Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Matías Vernengo
O Fórum Econômico Mundial lançou há pouco seu relatório anual sobre competitividade. A mídia divulgou os resultados e ressaltou a queda do Brasil no ranking em comparação com o ano anterior (ver aqui ou aqui). O Brasil passou da 66a para 72a posição, sendo menos competitivo do que os outros BRICs (Rússia, Índia e China). O problema sugerido na maior parte das discussões seria que o Brasil não teria dinamismo econômico e, portanto, teria uma tendência a crescer mais lentamente. O relatório é em geral aceito sem maiores críticas pela mídia, a despeito do fato de que na América latina países como Panamá e El Salvador estariam na frente do Brasil. Isto deveria, pelo menos, levantar algumas suspeitas sobre a credibilidade dos resultados.
Um simples exercício é verificar se existe alguma correlação entre crescimento e o índice de competitividade compilado pelo Fórum Econômico Mundial. O gráfico abaixo mostra a correlação entre crescimento (estimado para 2007 pelo FMI) e o referido índice de competitividade (onde a linha vermelha representa a regressão). A correlação é negativa, o que sugere que uma queda da competitividade levaria a uma maior taxa de crescimento, com o que a mídia deveria ficar satisfeita com o fraco desempenho da competitividade do Brasil (o coeficiente é estatisticamente significativo, embora o poder explicativo da regressão seja baixo). E, de fato, o Brasil vai crescer mais este ano do que no ano passado a despeito da queda no índice de competitividade. (Para visualisar melhor o gráfico clique nele)

A regressão da figura acima não é a última palavra sobre a relação entre crescimento e competitividade obviamente. Alguém poderia apontar para o fato de que seria mais razoável fazer o mesmo com a media de vários anos, ou que deveríamos incluir outras variáveis omitidas neste exercício. Contudo, o objetivo do simples exercício econométrico é apontar as limitações dos índices de competitividade. O que a mídia deixou de discutir é o que de fato este índice mede. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
J. Carlos de Assis*
Creio ter sido um dos primeiros economistas políticos brasileiros a se dar conta, ainda nos anos 80, de que o neoliberalismo não era um fenômeno puramente ideológico, mas o produto de uma realidade sociológica profunda que se exprimiu em maiorias eleitorais efetivas, sobretudo européias. É o que explica o deslizamento para a ala neoliberal mesmo de partidos tradicionalmente de esquerda, como trabalhistas ingleses (Terceira Via), socialistas franceses e sociais democratas alemães.
Acredito que quem originalmente levantou a cortina sobre esse processo de fundo foi William Greider, em seu monumental “The Secrets of the Temple”, sobre a história do Banco Central norte-americano. Ele “sacou” que a maioria eleitoral que apoiou Reagan em 79 era formada em grande parte de classes médias afluentes, indignadas com a perda de renda financeira oriunda da combinação entre inflação alta e juros baixos, prevalecente ao longo dos anos 70, sobretudo depois da débâcle do sistema de Bretton Woods.
Na Europa Ocidental, o que deixou apavoradas as classes médias afluentes foi principalmente a instabilidade monetária e cambial. O sucesso espetacular do experimento social-democrata do pós-guerra eliminou o medo do desemprego e mudou o eixo das preocupações dos afluentes para as oportunidades de ganho financeiro, no país de origem e no exterior, pelo que a instabilidade cambial passou a ser um estorvo. Aos poucos, a demanda de estabilidade dos ricos acabou por formar uma maioria eleitoral.
Pode-se dizer que, na Europa, o neoliberalismo é um produto da afluência da maioria. No Brasil, ao contrário Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Fonte: Jornal Tribuna da Imprensa de 19 de novembro de 2007
Convencidos de que só a participação popular na fiscalização dos gastos públicos pode conter a corrupção, profissionais de auditoria do setor público estão se lançando num trabalho voluntário para difundir a idéia do controle dos governos municipais pelos próprios cidadãos. Leia o resto do artigo »
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Postado em 18 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Por Rodrigo Loureiro Medeiros
Há três anos atrás, mais especificamente no dia 20/11, falecia Celso Furtado. Tratou-se de um dos fundadores da economia política no Brasil e um dos maiores pensadores do desenvolvimento periférico, o subdesenvolvimento. Furtado nasceu em Pombal, em 1920, interior da Paraíba, e cresceu no meio das iniqüidades brasileiras e das grandes transformações globais provocadas pela crise de 1929.
