O PT NA ENCRUZILHADA
Escrito por leonunes, postado em 10 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Léo Nunes – Ao Sul do Equador
São Paulo – Os deputados federais Ricardo Berzoini e Jilmar Tatto disputam, no próximo dia 16, o segundo turno da eleição que definirá o presidente da legenda nos próximos dois anos. Berzoini obteve 43,42%, enquanto Tatto alcançou 20,25% dos votos. Na seqüência, José Eduardo Cardozo chegou a 19,02%, Valter Pomar a 12%, Gilney Viana a 3,71%, Markus Sokol a 0,99% e José Carlos Miranda a 0,61%.
O candidato Berzoini, ligado a maior parte das correntes que formavam o antigo Campo Majoritário, promete a “continuidade”. Para ele, a reeleição significará o aprofundamento da democracia interna, com coesão e unidade. Já Tatto, vinculado ao grupo da ministra Marta Suplicy, alerta para o perigo da concentração de poder dentro do partido, que segundo o mesmo teria sido o responsável pelos desmandos e problemas pelos quais a legenda passou nos últimos anos. Além disso, o candidato “martista” promete uma maior aproximação do partido em relação aos movimentos sociais.
Num ponto polêmico, entretanto, ambos os candidatos concordam: a realização de um plebiscito que discutirá a convocação de uma Assembléia Constituinte para implementar a reforma política e a mudança da legislação eleitoral. E este é um ponto crucial para o avanço da democracia. A fidelidade partidária e o financiamento público de campanha são pontos essenciais para a possível emergência de projetos diferentes para o país, dado que os grandes grupos que financiam campanhas atualmente são decisivos para a manutenção da visão monolítica de política de crescimento e desenvolvimento.
De resto, ambos criticam a taxa de juros e o precário estado da democracia no que se refere aos meios de comunicação. Nestes aspectos, dificilmente o partido avançará, devido aos compromissos assumidos pelo governo com os setores mais conservadores (leia-se latifundiários, mercado financeiro e mídia oligárquica). Finalmente, a eleição servirá como teste de força para as eleições municipais de 2008 e, principalmente, para o início do desenho de um possível nome para suceder Lula em 2010.










