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Blog do Desemprego Zero

O fantasma da iliquidez que ronda a Europa do euro

Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 30 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

VALOR – 29/01/2008

por José Carlos de Assis

Política monetária e política fiscal devem estar funcionalmente ligadas na economia contemporânea. É a única forma pela qual a política fiscal-monetária pode ter um papel anticíclico. Sua desvinculação, como no Brasil, neste caso reforçada por disposição constitucional, faz com que a política monetária funcione exclusivamente no sentido da recessão, tornando-a virtualmente ineficaz para empurrar a economia no rumo do crescimento e do pleno emprego, nos momentos de crise. É a velha metáfora do barbante: serve para puxar a pedra, não para empurrá-la. Breve veremos as conseqüências desse enunciado no mercado bancário europeu.

Como mencionei em outro artigo, a disposição do Banco Central Europeu de emprestar até US$ 500 bilhões aos bancos filiados para enfrentar a crise de liquidez iniciada no mercado suprime norte-americano terá pouca eficácia. Na Grande Depressão dos anos 30 nos Estados Unidos, a existência de uma sobra de liquidez em grande parte do mercado bancário não impediu que cerca de nove mil pequenos e médios bancos ilíquidos naufragassem em poucos anos.

O estado da liquidez bancária é indicado por uma média: os que estão acima da média devem, em tese, emprestar para os que estão abaixo. Estes pagam as taxas do interbancário para obter empréstimos dos primeiros. Acontece que, em situações de crise, os bancos líquidos preferem emprestar ao próprio banco central, mesmo a taxas menores (mediante reservas remuneradas), do que emprestar aos bancos ilíquidos, que lhes parecem suspeitos. Assim, resta a estes últimos recorrer a empréstimos de liquidez do próprio banco central. Para isso, devem oferecer garantias.

A melhor garantia são títulos públicos. Contudo, na zona do euro, a disponibilidade de títulos públicos é limitada, inclusive pela regra de Maastricht que estabelece um teto de déficit anual de 3% do PIB. Esta é a fonte de títulos públicos novos no mercado, anualmente, talvez insuficiente para a simples rolagem do antigo estoque da dívida pública mobiliária. Diante disso, os bancos terão de oferecer títulos privados de sua carteira, não os de sua própria emissão, expondo-se a uma avaliação de qualidade que, em última instância, em situações de crise, pode levar à intervenção ou quebra.

Compare-se essa situação com uma política fiscal-monetária de tipo keynesiano, como a adotada comumente nos Estados Unidos: a crise bancária é entendida como expressão de uma crise na economia real, afetada por queda de demanda e alto desemprego. Diante disso, é importante que o banco central reduza a taxa de juros e expanda a liquidez, mas isso é apenas parte da solução. A solução completa implica uma política fiscal ativa, pela qual o Tesouro toma emprestado dinheiro dos bancos líquidos para convertê-lo em dispêndio público deficitário.

Com a ativação da demanda pelo dispêndio público “autônomo”, os gastos governamentais se convertem em depósitos nos bancos. As reservas bancárias aumentam em todo o sistema, inclusive para os bancos anteriormente ilíquidos. Isso lhes dá fôlego para administrar suas carteiras e livrar-se dos créditos podres. Alguns pequenos e médios quebrarão de qualquer forma, pelo reflexo da crise anterior, mas a amplitude do desastre é muito menor em comparação com uma situação na qual o sistema fiscal e o sistema monetário se relacionam entre si como duas mônadas.

Se isso é tão simples assim, já que é amplamente conhecido pelos teóricos e os especialistas, como entender que um bando de tecnocratas louros, de olhos azuis, todos pertencentes à fronteira da civilização, tenham desenhado na Europa uma estrutura fiscal-monetária tão ineficaz para lidar com as crises bancárias? Já me perguntei isso várias vezes, e não tenho uma resposta definitiva. Grande parte dessa tontería se deve à ideologia: Hayek pretendia que a emissão de moeda passasse à competência exclusiva dos bancos privados. Era um exagero, que assustou o próprio Milton Friedmann. Mas o BCE está muito próximo disso.

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Em situações de crise, os bancos líquidos preferem emprestar ao

próprio banco central do que emprestar aos bancos ilíquidos

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A questão de compatibilizar, na União Européia, vários sistemas fiscais nacionais com um sistema monetário único não foi nada simples. Os Estados Unidos criaram um banco central regionalmente integrado, operacionalmente independente, mas politicamente responsável perante o governo federal. Tesouro e Fed atuam coordenadamente na gestão da política fiscal-monetária. O Fed não compra diretamente títulos do Tesouro, mas, quando há déficit público, cria, pela redução da taxa de juros e ampliação da liquidez, ambiente favorável para que os bancos privados filiados os comprem a taxas razoáveis.

