prática, mas de fácil visualização. Comparar EUA e Brasil é inviável, por premissas que a gente pode averiguar. Mas, vamos lá. Qual é o desafio de qualquer país, e especialmente o Brasil que é o país que nós amamos? Crescer com inflação a zero, juros baixos e distribuição de renda igualitária. Concordam? Creio que sim. E aí começa o desastre, pois vejam, aumenta-se o juro para conter a inflação, e quando se abaixa o juro o povo parte às compras e a inflação volta. É um paradoxo de difícil solução, especialmente num país de profundas desigualdades sociais.</p>
<p>Nos EUA, Gustavo, na crise eles abaixam a taxa para estimular o consumo, e aí lançam os famosos pacotes para aquecer a economia. Lá eles não temem a inflação como nós. Aqui há um temor exacerbado, ideológico, prático, e até histórico eu diria, pelo galope que vivemos na ditadura militar. A ortodoxia está, caro Heldo, no modelo mesmo. É óbvio que o governo Lula em muito difere do receituário neoliberal, mas o sistema de metas de inflação é uma das demonstrações dessa ortodoxia. O FED não utiliza metas, pois luta pela menor inflação a pleno emprego (por isso os juros baixos, Gustavo) mas dá um dinamismo à sua economia com a produção em larga escala, grande avanço tecnológico e substituição de importações. Então não estabelece um vetor autoritário que guie o modelo. No Brasil, o BC está mandatado para perseguir de forma absolutamente isolada uma meta de inflação para dali a um ano, mas acontece que ninguém sabe o que acontecerá no mundo político nesse espaço de tempo. O esforço a ser empregado para atingir essa meta pré-estabelecida é a causa dessas amarras.</p>
<p>A inflação é gerada em grande parte pela busca desenfreada do consumo, e se o país não atende à demanda começa a competição, o ágio, e o aumento generalizado de preço. Então o combate à ela não pode estar no eixo do modelo, mas sim a geração de empreço e a construção de poupança. Isso acontecendo, o país mantém os juros baixos, estimula o consumo, atende todas as demandas da produção, mata a inflação e cresce de forma sustentável.</p>
<p>Um grande abraço aos queridos amigos.<br />
Eduardo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1532</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 21:50:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1532</guid>
		<description>Mas Heldo,
acho que as coisas tão mundando. Ficou evidente para qualquer um a diferença entre a postura do FED e do Banco Meirelles. Lá na crise, eles reduzem a taxa de juros. Aqui na crise eles aumentam, mas se tivermos crescendo muito eles também aumentam...
por isso que a taxa fica sempre muitíssimo alta. ela só cai um pouquinho no curto período que vai de crise para crescimento e de crescimento para crise, porque na crise e no crescimento a taxa aumenta!
é surreal!
e porque o Banco do Meirelles faz isso??
porque morrem de medo do Lula ou qualquer um não seja capacho deles ter uma boa popularidade, eles já estão de olho nas eleições de 2010, 2014, 2018...
falo um pouco do papel do Banco do Meirelles no artigo abaixo que vc já conhece:
http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas Heldo,<br />
acho que as coisas tão mundando. Ficou evidente para qualquer um a diferença entre a postura do FED e do Banco Meirelles. Lá na crise, eles reduzem a taxa de juros. Aqui na crise eles aumentam, mas se tivermos crescendo muito eles também aumentam&#8230;<br />
por isso que a taxa fica sempre muitíssimo alta. ela só cai um pouquinho no curto período que vai de crise para crescimento e de crescimento para crise, porque na crise e no crescimento a taxa aumenta!<br />
é surreal!<br />
e porque o Banco do Meirelles faz isso??<br />
porque morrem de medo do Lula ou qualquer um não seja capacho deles ter uma boa popularidade, eles já estão de olho nas eleições de 2010, 2014, 2018&#8230;<br />
falo um pouco do papel do Banco do Meirelles no artigo abaixo que vc já conhece:<br />
<a href="http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/" rel="nofollow">http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/</a><br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1531</link>
		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 21:28:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1531</guid>
		<description>Recomendo: http://desempregozero.org/2007/10/28/uma-nova-agenda-de-desenvolvimento-2/

http://desempregozero.org/2008/01/24/pac-desaceleracao-do-crescimento-e-vulnerabilidade-externa/</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Recomendo: <a href="http://desempregozero.org/2007/10/28/uma-nova-agenda-de-desenvolvimento-2/" rel="nofollow">http://desempregozero.org/2007/10/28/uma-nova-agenda-de-desenvolvimento-2/</a></p>
<p><a href="http://desempregozero.org/2008/01/24/pac-desaceleracao-do-crescimento-e-vulnerabilidade-externa/" rel="nofollow">http://desempregozero.org/2008/01/24/pac-desaceleracao-do-crescimento-e-vulnerabilidade-externa/</a></p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/comment-page-1/#comment-1530</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 18:51:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/30/o-fantasma-da-iliquidez-que-ronda-a-europa-do-euro/#comment-1530</guid>
		<description>é Gustavo,

acho que vc tem toda a razão, eu deveria ter enfatizado o PODE &quot;dar certo&quot; (pq ela pode dar muito errado). E, na verdade, quando digo que &quot;todos saem ganhando&quot;, uns saem ganhando muito mais que outros (nesse caso, os banqueiros saem ganhando um montão, os empresários do setor produtivo saem ganhando um pouco e os empregados saem ganhando pouquinho, muito pouquinho, quase nada...). Mas se não fosse assim não era Brasil né?!?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>é Gustavo,</p>
<p>acho que vc tem toda a razão, eu deveria ter enfatizado o PODE &#8220;dar certo&#8221; (pq ela pode dar muito errado). E, na verdade, quando digo que &#8220;todos saem ganhando&#8221;, uns saem ganhando muito mais que outros (nesse caso, os banqueiros saem ganhando um montão, os empresários do setor produtivo saem ganhando um pouco e os empregados saem ganhando pouquinho, muito pouquinho, quase nada&#8230;). Mas se não fosse assim não era Brasil né?!?</p>
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