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	<title>Comentários sobre: O Brasil e o grande salto à sua frente</title>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-brasil-e-o-grande-salto-a-sua-frente/comment-page-1/#comment-121</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 14:38:20 +0000</pubDate>
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		<description>Prezado Gustavo

Há diferenças entre atualização tecnológica (renovação de bens de capital) e inovações (mudanças estruturais e sistêmicas). Quando me referi à combinação capacidade instalada e demanda externa, sugeri a partir dos dados da CEPAL (2007) que as taxas de formação bruta de capital fixo estão refletindo majoritariamente atualizações tecnológicas.

Existe um interessante trabalho nessa linha escrito pela Tatiana Castelo Branco (2005), da FINEP, &quot;Ambiente brasileiro de inovação&quot;. Tenho artigos acadêmicos sobre isso.

Quanto ao institucionalismo, existem basicamente duas escolas ligadas à ciência econômica. O velho institucionalismo, de Thorstein B. Veblen a John K. Galbraith, e o neoinstitucionalismo, de Douglass C. North.

O livro &quot;Technology, institutions and economic growth&quot;, do Richard Nelson (2005), traz uma boa discussão sobre o tema. Já &quot;The new global economy&quot;, de Dani Rodrik (1999), demonstra econometricamente como as instituições são importantes para o desenvolvimento sustentado dos países. o consenso entre os autores aponta para o fato de que não existem soluções universais e a mera transposição de instituições pode ser desastrosa.

As sociedades precisam estar abertas à experimentação. Certamente subsídios das experiências bem-sucedidas podem ser aproveitados. O fenômeno latino-americano da cópia dos padrões de consumo dos países mais desenvolvidos e o decorrente estrangulamento externo se enquadraria nesse linha de raciocínio.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Gustavo</p>
<p>Há diferenças entre atualização tecnológica (renovação de bens de capital) e inovações (mudanças estruturais e sistêmicas). Quando me referi à combinação capacidade instalada e demanda externa, sugeri a partir dos dados da CEPAL (2007) que as taxas de formação bruta de capital fixo estão refletindo majoritariamente atualizações tecnológicas.</p>
<p>Existe um interessante trabalho nessa linha escrito pela Tatiana Castelo Branco (2005), da FINEP, &#8220;Ambiente brasileiro de inovação&#8221;. Tenho artigos acadêmicos sobre isso.</p>
<p>Quanto ao institucionalismo, existem basicamente duas escolas ligadas à ciência econômica. O velho institucionalismo, de Thorstein B. Veblen a John K. Galbraith, e o neoinstitucionalismo, de Douglass C. North.</p>
<p>O livro &#8220;Technology, institutions and economic growth&#8221;, do Richard Nelson (2005), traz uma boa discussão sobre o tema. Já &#8220;The new global economy&#8221;, de Dani Rodrik (1999), demonstra econometricamente como as instituições são importantes para o desenvolvimento sustentado dos países. o consenso entre os autores aponta para o fato de que não existem soluções universais e a mera transposição de instituições pode ser desastrosa.</p>
<p>As sociedades precisam estar abertas à experimentação. Certamente subsídios das experiências bem-sucedidas podem ser aproveitados. O fenômeno latino-americano da cópia dos padrões de consumo dos países mais desenvolvidos e o decorrente estrangulamento externo se enquadraria nesse linha de raciocínio.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</p>
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	<item>
		<title>Por: Gustavo Santos</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-brasil-e-o-grande-salto-a-sua-frente/comment-page-1/#comment-120</link>
		<dc:creator>Gustavo Santos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 12:40:05 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo,
também gosto muito desses debates. Conheço um pouco do Fernando Fanjzylber. Gostei muito do que li. Capacidade produtiva instalada e demanda externa crescentes são no mínimo condição necessária para o desenvolvimento. Para mim são sinônimos de desenvolvimento. Qual desenvolvimento? depende. Pode ser de um desenvolvimento Chinês, Sueco, Indiano, Europeu, Americano, Japonês, Brasileiro ou Argentino. Todos eles se basearam nessas duas coisas. Porém todos eles são altamente diferentes, mas foram desenvolvimento em uma época. A diferença se dá primeiro pela taxa de crescimento per capita acumulada, e segundo pela maior ou menor democracia, maior ou menor distribuição de renda, maior ou menor qualidade da educação, etc.
Institucionalidade tem relação com o processo. Algumas são mais pragmáticas pela desenvolvimento, outras menos, umas são mais democráticas, outras menos. Mas se uma sociedade decide por um caminho, adequada aos poucos sua institucionalidade a seus objetivos a suas idiossicrasias. Nenhuma institucionalidade é igual, mas todas seguem mais ou menos os objetivos e visões da eleite política. Não acho que a institucionalidade seja um condicionante tão forte. Acho que ela é principalmente um instrumento. Nisso sou muito diferente dos institucionalistas liberais.
Essa é minha visão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,<br />
também gosto muito desses debates. Conheço um pouco do Fernando Fanjzylber. Gostei muito do que li. Capacidade produtiva instalada e demanda externa crescentes são no mínimo condição necessária para o desenvolvimento. Para mim são sinônimos de desenvolvimento. Qual desenvolvimento? depende. Pode ser de um desenvolvimento Chinês, Sueco, Indiano, Europeu, Americano, Japonês, Brasileiro ou Argentino. Todos eles se basearam nessas duas coisas. Porém todos eles são altamente diferentes, mas foram desenvolvimento em uma época. A diferença se dá primeiro pela taxa de crescimento per capita acumulada, e segundo pela maior ou menor democracia, maior ou menor distribuição de renda, maior ou menor qualidade da educação, etc.<br />
Institucionalidade tem relação com o processo. Algumas são mais pragmáticas pela desenvolvimento, outras menos, umas são mais democráticas, outras menos. Mas se uma sociedade decide por um caminho, adequada aos poucos sua institucionalidade a seus objetivos a suas idiossicrasias. Nenhuma institucionalidade é igual, mas todas seguem mais ou menos os objetivos e visões da eleite política. Não acho que a institucionalidade seja um condicionante tão forte. Acho que ela é principalmente um instrumento. Nisso sou muito diferente dos institucionalistas liberais.<br />
Essa é minha visão.</p>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-brasil-e-o-grande-salto-a-sua-frente/comment-page-1/#comment-119</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 12:22:16 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Gustavo

