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	<title>Comentários sobre: A Campanha de Difamação Contra a Direção do IPEA</title>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/11/a-campanha-de-difamacao-contra-a-direcao-do-ipea/comment-page-1/#comment-1448</link>
		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 13:09:06 +0000</pubDate>
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		<description>Creio ser importante estarmos preparados para ataques dos donos do poder. Ultimamente, quando se propõe debater a política econômica há um frenesi de mobilização dos setores conservadores. Refiro-me aos que ganham com o atual modelo e que socializam os prejuízos do mesmo. Certamente existem cooptações de formadores de opiniões e a capacidade de resposta do status quo não deve ser desprezada.
Em um livro pouco estudado no Brasil, Political Parties (1911), Robert Michels chama a atenção para a tendência oligárquica dos sistemas democráticos. Apesar de ser o melhor sistema representativo que existe, a democracia não é e nunca será perfeita. Até mesmo Jean-Jacques Rousseau reconheceu isso. Grupos de interesses e de pressão sempre existirão em qualquer sociedade. A questão se encontra nos resultados promovidos pelo sistema, na sua prestação de contas, e como a socialização de benefícios e perdas é operada.
Nesse quesito, a atual política econômica precisa ser democraticamente debatida. Quando é que retorno o senhor Alberto Cacciola? Pois bem, esse senhor pode nos dizer qual é a ética do mercado neste país. Além disso, poderia explicar melhor o BC dos tempos do presidente sociólogo. Desviar o foco do debate para ataques difamatórios não contribui para o processo democrático brasileiro.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Creio ser importante estarmos preparados para ataques dos donos do poder. Ultimamente, quando se propõe debater a política econômica há um frenesi de mobilização dos setores conservadores. Refiro-me aos que ganham com o atual modelo e que socializam os prejuízos do mesmo. Certamente existem cooptações de formadores de opiniões e a capacidade de resposta do status quo não deve ser desprezada.<br />
Em um livro pouco estudado no Brasil, Political Parties (1911), Robert Michels chama a atenção para a tendência oligárquica dos sistemas democráticos. Apesar de ser o melhor sistema representativo que existe, a democracia não é e nunca será perfeita. Até mesmo Jean-Jacques Rousseau reconheceu isso. Grupos de interesses e de pressão sempre existirão em qualquer sociedade. A questão se encontra nos resultados promovidos pelo sistema, na sua prestação de contas, e como a socialização de benefícios e perdas é operada.<br />
Nesse quesito, a atual política econômica precisa ser democraticamente debatida. Quando é que retorno o senhor Alberto Cacciola? Pois bem, esse senhor pode nos dizer qual é a ética do mercado neste país. Além disso, poderia explicar melhor o BC dos tempos do presidente sociólogo. Desviar o foco do debate para ataques difamatórios não contribui para o processo democrático brasileiro.</p>
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	<item>
		<title>Por: José</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/11/a-campanha-de-difamacao-contra-a-direcao-do-ipea/comment-page-1/#comment-1442</link>
		<dc:creator>José</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 12:36:31 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Paulo Passarinho,
você leu a reação altamente agressiva do Reinaldo Azevedo à moção do economistas?
aí está (http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/):

Os &quot;soviéticos&quot; da economia brasileira – Um documento asqueroso

Estou entre enojado e escandalizado. Os soviéticos estão chegando. Os soviéticos já chegaram.
Recebi uma &quot;moção&quot; de apoio a Márcio Pochmann, o patrulheiro do Ipea (vocês se lembram),
assinada pelo Conselho Regional de Economia do Estado do Rio de Janeiro (Co.R.Econ-RJ), pelo
Sindicato dos Economistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindecon-RJ) e pelo (Centro de Estudos
para o Desenvolvimento). Acreditem: essas entidades
- hipotecam integral apoio a Pochmann;
- demonizam os economistas demitidos do Ipea (a culpa é das vítimas);
- deixam claro que os quatro economistas foram mesmo &quot;punidos&quot; por não rezarem segundo a
cartilha do governo: trata-se de uma questão ideológica;
- dizem que ainda é pouco e que mais precisa ser feito.

