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Blog do Desemprego Zero

México. Brasil. Argentina. México de novo. Tailândia. Indonésia. Argentina mais uma vez. E agora os EUA.

Escrito por Rodrigo Medeiros, postado em 20 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

NYT, 18/01/2008.

Paul Krugman

A história se repetiu várias vezes nos últimos trinta anos. Investidores globais, decepcionados com os retornos recebidos, buscam por alternativas. Eles acreditam que encontraram o que procuram em um país ou outro. O dinheiro migra rapidamente.

Mas, no final, se torna claro que as oportunidades de investimento não eram o que pareciam, e o dinheiro rapidamente vai embora mais uma vez, com péssimas conseqüências para o ex-favorito financeiro. Essa é a história das múltiplas crises financeiras na América Latina e na Ásia. E também o que aconteceu nos EUA junto com a bolha imobiliária e de crédito. Nesses dias, estamos vivendo o que normalmente acontece com economias do terceiro mundo.

Por razões que eu explicarei depois, é improvável que a América irá viver uma recessão tão severa quanto na Argentina, por exemplo. Mas as origens de nosso problema são basicamente as mesmas. E compreendê-las também nos ajuda a entender porque a política econômica dos EUA deu errado.

As origens globais de nosso atual problema foram colocadas por ninguém menos que Ben Bernanke, em um influente discurso que ele deu no começo de 2005, antes de ser nomeado presidente da Reserva Federal (Fed, sigla em inglês). Bernanke levantou uma boa questão: “por que os EUA, com a maior economia do mundo, fazem pesados empréstimos em mercados de capital internacionais – ao invés de emprestar, como seria mais natural?”.

Sua resposta foi que a melhor explicação não estava nos EUA, mas no exterior. Em particular, as economias do terceiro mundo, que haviam sido as favoritas dos investidores durante boa parte dos anos 90, estavam abaladas por uma série de crises financeiras que começaram em 1997. Como resultado, elas repentinamente deixaram de ser destino de capital para se tornarem fonte, conforme seus governos começaram a acumular bens no exterior como precaução.

O resultado, disse Bernanke, foi uma “abundância de poupança global”: muito dinheiro sem lugar algum para ir.

No final, boa parte desse dinheiro foi para os EUA. Por quê? Por causa, disse Bernanke, da “profundidade e sofisticação dos mercados financeiros do país”.

Tudo isso estava certo, exceto uma coisa: os mercados financeiros dos EUA foram caracterizados menos por sofisticação e mais por argúcia, definida por meu dicionário como “um argumento deliberadamente inválido revelando ingenuidade com a esperança de enganar alguém”.

Em outras palavras, os EUA, na verdade, não era o único apto a usar os fundos excedentes do mundo. Eles foram, pelo contrário, um lugar onde grandes somas poderiam e foram investidas muito errado. Direta ou indiretamente, o fluxo de capital para os EUA feito por investidores globais acabou financiando uma bolha imobiliária e de crédito que agora estourou, com conseqüências dolorosas.

Como eu disse, essas conseqüências provavelmente não serão tão ruins quanto as recessões devastadoras que assolaram vítimas do terceiro mundo com a mesma síndrome. A salvação da situação dos EUA é que nossas dívidas estrangeiras são de nossa própria moeda. Isso significa que não teremos o tipo de espiral da morte financeira vivida pela Argentina, quando o peso em queda criou as dívidas do país, que eram em dólares.

Mas mesmo se nesses problemas de moeda, o ano que vem, e talvez ainda o outro, pode ser bem desagradáveis.

O que deveria ter sido feito diferente? Alguns críticos dizem que o Fed ajudou a inflar a bolha imobiliária com taxas de juros baixos. Mas esses juros eram baixos por uma boa razão: apesar de a última recessão ter acabado oficialmente em novembro de 2001, demoraram dois anos até que a economia dos EUA começasse a ter um significante aumento nos empregos, e o Fed ficou, com motivos, preocupado com a possibilidade de uma estagnação econômica prolongada ao estilo da japonesa.

O verdadeiro pecado, tanto do Fed quanto da administração Bush, foi o fracasso em exercitar supervisão adulta dos mercados correndo soltos.

Não foi somente a má vontade de Alan Greenspan de admitir que havia algo a mais acontecendo no mercado imobiliário, ou sua recusa em fazer qualquer coisa com os abusos do subprime. O fato é que além do sistema financeiro dos EUA ficar ainda mais complexo, também ultrapassou a estrutura de regulamentações bancárias que nos protegiam – e ao invés de uma tentativa de atualizar essa estrutura, tudo que ouvimos foram cantos de glória para as maravilhas do mercado livre.

No momento, Bernanke está em modo de gerenciamento de crise, tentando lidar com a confusão que seu predecessor deixou para trás. Eu não tenho nenhum problema com sua declaração de quinta-feira, apesar de suspeitar que seja tarde demais para prever uma recessão.

Mas vamos esperar que quando a poeira baixar um pouco, Bernanke lidere os diálogos sobre o que precisa ser feito para arrumar todos os enormes problemas do sistema financeiro.



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