No sistema do euro, não só o BCE não compra diretamente títulos públicos, como também a política fiscal está estruturalmente enquadrada pelas regras restritivas e rígidas de Maastricht. É como se o Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, não pudesse emitir títulos públicos além de uma determinada quota, independentemente de sua situação fiscal. Ou, mais estranho ainda, é como se todos os Estados Unidos não pudessem ter déficit superior a 3% do PIB – algo que, na situação atual, levaria provavelmente o mundo inteiro a uma débâcle, por estreitamento da liquidez global.

O sistema do euro tirou da Europa qualquer capacidade de contribuir como locomotiva do mundo, a despeito da atual crise. Fala-se da substituição do dólar pelo euro como moeda reserva, o que já está acontecendo em parte. A meu ver, continuará em parte, pois a oferta de liquidez e de títulos públicos europeus é limitada. Gostemos ou não, este mundo ainda gira com uma relativa tranqüilidade, a despeito das crises cíclicas, porque os Estados Unidos têm um gigantesco déficit fiscal e outro gigantesco déficit comercial: um dá liquidez ao mundo, outro compra os produtos e serviços do mundo. Só um louco pode pensar em bloquear isso de uma hora para a outra.

E nós? O fetiche das “finanças saudáveis” fez de nosso sistema fiscal-monetário um híbrido esquizofrênico, na medida em que o déficit nominal, sendo de origem exclusivamente financeira, pode, mas não garante contrabalançar o efeito contracionista do superávit primário. O Banco Central, pela extravagante taxa básica de juros, e o Tesouro, pelo superávit primário, atuam juntos no sentido contracionista, sendo que a única fonte de respiro da economia é a eventual conversão do déficit nominal que ainda resiste, ou mesmo de parte do estoque da dívida mobiliária, em recursos de investimento e de consumo – isso se o Banco Central não achar que deve restringir a liquidez, ou se o ministro Mantega não decidir que deve perseguir a sugestão do ex-deputado Delfim Netto de zerar o déficit nominal.

Como diante de uma taxa básica de juros tão alta, que remunera grande parte dos títulos públicos, alguém se dispõe a converter sua “moeda financeira” em moeda de financiamento do investimento e de consumo, como parece ter acontecido em 2007, ano de notável crescimento? Simples, porque, a despeito do desemprego e da queda histórica da renda do trabalho, a própria repressão do crescimento durante vários anos e uma sábia decisão de ampliar o crédito de consumo criaram bolsões de oportunidades de investimento onde a massa dos lucros em perspectiva compensa abrir mão da taxa de juros da “moeda financeira”, sobretudo quando se trata de mobilização a “moeda financeira” para complementar inversões reais financiadas na maior parte por fluxo de caixa interno.

Claro, é difícil saber até que ponto esse surto de crescimento é sustentável. É bom lembrar que crédito é função de renda, sendo que a renda real acumulada comprometida com compra a prazo é inversamente proporcional à taxa de juros. Em outras palavras, para ciclos longos, a demanda efetiva sustentada por crédito pode cair ou estagnar-se, em razão de uma estrutura de taxa de juros de aplicação muito elevada. Se isso vier a acontecer, o investimento cai e o déficit nominal volta a ser o que tem sido nas duas últimas décadas: uma fonte de conversão de tributos pagos por todos, inclusive pelos pobres, em reaplicações nos títulos da dívida pública detidos pelos ricos, sem qualquer efeito na demanda efetiva.

Antigamente, gostávamos muito de imitar os americanos, inclusive quando instituímos um banco central “desenvolvimentista”, mas, agora, adoramos a genialidade ortodoxa européia. Pelo exposto, tornamos nosso Banco Central também uma mônoda. Achamos natural que seu presidente, diante da queda da CPMF, ameace abertamente com novo aumento da taxa básica de juros se o governo relaxar na política fiscal. Trocando em miúdos, se reduzir o superávit primário. Todos sabem que isso seria o aborto do crescimento esboçado em 2007. É estranho. Votei num sujeito para presidente, e é um banqueiro privado sem responsabilidade política quem dita as regras básicas da política monetária e fiscal, independentemente da situação da economia real e do emprego.


*José Carlos de Assis é economista e professor, presidente do Instituto Desemprego Zero.



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23 Respostas para “O fantasma da iliquidez que ronda a Europa do euro”

  1. Heldo Siqueira falou:

    Realmente, a política econômica brasileira é uma incógnita. Na verdade, ela é tudo, menos ortodoxa. Quer dizer, o combate cego à inflação como se ela fosse um problema exclusivamente monetário esconde uma violenta distribuição dos recursos tributados em favor dos mais ricos, através dos juros altos.

