A SEMANA A LIMPO
Escrito por leonunes, postado em 21 dEurope/London dezembro dEurope/London 2007
Léo Nunes – São Paulo
Brasil
D. Luiz F. Cappio anunciou o fim de sua greve de fome na luta contra o projeto do governo que prevê a transposição de até 5% do volume de águas do rio São Francisco. Para o governo, o empreendimento significará o maior projeto de segurança hídrica já feito no Nordeste, beneficiando parte significativa da população do semi-árido. Já para a oposição, a transposição seria mais um projeto da indústria da seca, e beneficiaria predominantemente os latifundiários plantadores de cana. Além disso, é defendido o projeto de construção de cisternas, que teria um custo mais baixo e um menor impacto ambiental (clique aqui para saber mais sobre este projeto).
O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) foi reconduzido ao cargo de presidente do Partido dos Trabalhadores no biênio 2008-2009. Na eleição disputada no último domingo, ele obteve 62,29% dos votos contra 37,71% dos votos de seu adversário, o também deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP). Seu maior desafio será a construção de alianças para as eleições municipais de 2008, que servirá como prévia das eleições nacionais de 2010.
Economia
Após a derrota da PEC que propunha a prorrogação da CPMF no Senado, o Ministro da Saúde José Gomes Temporão afirmou que a hora é de “sacudir a poeira”. Temporão sabe que sua vida (e a da saúde brasileira) ficará bem mais difícil daqui para frente. O PAC da Saúde pode ser o projeto mais prejudicado de sua pasta, que não contará mais com os R$ 24 bilhões de repasse anual. Vitória de FHC, Arthur Virgílio e da nossa malfadada elite. Derrota para o governo (para Serra e Aécio, os tucanos presidenciáveis) e para o povo brasileiro.
Internacional
O destaque internacional fica para a Bolívia, que passa por um processo de radicalização política. A aprovação da nova Constituição de Oruro na semana passada, que garante em seu texto o caráter multicultural e multiétnico do país, o que na prática significa a possibilidade da transformação dos povos indígenas (60% da população) em atores políticos ativos, e a concessão feita em termos de descentralização administrativa, não foram suficientes para acalmar os ânimos da elite separatista. Como contraposição ao texto de Oruro, a Assembléia Autônoma de Santa Cruz, que não possui status legal, aprovou um novo estatuto para ampliar os poderes da província e pode até mesmo resultar na separação desta em relação à Bolívia, colocando em risco a nação boliviana.