O texto é tão asqueroso no seu oficialismo, tão estúpido nos conceitos que emite, tão energúmeno
na sua gramática moral e da língua portuguesa, que cheguei a duvidar de que pudesse ser
verdadeiro. Entrei na página do Corecon na Internet. Não encontrei a tal moção. Tinha um pequeno
fiapo de esperança. Talvez fosse um desses falsos e-mails. &quot;Ninguém seria tão canalha&quot;, cheguei a
pensar. &quot;Não é possível que exista gente que se disponha a exibir o nariz marrom desse jeito&quot;,
duvidei, cheio de esperança. Fiquei com o pé atrás quando vi que os valentes chamam &quot;site&quot; de
&quot;sítio&quot;. Sim, claro, a mesma coisa... Ocorre que, no Brasil, só opta por &quot;sítio&quot; quem é atacado pelo
complexo vira-lata de Policarpo Quaresma.

Aí cumpri o meu dever. Liguei para o Corecon — Tel: (21) 2103-0178 ou pelo FAX: (21) 2103-0106 —:
&quot;Tenho aqui uma moção que estaria sendo enviada aos economistas&quot;..&quot;. Em suma: era tudo verdade.
Eles realmente haviam redigido o texto que segue em vermelho. Citei o sovietismo, não é? Acho
que fui muito severo com os camaradas. Nem os comissariados profissionais do stalinismo seriam
tão sabujos quanto o que vai abaixo. Faço ainda intervenções em azul:

MOÇÃO
Em reunião de 14 de novembro último o CORECON – RJ, o SINDECON e o CED, aprovaram e
recomendaram a ampla divulgação da seguinte moção.
A imprensa vem criticando duramente os recém-nomeados presidente e diretor do IPEA, Márcio
Pochmann e João Sicsú, pelo fato de terem dispensado quatro pesquisadores da instituição. Tendo
sido essa decisão supostamente devida ao fato de serem os mesmos contrários a política
econômica do Governo.
(Vou me abster de comentar os erros de língua portuguesa e as grosserias de estilo. Alguns dos
meus amigos mais inteligentes são economistas — um já trabalhou para este governo; não digo o
nome nem debaixo de chicote. Mas os que redigiram esta &quot;moção&quot; são analfabetos.)

Com respeito à questão, o fato a ser inicialmente sublinhado é que a mudança no comando de
instituição de pesquisa oficial (e não acadêmica) traduz o desejo do Poder Público de dar nova
orientação aos trabalhos da entidade. No caso em análise, a mudança no comando do IPEA traduz
a nova orientação (embora ainda tímida e incompleta) do Presidente Lula no sentido de melhorar os
resultados obtidos pelo Brasil em termos de desenvolvimento.
(Como se vê, há o endosso cego da política oficial e o que, para mim, corresponde a uma confissão:
houve mesmo expurgo; houve mesmo punição ideológica. Observem que os bravos esperam ainda
mudanças. Eles acham pouco.)

O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, a criação do Ministério Extraordinário de Ações
Estratégicas, com a indicação de Mangabeira Unger para comandá-lo, a nomeação de Guido
Mantega para o Ministério da Fazenda e de Luciano Coutinho para o BNDES, constituem
importantes corolários dessa decisão de imprimir novos rumos à economia brasileira. É, portanto,
perfeitamente natural e necessário que o IPEA, órgão oficial de apoio à definição de políticas
econômicas, seja comandado por dirigentes afinados com a nova orientação desejada pelo Governo.
E esses dirigentes, para levarem adiante sua tarefa, devem ajustar a equipe técnica do órgão às
suas novas funções.
(Você pode não ter entendido direito o que vai acima, dadas a pontuação porca, a sintaxe claudicante,
a vírgula entre o sujeito e o predicado etc. Mas é só um elogio do oficialismo, explicitando que o
afastamento dos quatro pesquisadores faz parte de uma estratégia.)

Mais grave, porém, é a alegação de que a dispensa dos quatro pesquisadores, cuja capacidade
profissional e contribuição científica não se discute, teria decorrido de serem eles contra a política
econômica oficial.
(Observem que &quot;grave&quot;, para os soviéticos, não é o afastamento dos economistas, mas a leitura que
se faz dela. Querem regular a interpretação da notícia. Em tempo: eles reconhecem a &quot;capacidade
profissional e contribuição científica&quot; dos afastados...)

Ora, o fato incontestável com respeito a esta,
(&quot;Com respeito a esta&quot;??? Cadê o meu pau-de-arara estilístico?)