    Para minimizar os efeitos que os juros provocariam na política cambial e, em consequência, a provável desindustrialização do processo, o BC compra reservas internacionais (obviamente, com o dólar despencando do jeito que está, as compras não podem evitar a queda). Quer dizer, a relativa desvalorização cambial provocada pelas reservas funcionam como um estímulo às exportações e um limite às importações.

    Por último, o incentivo à expansão do crédito tem funcionado para expandir o consumo final, gerando um aumento da demanda efetiva. O limite para essa modalidade de consumo, é a própria robustez do crescimento, afinal, conforme se cria crédito expande-se a alavancagem dos grandes bancos. Entretanto, essa alavancagem é coberta pela primeira política, a de transferência de recursos diretamente do tesouro para os bancos.

    Alguns acham que a política é tão bem engendrada que todos saem ganhando. Mas para mim, parece aqueles casos dos filmes de ação em que o mocinho fala: “é tão louco que pode dar certo”…

  2. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    http://desempregozero.org/2007/10/28/uma-nova-agenda-de-desenvolvimento-2/

    http://desempregozero.org/2008/01/24/pac-desaceleracao-do-crescimento-e-vulnerabilidade-externa/

  3. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Prezado Heldo,
    de fato a política macroeconômica, principalmente daquela que cabe ao Banco Central é “louca”. Mas me parece que as são expressões “dar certo” e principalmente “todos saem ganhando” são muito fortes para caberem nessa situação.
    abraços

  4. Heldo Siqueira falou:

    é Gustavo,

    acho que vc tem toda a razão, eu deveria ter enfatizado o PODE “dar certo” (pq ela pode dar muito errado). E, na verdade, quando digo que “todos saem ganhando”, uns saem ganhando muito mais que outros (nesse caso, os banqueiros saem ganhando um montão, os empresários do setor produtivo saem ganhando um pouco e os empregados saem ganhando pouquinho, muito pouquinho, quase nada…). Mas se não fosse assim não era Brasil né?!?

  5. Rodrigo Medeiros falou:

    Recomendo: http://desempregozero.org/2007/10/28/uma-nova-agenda-de-desenvolvimento-2/

    http://desempregozero.org/2008/01/24/pac-desaceleracao-do-crescimento-e-vulnerabilidade-externa/

  6. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Mas Heldo,
    acho que as coisas tão mundando. Ficou evidente para qualquer um a diferença entre a postura do FED e do Banco Meirelles. Lá na crise, eles reduzem a taxa de juros. Aqui na crise eles aumentam, mas se tivermos crescendo muito eles também aumentam…
    por isso que a taxa fica sempre muitíssimo alta. ela só cai um pouquinho no curto período que vai de crise para crescimento e de crescimento para crise, porque na crise e no crescimento a taxa aumenta!
    é surreal!
    e porque o Banco do Meirelles faz isso??
    porque morrem de medo do Lula ou qualquer um não seja capacho deles ter uma boa popularidade, eles já estão de olho nas eleições de 2010, 2014, 2018…
    falo um pouco do papel do Banco do Meirelles no artigo abaixo que vc já conhece:
    http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/
    abraços

  7. Eduardo Alves falou:

    Caros Gustavo e Heldo,

    Penso que a dinâmica do crescimento sustentável de uma economia é complexa na prática, mas de fácil visualização. Comparar EUA e Brasil é inviável, por premissas que a gente pode averiguar. Mas, vamos lá. Qual é o desafio de qualquer país, e especialmente o Brasil que é o país que nós amamos? Crescer com inflação a zero, juros baixos e distribuição de renda igualitária. Concordam? Creio que sim. E aí começa o desastre, pois vejam, aumenta-se o juro para conter a inflação, e quando se abaixa o juro o povo parte às compras e a inflação volta. É um paradoxo de difícil solução, especialmente num país de profundas desigualdades sociais.

    Nos EUA, Gustavo, na crise eles abaixam a taxa para estimular o consumo, e aí lançam os famosos pacotes para aquecer a economia. Lá eles não temem a inflação como nós. Aqui há um temor exacerbado, ideológico, prático, e até histórico eu diria, pelo galope que vivemos na ditadura militar. A ortodoxia está, caro Heldo, no modelo mesmo. É óbvio que o governo Lula em muito difere do receituário neoliberal, mas o sistema de metas de inflação é uma das demonstrações dessa ortodoxia. O FED não utiliza metas, pois luta pela menor inflação a pleno emprego (por isso os juros baixos, Gustavo) mas dá um dinamismo à sua economia com a produção em larga escala, grande avanço tecnológico e substituição de importações. Então não estabelece um vetor autoritário que guie o modelo. No Brasil, o BC está mandatado para perseguir de forma absolutamente isolada uma meta de inflação para dali a um ano, mas acontece que ninguém sabe o que acontecerá no mundo político nesse espaço de tempo. O esforço a ser empregado para atingir essa meta pré-estabelecida é a causa dessas amarras.