Mudou-se para o Rio de Janeiro no final da década de 1930 para cursar Direito na Universidade do Brasil. Posteriormente, esteve nos campos de batalha da Itália durante a Segunda Guerra com a Força Expedicionária Brasileira ao lado dos Aliados, contra o nazi-fascismo. Ao longo de seu doutoramento em Economia na Universidade de Paris, vivenciou a grande concertação política da reconstrução européia. Sob a influência de pensadores dos quilates de Mannheim e Marx, percebe claramente a relação entre economia e política. Leia o resto do artigo »
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Postado em 17 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Fonte: Jornal Hoje em Dia de 17 de novembro de 2007
BRASÍLIA – Nos últimos sete anos, a participação de investidores estrangeiros no Brasil cresceu 81%, mostrando uma tendência de forte internacionalização da economia brasileira. A constatação é da Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica (Sobeet), em sua carta bimestral.
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Postado em 16 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Fonte: Tribuna da Imprensa de 16 de novembro de 2007
GENEBRA (Suíça) – O chanceler Celso Amorim denunciou um plano dos países ricos para tentar dividir as economias emergentes nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) e usou uma reunião em Genebra ontem para tentar prevenir que tal manobra ocorra. O Brasil revelou que convocou o encontro entre os países em desenvolvimento como uma espécie de alerta político de que esses governos não aceitarão uma atitude nessa direção vinda dos Estados Unidos e da Europa. “Não há mais espaço para que os países ricos enganem os demais como ocorria no passado”, alertou o ministro. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Meridiano 47
Boletim de Análise de Conjuntura em Relações Internacionais
Outubro 16, 2007 by Alexandre Hage*
A criação do Banco do Sul tem ganhado grande espaço na imprensa e entre analistas da economia e política internacionais. Por ter se tornado tema apaixonante a percepção de maior clareza pode ser diminuída, se não houver precauções contra tomadas de posição instantâneas. Contudo, é necessário dizer que é pertinente a fundação do Banco do Sul, não para se elevar seus possíveis problemas, mas para considerar suas vantagens.
O sistema econômico internacional, o que vale também para a América do Sul, tem duas organizações financeiras, o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD, também Banco Mundial); e o Fundo Monetário Internacional (FMI), ambas fundadas pelos encontros de Bretton Woods, nos Estados Unidos, no final da Segunda Guerra. Se tratando do BIRD o banco teve grande presença na ampliação da infra-estrutura brasileira, bem como no crescimento de boa parte de instituições governamentais que ainda se valiam dos méritos do planejamento público para a economia do País. Citam-se, por exemplo, os governos das décadas de 1950 a 1970 que usavam poupança externa para a ampliação da pesquisa, o que ocorreu com a parceria entre o BIRD e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), em 1974. Leia o resto do artigo »
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Postado em 16 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Newsletter de Universia-Knowledge@Wharton
“Tenho boas notícias: estamos sós.” Com essa frase irônica, Daniel Kaufmann, diretor de governança global do Banco Mundial, pretende chamar a atenção para a “mediocridade ou a paralisia” que se observa na América Latina em matéria de transparência e de controle da corrupção, diferentemente dos avanços registrados em outras zonas emergentes do mundo, como a Ásia e a Europa Central.
Em primeiro lugar, Kaufmann considera de suma importância ter uma perspectiva global sobre o desafio que representam a corrupção e a falta de ética e transparência. “É preciso deixar claro que todos os países do mundo, até mesmo os maiores, deparam com escândalos de corrupção. No ano passado, por exemplo, a Noruega viu-se em uma situação delicada por causa da companhia estatal de petróleo. Houve propinas de milhões e milhões de dólares em contratos com o Oriente Médio”, lembra o economista. Leia o resto do artigo »
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