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Blog do Desemprego Zero

Colagem de comentários informais sobre os limites do Desenvolvimentismo, do Governo Lula, da Mídia e das campanhas de desestabilização

Escrito por Gustavo, postado em 22 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

Pretendo fazer um artigo inspirado na conversa que está abaixo. Porém, enquanto não tenho tempo,  vou deixar ela disponível para leitura, até para receber comentários, críticas e sugestões.

Gustavo Antônio Galvão dos Santos

Segue a conversa:

  

Prezados Colegas,

Talvez aqui não seja o lugar para colocar essas questões, mas lhes pergunto qual limite de ação que tem o Estado brasileiro, caso resolvesse assumir de fato uma postura desenvolvimentista, contra ataques especulativos ou contra um processo de desestabilização política (aí entra o papel da mídia etc). Se é possível pensar o quanto a transformação do PT, o papel do instituto do “governo de coalizão”, a lógica provinciana da política nacional, o peso da burocracia da Fazenda e do BC “independente” e a força dos lobbies econômicos no falso uníssono de que o Estado brasileiro é, como disse um colunista qualquer da Folha hoje, balofo, gastador e “incompetente” tem no estrangulamento de opções, principalmente para se enxergar algum canal de transformação… O que seria preciso pra mudar… que não fosse alguma crise catastrófica?

Abraços

Pedro

Caro Pedro,

Esse é meu assunto predileto. Não tenho muito tempo para escrever, mas vou tentar. Mas mesmo com pouco tempo, para tocar em tema tão essencial seria importante partir de uma estrutura esquemática. Na minha opinião, a força de um Estado se assenta em 3 coisas principais:

1) capacidade de garantir a soberania (exército disciplinado e com força suficiente para manter a soberania dada a posição que se coloca dentro do sistema internacional de Estados)

2) capacidade da burocracia de organizar e executar as decisões da cúpula do Estado (conhecimento e estrutura organizacional e disciplinar da burocracia. Essa precisa saber gerar soluções e colocá-las em prática)