    A inflação é gerada em grande parte pela busca desenfreada do consumo, e se o país não atende à demanda começa a competição, o ágio, e o aumento generalizado de preço. Então o combate à ela não pode estar no eixo do modelo, mas sim a geração de empreço e a construção de poupança. Isso acontecendo, o país mantém os juros baixos, estimula o consumo, atende todas as demandas da produção, mata a inflação e cresce de forma sustentável.

    Um grande abraço aos queridos amigos.
    Eduardo.

  8. Gustavo Santos falou:

    Caro Eduardo,
    essas coisas não são muito simples. Primeiro acho que precisamos ser mais precisos. Levando ao pé da letra, “Crescer com inflação a zero, juros baixos e distribuição de renda igualitária”, não é possível. Inflação zero praticamente não existe e para um país em desenvolvimento é prejudicial, é melhor ter alguma inflação, pois ela pode ser decorrência de melhorias salariais reais. sem inflação não é possível ter melhorias salariais reais. Quando se aumenta os salários em por exemplo 10%, os preços aumentam pelo menos uns 4%, se aumentar os salários em 20% os preços podem subir a até uns 10%, dependendo da taxa de câmbio.
    outra coisa importante é entender que o fato das pessoas comprarem muito ou a economia crescer muito, não gera muita inflação. Pode gerar um pequeniníssimo aumento, mas nada importante. Taxas altas de inflação estão associadas a incapacidade do governo de controlar a taxa de desvalorização do câmbio. Não tem relação com o crescimento, o crédito ou o consumo como dizem os ortodoxos do Banco Central.
    outra coisa falsa é dizer que as pessoas no Brasil são hiperpreocupadas com a inflação que qualquer aumentozinho já ficam com os cabelos em pé. Isso é desculpa que os banqueiros usam para justificar na imprensa uma atitude tão IRRACIONAL do Banco Central brasileiro ao manter esses juros tão absurdamente altos. Esses juros são altos para beneficiar quem vive de juros no Brasil, mas dizem que é para controlar a inflação porque o brasileiro supostamente morre de medo de inflação mais do que tudo. Mais do que bandido, desemprego, salário baixo, fome, fila nos hospitais, filho fora da escola, etc. Claro que isso não é verdade.
    abraços

  9. Heldo Siqueira falou:

    Ilustre Eduardo

    Não creio que o fenômeno inflacionário brasileiro seja provocado exclusivamente pelo aumento do consumo. Podemos constatar isso facilmente, olhando a capacidade instalada na indústria que, salvo engano, está em pouco mais de 80%. Isso representa uma capacidade ociosa de quase 20%, que supriria rapidademente a demanda, caso essa apresentasse um aumento significativo.

    Mas no caso brasileiro, o buraco é mais embaixo. O processo de industrialização brasileiro (por substituição de importações) e, mais recentemente, o processo de privatizações foram financiados, basicamente por capital externo. Isso impele nas contas nacionais, depois de maturados os investimentos uma pressão para envio de remessas de lucros e dividendos. No ano de 2007, esse volume foi de R$ 20 bilhões, se não me engano (e espera-se mais para 2008). Esse movimento gera uma tendência para a depreciação cambial.

    Por outro lado, como o movimento dos lucros e dividendos geralmente é para os países desenvolvidos, há uma tendência para a apreciação cambial neles. Nesse caso, há uma tendência de que haja uma inflação menor para esses países. Em verdade, eles “exportam” inflação para países como o Brasil.

    Por si, esse movimento já torna a inflação brasileira maior que dos países desenvolvidos. É o motor da inflação. Ignorando esse fato, o BC brasileiro, busca uma meta de inflação de países de 1º mundo (como se a inflação baixa fosse o próprio desenvolvimento). E para isso, estabelece uma taxa de juros que reverta a tendência de depreciação cambial provocada pelas remessas de lucros. O resultado é uma taxa de juros do tamanho da brasileira.

    Quer dizer, ao invés de o BC se conformar com o fato de que o Brasil é uma economia que cresce pouco, deveria se conformar com o fato de que o Brasil é uma economia com tendência inflacionária e que tentar mudar isso custa caro e é inútil! (mas tem muito o que se acrescentar nessa discussão, espero que ela não acabe)

    Abraços

  10. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezados

    Li os comentários de vocês e sou da opinião de que todos têm alguma razão. (Eu também não estou com a “verdade”.) Não há grandes conflitos analíticos. Compreendo que o Eduardo mencione como “ideal” fórmula de crescimento a baixa inflação.

