CITI E SEU MAIOR PREJUÍZO NA HISTÓRIA: O CAPITALISMO DÁ VOLTAS
Escrito por leonunes, postado em 17 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Léo Nunes – Ao Sul do equador
São Paulo – O Citibank anunciou nesta terça-feira um prejuízo de US$ 9,83 bilhões no último trimestre, conforme reportagem do jornal Valor Econômico (clique aqui só para assinantes). No fim das contas, o Citi foi vítima do seu próprio veneno. Como sabemos, as grandes instituições financeiras são as grandes defensoras da liberalização financeira e da criação de novos instrumentos de derivativos.
Pois bem. O resultado financeiro do banco foi a resultante da estratégia de mergulhar no mercado de crédito de alto risco (os chamados créditos podres). O agravante da crise do Citi e de outras instituições financeiras de grande porte reside no fato de que muitas destas operações são “fora de balanço”, isto é, não são facilmente auditadas. Isto cria um clima de pânico no mercado financeiro internacional na medida em que a verdadeira extensão da crise só será conhecida no momento em que os bancos reconhecerem suas perdas.
É claro que não caberá a este que vos fala defender os “pobres” banqueiros. Mas o problema não é só deles. É nosso também. A crise destes importantes bancos pode resultar num enxugamento de liquidez por paret de outros bancos, que pode se converter em menos crédito ao consumo e à produção, o que significa um impacto importante nas taxas de crescimento. Como sabemos, a aversão ao risco também pode reverter a corrente dos fluxos de capitais em direção ao centro, o que, como em todas as crises, pode complicar especialmente a situação de países periféricos. Se isso ocorrer, teremos a oportunidade de saber o quão acertada tem sido nossa política econômica.










