Nota Técnica sobre Febre Amarela
Escrito por Imprensa, postado em 17 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
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Mortes de macacos e a prevenção da febre amarela no Brasil, 2007 e 2008.
1. Até 1999, a vigilância da febre amarela era pautada exclusivamente na ocorrência de casos humanos. A partir daquele ano, com a observação de mortes de macacos em vários municípios de Tocantins e Goiás e o subseqüente aparecimento da doença na população, tais eventos passaram a ser vistos como sinalizadores de eventual risco (evento sentinela) de casos humanos de febre amarela silvestre.
2. Em sua imensa maioria, as mortes de macacos não têm como causa a febre amarela, mesmo assim, em todas as situações são desencadeadas medidas de proteção da população residente nas localidades afetadas, em especial, a vacinação da população não vacinada nos últimos dez anos. Quando a ocorrência de mortes de macacos está relacionada a uma mesma causa, como a febre amarela, é denominada epizootia.
3. Assim, com o propósito de ampliar a sensibilidade do sistema de vigilância da febre amarela foi implantada, de forma gradativa em todo o país, a notificação e investigação de epizootias em macacos, visando à detecção oportuna da circulação do vírus da febre amarela, em especial, o aprimoramento da capacidade de resposta da rede de saúde pública. Este instrumento tem se mostrado sensível como evento sentinela para a febre amarela e tem permitido detectar a circulação do vírus antes mesmo da ocorrência de casos humanos. Desta forma, todos os anos são registradas epizootias, notificadas pelas Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, que possibilitam a adoção de medidas que têm evitado a ocorrência da doença e de surtos na população. Nos últimos cinco anos vêm declinando o número de casos humanos de febre amarela silvestre.
4. A morte de macacos e as epizootias ocorrem regularmente no ambiente silvestre e, não existem medidas efetivas de controle destas populações. Quando a epizootia ocorre nas proximidades de áreas urbanas, também está indicada a intensificação das ações de controle do Aedes aegypti que é o vetor transmissor da doença no ciclo urbano.O último registro de febre amarela urbana no Brasil foi em 1942.
5. De abril de 2007 até hoje esse sistema identificou o aumento na ocorrência de