3) capacidade de comandar despesas no volume necessário sem desestabilizar a estrutura de poder (capacidade de aumentar os gastos públicos e de controlar a inflação e o câmbio. Essa capacidade está relacionada com a restrição externa, como discuto na minha tese) Posso lhe dizer que ao menos desde os anos 50 o Estado brasileiro tem essas 3 capacidades em condição bastante satisfatória. Não é à toa que desde aquela época, fomos capazes de desenvolver quando quisemos.Isso significa que ataques especulativos não podem nos desestabilizar, caso adotemos medidas minimamente razoáveis.Como exemplo, a Venezuela poderia ter  hoje essas capacidades relativamente bem desenvolvidas (com exceção da burocracia, que é historicamente fraca e tem dificuldade de gerar soluções adequadas. Mas que está evoluindo rapidamente ainda que por meios não muito seguros).Entretanto, ela está tendo uma gestão de política econômica que ao meu ver é incompatível com a radicalização do discurso e do embate político. A Venezuela tem uma política econômica ainda muito liberal para o tipo de embate que o Chávez pretende travar. Ou ela avança na política econômica ou dá um passo atrás na radicalização política. Do jeito que está vai acabar levando o Estado e a sociedade venezuelana à hiperinflação e à guerra civil, se o petróleo despencar (felizmente isso não deve acontecer a curto prazo).Na Venezuela o sintoma maior desse problema se mostra na incapacidade do Estado controlar o câmbio no mercado negro. Controlar os limites de variação do câmbio ainda que no mercado negro (ou ao menos a importância do mercado negro) é obrigação fundamental do Estado. Essa incapacidade mostra um Estado fragilizado.No caso Venezuelano essa incapacidade de controlar o câmbio no mercado negro implica em incapacidade de manter uma relativamente baixa taxa de inflação. (colegas, quero escrever um artigo sobre a relação entre inflação e câmbio negro na Venezuela, alguém gostaria de escrever comigo?)No Brasil é diferente, nosso Estado tem um poder suficiente para assumir qualquer postura desenvolvimentista e impedir que qualquer ataque especulativo seja um obstáculo (desde que não se faça grandes besteiras, o que é muito difícil haja vista a qualidade de nossa burocracia). Só para acrescentar. A burocracia da Fazenda (onde já trabalhei) e do Banco central nem chegam perto de serem obstáculos a uma mudança radical na direção da política econômica (o governo solta essa de vez em quando para se justificar para a esquerda). A burocracia desses órgãos tem força, mas é dividida e divisível. Além disso, em todos os cargos executivos (DAS) do ministério e acho que também no bacen é possível substituir por técnicos de fora. Na verdade, o governo só precisa dar uma sinalização clara e precisa de direção que a burocracia segue (só precisa trocar alguns “gerentes”).Mas acho sua pergunta foi um pouco de outra natureza. Você parece estar falando mais de governo do que de Estado (ainda que não separação desses conceitos seja menos clara do que as pessoas normalmente pensam). Normalmente a campanha radical da grande mídia parece ser capaz de vetar posturas desenvolvimentistas. Acredito que a própria mídia deve acreditar nisso. Ela acredita que seu papel é enfraquecer os governos, principalmente os que possuem posturas mais desenvolvimentistas. Elas os chamam de governos populistas. Ela realmente consegue enfraquecer.De fato, vivemos um certo paradoxo o Brasil, apesar de termos um Estado relativamente forte e capaz temos quase sempre governos relativamente fracos. Isso é histórico. Mas nos últimos 25 anos os governos estão muito mais fracos.Tenho algumas hipóteses sobre isso, como a estrutura desequilibrada de nosso federalismo, a grande oligopolização da mídia, o medo de outras potências em relação a nosso potencial e PRINCIPALMENTE a relativamente baixa auto-estima nacional, entre outras questões. Mas não cabe discorrer sobre isso.Vc perguntou especificamente se é possível manter uma postura desenvolvimentista mesmo sob processo de desestabilização política capitaneado pela mídia. De fato, ela vai mesmo liderar esse processo, pois é da natureza da mídia brasileira assumir essa posição.Aparentemente Lula achava ou ainda acha que não é possível avançar muito nessa postura. Eu acredito firmemente que é possível sim. Porque é possível obter apoio da maior parte da sociedade para uma postura desenvolvimentista. Os grandes capitalistas geralmente morrem de medo de crescimento elevado e desenvolvimento, mas como ganham muito dinheiro com isso, é possível dividi-los e amenizar temporariamente o pavor deles. Já o resto da sociedade se beneficia claramente. Portanto, basta convencer as pessoas do óbvio: desenvolvimento acelerado significa emprego e salários crescentes.O problema é que os conservadores por via da ideologia do liberalismo econômico e outras ideologias paralelas (algumas até tendo a esquerda como público) defendem que desenvolvimento acelerado é um mal. Não vou me prolongar sobre isso, pois ouvimos isso todos os dias na mídia. Recentemente vimos elas trabalhando todas juntas (ideologias anti-desenvolvimentistas de direita e esquerda) contra a transposição do são Francisco, que é uma obra inquestionavelmente fundamental para o país e extremamente barata e com Zero de impacto ambiental. Querem impedir essa obra há uma década sem nenhum motivo real.Como os governos no Brasil a princípio já partem de uma situação de fraqueza, precisam trazer da sociedade e investir pesadamente em uma outra visão de futuro que possa contrabalançar as visões liberais dominantes.A meu ver basta que o governo defina uma postura desenvolvimentista clara e caminhe nessa direção. A grande mídia irá implacavelmente contra, mas não de forma tão radical como na Venezuela. Não terá de maneira nenhuma poder de veto generalizado.Mas a sociedade se dividirá e parte significativa apoiará o governo. Só é necessário que se dê uma bandeira clara para as pessoas. O que o governo Lula não faz. Não faz por 2 motivos complementares. O PT e a esquerda Paulistana e brasileira nunca tiveram um projeto real para o país depois do final dos anos 70. E o Lula, mesmo precisando de um projeto/bandeira para dividir a sociedade organizada a seu favor, é incapaz de formular ou mesmo de buscar tal projeto por iniciativa própria.

Apenas com exemplo podemos citar o governo JK que comandou um Estado muito mais frágil, sob pressão constante de golpe militar de direita e imprensa contra. E fez muito. Mas ele apontou um rumo claro,ambicioso e pragmático, o que o viabilizou.

Basta ao governo ter um projeto/visão futuro que seja factível e ambicioso e o coloque em prática para ser capaz de navegar contra qualquer tentativa de desestabilização política (e econômica).  

Ou seja, não há limites reais que impedem uma postura realmente desenvolvimentista do governo. O governo Lula  é que não quis assumir uma postura desenvolvimentista. Não quis porque o PT e a esquerda Paulistana (USPiana) sempre odiaram (equivocadamente) o desenvolvimentismo.

