Nem oito, nem oitenta
Escrito por Rogério Lessa, postado em 26 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Semana passada o Banco Central recebeu a visita de técnicos cubanos que vieram ao Brasil com a missão de construir indicadores para monitorar a economia. “Em Cuba, temos nos preocupado com a geração de empregos, políticas sociais, desenvolvimento, mas é preciso fazer tudo isso sem gerar inflação”, disse-me um deles, que atua na sensível área de política monetária.
Respondi que o objetivo é legítimo, mas que não desejamos que Cuba caia na mesma armadilha que o Brasil, cujo Banco Central pensa somente em controlar a inflação.











26 dEurope/London dezembro, 2007 as 8:04 pm
Prezados(as)
Se os cubanos querem aprender de fato como se gerencia uma economia de mercado voltada para o desenvolvimento das forças produtivas e do trabalho, creio que vieram ao país errado. Penso que deveriam visitar o FED ou o Bundesbank, não o BC brasileiro.
Bom, a não ser que a oligarquia política que controla o PC cubano esteja interessada em virar a própria banca numa fase pós-Fidel. A partir de então, poderiam endividar o Estado cubano, se apropriar de parcelas significativas do patrimônio público e praticar a bicicleta financeira impunemente. Creio que demoraria algum tempo até que a sociedade cubana percebesse que estaria sendo roubada pelos ex-ditadores do proletariado.
Transições de economias rigidamente planificadas para estruturas descentralizadas de decisões requerem a construção de instituições inexistentes nos regimes totalitários. Nesse sentido, o livro “A era da turbulência” do Alan Greenspan (2007) ilustra bem essa problemática do estatismo.
O livro “Understanding the process of economic change” do Douglass North (2005) também é bem interessante quanto ao aspecto institucional das mudanças econômicas.
Cordialmente,
Rodrigo Loureiro Medeiros, D.Sc.