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	<title>Comentários sobre: Sobre a CONSPIRAÇÃO contra o IPEA: As serpentes de ouro de Medusa</title>
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		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Nov 2007 22:33:31 +0000</pubDate>
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		<description>Caro amigo

Realmente o ataque à nova direção do Ipea é algo que merece repúdio. Francamente, falar em perseguição ideológica. No período FHC, nosso amigo Theotonio dos Santos não se cansou de falar da perseguição da equipe econômica aos economistas heterodoxos.

Dizia ele que não se deixava brechas para economistas formados fora das escolas influenciadas pela ortodoxia liberal. Os tempos são diferentes com Lula? Nem tanto, dir-nos-ia senhor Meirelles, no BC.

Penso que o movimento do Trabalhismo britânico precisa ser analisado com mais cautela. Concordo com sua opinião de que foi a social-democracia quem ficou na defensiva nos últimos tempos. Lá, nos países social-democratas, o bem-estar social representou a defesa do status quo.

O Partido Trabalhista está há dez anos no poder e, desde então, promove uma verdadeira revolução administrativa. James Gordon Brown, agora primeiro-ministro, praticou por algumas vezes políticas efetivamente keynesianas (contratação de funcionários públicos via concursos e a expansão de serviços públicos). Você sabe bem que a independência do Banco da Inglaterra é para alguns brasileiros verem. Bem parecido com o que se passa no Fed ou mesmo no Bundesbank.

Lembro-me uma vez que perguntaram à professora Maria da Conceição Tavares sobre se ela era favorável à independência do BC brasileiro. Ela foi enfática e disse algo próximo a isso: “independência do que e de quem se nós é que acabamos pagando a conta das barbeiragens”.


Um abraço,

Rodrigo Loureiro Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro amigo</p>
<p>Realmente o ataque à nova direção do Ipea é algo que merece repúdio. Francamente, falar em perseguição ideológica. No período FHC, nosso amigo Theotonio dos Santos não se cansou de falar da perseguição da equipe econômica aos economistas heterodoxos.</p>
<p>Dizia ele que não se deixava brechas para economistas formados fora das escolas influenciadas pela ortodoxia liberal. Os tempos são diferentes com Lula? Nem tanto, dir-nos-ia senhor Meirelles, no BC.</p>
<p>Penso que o movimento do Trabalhismo britânico precisa ser analisado com mais cautela. Concordo com sua opinião de que foi a social-democracia quem ficou na defensiva nos últimos tempos. Lá, nos países social-democratas, o bem-estar social representou a defesa do status quo.</p>
<p>O Partido Trabalhista está há dez anos no poder e, desde então, promove uma verdadeira revolução administrativa. James Gordon Brown, agora primeiro-ministro, praticou por algumas vezes políticas efetivamente keynesianas (contratação de funcionários públicos via concursos e a expansão de serviços públicos). Você sabe bem que a independência do Banco da Inglaterra é para alguns brasileiros verem. Bem parecido com o que se passa no Fed ou mesmo no Bundesbank.</p>
<p>Lembro-me uma vez que perguntaram à professora Maria da Conceição Tavares sobre se ela era favorável à independência do BC brasileiro. Ela foi enfática e disse algo próximo a isso: “independência do que e de quem se nós é que acabamos pagando a conta das barbeiragens”.</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo Loureiro Medeiros</p>
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