    Não é possível crescer robustamente com inflação zero e excelente distribuição de renda. Os diversos sistemas de preços vivem de ajustes constantes, que ultrapassam a capacidade de administração dos Estados nacionais, e o próprio processo de crescimento o pressiona com atualizações e inovações tecnológicas. Além disso, a concentração é a tendência natural do capital.

    Meu caro amigo Gustavo mencionou a contradição entre a atuação do FED e a do BC brasileiro. As diferenças básicas que considero são as seguintes: (1) a dívida norte-americana é em dólar norte-americano, não estando, portanto, indexada a qualquer outra moeda; (2) a gestão da política monetária é mais democrática nos EUA do que em terras brasileiras, pois lá há a presença de mais de um setor interessado nos processos decisórios; (3) Tesouro norte-americano e FED atuam conjuntamente em prol do crescimento sustentado das forças produtivas nacionais, keynesianamente, incluindo as questões geopolíticas de ordem internacional.

    Qual o papel brasileiro nessa “ordem internacional” vista pelos estrategistas de Washington? Quais as margens de manobra brasileira no sistema internacional? Diplomacia e política econômica estão em sintonia no Brasil?

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.

  11. Gustavo falou:

    Caro Eduardo,
    nós temos uma opinião muito parecida. Concordo com o que você falou. Por questões que eu considero importante conversar com as pessoas, só tentei insistir em alguns detalhes para que evitemos um pouco a linguagem que repentem na imprensa. O “medo da inflação” é a grande trincheira dos conservadores contra as políticas progressistas. Hoje não há qualquer risco de inflação elevada, mas inflação abaixo de 4% não é possível se queremos aumentar os salários acima de 10%.
    escrevi esse artigo sobre o papel do Banco Central no Brasil hoje. O papel dele hoje é boicotar as possibilidades dos bancos perderem o grande poder político que eles tem hoje: http://criticaeconomica.wordpress.com/2007/10/11/por-que-o-brasil-nao-cresce-porque-o-meirelles-ainda-nao-e-presidente/

  12. Heldo Siqueira falou:

    Oi novamente,

    o grande engodo que nos foi passado durante os anos 90 é que as políticas econômicas do Governo FHC foram de responsabilidade fiscal. De 1994 até 2002, apenas em 1994 tivemos superávit nas contas públicas e isso às custas de um superávit primário médio de mais de 3%. Representa um gasto médio com juros da ordem de 6% do PIB. O resultado dessa barbeiragem foi o crescimento da dívida pública de 20,0% do PIB em 1994, para 44,8% do PIB em 2002. Dizer que essa política é sequer teoricamente embasada é um tremendo desconhecimento da teoria econômica. (Só engana a Miriam Leitão)
    http://www.unb.br/face/eco/cpe/TD/284Mar03FVersiani.pdf

    De verdade, as índices de inflação têm se comportado de maneira completamente aleatória. Ou seja, dadas as condições internacionais, as mesmas variáveis que provocam uma inflação de 4% em um ano, podem provocar uma inflação de 12% no outro, sem que ela saia de controle. E o BC dizendo aos quatro cantos que controla a inflação.

    E nesse ano ainda vai ser pior, pq a inflação mundial está em processo de aceleração! Estamos para viver algo como nos anos 70, quando o dólar passou para a queda livre (como diagnósticos é só pegar os preços do petróleo e do ouro) e todos os países que tinham suas moedas atreladas a ele (pasmem, a moeda brasileira tinha como parâmetro o dólar) viveram crises de hiper-inflação. Pior, os fluxos de financiamento se reverteram e houve uma violenta desvalorização cambial (os países desenvolvidos exportando inflação). Pela lógica maluca do BC, realmente, deveriam aumentar a taxa de juros para 25%, pq a inflação vai ser maior que a do ano passado, mas minha crítica está justamente em afirmar que aumentar os juros não vai resolver o problema.

    Na verdade, não adianta tentar combater a inflação na ponta (através da demanda), o jeito é combater as fontes da inflação. E isso o Governo diz estar fazendo. O controle da entrada de capitais e no envio de remessas de lucros ajudaria. Além disso, resolver os problemas de oferta de alguns produtos e serviços essenciais e regulação mais eficiente de outros mercados ajudaria nesse combate.

    Eu definiria o que o BC faz como tentar apagar um incêncio com cuspe…

  13. Eduardo Alves falou:

    Queridos compatriotas, vamos lá que o debate está muito bom.

    Acho que não fui muito bem compreendido pelos queridos amigos, em algumas de minhas expressões. Na verdade estou tentando simplificar aquilo que para muitos é apenas “economês”.

