OS CEM ANOS DE OSCAR
Escrito por leonunes, postado em 17 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – O Brasil celebra os cem anos de Oscar Niemeyer. E de suas curvas. Antes de louvar o grande arquiteto, devemos reverenciar o grande homem público. Assumidamente comunista, num país plutocrático e dominado por oligarquias, Oscar sempre dedicou sua vida e obra aos homens e mulheres oprimidos. Sua arquitetura sempre se voltou ao público e levou em conta a inclusão, através de suas praças, prédios, museus e monumentos.
Oscar combinou harmonicamente a trajetória de arquiteto e ator político ativo. Ajudou Prestes junto ao Partido Comunista, além de sempre ter apoiado os movimentos populares de resistência e libertação. Por isso este grande homem incomoda. E muito. Apóia abertamente Chávez e Morales, a despeito da posição da nossa “Mídia Iluminada”. E cabe a esta apenas engoli-lo, parafraseando o mestre Zagallo.
Copin, Brasília, MASP, o prédio das Nações Unidas em Nova Iorque, dentre outras magníficas obras, são um exemplo de como a forma pode nos surpreender. Como diz o grande arquiteto, uma grande obra deve, antes de tudo, causar surpresa e emoção ao expectador. E essa é a sensação que se tem ao avistar pela primeira vez a Esplanada dos Ministérios com a vista para o Congresso, tendo a Catedral de Brasília à direita. Como diz o verso de Chico Buarque, uma obra sua “quase arromba a retina de quem vê”.
O mesmo Chico, ao comparar Tom e Oscar, disse que uma música de Antonio Jobim é como uma casa bem desenhada por Niemeyer. Mais uma vez, o grande poeta da nossa música acertou em cheio. Num período histórico de desesperanças e medos, Oscar é daquelas figuras a serem ovacionadas por sua coerência, retidão e brilhantismo. Viva Oscar!!!