Só agora estão começando a perceber que estavam equivocados.

Acho que Lula também.

Se ele quiser adotar uma postura desenvolvimentista poderá fazê-lo sem maiores empecilhos. A mídia poderá se tornar mais ofensiva. Mas se o governo expor para a sociedade a visão e o projeto em que se baseia, não sofrerá desestabilização.

Não é necessário nenhuma crise para isso, muito menos catastrófica.

A não ser talvez para romper mais rapidamente a teimosia do Presidente…

Eu apóio a Campanha pelo Pleno Emprego com a esperança de um dia esse presidente ou o próximo possam encontrar nela uma bandeira. Uma política de Pleno Emprego é uma proposta altamente desejável, ambiciosa, clara e pragmática.

Se quiser saber mais sobre ela:

Manifesto da Campanha Nacional pelo Pleno Emprego

Política de Pleno Emprego

Abraços,

Gustavo

Caro Gustavo,

Muito obrigado pela rápida resposta. Não tenho nem de perto a capacidade de fazer uma análise das capacidades do Estado e confesso realmente ter misturado as noções de Estado e governo, mas ainda sim não sei se concordo com sua afirmação de que a transformação dependeria simplesmente de uma decisão do Luta. É botar fé de forma excessiva, creio, na vontade política (sem contar que o Lula não tá lá sozinho, não governa sem responder ao menos ao congresso – onde já perdeu a cpmf por estupidez – e muito provavelmente já tá no bolso de alguns financiadores de sua campanha “paz e amor…”; mas creio que também considera tudo isso na sua fala…). Prometo posteriormente desenvolver algo mais fundamentado para me justificar (já é realmente véspera de Natal e eu aqui escrevendo…).

Apesar disso, também apoio em absoluto a Campanha pelo Pleno Emprego, já acompanhando o site do professor José Carlos de Assis já há muito tempo. Fico feliz que minha pergunta suscitou uma resposta digna de notícia no site. Já o acompanho também.

Grande abraço

Caro Pedro,
na minha opinião, não é muito produtivo dizer que a culpa é do Lula. ele é apenas um homem e as limitações dele já eram conhecidas desde os anos 70. Quem errou mesmo foi a intelectualidade de esquerda a partir do final dos 70. Na segunda metade dos anos 70, o centro hegemônico intelectual de esquerda passou a se sediar na cidade de São Paulo. A partir desse momento o desenvolvimentismo foi completamente descartado como opção e a esquerda embarcou em ilusões redentoras baseadas em modelos marxistas e liberais (econômicos) simplórios.
criaram interpretações equivocadas:
1) Já somos industrializados (o que é falso, só são paulo era na época).
2) O desafio agora é apenas distribuir, crescer não. (falso, primeiro porque ainda precisávamos crescer e segundo porque não é possível distribuir sem crescer)
3) não podemos ter um desenvolvimento autônomo (FHC concluiu isso de uma perspectiva liberal-conservadora e a esquerda concordou e ficou feliz com essa conclusão poque achou que ele queria dizer que: “não podemos ter um desenvolvimento autônomo ” NO CAPITALISMO)
4) as tecnocracias são o grande mal, quem deve liderar o povo devem ser os representantes das classes trabalhadoras

concluíram que:
a) O Estado é mal e desperdiçador de recursos e piora a distribuição de renda (semelhanças entre com os neoliberais não é concidência)
b) O desenvolvimentismo é mal e desnecessário.
c) O populismo é mal (mas não se sabe o que é).
d) Lula é o máximo! nós como elite intelectual não podemos dizer o que é melhor para ele.

deu no que deu…

qual seu email?
abraços

Tentando concluir : )

na minha opinião, ficamos esses últimos 25 anos sem crescimento por pura e simples opção. Para crescer é absolutamente necessário adotar princípios e políticas desenvolvimentistas. Mas optamos (a partir de

São Paulo) por negá-las. O liberais por motivos próprios, que são melhor conhecidos e não cabe aqui discutir. A esquerda pensada a partir da USP e da cidade de São Paulo por motivos que tentei tatear no comentário anterior. Esse pensamento de “esquerda” consolidado no final dos anos 70 gerou o “cérebro” do PT e o PSDB. Esses partidos negando geneticamente o desenvolvimentismo só poderiam ter caído no colo liberalismo econômico, pois não há outra alternativa prática (com excessão do socialismo real, que também negavam geneticamente).