Precisamos ter algumas idéias mais estruturadas para que o crescimento econômico não se baseie apenas na combinação capacidade produtiva instalada e demanda externa. Esse foi o caso da Argentina sob a administração de Nestor Kirchner. Equador e Peru cresceram razoavelmente bem nos últimos anos, mas não resolveram o passivo neoliberal.

Muito se deveu a combinação capacidade produtiva instalada e demanda externa. A formação bruta de capital fixo, abaixo dos 30% do PIB para o conjunto de países da AL reflete o fenômeno da atualização tecnológica, contrastando com as transformações progressistas das inovações.

Escrevi um artigo no Monitor Mercantil sobre isso. Naquele tempo, em dezembro de 2005, as precarizações, desemprego e informalidade, das relações de trabalho alcançavam 25% da PEA na Argentina. Dados do INDEC, o IBGE deles. (Posteriormente descobriu-se que havia camuflagem de estatísticas por lá.) Segundo a CEPAL (2007), a taxa de ocupação da força de trabalho é de 54,4% na Argentina, população ocupada/PEA. A taxa máxima na AL é de 63%.

A republicação do livro “A economia latino-americana” (Companhia das Letras, 2007, de Celso Furtado, pode nos ajudar a aprofundar os debates social-desenvolvimentistas. Sou da opinião de que Celso Furtado é um ponto de passagem intelectual obrigatório.

Não sei se você conhece as idéias de Fernando Fanjzylber, também ex-integrante da CEPAL. Pois bem, ele expressou ao longo de sua obra a necessidade da AL promover inovações institucionais que combinassem competitividade econômica e justiça social. Creio que foi uma referência importante no “Estudo de competitividade da indústria brasileira” (1994), coordenado por Luciano Coutinho e João C. Ferraz.

Não precisamos inventar a roda do desenvolvimento democrático e equitativo. Certamente teremos que abrir o processo político brasileiro à experimentação de corte inovador e democratizante.