    Outro dia o Clovis Rossi escreveu, num dos seus artigos para a Folha, de que o cidadão é sempre o responsável: se não consome, não ajuda a economia, se consome, contribui para a inflação. Como é difícil a vida…
    Quando utilizei a expressão “inflação a zero”, referia-me a tendência, e não ao zero de fato. Todos se lembram do Brasil de 1994, quando do início do plano real. Fernando Henrique pegou este país (este mesmo país que estamos sempre discutindo aqui), crescendo 5% ao ano e inflação com tendência a zero. Em seus 8 anos de governo aumentou a carga tributária do país 1% do PIB por ano de governo.
    Ao falar sobre consumo, não estou drenando a ele a única causa da inflação, apenas estabeleço em hierarquia como um dos responsáveis principais. É igual preço de pão: se você possui algumas padarias vendendo (estou simplificando a coisa), elas mantém seus preços para não perder para a concorrência. Se de repente a procura for maior do que a capacidade de produzir o pão, o que acontecerá? Começa a faltar, a supervalorizar, nasce a fila, o aumento generalizado de preços, etc.

    Aí sim, caro Gustavo, entra a questão do juro ser tão absurdamente alto como você muito bem disse. Mas isso não é apenas falácia da mídia, meu amigo. Ele beneficia os rentistas, mas não se esqueça que o governo Lula trabalha com metas de inflação. Então não é apenas “para beneficiar quem vive de juros”, embora acabe beneficiando quem vive de juros. Um governo que estabelece como piloto de sua economia a perseguição a uma meta de inflação, coloca indiretamente as necessidades sociais em segundo plano, pois o principal é atingir a meta. Esse é o desastre.
    E aí entra toda uma série de questões que fazem o juro ser tão alto: um sistema tributário ridículo, uma previdência dilacerada e um rombo de dívidas, que num regime de câmbio flutuante pressionam nossa moeda para se desvalorizar. Isso é sinal de carestia de volta, de inflação. Inflação vai ser sinal de juro para cima e juro para cima é o cenário que se repete todos os dias.
    Falou-se aqui do FED. Ora, digam-me se ele faz algum tipo de meta para inflação. Não faz. Eles perseguem a menor inflação, aí sim, mas a mesma não está no eixo do modelo, como é aqui.

    Precisamos, como diz Mangabeira Unger, construir um elevado nível de poupança interna, e a mesma deve estar livre para financiar a produção e geração de emprego, e não drenada a tapar rombos de dívida.

    Continuemos que está muito rico o debate. É um prazer conversar convosco.

    um grande abraço a todos.

  14. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezado Eduardo

    FHC utilizou uma estratégia de crescimento insustentável. Ao longo do seu primeiro mandato ele utilizou a combinação poupança externa (liquidez internacional), elevação da taxa básica de juros e redução unilateral das barreiras tarifárias para financiar um ciclo de populismo cambial. Fomos além das regras estabelecidas na OMC.

    O resultado não poderia ser outro do que o estrangulamento do balanço de pagamentos. Vamos esperar que o senhor Alberto Cacciola retorne ao Brasil. Quem sabe não teremos informações interessantes sobre os bastidores do BC do sociólogo.

    Veja bem, naquele período crescemos pelo consumismo de bens majoritariamente importados e negligenciamos a expansão da capacidade instalada. Pedro Malan citou por diversas vezes “uma reestruturação produtiva em curso”. Certamente a mesma ocorreu. Em ‘Economia política internacional’ (Elsevier, 2005), Reinaldo Gonçalves demonstra o que de fato ocorreu nessa tal reestruturação. Houve o desmonte de um conjunto importante de conexões do tipo insumo-produto. A reprimarização da economia, produzindo desde commodities agrícolas a industriais, se processou com a colaboração do governo do sociólogo.

    O combate à inflação, pelas vias da ortodoxia liberal, apresentou os seus custos. A CEPAL, por sua vez, vem demonstrando que a taxa de ocupação da força de trabalho varia entre 50% a 60% na América Latina. Os juros altos praticados no Brasil e o papel das economias da região no concerto das nações internacional devem ser pensados organicamente. Não estamos sós. A diferença é que nosso potencial como nação é muito maior…

    Compreendi o que você escreveu.

    Um abraço,

    Rodrigo L. Medeiros

  15. Heldo Siqueira falou:

    Queridos colegas,

    talvez eu esteja sendo radical demais e no fim das contas extrapolo o que o Gustava diz. Tentei mostrar no último post, que a política do FHC com aspirações liberais, na verdade fazia o contrário do que se pretendia fazer. Afinal, a idéia liberal é diminuir influência do Estado na economia. Naquele caso, diminui-se a influência boa que o Estado representava na economia e tornou o Estado um estorvo, que precisava tributar absurdamente para se financiar e gerava instabilidade econômica, dado que aumentou as desigualdades setoriais. Além disso, houve um aumento da vulnerabilidade externa (e o país quebrou 2 vezes…).

