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Blog do Desemprego Zero

O RAMADÃ DO SÃO FRANCISCO: Religião, Política e um Rio de nome santo

Escrito por NOSSOS AUTORES, postado em 14 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

Gustavo Henrique Borges da Costa

A Folha de São Paulo acaba de publicar notas que dizem que a CNBB CONVOCA JEJUM DE APOIO A BISPO”. Esse é um fato único na história da humanidade. Proponho uma análise das notas.

A CNBB não apenas se manifesta sobre a questão do projeto de Transposição do Rio São Francisco como faz gestões políticas junto à Presidência da República para defender suas posições, sob a oportunidade da greve de fome de um membro graduado (Bispo). Se o faz, abre espaço para que seja tratada tal como entidade civil organizada, de classe – a questão de D. Cappio é central nas notas e na repercussão da FSP, a questão do rio fica em segundo plano.
A natureza religiosa da entidade perpassa o texto desde o início e em todas as suas argumentações, como não se podia imaginar diferente, mas denota a confusão política de sua interferência. Ao manifestar-se sobre o projeto, o faz sem nenhuma informação técnica, sobre nenhum aspecto que revele quais seriam as alternativas a garantir o abastecimento de água às populações da região do semi-árido. Pior, ao afirmar-se solidária ao clérigo e ao seu “constante compromisso em defesa do Rio São Francisco e da vida das populações ribeirinhas”, a CNBB expressa claramente que as pessoas que sobrevivem afastadas das margens do rio, exatamente o foco da política de segurança hídrica que dependem da transposição dessas águas, não são objeto deste mesmo compromisso.
A entidade demonstra ainda, como não se podia imaginar diferente tal a especificidade espiritual de suas competências, desinformação sobre a diversidade de modelos de desenvolvimento sustentáveis e sua brutal diferença com projetos de segurança hídrica mínima, apostando numa dicotomia redutora e superficial entre agricultura familiar (sem discriminar como se daria a sustentabilidade comercial dando a forte impressão de que propõe economia de subsistência, o que perpetua o subdesenvolvimento) e o modelo agroindustrial para exportação, com direito a bordões nostálgicos como “explora o povo e destrói os rios e as florestas”. Não consigo me lembrar de nenhum clérigo ou executivo da CNBB reunido na Presidência da República para solicitar revisão das atividades privadas e das políticas estatais de apoio à agroindústria na Região Centro-Oeste, apesar dos riscos de dano ambiental e exploração do povo.
A solicitação da CNBB de que governo democrático deve respeitar decisões da justiça aponta, uma vez mais, e como não se podia imaginar diferente, ignorância jurídica uma vez que medida liminar consiste na antecipação de direito do pleiteante antes do julgamento do mérito, ou seja, antes de se tomar a efetiva decisão, que pode, mesmo após ser tomada, submeter-se a recurso.
A Folha de S. Paulo relata as ações da CNBB e sua preocupação com o Bispo Cappio e não recorre a nenhuma informação sobre o projeto, seu andamento, em que consiste, quais os objetivos pretendidos. O jornal lança mão de imagens dramáticas como fome, morte, sacrifício, maternidade, solidariedade fraternal. A objetividade da notícia se dilui no foco sobre a pessoa do Bispo Cappio e na reprodução ipsi literis das notas da CNBB. A tomada de posição do jornal está justamente na escolha por não adentrar na discussão do projeto e servir-se de caixa de ressonância das ações da entidade religiosa. Contudo o “narrador” se revela ao editar e publicar – escolha discricionária do veículo de imprensa – a declaração do irmão do clérigo Cappio que disse “Lula não tenha que levar na sua consciência a culpa pela morte de um bispo”, carregando de tintas emocionais a notícia.

Se quiser saber mais sobre os aspectos técnicos da questão clique aqui.



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2 Respostas para “O RAMADÃ DO SÃO FRANCISCO: Religião, Política e um Rio de nome santo”

  1. DANIEL PEARL falou:

    Dom Cappio nunca passou fome e nem sede, sua atitude agora é espontânea, o que não acontece com os nordestinos do SEMI-ÁRIDO, eles passam fome e sede por que não tem água e comida. Sempre a política dos Coronéis do Nordeste foi tratar os miseráveis com migalhas e serem instrumentos de manipulação em época de eleições. Dom Cappio vive na fartura da Igreja Católica. Ele deveria fazer protestos de fome contra o VATICANO que inunda de RIQUEZAS. Segundo a Bíblia cometer SUICÍDIO leva o Homem ao INFERNO.

  2. Célio Mendes falou:

    Gustavo,
    Ja que a CNBB esta manifestando um subito interesse pelo rio São Francisco, sugiro a radicalização de suas ações, porque não fazem greve de fome por outros rios ainda mais ameaçados como o nosso Rio Doce cada vez mais assoreado,ou pelo Paraiba do Sul e porque não pelo Tiete e pelo Pinheiros, o mais interessante é que a midia não aproveita a deixa e parte para fazer um diagnóstico completo da situação de nosso rios, daria uma reportagem muito boa e voz a um bocado de gente que a anos luta quase que anonimamente pela preservação de nossos mananciais. Mas sabemos muito bem que a ultima coisa que passa pela cabeça dessa gente é a preocupação com os rios, o importante no caso e marcar uma posição politica contra o governo federal.

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