Gosto muito das nossas sinceras e respeitosas trocas de idéias, pois as mesmas me fazem repensar e evoluir.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gustavo</p>
<p>Precisamos ter algumas idéias mais estruturadas para que o crescimento econômico não se baseie apenas na combinação capacidade produtiva instalada e demanda externa. Esse foi o caso da Argentina sob a administração de Nestor Kirchner. Equador e Peru cresceram razoavelmente bem nos últimos anos, mas não resolveram o passivo neoliberal.</p>
<p>Muito se deveu a combinação capacidade produtiva instalada e demanda externa. A formação bruta de capital fixo, abaixo dos 30% do PIB para o conjunto de países da AL reflete o fenômeno da atualização tecnológica, contrastando com as transformações progressistas das inovações.</p>
<p>Escrevi um artigo no Monitor Mercantil sobre isso. Naquele tempo, em dezembro de 2005, as precarizações, desemprego e informalidade, das relações de trabalho alcançavam 25% da PEA na Argentina. Dados do INDEC, o IBGE deles. (Posteriormente descobriu-se que havia camuflagem de estatísticas por lá.) Segundo a CEPAL (2007), a taxa de ocupação da força de trabalho é de 54,4% na Argentina, população ocupada/PEA. A taxa máxima na AL é de 63%.</p>
<p>A republicação do livro “A economia latino-americana” (Companhia das Letras, 2007, de Celso Furtado, pode nos ajudar a aprofundar os debates social-desenvolvimentistas. Sou da opinião de que Celso Furtado é um ponto de passagem intelectual obrigatório.</p>
<p>Não sei se você conhece as idéias de Fernando Fanjzylber, também ex-integrante da CEPAL. Pois bem, ele expressou ao longo de sua obra a necessidade da AL promover inovações institucionais que combinassem competitividade econômica e justiça social. Creio que foi uma referência importante no “Estudo de competitividade da indústria brasileira” (1994), coordenado por Luciano Coutinho e João C. Ferraz.</p>
<p>Não precisamos inventar a roda do desenvolvimento democrático e equitativo. Certamente teremos que abrir o processo político brasileiro à experimentação de corte inovador e democratizante.</p>
<p>Gosto muito das nossas sinceras e respeitosas trocas de idéias, pois as mesmas me fazem repensar e evoluir.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: Gustavo Santos</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-brasil-e-o-grande-salto-a-sua-frente/comment-page-1/#comment-118</link>
		<dc:creator>Gustavo Santos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 01:09:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/2008/01/20/o-brasil-e-o-grande-salto-a-sua-frente/#comment-118</guid>
		<description>Rodrigo,
Concordo com você. Só precisamos de tomar cuidado com certas coisas. A unidade nacional é o que nos faz progredir, o que nos faz diferente do resto do continente hispânico. Na minha opinião, tem faltado ao país é uma visão de futuro. O resto a gente pode construir. Mas antes de construir é preciso acreditar. Falta só isso, fé em nós mesmos como coletivo.
Para a América Espanhola é o mesmo problema, mas para eles é mais difícil acreditar, pois tudo leva a crer que eles não tem potencial. São pequenos, divididos, só veêm qualidades no estrangeiro, tem alguns recursos mais falta outros, etc. No Brasil é diferente. Somos gigantes, cheios de potencial e respeitamos nossa riqueza e identidade cultural (muitos ainda não). Mas mesmo assim a maioria ainda não acredita que somos capazes de nos reerguer, pois lemos em letras garrafais todos dias nos jornais as &quot;evidências&quot; de &quot;nossa incapacidade&quot;. Essa incapacidade é inevitável enquanto mantemos o neoliberalismo. é um círculo vicioso: falta de fé e neoliberalismo. Se quebrarmos um desses elos o outro também se quebrará e voltaremos a nos desenvolver rapidamente de cabeça erguida. E se eu aprendi alguma coisa de economia e política, é muito fácil crescer acima de 7% ao ano. Principalmente no atual cenário mundial, que apesar das turbulências, ainda nos é amplamente favorável.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,<br />
Concordo com você. Só precisamos de tomar cuidado com certas coisas. A unidade nacional é o que nos faz progredir, o que nos faz diferente do resto do continente hispânico. Na minha opinião, tem faltado ao país é uma visão de futuro. O resto a gente pode construir. Mas antes de construir é preciso acreditar. Falta só isso, fé em nós mesmos como coletivo.<br />
Para a América Espanhola é o mesmo problema, mas para eles é mais difícil acreditar, pois tudo leva a crer que eles não tem potencial. São pequenos, divididos, só veêm qualidades no estrangeiro, tem alguns recursos mais falta outros, etc. No Brasil é diferente. Somos gigantes, cheios de potencial e respeitamos nossa riqueza e identidade cultural (muitos ainda não). Mas mesmo assim a maioria ainda não acredita que somos capazes de nos reerguer, pois lemos em letras garrafais todos dias nos jornais as &#8220;evidências&#8221; de &#8220;nossa incapacidade&#8221;. Essa incapacidade é inevitável enquanto mantemos o neoliberalismo. é um círculo vicioso: falta de fé e neoliberalismo. Se quebrarmos um desses elos o outro também se quebrará e voltaremos a nos desenvolver rapidamente de cabeça erguida. E se eu aprendi alguma coisa de economia e política, é muito fácil crescer acima de 7% ao ano. Principalmente no atual cenário mundial, que apesar das turbulências, ainda nos é amplamente favorável.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-brasil-e-o-grande-salto-a-sua-frente/comment-page-1/#comment-117</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 23:23:03 +0000</pubDate>
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		<description>Caro amigo

