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Blog do Desemprego Zero

EDUCAR PARA ESTABELECER TRANSAÇÕES

Escrito por Imprensa, postado em 3 dEurope/London novembro dEurope/London 2007 Imprimir Enviar para Amigo

Marcelo Henriques de Brito (*)

 Ao vivermos em sociedade, trabalhamos em equipe e precisamos estabelecer trocas, mesmo quando não percebemos isso de imediato. Ninguém se supre de tudo de que necessita. Quem produz, simultaneamente, para si mesmo: vestuário, alimento, energia elétrica e opções de lazer? Cada pessoa contribui em uma determinada atividade, considerando suas qualificações, e cada organização supre uma produção, considerando sua missão empresarial. Cada um procura estabelecer, posteriormente, relações de troca para obter o que não produziu.

 Embora possam existir condições de demanda para as quais não há uma  correspondente oferta, não é plausível supor que a simples existência de uma oferta crie uma demanda. Considerando que uma oferta de qualificações profissionais não gera necessariamente uma demanda correspondente, é complexo sugerir o que deve ser ensinado e aprendido.

 Exemplificando: uma pessoa numa região assolada pela seca deve receber que tipo de formação? Não é, de fato, uma solução educá-la para ir morar em outro local. Assim, que tipos de formação profissional evitariam o êxodo e até estimulariam o desenvolvimento da região? Sem desmerecer a importância da educação, formação e treinamento profissional, estes programas não bastam para integrar excluídos ou evitar a exclusão, especialmente se consistirem em fornecer informações a serem acumuladas, sem aplicação direta nas suas vidas.

 Educar pessoas só contribui para a sua integração social quando elas compreendem o que está ocorrendo à sua volta, conseguem ter flexibilidade para se adaptar às circunstâncias e podem contribuir para gerar transações aceitas pela sociedade. Um governo deve, sim, prover educação para a população, mas é preciso ser pragmático e verificar antes a probabilidade daquela educação favorecer a prosperidade tanto da pessoa quanto de sua comunidade.

 A peça “Pygmalion” de George Bernard SHAW fomenta essa discussão sobre a capacidade da formação pessoal contribuir para a inserção e ascensão social, além de fornecer um exemplo do risco de investimentos em educação e formação profissional, conforme discuto com detalhe no meu livro “Crise e Prosperidade Comercial, Financeira e Política” (Probatus Publicações).

Resumidamente, a trama da peça mostra o empenho da personagem Eliza em receber aulas de boas maneiras a fim de ser uma vendedora em uma loja, ao invés de vender flores na rua. Já o Professor Higgins aceitou a aposta de que ele poderia transformar Eliza em uma dama, sem entretanto se preocupar com as conseqüências desta transformação.

 Ao dispensar Eliza por considerar que o seu treinamento estava encerrado, o Professor Higgins chegou a sugerir, de forma hipócrita, a uma Eliza atônita com o seu futuro, que ela poderia ter sua própria loja de flores se obtivesse um apoio financeiro. Admitindo que o mercado comportaria mais uma loja de flores, a Eliza empresária, além de apresentar uma capacidade empreendedora, teria que adicionalmente obter crédito financeiro, o que nunca foi facilmente acessível a pessoas pobres em nenhum lugar do mundo. Por outro lado, não se pode ter a certeza que a educação dada a Eliza pelo Professor Higgins foi adequada para formar uma vendedora qualificada e com perfil para ser uma assalariada.

 Assim, os alunos devem receber um aprendizado útil para o seu sustento pessoal; para o seu desenvolvimento pessoal; e também para o funcionamento da sociedade com suas transações. Por isso, todos devem ter sempre em mente que o resultado de suas atividades profissionais deve contribuir para favorecer transações, o que é mais amplo do que simplesmente verificar se o trabalho têm “aplicação prática”, se o assunto é “interessante” ou, ainda, se é fácil “ganhar dinheiro”. Aquele que investe em sua própria formação deve avaliar criteriosamente se seu esforço, investimento financeiro e alocação de tempo ampliarão sua probabilidade de participar de transações na sua sociedade.

 Quem investe na sua própria educação corre riscos calculados sobre o seu futuro com provável ambição, auto-estima elevada e ilusão sobre as reais probabilidades de sucesso, já que supõe que terá a sorte de usufruir os ganhos que, aparentemente, serão muito promissores. Quem tem este perfil, com autoconfiança bem acima da média, na realidade é um empreendedor arrojado, que se lança em empreendimentos nos quais as perspectivas de ganho não enormes, porém os premiados são poucos, tal como se observa numa “corrida pelo ouro”. São exemplos mais recentes sobre a incerteza de investimentos na formação profissional, como forma de obter remuneração financeira e projeção social, a disputa por vagas em cursos superiores de informática na década de 1980 e a competição para aprender a usar a internet na década de 1990. Vários profissionais se iludiram, pois os esforços não corresponderam às expectativas, embora houvesse alguns grandes felizardos.

 Diversas instituições de ensino divulgam, de forma sutil (às vezes nem tanto), que participar de seus cursos seria um investimento seguro no êxito profissional; no mínimo afastaria a ameaça do desemprego. Todavia, tal segurança não existe, como tudo na vida. Nem sempre são oferecidas oportunidades para a população em idade ativa usar o que aprendeu e vivenciou em prol de transações benéficas a todos. Existem vários profissionais experientes desempenhando atividades muito simples, o que representa uma perda do investimento que o profissional e a sociedade fizeram em educação e desenvolvimento profissional.  A importância do acaso na trajetória profissional foi apontada pelo Blaise PASCAL ao afirmar que “a coisa mais importante em toda a vida é a escolha da profissão; o acaso faz esta escolha”. Indiscutivelmente, a falta de sorte e a ausência de relações pessoais podem impedir alguém de encontrar um emprego ou ser um empresário de sucesso, mesmo que esse profissional tenha condições de trazer benefícios a várias organizações. O supracitado “acaso de PASCAL” pode impedir alguém de realizar sua vocação e forçá-lo a exercer outra profissão. Todavia, deixar de investir, de forma continuada, na própria formação pessoal e profissional é, provavelmente, pior do que não fazer nada.

 Terá de ser contínuo o esforço para ficar em sintonia com as condições vigentes na sociedade, o que inclui manter-se atualizado sobre métodos de trabalho e atento para demandas no mercado. Este esforço permanente faz parte da eterna busca pelos momentos de felicidade, quando o indivíduo com sucesso tem a percepção de uma perfeita sintonia com o ambiente no qual está inserido, sendo possível estabelecer trocas de bens, serviços ou idéias de interesse de todos.

(*) Administrador e Engenheiro, Ph.D., diretor da Associação Comercial do

Rio de Janeiro (ACRJ) e sócio da PROBATUS e autor do livro “Crise e

Prosperidade Comercial, Financeira e Política”, probatus@probatus.com.br.

Este artigo foi originalmente publicado na Folha Dirigida na edição de 21 a

27/12/2004 na página 14.



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