BANCO CENTRAL BAIXA O ASTRAL DA INDÚSTRIA
Escrito por Rogério Lessa, postado em 9 dEurope/London janeiro dEurope/London 2008
Preocupado com a deterioração das “Expectativas para o futuro”no Índice de Confiança do Empresário Industrial, da Fundação Getúlio Vargas (Icei/FGV), o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avalia que os empresários podem estar com medo de que, devido a supostas pressões inflacionárias ou ao cenário externo, a política monetária esteja sendo reorientada. E que o Banco Central (BC) venha a elevar a taxa básica de juros (Selic) para frear a demanda interna, “o que constitui um fator de desestímulo ao investimento”, sublinha o Iedi, argumentando que, “excluído o item alimentos, o aumento médio de preços é de (apenas) 2,16% até novembro de 2007?.
Para o economista Adhemar Mineiro, ex-presidente da Associação de Economistas da América Latina e Caribe (Aealc), no momento em que o governo ameaça cortar R$ 20 bilhões do Orçamento, “o pior dos mundos seria o BC frear o crescimento e subir o gasto com juros a pretexto de conter a inflação, pois a situação fiscal vai piorar e aí vão dizer que precisa aumentar ainda mais a Selic para evitar fuga de capitais”.
Jardel Leal, do Dieese, considera haver um componente político que pode garantir a sustentabilidade do crescimento e do emprego. “Não é mais possível voltar a crescer com a crueldade da exclusão e da concentração, que sempre foi a marca do desenvolvimento no Brasil. Se é que podemos chamar isso de desenvolvimento”.-
Rogério Lessa Benemond: Jornalista do Monitor Mercantil, colaborador da revista Rumos do Desenvolvimento. Prêmio Corecon- RJ de jornalismo econômico 2006. Meus Artigos










