A Lei de Okun e o desemprego no Brasil
Escrito por Imprensa, postado em 6 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Arthur Okun, economista americano do MIT, falecido prematuramente em 1980, é lembrado pela lei que leva seu nome, que ele desenvolveu em 1962 quando era membro do Comitê de Conselheiros Econômicos do presidente Kennedy. A pergunta que Okun tentava responder era quanto deveria crescer a economia para que a taxa de desemprego caísse um ponto percentual. Sua análise sugeria que nos anos 60 a economia americana devia crescer 3% para reduzir em 1% a taxa de desemprego. Cálculos mais recentes (ver aqui) indicam que a relação hoje estaria mais próxima de 2%, como é comprovado pelo gráfico abaixo (cálculos do autor). Clique no gráfico para ver com detalhes.
O interessante sobre a Lei de Okun é que ela é incrivelmente robusta não somente em países desenvolvidos, mas aparentemente nos periféricos. A figura acima também mostra a relação de Okun para o Brasil entre 1985 e 2007. Os dados do mercado de trabalho brasileiro são menos confiáveis (a série é mais curta, e restrita aos principais centros metropolitanos), mas os resultados são essencialmente iguais. O que eles indicam é que o PIB deveria crescer aproximadamente 1,9% para poder reduzir em 1% a taxa de desemprego. Ou seja, para reduzir o desemprego para um patamar de 4 ou 5% a economia deveria crescer entre 7,6 e 9,5% a mais do que a taxa média dos últimos anos (pouco acima dos 2,5%). Portanto, taxas de crescimento chinesas (ou venezuelanas) seriam necessárias.











