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	<title>Comentários sobre: Arranjos Produtivos Locais &#8211; APL e Desenvolvimento</title>
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		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-657</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 16:07:56 +0000</pubDate>
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		<description>Estudante

Realizando uma pesquisa sobre arranjos produtivos locais, achei seu endereço eletrônico e me dei a liberdade de enviar esse email para fazer uma pergunta ao senhor referente a APLs.
No caso de APLs de artesanatos, resumidamente, qual a importância da atividade na região, e qual o papel da APL como política de desenvolvimento regional ?
Serei muito grato caso possa me ajudar nessa pesquisa.
Desde já obrigado.

Estudante


Prezado,

Pela pergunta, entendi que está se referindo ao termo região de forma genérica.
Então vamos lá.
A importância de um APL de artesanato tem 3 dimensões:
1) econômica
2) social
3) cultural

A principal importância de um APL decorre de sua importância econômica.
Nesse caso a importância do APL de artesanato é medida pelo número de empregos e renda que gera relativamente a outros na região.
Um APL de artesanato pode ter uma grande importância econômica, no Vale do Jequitinhonha em Minas gera milhares de empregos em um região muito carente de empregos.
Na Itália, há regiões que vivem de um artesanato de alto valor agregado. O artesanato muitas vezes tem alto valor agregado.
Outra importância é social. mesmo em um município grande e rico, porém desigual e carente de bons empregos para pessoas de baixa escolaridade, um APL de artesanato pode ser importante socialmente. Isso pode acontecer se a atividade de artesanato for uma alternativa de renda para muitas pessoas.
A importância cultural pode também ser grande. as atividades de artesanato geralmente estão associadas a símbolos culturais de um povo ou região e elas trazem e renovam os símbolos do passado, mantendo tradições, memórias e raízes. Isso é fundamental para preservar a indentidades das pessoas e das coletividades. Isso dá um sentido de permanência e permite às pessoas e coletividades se manterem fortes para resistir graves crises políticas e econômicas.
Repare que sociedades mais desenvolvidas são aquelas que mais se esforçam para preservar tradições e símbolos da coletividade.

abraços,
Gustavo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estudante</p>
<p>Realizando uma pesquisa sobre arranjos produtivos locais, achei seu endereço eletrônico e me dei a liberdade de enviar esse email para fazer uma pergunta ao senhor referente a APLs.<br />
No caso de APLs de artesanatos, resumidamente, qual a importância da atividade na região, e qual o papel da APL como política de desenvolvimento regional ?<br />
Serei muito grato caso possa me ajudar nessa pesquisa.<br />
Desde já obrigado.</p>
<p>Estudante</p>
<p>Prezado,</p>
<p>Pela pergunta, entendi que está se referindo ao termo região de forma genérica.<br />
Então vamos lá.<br />
A importância de um APL de artesanato tem 3 dimensões:<br />
1) econômica<br />
2) social<br />
3) cultural</p>
<p>A principal importância de um APL decorre de sua importância econômica.<br />
Nesse caso a importância do APL de artesanato é medida pelo número de empregos e renda que gera relativamente a outros na região.<br />
Um APL de artesanato pode ter uma grande importância econômica, no Vale do Jequitinhonha em Minas gera milhares de empregos em um região muito carente de empregos.<br />
Na Itália, há regiões que vivem de um artesanato de alto valor agregado. O artesanato muitas vezes tem alto valor agregado.<br />
Outra importância é social. mesmo em um município grande e rico, porém desigual e carente de bons empregos para pessoas de baixa escolaridade, um APL de artesanato pode ser importante socialmente. Isso pode acontecer se a atividade de artesanato for uma alternativa de renda para muitas pessoas.<br />
A importância cultural pode também ser grande. as atividades de artesanato geralmente estão associadas a símbolos culturais de um povo ou região e elas trazem e renovam os símbolos do passado, mantendo tradições, memórias e raízes. Isso é fundamental para preservar a indentidades das pessoas e das coletividades. Isso dá um sentido de permanência e permite às pessoas e coletividades se manterem fortes para resistir graves crises políticas e econômicas.<br />
Repare que sociedades mais desenvolvidas são aquelas que mais se esforçam para preservar tradições e símbolos da coletividade.</p>
<p>abraços,<br />
Gustavo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-656</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 11:12:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-656</guid>
		<description>Flávio,
vc faz mestrado onde?
meu email é gustavonovo@yahoo.com.br
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Flávio,<br />
vc faz mestrado onde?<br />
meu email é <a href="mailto:gustavonovo@yahoo.com.br">gustavonovo@yahoo.com.br</a><br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Flávio</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-655</link>
		<dc:creator>Flávio</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 02:24:13 +0000</pubDate>
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		<description>Saudações Gustavo,