Ou seja, esses partidos são geneticamente (neo)liberais.

A política econômica do governo Lula não é nada mais nada menos do que a prática POSSÍVEL do pensamento petista hegemônico dos anos 80 e 90. Ou seja, um balaio de gatos que se for tentado sintetizar não sai nada.

 Portanto, a culpa não é do Lula, mas de certos movimentos da nossa história que tornaram os partidos hegemônicos brasileiros anti-desenvolvimentistas. Lula apenas fez o possível a partir daquilo que o partido pensava.

Negar o desenvolvimentismo é negar o desenvolvimento.

Parece que tardiamente, depois de 5 anos, Lula e o partido começam a entender. Mas ainda está muito lento esse aprendizado…

Poderia me mande seu email?

abraços,

Gustavo

Gustavo,

Achei muito interessante sua argumentação. Faz todo o sentido, se o modelo de pensamento desenvolvimentista foi abandonado na própria construção dum projeto político coeso, o resultado. Confesso que não conhecia essa história das relações da esquerda e o desenvolvimentismo. Pode sugerir alguns textos que tratam destas questões? Até mesmo porque minha relação com a economia começou por Marx, conheço pouco disso.
Abraços,

Pedro

Pedro,

Coloquei as referências no final (na maioria textos disponíveis na internet). Acho que vai gostar bastante dos textos, por ver coisas diferentes.

Desenvolvi essas idéias meio que tateando por aí, acho que o Fiori tem algo sobre isso, talvez o Lessa também. No livro clássico do Ricardo Bielschowsky também tem coisas interessantes.

Mas na minha opinião quem se aprofundou mais na relação entre esquerda, liberalismo e desenvolvimentismo para o Brasil atual foi o Bresser-Perereira.

Isso fica claro na disputa entre o ISEB (Rio, mineiros e nordestinos) e a Sociologia da USP. A sociologia da USP venceu e fundou a forma de pensar do PT e do PSDB.

A USP foi criada pela elite paulista explicitamente para contrapor o Getulismo (que ainda engatinhava). Era um projeto de longo prazo para retornar a hegemonia paulista. E era um projeto francês (europeu). Trariam métodos,modelos e visões típicos da Europa. Fizeram assim a primeira universidade brasileira de fato. Mas negaram desde o início o Getulismo/desenvolvimentismo/nacionalismo/”populistmo”/intervencionismo estatal. Pela esquerda e pela direita. Propunha-se a ver o Brasil por São Paulo e via modelos importados. Pela esquerda e pela direita.

O ISEB foi o auge do pensamento desenvolvimentista (veja as referências).

Mas o ISEB (e o pensamento desenvolvimentista) perdeu todas as bastalhas durante 40 anos após o golpe de 64. O ISEB foi fechado pelos militares na porrada, logo no início do golpe, a sociologia da USP não. Depois o Rio perdeu prestigío político, econômico e intelectual. São Paulo tem hoje 40% da indústria e 90% das sedes de grandes empresas e bancos. Mas no final dos anos 70 deveria ter quase 60% da indústria nacional. A folha de São Paulo “abrigou” condicionadamente (jornalistas e leitores) da esquerda esfacelada expulsa do Jornal do Brasil pelos militares. Depois surgiu a explosão sindical no ABC naquele que era um dos maiores pólos industriais do planeta (o equivalente a Xangai de hoje). O clássico modelo da luta de classes finalmente aparecia no Brasil (para regozijo dos marxistas). Infelizmente no resto do país o modelo continuava não funcionando. Aí surge o líder-modelo perfeito: Lula. Some-se aí a ainda intensa perseguição o PCB (que tinha um interpretação mais coerente do Brasil do que a sociologia da USP) e a Teologia da Libertação para dar no balaio do PT.

Mas no cerne do pensamento Florestan “funda” o PT. E seu orientado “funda” o PSDB.

A sociologia da USP estava nos dois lados e só poderia vencer. Mas não sabia o que fazer, pois foi fundada com uma perspectiva negativa, de oposição. Como eram oposição ao desenvolvimentismo e a socialismo real, só poderiam adotar política liberais econômicas.