    Essa não é uma política de combate à inflação. Na verdade, foi uma política de desestruturação produtiva em favor do mercado financeiro! Se o Ministério da Fazenda e o BC estivessem preocupados em combater a inflação iriam em suas causas diretas, no parque produtivo nacional e equilíbrio no balanço de pagamentos. O combate à inflação parece muito mais uma desculpa para manter os juros altos que uma efetiva preocupação com a inflação.

    Desculpem o tom radical do comentário, mas acho que agora me fiz entender
    Abraços e bom carnaval pra todos

  16. Eduardo Alves falou:

    Caro Heldo,

    Acho que todos aqui falamos a mesma língua e acabamos não sendo bem compreendidos uns pelos outros.
    Concordo plenamente com você no que diz respeito a FHC, e a quebra do país, a política monetária, tributária, etc, tudo o que ele fez e todos sabemos. Apenas ressalto uma coisa: a inflação é um vilão e deve ser combatida, mas condeno a prática absurda de metas de inflação praticada há tantos ano no Brasil. Nesse ponto (veja bem, nesse ponto) o governo lula continuou a era FHC. Em outras questões nem comentarei, pois sabemos que o Brasil avançou bastante com o atual presidente.

    Os maiores bancos centrais do mundo, inclusive o FED, não praticam o regime de metas. Nossos recursos não podem ser drenados a vetores internacionais. Precisamos de reformas de base, estruturais para fazer esse país avançar.

    O Brasil mais bem administrado tornar-se-á, facilmente em poucos anos, uma economia de primeiro mundo.

    Estamos caminhando.
    Um grande abraço, Heldo, Gustavo e Rodrigo. Nos falamos novamente após o carnaval. É sempre um prazer debater convosco.

    Felicidades,

  17. Heldo Siqueira falou:

    Eduardo,

    acho que não estamos falando a mesma coisa (o que é saudável no ambiente de discussão). Estou argumentando que o aumento excessivo das taxas de juros não controla a inflação por inibir o consumo (eventualmente inibe, pq torna o crédito mais escasso, mas esse não é o efeito principal). Pela minha perspectiva a inibição do consumo é um sub-produto do aumento dos juros, que serve, na verdade, para esterelizar a depreciação cambial. Essa depreciação é que causaria a inflação e é evitada pelo aumento das taxas de juros.

    Minha argumentação reside, primeiramente, no fato de que há capacidade ociosa na indústria. Esse fato representa que não há escassez relativa de produtos que justifique um aumento de preços caso haja um aumento na demanda. Outra forma de constatar o fato de que os juros altos não diminuem o consumo é ver que mesmo em um ambiente de juros alto, como o atual, (mesmo que para os níveis dos últimos 15 anos sejam taxas “baixas”) o consumo baseado no crédito está crescendo bastante e isso com perspectivas de que os juros baixem, o que faria, em teoria, que as pessoas adiassem suas decisões de tomar crédito. Na verdade, se houver a perspectiva de que o crescimento continuará (se não houver uma sinalização de aumento das taxas de juros pelo BC) o aumento do crédito cresce.

    O que argumento também é que a inflação nos preços de bens de consumo não são repassados pelos outros setores da economia. Afinal, esses bens não são reinseridos na cadeia produtiva (apenas se houvesse sempre reajuste de salários iguais à inflação, que na verdade é uma imposição da macroeconomia estatística, mas que não se comprova na prática). Em contrapartida, os bens cotados internacionalmente, baseados na taxa de câmbio (bens de capital e insumos), voltam a rodar na cadeia produtiva.

    Por esses motivos, não concordo com a idéia de que a política de juros altos deva ser sequer considerada para combate à inflação. Na verdade, se mantida por um prazo longo, essa política aumenta as pressões inflacionárias ao deteriorar o balanço de pagamentos.

    Mas acho que isso levanta um debate teórico sobre a distinção entre microeconomia e macroeconomia (o quanto a distinção é forçada).

    Abraços

  18. Rodrigo Loureiro Medeiros falou:

    Prezado Heldo

    Suas idéias convergem para as teses do Ignácio Rangel sobre a inflação brasileira. A manutenção da combinação capacidade ociosa e juros altos pode sim agravar as pressões inflacionárias ao longo do tempo. Os custos variáveis e médios de produção se elevam e buscam ser repassados.

    Depois não adianta reduzir unilateralmente as barreiras alfandegárias para manter a inflação sob controle. Tal fato não ajuda a aumentar a competitividade da economia brasileira. Pode sim desarticular um conjunto importante da matriz insumo-produto nacional.

    O estudo da ciência econômica ensina que existem outras formas de se manter crescimento econômico a uma taxa de inflação módica. Bancos centrais bem administrados e que operam em sintonia com os respectivos tesouros nacionais sabem as margens de manobra para se garantir liquidez e controle inflacionário.