Já tinha lido teus artigos a algum tempo, gostei muito.
Estou trabalhando minha tese de mestrado sobre o tema dos APLs, tenho interesse em maiores informações sobre o assunto, se possivel.
Favor encaminhar um e-mail para contato. Desde já agradeço!

Flávio Schmitt</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Saudações Gustavo,</p>
<p>Já tinha lido teus artigos a algum tempo, gostei muito.<br />
Estou trabalhando minha tese de mestrado sobre o tema dos APLs, tenho interesse em maiores informações sobre o assunto, se possivel.<br />
Favor encaminhar um e-mail para contato. Desde já agradeço!</p>
<p>Flávio Schmitt</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-654</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 21:51:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-654</guid>
		<description>Ótimo, Rodrigo!
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ótimo, Rodrigo!<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-653</link>
		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Jan 2008 21:46:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-653</guid>
		<description>Caro Gustavo

Vou enviar algo do gênero. Por enquanto, recomendo aos leitores do blog: http://desempregozero.org/2008/01/30/tecnologia-investimentos-em-pd-dos-paises-em-desenvolvimento/


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gustavo</p>
<p>Vou enviar algo do gênero. Por enquanto, recomendo aos leitores do blog: <a href="http://desempregozero.org/2008/01/30/tecnologia-investimentos-em-pd-dos-paises-em-desenvolvimento/" rel="nofollow">http://desempregozero.org/2008/01/30/tecnologia-investimentos-em-pd-dos-paises-em-desenvolvimento/</a></p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-652</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 12:35:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-652</guid>
		<description>Rodrigo,
se vc escrever uma proposta formal detalhada (em poucas páginas), eu incluo em um artigo para a Revista.
abraços,
Gustavo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,<br />
se vc escrever uma proposta formal detalhada (em poucas páginas), eu incluo em um artigo para a Revista.<br />
abraços,<br />
Gustavo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-651</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 12:22:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-651</guid>
		<description>Prezados

Philip Cooke e Kevin Morgan, em ‘The associational economy’ (Oxford University Press, 1998), mencionam a sigla RTP, plano de tecnologia regional. Ambos trabalham políticas de desenvolvimento baseadas em arranjos produtivos. Creio que esse conceito de RTP foi desenvolvido pela OCDE.

Sou da opinião de que cada região do Brasil deveria ter um RTP. Por que não pensarmos na concertação regional pela via dos institutos de desenvolvimento regional. Como existem universidades federais presentes em todos os entes federativos, não haveria falta de massa crítica para desenvolver pesquisas. Além disso, se poderia pensar nos institutos como autarquias regidas pela CLT ligadas ao MCT ou mesmo ao Ministério da Integração Nacional.

O governo federal resolveria de tacada o problema de postos de trabalho para os pesquisadores-doutores que se formam e são praticamente obrigados e emigrar para terem condições mínimas de trabalho. (A Lei de Inovação não pode surtir efeitos imediatos.) A fuga de cérebros não é benéfica para as regiões menos desenvolvidas e tampouco para o Brasil.

São apenas idéias, mas acredito que uma nova política industrial deve privilegiar o capital humano e a geração de competências técnicas nacionais. A articulação de arranjos produtivos locais/regionais mostra-se um caminho bem interessante para o social-desenvolvimentismo.