Nos EUA houve a vitória do Norte progressista sobre o Sul escravocrata e livre-cambista na Guerra Civil (1861-65) e na China atual impera o comitê do partido único. Não demoraria muito para que as ferrovias integrassem os diversos mercados regionais nos EUA. As atuais desigualdades regionais na China, por sua vez, são colossais. Como não há democracia, essa questão acaba sendo empurrada para frente. Já vimos esse filme por aqui?

Certamente o neoliberalismo congelou ações desenvolvimentistas em nosso país. Vivemos a década de 1990 sob o manto da resignação e do fatalismo. Um clima de derrota. Alguns ainda não abandonaram tal postura.

Não se pode dizer no Brasil que São Paulo, Rio Grande do Sul e os estados do Norte, por exemplo, tenham uma concepção convergente de nação. Há conflitos distributivos e tensões políticas. FHC apelou para a guerra fiscal, &quot;cada um por si&quot;. Ecos de Alberto Sales e Paulo Prado?

Estamos longe de um pacto federativo desenvolvimentista. Pensei que o governo Lula poderia coordenar tal processo. Foi promessa de campanha em 2002. Podemos esperar do atual quadro político inovações institucionais baseadas numa equação que combine competitividade econômica, integraçao regional e justiça social? A SEDENE tenta renascer, mas encontra-se imersa no problema da concertação regional.

Busco ser otimista, sem abandonar o realismo. O Brasil precisa buscar implementar estratégias diferentes das tentadas no passado recente para equilibrar o jogo político. Uma política industrial renovada e voltada para as redes de pequenas e médias empresas... Penso que o BNDES e a FINEP têm papéis importantes a desempenhar nessa ceara.

As recorrentes crises no balanço de pagamentos que sofremos refletem parte de minha argumentação. Nosso desenvolvimentismo enfrentou essa questão. A ausência de reformas institucionais democratizantes ao longo do tempo é a marca do processo.

Após a crise da dívida, em 1982, a semi-estagnação econômica tomou conta do cenário nacional. Não podemos nos resignar e aceitar os parcos remendos institucionais, pois o Brasil é um país de enorme potencial.

Não estamos em campanha por uma política democrática de pleno emprego? Vamos em frente...