    José Carlos de Assis vem apontando o que se passa na zona do euro e como os europeus “desaprenderam” em termos de política econômica.

    Cordialmente,

    Rodrigo L. Medeiros

  19. Eduardo Alves falou:

    Querido amigo Heldo,

    Terminastes o comentário afirmando que a política de juro alto, se mantida por um longo prazo, aumenta as pressões inflacionárias. Perfeito. Porém, dissestes um pouco antes que a mesma não deve ser “sequer levada em conta no combate à inflação”.

    Pergunto: você acha que não há nenhuma ligação entre a política de juro alto e o regime de metas de inflação? E independente da resposta, o que cha desse regime de metas?

    Abraços,

  20. Heldo Siqueira falou:

    Eduardo,

    A política de metas de inflação está intimamente ligada à política de juros altos (nisso estamos concordando). Mas não pq promove uma contração da demanda. Na verdade, em alguns casos, a contração da demanda provoca aumento de preços, pois os empresários, ao perceberem uma diminuição nos lucros brutos, promovem um aumento das margens para suprir as perdas e manter os níveis de lucro. Esse movimento serve para impedir a quebra de empresas. No caso brasileiro, esse movimento foi barrado na década de 90 pela abertura indiscriminada nas barreiras comerciais.

    Não tenho nada contra a política de metas de inflação. Na verdade, acho interessante ter uma idéia de metas para a inflação. Entretanto acredito que divulgar indiscriminadamente a meta (como faz o BC) dá muita margem para especulação (como acontece no Brasil). E ainda tem uns malucos que falam que o BC divulga uma meta (4,5%) e executa outra (4,0%) o que é ainda mais injustificável!

    Mas acho que a política monetária deve ser pautada pelo monitoramento do câmbio. E é onde a discussão começa a esquentar, pq é dificílimo saber como calcular o câmbio ideal. Para o BC, o câmbio ideal é o que deixa a inflação na meta de 4,5%. Eu acho que a meta poderia ser 7,5% ou 8,0%. Mas isso é puro chute.

    Alguém tem alguma idéia?!

  21. Eduardo Alves falou:

    Entendo o que quer dizer, Heldo…

    Realmente é complexo por que lidamos com variáveis, e muitas vezes de difícil previsão. O Câmbio, por exemplo, funciona como uma espécie de dogma dentro da bíblia política. Ainda que exacerbássemos o máximo possível as medidas para uma previsão, não teríamos nunca uma certeza sobre o câmbio, sobre o juros, sobre como eles estariam daqui a um certo tempo.

    Essa incerteza deixa o mercado inseguro. Por isso penso que o regime de metas de inflação não é coerente com a nossa realidade, mas é óbvio que não resolveremos toda essa complexidade em poucas linhas. Mas sou contra pelos fatores conjunturais. Um exemplo: você arbitrar, no final de 2006, no piloto da sua economia, que o ano seguinte terá uma inflação de 4,5%, é uma projeção. Mas faz essa projeção hoje sem saber o amanhã. Então, veja bem, não importa o que acontecer, os meios para se atingir essa meta serão aplicados. Você constrangerá toda a situação econômica e social para blindar o sistema financeiro, pois ele está garantido (O governo FHC até faltar luz no Brasil deixou).

    Os alimentos são um exemplo claro disso. A sua demanda influencia na inflação, mas a condição de produção e oferta é muito relativa, pois depende de clima, água, campo, uma série de fatores que não se prefiguram com viabilidade certa.

    Mas entendo o que você diz e concordo. Apenas vejo assim: os juros altos são praticados no governo Lula pelo receio sempre existente da inflação (a maior prova disso é que eles cortaram o ritmo de queda da SELIC); e acho que deveríamos seguir o modelo do FED ao não ter metas de inflação.

    Crescer com juros baixos e inflação controlada continua sendo nosso maior desafio.

    Um forte abraço,
    Eduardo.

  22. Eduardo Alves falou:

    Gustavo, amigo, estamos sentindo sua falta nessa discussão.

    Um grande abraço para você.

  23. Gustavo Santos falou:

    Caro Eduardo,
    Agradeço a lembrança.
    esse tema é minha especialidade, porém é muito complexo, envolve muitas questões. um comentário demora às vezes 40 minutos para articular todas as questões.
    estou extremamente ocupado este mês, por isso está difícil. mas se puxarem uma questão mais específica e pedirem minha opinião, terei o maior prazer em participar.
    estou mais interessado em outras questões esses dias, vc leu este artigo?
    http://desempregozero.org/2007/12/10/maos-de-gato-a-politica-ambiental-externa-brasileira-esta-profundamente-equivocada/
    abraços,
    Gustavo

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