Equívocos da reportagem da “Piauí”, SEGUNDO JOSÉ DIRCEU
Escrito por Imprensa, postado em 7 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Uma reportagem a meu respeito, publicada pela revista “Piauí”…
em sua primeira edição deste ano, constituiu-se no grande “must” desse início de 2008 na mídia e em boa parte do PT e dos meios políticos. Jornais e emissoras de rádio e de TV, durante quase uma semana, deram ampla repercussão ao assunto. Na verdade, mais do que uma entrevista minha, a matéria é um simples, bem feito e, no geral, correto relato do meu trabalho hoje, especialmente sobre o desenvolvido durante viagem que fiz à Espanha e a países da América Central, acompanhado por Daniela Pinheiro, jornalista da revista.
A reportagem da Piauí tem nada menos que 11 páginas, mas como sempre o que interessou foi um único trecho sobre o PT gaúcho que possibilitou à mídia, mais uma vez, explorar as divergências internas no nosso partido e desencadear intensa polêmica.
A matéria contém algumas imprecisões. Parte delas, percebe-se, resultam de cortes na hora de editar e já foram por mim esclarecidas em carta à revista e em nota à imprensa – nota que, diga-se de passagem, a grande mídia divulgou a seu modo, em muitos casos, ignorando ou minimizando o mais importante, como sempre o faz com o que diz respeito a mim ou ao PT.
Duas distorções preocuparam-me particularmente: uma, o trecho em que falo da compra da séde do PT gaúcho, que a grande imprensa interpretou como uma denúncia minha sobre irregularidades nessa operação; a outra, a parte em que me são atribuídas considerações sobre Fábio Luiz da Silva – para alguns jornais, “Lulinha” – filho do presidente Lula, quando na verdade eu falava sobre o jornalista Luís Costa Pinto, este sim, também conhecido como “Lula”, em Brasília.
Na nota divulgada, nas entrevistas concedidas e, através de minha assessoria, deixei claro aos companheiros e à imprensa que não fiz acusação sobre a compra da séde do PT gaúcho. O que fiz foi lembrar denúncias feitas à época pela oposição, apuradas pela Justiça e por uma CPI que não encontraram nada de irregular e absolveram o PT e os companheiros do Rio Grande do Sul. Tratei do assunto com a jornalista num momento em que recordei que eu e a direção nacional do PT mantivemos toda a solidariedade aos companheiros do Sul enquanto durou o processo e que, em nenhum momento, os pré-julgamos, até em respeito ao direito à presunção da inocência. E que a recíproca não ocorreu – quando acusado, não recebi o mesmo tratamento de alguns dirigentes do PT gaúcho.
Já os esclarecimentos relacionados a Fábio Luiz, filho do presidente da República, são até desnecessários para quem lê a reportagem. A jornalista o cita (página 29) en passant, sem atribuir a menção a mim (sem aspas) e, ponto final. Em seguida, reproduz considerações que fiz sobre o jornalista Luís Costa Pinto, conhecido como “Lula”, de quem me queixo de ter publicado reportagem com declarações minhas fabricadas, sem ter me ouvido. Ora, Fábio Luiz não é conhecido por “Lulinha” – só alguns veículos de comunicação assim o chamam – e nem poderia ter publicado nada a meu respeito, pois não é jornalista.
A nota de esclarecimentos que divulguei no dia 04 deste mês, auge da repercussão da minha entrevista à revista, está neste blog a partir de hoje. Esta nota não desqualifica nem desautoriza a reportagem. Apenas corrige erros factuais, naturais em uma entrevista não gravada e não anotada em sua totalidade.
A reportagem será postada aqui tão logo a Piauí a libere para nós. A revista promete fazê-lo assim que publicar no seu próprio site até sexta-feira próxima.
José Dirceu
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8 dEurope/London janeiro, 2008 as 9:28 am
Rodrigo,
ninguém se posicionou a favor do José Dirceu. Estamos apenas colocando esse tema no blog porque ele é notícia.
abraços,
Gustavo