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados</p>
<p>Philip Cooke e Kevin Morgan, em ‘The associational economy’ (Oxford University Press, 1998), mencionam a sigla RTP, plano de tecnologia regional. Ambos trabalham políticas de desenvolvimento baseadas em arranjos produtivos. Creio que esse conceito de RTP foi desenvolvido pela OCDE.</p>
<p>Sou da opinião de que cada região do Brasil deveria ter um RTP. Por que não pensarmos na concertação regional pela via dos institutos de desenvolvimento regional. Como existem universidades federais presentes em todos os entes federativos, não haveria falta de massa crítica para desenvolver pesquisas. Além disso, se poderia pensar nos institutos como autarquias regidas pela CLT ligadas ao MCT ou mesmo ao Ministério da Integração Nacional.</p>
<p>O governo federal resolveria de tacada o problema de postos de trabalho para os pesquisadores-doutores que se formam e são praticamente obrigados e emigrar para terem condições mínimas de trabalho. (A Lei de Inovação não pode surtir efeitos imediatos.) A fuga de cérebros não é benéfica para as regiões menos desenvolvidas e tampouco para o Brasil.</p>
<p>São apenas idéias, mas acredito que uma nova política industrial deve privilegiar o capital humano e a geração de competências técnicas nacionais. A articulação de arranjos produtivos locais/regionais mostra-se um caminho bem interessante para o social-desenvolvimentismo.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros, D.Sc.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo Santos</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-650</link>
		<dc:creator>Gustavo Santos</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 02:21:30 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com vc Eduardo.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com vc Eduardo.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-649</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jan 2008 01:57:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-649</guid>
		<description>Que bela conceituação, Gustavo.

Exatamente. Ele trata tudo como se fosse épico, e isso recupera a auto estima e a motivação de quem acredita num país melhor. Uma das consequências drásticas do neoliberalismo foi essa destruição mental também, pois essa questão ideológica faz parte do desmonte do Estado que se tentou promover, e, em parte, se conseguiu.

São cérebros como o do Mangabeira que o governo Lula precisava ter mais presentes em suas ações e planejamentos.

Abraços,
Eduardo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Que bela conceituação, Gustavo.</p>
<p>Exatamente. Ele trata tudo como se fosse épico, e isso recupera a auto estima e a motivação de quem acredita num país melhor. Uma das consequências drásticas do neoliberalismo foi essa destruição mental também, pois essa questão ideológica faz parte do desmonte do Estado que se tentou promover, e, em parte, se conseguiu.</p>
<p>São cérebros como o do Mangabeira que o governo Lula precisava ter mais presentes em suas ações e planejamentos.</p>
<p>Abraços,<br />
Eduardo.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo Santos</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-648</link>
		<dc:creator>Gustavo Santos</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 12:26:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-648</guid>
		<description>Caros Rodrigo e Eduardo,
O Mangabeira tem duas coisas positivas na minha opinião: é muito criativo e põe muita emoção nas suas propostas, parece que ele trata tudo como se fosse épico. Precisamos disso para mexer em tempos meio moderrentos inaugurados pela ascesão do neoliberalismo nos anos 90.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Rodrigo e Eduardo,<br />
O Mangabeira tem duas coisas positivas na minha opinião: é muito criativo e põe muita emoção nas suas propostas, parece que ele trata tudo como se fosse épico. Precisamos disso para mexer em tempos meio moderrentos inaugurados pela ascesão do neoliberalismo nos anos 90.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-647</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 01:01:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-647</guid>
		<description>Considero o Mangabeira um dos maiores pensadores da política moderna, embora faça coro com você Rodrigo, de que não concordo com algumas coisas. Mas no geral, ele é muito realista, pró ativo, tem visão de país como um todo e percebe um modelo de democracia que é muito coerente com o que o Brasil precisa.

Abraços,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Considero o Mangabeira um dos maiores pensadores da política moderna, embora faça coro com você Rodrigo, de que não concordo com algumas coisas. Mas no geral, ele é muito realista, pró ativo, tem visão de país como um todo e percebe um modelo de democracia que é muito coerente com o que o Brasil precisa.</p>
<p>Abraços,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-646</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jan 2008 12:41:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-646</guid>
		<description>Prezados Eduardo e Gustavo

Também considero interessantes algumas idéias do Mangabeira Unger. (Não todas.) Gosto da proposta dele de reflexão quanto a um novo modelo de desenvolvimento sustentado para o Brasil.

Precisamos exercitar a criatividade e certamente se faz necessário algum experimentalismo. Não se precisa inventar a roda, pois há consideráveis subsídios nas diversas políticas de articulação de arranjos produtivos no mundo. O Estado continua jogando um papel institucional importante no desenvolvimento das sociedades organizadas.