Referência muito boa sobre essa disputa:

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2005/05.6.ISEB-CEPAL-TeoriaDependencia.WEB.pdf

Legal também o livro: “ISEB, fábrica de Ideologias” (na biblioteca da USP vc deve encontrar)

outras referências muito interessantes, que peguei no mesmo site (tem outras, vale à pena dar um fuçadinha):

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2006/06.3.NovoDesenvolv-Mai26.2007.Eli.p.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2004/78ConcDesenvISEB-Dados.pg.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/works/prefaces&reviews/974.SociedadeNacional-dependente.Reis.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2007/07.18.Nacionalismo-CentroPeriferia-EstudosAvançados25.11.docx.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/Papers/2007/07.02.Vargas-estadista-nação-democracia.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2005/05.18.OParadoxoEsquerdaBrasil.WEB.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=2145

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2004/84EconOuSociolDesenvolvimento.pg.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2007/07.05.BurocraciaPublica&ClassesDirigentes.RSP.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2007/07.03.EmpresáriosEliDinizBresserPereira.9Outubro07.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2005/05.19.Esquerda&Empresarios-LuaNova.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2006/102-3.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2007/07.21.ProcessoHistoricoDoDesenvolvEconomico-Agosto23.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2007/07.25.Globalização&Estado-nação.Agos28.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2006/06.7-ConceitoHistoricoDesenvolvimento.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=1720

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2005/05.CapitalismoTecnicos&Democracia.WEB.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2005/05.9.ContrarrevoluccaoNossoTempo.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2004/84SurgimentoEstadoRepublicano-LuaNova.pg.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2003/Capitulo20.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/1997/99.Cidadania&ResPublica.p.pg.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=2177

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=1762

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2004/04-85DemocraciaRepublicana&Participativa-CEBRAP.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/papers/2006/06.3.NovoDesenvolv-Mai26.2007.Eli.p.pdf

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=2442

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=1996

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=1994

http://www.bresserpereira.org.br/view.asp?cod=672

http://www.bresserpereira.org.br/

Não concordo muito com o “Novo Desenvolvimentismo” do Bresser e muito menos com os chiliques de equilibrista fiscal dele. Mas ele é um dos poucos que tenta reconstituir de forma coerente as razões de nosso fracasso econômico, político e social das últimas 2 décadas. Vale à pena.

escrevi alguns artigos sobre isso (que estão mais no final), mas não fiz pesquisa para escrevê-los nem fui muito rigoroso, mas pode ajudar a entender melhor o que eu estou querendo dizer o (CLIQUE AQUI PARA LER)

abraços,

Gustavo

Caro Gustavo,

A dialetica de seu argumento sobrepoe-se sobre a reificacao anti-desenvolvimentista dos traidores de classe do PT e os rabulas viciados em mais-valia do PSDB com uma grandeza de um grande pensador.

Perdao pelo portugues vulgar, mas que grande sacada essa que o PT eh “geneticamente neo-liberal”!!! Nem em meus momentos mais dialeticos consegui rebuscar tal entendimento da realidade material! E olha que como um esforcado hegeliano, eu dialeto bastante!

Gostaria tambem de entender melhor o que voce chama de politica desenvolvimentista, esse elixir anti-mediocridade que pode levar nossa nacao para sua grandeza inevitavel mas postergada.

Abracos,

Hegeliano de Niteroi

vc está me sacaneando, mas vai lá:

na minha perspectiva, política desenvolvimentista em um sentido mais geral é simplesmente uma política que tem como foco principal o crescimento econômico de curto, médio e longo prazo.

Parece trivial, mas não é. Porque as políticas neoliberais nunca são focadas no crescimento, elas focam geralmente o controle da inflação.

São políticas (desenvolvimentistas) que estão associadas ao nacionalismo econômico. aliás, esses termos são praticamente sinônimos. Nós é que usamos no Brasil para denominar uma época e um determinado tipo de propostas e pensadores que consideramos mais particular de nossa história. Mas todos eles podem ser classificados também como nacionalistas, ainda que possam ter sido também marxistas, ou outra denominação de esquerda ou não.

Desenvolvimentismo pode ser mais à esquerda ou mais à direita. ou seja, crescimento com mais ou com menos justiça social, democracia, etc.

é simplesmente ter como foco o crescimento (principalmente a médio e longo prazo).

No Brasil, hoje utizamos principalmente para denominar economistas de esquerda. Nos anos 50 e 60 também era assim. Nos anos 70 e 80, eu acho que a denominação ficou um pouco associada à ditadura ou a políticas típicas da época da ditadura.

abraços

Caro Amigo Araribóia,

essa sacada específica não foi minha, foi do Fiori. Ouvi algo similar na aula dele. Lembro-me que ele disse que Lula não estava traindo os princípios do PT com a política neoliberal adotada. Não sei se ele escreveu sobre isso.

