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Nem oito, nem oitenta
Posted By Rogério Lessa On 26 dezembro, 2007 @ 11:43 am In O que deu na Imprensa | 1 Comment
Semana passada o Banco Central recebeu a visita de técnicos cubanos que vieram ao Brasil com a missão de construir indicadores para monitorar a economia. “Em Cuba, temos nos preocupado com a geração de empregos, políticas sociais, desenvolvimento, mas é preciso fazer tudo isso sem gerar inflação”, disse-me um deles, que atua na sensível área de política monetária.
Respondi que o objetivo é legítimo, mas que não desejamos que Cuba caia na mesma armadilha que o Brasil, cujo Banco Central pensa somente em controlar a inflação.
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[2] ? A questão dos impostos e juros: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/07/a-questao-dos-impostos-e-juros/
[3] ? Manifesto Grupo Crítica Econômica: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/07/manifesto-grupo-critica-economica/
[4] ? O que é política de pleno emprego?: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/07/o-que-e-politica-de-pleno-emprego/
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1 Comment To "Nem oito, nem oitenta"
#1 Comment By Rodrigo Loureiro Medeiros On 26 dezembro, 2007 @ 8:04 pm
Prezados(as)
Se os cubanos querem aprender de fato como se gerencia uma economia de mercado voltada para o desenvolvimento das forças produtivas e do trabalho, creio que vieram ao país errado. Penso que deveriam visitar o FED ou o Bundesbank, não o BC brasileiro.
Bom, a não ser que a oligarquia política que controla o PC cubano esteja interessada em virar a própria banca numa fase pós-Fidel. A partir de então, poderiam endividar o Estado cubano, se apropriar de parcelas significativas do patrimônio público e praticar a bicicleta financeira impunemente. Creio que demoraria algum tempo até que a sociedade cubana percebesse que estaria sendo roubada pelos ex-ditadores do proletariado.
Transições de economias rigidamente planificadas para estruturas descentralizadas de decisões requerem a construção de instituições inexistentes nos regimes totalitários. Nesse sentido, o livro “A era da turbulência” do Alan Greenspan (2007) ilustra bem essa problemática do estatismo.
O livro “Understanding the process of economic change” do Douglass North (2005) também é bem interessante quanto ao aspecto institucional das mudanças econômicas.
Cordialmente,
Rodrigo Loureiro Medeiros, D.Sc.