Dois livros são bem interessantes nesse sentido: &#039;Making democracy work&#039;, do Robert Putnam; e &#039;The associational economy&#039;, de Philip Cooke e Kevin Morgan. As idéias do Mangabeira Unger se encaixam na combinação experimentalismo e associativismo. Um viés toquevilleano. Não agrada aos que acreditam na eterna &quot;incompetência das massas&quot;. Estes preferem um Estado hobbesiano, de esquerda ou direita.

O importante é evitarmos a mera reprodução de paradigmas que já demonstraram seus limites no passado. Certamente a obra de Celso Furtado é um ponto de passagem intelectual obrigatório para as reflexões social-desenvolvimentistas no Brasil. Destaco a recente republicação de &#039;A economia latino-americana&#039; (Companhia das Letras, 2007).


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados Eduardo e Gustavo</p>
<p>Também considero interessantes algumas idéias do Mangabeira Unger. (Não todas.) Gosto da proposta dele de reflexão quanto a um novo modelo de desenvolvimento sustentado para o Brasil.</p>
<p>Precisamos exercitar a criatividade e certamente se faz necessário algum experimentalismo. Não se precisa inventar a roda, pois há consideráveis subsídios nas diversas políticas de articulação de arranjos produtivos no mundo. O Estado continua jogando um papel institucional importante no desenvolvimento das sociedades organizadas.</p>
<p>Dois livros são bem interessantes nesse sentido: &#8216;Making democracy work&#8217;, do Robert Putnam; e &#8216;The associational economy&#8217;, de Philip Cooke e Kevin Morgan. As idéias do Mangabeira Unger se encaixam na combinação experimentalismo e associativismo. Um viés toquevilleano. Não agrada aos que acreditam na eterna &#8220;incompetência das massas&#8221;. Estes preferem um Estado hobbesiano, de esquerda ou direita.</p>
<p>O importante é evitarmos a mera reprodução de paradigmas que já demonstraram seus limites no passado. Certamente a obra de Celso Furtado é um ponto de passagem intelectual obrigatório para as reflexões social-desenvolvimentistas no Brasil. Destaco a recente republicação de &#8216;A economia latino-americana&#8217; (Companhia das Letras, 2007).</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Gustavo Santos</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-645</link>
		<dc:creator>Gustavo Santos</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 20:10:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-645</guid>
		<description>Caro Eduardo,
obrigado pelos elogios!
li o artigo do Mangabeira sim. é muito bom!
ele escreve muito bem.
abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Eduardo,<br />
obrigado pelos elogios!<br />
li o artigo do Mangabeira sim. é muito bom!<br />
ele escreve muito bem.<br />
abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Eduardo Alves</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/01/arranjos-produtivos-locais-apl-e-desenvolvimento/comment-page-1/#comment-644</link>
		<dc:creator>Eduardo Alves</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 17:03:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://plenoemprego.wordpress.com/?p=805#comment-644</guid>
		<description>Caro Gustavo, é um prazer ler seus artigos. E também prazeroso vê-lo defender idéias de forma prática e objetiva.

Em verdade o modelo de desenvolvimento que o Brasil precisa partirá mesmo da vontade política dos governantes, pois importação de modelos ipsis litteris não funciona efetivamente, devido à comprovação história da não existência de modelos universais. Aliás, essa foi uma das fortes invectivas sofridas pelo Marxismo, pela pretensão de ser universal. Cada localidade tendo sua realidade, é necessário adaptar os modelos às conjunturas.

O que é universal e pode ser detectado em todos os países desenvolvidos de hoje, é o fato de alcançar um patamar de desenvolvimento sustentável (sem estrangulamento), a partir do momento que investiram maciçamente em educação, e correlato, saúde. Não há mesmo outra alternativa. A China de hoje, comunista, maior refúgio de capital internacional do mundo, crescimento médio de 10% ao ano, cresceu investindo em educação e tecnologia. Tudo isso não é alicerce do neoliberalismo, e suas premissas destruíram todos os países pobres onde foi aplicado. Todos, precipuamente na América do Sul.