Abraços,

Gustavo

Meu caro filósofo Papa Goiaba,
O PT seria geneticamente neoliberal como partido na prática do governo, ainda que no discurso não seja. Mas isso aconteceu com praticamente todos os partidos de esquerda do planeta nos últimos 25 anos. Não é um privilégio nosso. Fiori explica isso a partir das mudanças nas esquerdas introduzidas depois de maio de 68 (entre outras coisas). Ele tem uma teoria muito consistente sobre esse processo. Tão consistente que permite a ele ser um dos poucos analistas que não vê como “paradoxos” coisas tão recorrentes como essas.
Mas pelo visto vc não gosta dele a priori. é uma pena.

Sobre o Desenvolvimentismo, já lhe falei que deve ser definido principalmente pelos propósitos. Uma política desenvolvimentista em Cingupura (que é uma cidade-estado) é muito diferente de uma política desenvolvimentista na China, na Rússia, no Irã, na Argentina ou no Brasil. Ou em cada um desses países em épocas diferentes. Ou mesmo no mesmo país e época sob governos mais ou menos autoritários, mais ou menos preocupados com justiça social.
Mas se vc quer políticas específicas para por exemplo o Brasil de hoje seria: juros baixos (5% no máximo ou entre 1 e -1% real), dólar desvalorizado (3 R$), gasto e investimento público crescento mais de 10% ao ano.
Política de promoção de exportações, aumento do valor agregado das exportações, substituição de importações ativa na medida do permitido em nossos acordos internacionais. Integração com a infra-estrutura do continente.
Nada além do trivial.
Pelo seu estilo, vc não parece ser papa goiaba.
É muito chato conversar com pessoas que usam pseudônimos, principalmente quando abusam do deboche.
Mas ninguém é perfeito, né?
abraços,
Gustavo

Sua pergunta parece ser muito consistente, mas não é. Posso fazer a mesma pergunta em relação ao liberalismo econômico. mas que politicas sao essas que sao focadas na inflação?
em cada época e país é diferente, para alguns é câmbio fixo, para outros meta de inflação, para outros controle de agregados monetários, etc. Todas foram propostas ortodoxas e liberais.
Sobre o desenvolvimentismo é a mesma coisa. As políticas variam de época, lugar, de estratégia e de espírito. O que une são os propósitos.
abraços,
Gustavo



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3 Respostas para “Colagem de comentários informais sobre os limites do Desenvolvimentismo, do Governo Lula, da Mídia e das campanhas de desestabilização”

  1. Rodrigo Medeiros falou:

    Caro Gustavo

    A luta por uma política desenvolvimentista de pleno emprego não é fácil. Nos EUA, o presidente Franklin Delano Roosevelt foi chamado de “Franklin Stalin Roosevelt” pelos conservadores de então.

    As transformações executadas pela administração Roosevelt são visíveis até o presente e o modo de gestão da economia pode ser aprendido nos livro de John Kenneth Galbraith.

    No Brasil, por sua vez, não prevejo um embate fácil. Estive relendo o livro “Anatomia do Poder” do Galbraith (1983). Creio que devemos estar preparados para enfrentar desqualificações intelectuais e o poder das organizações do status quo, com tudo que as mesmas mobilizam de poderes condignos, compensatórios e condicionados.

    Quanto à América Latina, a reedição pela Companhia das Letras do livro “A Economia Latino-Americana”, do Celso Furtado pode ajudar a elevar o nível dos debates. O importante é levarmos em conta que existem mais alternativas ao que se vem buscando realizar na região. Não desejamos o retorno de fórmulas personalistas e messiânicas.

    Sabemos que a construção de instituições democráticas, suprapartidárias e permanentes é o caminho para o desenvolvimento sustentado.

    Um abraço,

    Rodrigo Loureiro Medeiros, D.Sc.

  2. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Concordo com você, Rodrigo.
    A campanha pelo Pleno Emprego propõe um caminho que vai na direção do que você acredita.
    Se eu tiver tempo, vou tentar fazer desses comentários um artigo.
    abraços,
    Gustavo

  3. Gustavo dos Santos (meus artigos clique) falou:

    Rodrigo,
    atualizei o texto incluindo referências, vc que lê muito,acho que vc gostar.
    abraços,
    Gustavo

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