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro amigo</p>
<p>Nos EUA houve a vitória do Norte progressista sobre o Sul escravocrata e livre-cambista na Guerra Civil (1861-65) e na China atual impera o comitê do partido único. Não demoraria muito para que as ferrovias integrassem os diversos mercados regionais nos EUA. As atuais desigualdades regionais na China, por sua vez, são colossais. Como não há democracia, essa questão acaba sendo empurrada para frente. Já vimos esse filme por aqui?</p>
<p>Certamente o neoliberalismo congelou ações desenvolvimentistas em nosso país. Vivemos a década de 1990 sob o manto da resignação e do fatalismo. Um clima de derrota. Alguns ainda não abandonaram tal postura.</p>
<p>Não se pode dizer no Brasil que São Paulo, Rio Grande do Sul e os estados do Norte, por exemplo, tenham uma concepção convergente de nação. Há conflitos distributivos e tensões políticas. FHC apelou para a guerra fiscal, &#8220;cada um por si&#8221;. Ecos de Alberto Sales e Paulo Prado?</p>
<p>Estamos longe de um pacto federativo desenvolvimentista. Pensei que o governo Lula poderia coordenar tal processo. Foi promessa de campanha em 2002. Podemos esperar do atual quadro político inovações institucionais baseadas numa equação que combine competitividade econômica, integraçao regional e justiça social? A SEDENE tenta renascer, mas encontra-se imersa no problema da concertação regional.</p>
<p>Busco ser otimista, sem abandonar o realismo. O Brasil precisa buscar implementar estratégias diferentes das tentadas no passado recente para equilibrar o jogo político. Uma política industrial renovada e voltada para as redes de pequenas e médias empresas&#8230; Penso que o BNDES e a FINEP têm papéis importantes a desempenhar nessa ceara.</p>
<p>As recorrentes crises no balanço de pagamentos que sofremos refletem parte de minha argumentação. Nosso desenvolvimentismo enfrentou essa questão. A ausência de reformas institucionais democratizantes ao longo do tempo é a marca do processo.</p>
<p>Após a crise da dívida, em 1982, a semi-estagnação econômica tomou conta do cenário nacional. Não podemos nos resignar e aceitar os parcos remendos institucionais, pois o Brasil é um país de enorme potencial.</p>
<p>Não estamos em campanha por uma política democrática de pleno emprego? Vamos em frente&#8230;</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-brasil-e-o-grande-salto-a-sua-frente/comment-page-1/#comment-116</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 22:32:10 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo,
não estou lhe entendendo. Nossa &quot;unidade política&quot; e nem nosso tamanho não são causa de nenhum imobilismo político. Pelo contrário, eles é que ainda dão força para irmos para frente.
Tamanho não tem relação com imobilismo político, caso contrário Alagoas não estaria há séculos no imobilismo político dos Coronéis do açúcar e EUA e China não seriam nações tão ágeis.
Nosso imobilismo tem explicações muito mais trivial. Sob o neoliberalismo não é possível avançar, pura e simplesmente.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,<br />
não estou lhe entendendo. Nossa &#8220;unidade política&#8221; e nem nosso tamanho não são causa de nenhum imobilismo político. Pelo contrário, eles é que ainda dão força para irmos para frente.<br />
Tamanho não tem relação com imobilismo político, caso contrário Alagoas não estaria há séculos no imobilismo político dos Coronéis do açúcar e EUA e China não seriam nações tão ágeis.<br />
Nosso imobilismo tem explicações muito mais trivial. Sob o neoliberalismo não é possível avançar, pura e simplesmente.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/o-brasil-e-o-grande-salto-a-sua-frente/comment-page-1/#comment-115</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Jan 2008 10:55:51 +0000</pubDate>
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		<description>Prezados

Um bom artigo que nos faz refletir ainda mais. Quais os custos do imobilismo socioeconômico para que o Brasil se mantenha como unidade política? Quando se tem que agradar a tantos grupos sociais e estados da federação heterogêneos qual será a real margem de manobra de governos comprometidos com políticas social-desenvolvimentistas?

Para cada real destinado ao programa bolsa família o governo federal transfere R$16,67 para quem vive de juros e amortização da dívida pública. (Garotinho era acusado de assistencialista por conta do “cheque cidadão”.) O Poder Judiciário está pressionando por aumentos salariais e tudo indica que haverá greves de servidores públicos federais a partir de março. Qual reforma tributária seria aceita pelos estados da federação?

Quanto à política econômica vigente, não houve mudanças substanciais desde os tempos do sociólogo.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados</p>
<p>Um bom artigo que nos faz refletir ainda mais. Quais os custos do imobilismo socioeconômico para que o Brasil se mantenha como unidade política? Quando se tem que agradar a tantos grupos sociais e estados da federação heterogêneos qual será a real margem de manobra de governos comprometidos com políticas social-desenvolvimentistas?</p>
<p>Para cada real destinado ao programa bolsa família o governo federal transfere R$16,67 para quem vive de juros e amortização da dívida pública. (Garotinho era acusado de assistencialista por conta do “cheque cidadão”.) O Poder Judiciário está pressionando por aumentos salariais e tudo indica que haverá greves de servidores públicos federais a partir de março. Qual reforma tributária seria aceita pelos estados da federação?</p>
<p>Quanto à política econômica vigente, não houve mudanças substanciais desde os tempos do sociólogo.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</p>
]]></content:encoded>
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