Impressiona-me perceber as dificuldades de desenvolvimento brasileiro, como tu mesmo o dissestes no início do artigo, são 25 anos de agonia econômica. Nenhum país do mundo possui as condições de crescimento que o Brasil detém, e essa economia nossa não sai do lugar. Crescemos hoje &quot;stop and go&quot; (vai e pára). Não há constância nessa matéria. O grande Celso Furtado já dizia (lembro-me do Rodrigo, que o admira, assim como nós), que o Brasil devia crescer pelo menos 5% ao ano. Como isso não acontece, (e agora são palavras minhas) nós fabricamos de roldão o tráfico de drogas, a prostituição infantil, as mazelas sociais agudas, por que não havendo crescimento não há poupança, sem poupança não há investimento, sem investimento não há saúde, nem educação, tampouco segurança.

Nossas riquezas intelectuais e naturais são incomparáveis, e nosso povo é o mais produtivo do mundo. Havendo vontade política tudo muda.
Penso que, se no início do plano real o Brasil tivesse sido bem administrado, feito suas reformas estruturais, hoje estaríamos no nível de uma Espanha ou Alemanha.

Mas vamos caminhando. Parabéns pelo artigo, sempre muito bem escrito, e para mim é um prazer aduzir algumas considerações. Enquanto o lia, lembrei-me do artigo do professor Mangabeira Unger, &quot;o longo prazo no curto prazo&quot;, publicado na Folha de São Paulo domingo passado. Creio que você o tenha lido. Gosto muito dos artigos dele.

Um grande abraço,
Eduardo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Gustavo, é um prazer ler seus artigos. E também prazeroso vê-lo defender idéias de forma prática e objetiva.</p>
<p>Em verdade o modelo de desenvolvimento que o Brasil precisa partirá mesmo da vontade política dos governantes, pois importação de modelos ipsis litteris não funciona efetivamente, devido à comprovação história da não existência de modelos universais. Aliás, essa foi uma das fortes invectivas sofridas pelo Marxismo, pela pretensão de ser universal. Cada localidade tendo sua realidade, é necessário adaptar os modelos às conjunturas.</p>
<p>O que é universal e pode ser detectado em todos os países desenvolvidos de hoje, é o fato de alcançar um patamar de desenvolvimento sustentável (sem estrangulamento), a partir do momento que investiram maciçamente em educação, e correlato, saúde. Não há mesmo outra alternativa. A China de hoje, comunista, maior refúgio de capital internacional do mundo, crescimento médio de 10% ao ano, cresceu investindo em educação e tecnologia. Tudo isso não é alicerce do neoliberalismo, e suas premissas destruíram todos os países pobres onde foi aplicado. Todos, precipuamente na América do Sul.</p>
<p>Impressiona-me perceber as dificuldades de desenvolvimento brasileiro, como tu mesmo o dissestes no início do artigo, são 25 anos de agonia econômica. Nenhum país do mundo possui as condições de crescimento que o Brasil detém, e essa economia nossa não sai do lugar. Crescemos hoje &#8220;stop and go&#8221; (vai e pára). Não há constância nessa matéria. O grande Celso Furtado já dizia (lembro-me do Rodrigo, que o admira, assim como nós), que o Brasil devia crescer pelo menos 5% ao ano. Como isso não acontece, (e agora são palavras minhas) nós fabricamos de roldão o tráfico de drogas, a prostituição infantil, as mazelas sociais agudas, por que não havendo crescimento não há poupança, sem poupança não há investimento, sem investimento não há saúde, nem educação, tampouco segurança.</p>
<p>Nossas riquezas intelectuais e naturais são incomparáveis, e nosso povo é o mais produtivo do mundo. Havendo vontade política tudo muda.<br />
Penso que, se no início do plano real o Brasil tivesse sido bem administrado, feito suas reformas estruturais, hoje estaríamos no nível de uma Espanha ou Alemanha.</p>
<p>Mas vamos caminhando. Parabéns pelo artigo, sempre muito bem escrito, e para mim é um prazer aduzir algumas considerações. Enquanto o lia, lembrei-me do artigo do professor Mangabeira Unger, &#8220;o longo prazo no curto prazo&#8221;, publicado na Folha de São Paulo domingo passado. Creio que você o tenha lido. Gosto muito dos artigos dele.</p>
<p>Um grande abraço,<br />
Eduardo.</p>
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