é que os economistas brasileiros se dividem hoje entre os que aceitam, ou rejeitam, a visão
neoliberal do Banco Central que, presentemente, comanda os destinos econômicos do país. Visão
que concede absoluta prioridade à manutenção dos equilíbrios fundamentais (cambial, fiscal e
monetário) relativamente à necessidade de incremento acelerado do PIB brasileiro. Com a
conseqüência de ter sido o crescimento da economia brasileira muito inferior ao de países em
condições bem menos favoráveis que as nossas para o desenvolvimento econômico.
( O que essa gramática símia acima está dizendo é que o reconhecido equilíbrio cambial, fiscal e
monetário impede o Brasil de crescer mais. Logo, para os valentes do Corecon (esta sigla com
nome de remédio anticaspa), para crescer mais, é preciso provocar um desequilíbrio dos
fundamentos... Quem sabe uma gastança ainda maior, quem sabe uma inflação maior, quem sabe a
centralização do câmbio... Olhem: também tenho críticas à política econômica. Já as fiz aqui. Mas o
que vai acima é um desserviço prestado àqueles que possam ter reservas técnicas à política do
Banco Central. Se eu fosse Henrique Meirelles, adoraria ter críticos energúmenos como estes.
Ademais, quem nomeia o presidente do BC é Luiz Inácio Lula da Silva, não Fábio Giambiagi.)

Com base nesse critério, o que se pode afirmar é não terem os quatro economistas desligados do
IPEA jamais se colocado firmemente (o que possivelmente seria sua obrigação) contra o
conservadorismo alienante do Banco Central traduzido, entre outros fatos, nos altíssimos juros, na
sobrevalorização do real e na recusa em intervir na livre movimentação do capital estrangeiro
especulativo.
(&quot;Obrigação&quot; por quê? Quer dizer que eles são proibidos de estar lotados num órgão do estado e,
eventualmente, concordar com a política monetária? O que vai acima é a admissão tácita de que o
Ipea pretende ser uma frente avançada de combate à política do Banco Central.)

Quanto à posição dos novos dirigentes do IPEA é suficiente referirmo-nos à dois livros recentes de
autoria e co-autoria de João Sicsú. Neles vamos encontrar três críticas, baseadas em impecáveis
argumentações científicas, quais sejam: a) ao uso, para manter a inflação sob controle, de
altíssimos juros, que paralisam a economia, e são desnecessários por existirem instrumentos
alternativos, igualmente eficazes; b) a sobrevalorização do real, que está conduzindo a economia
brasileira a indesejável especialização em &quot;commodities&quot; agrícolas e industriais e c) a liberdade, e
até encorajamento, concedidos ao capital especulativo estrangeiro, o que coloca o Brasil diante do
risco permanente de crises cambiais. Com respeito à taxa de câmbio, Sicsú classifica como
irresponsável a aceitação de qualquer relação real/dólar inferior a 2,8.
( Como a gente vê, Sicsú, sozinho, descobriu o que é bom para o Brasil. Agora dividindo o comando
do Ipea com Márcio Pochmann, impõe a linha justa. Seu livro não é mais uma das leituras possíveis
da economia brasileira: é uma cartilha.)

Ou seja, em termos de posição a favor ou contra a política econômica oficial, é a nova direção do
IPEA, e não os quatro pesquisadores dispensados, que deve ser considerada contrária à política
econômica oficial, comandada pelo Banco Central.
( Então deveria ser demitida segundo os mesmos critérios que levam Pochmann a afastar os quatro
economistas dos quais diverge. Eis a lógica dos &quot;economistas&quot; que pretendem substituir os
&quot;neoliberais&quot;. Deus me livre! Tentariam nos convencer a tomar sorvete com a testa.)

É, finalmente, necessário lembrar que Márcio Pochmann e João Sicsú são unanimemente
apontados como desenvolvimentistas e, portanto, visceralmente contrários a uma política
econômica que já levou o país à quase três décadas de semi-estagnação.
(O problema dessa gente começa na estrutura binária: basta ver como gosta de pôr crase onde não
precisa e de tirar de onde precisa. &quot;Três décadas de semi-estagnação&quot; por causa da política
econômica, que eles chamam &quot;neoliberal&quot;??? Então vamos ver. Teria sido o &quot;neoliberalismo&quot; o
responsável, entre outras coisas:
- pela moratória da dívida externa, com Dílson Funaro (neoliberais, vocês sabem, gostam de
calote...);
- pelo congelamento de preços do Plano Cruzado (neoliberais, vocês, sabem, odeiam o
mercado...);
- pelo câmbio fixo do Plano Real (vocês sabem: neoliberais não acreditam em flutuações de
mercado...).
Trata-se de asneira ditada por um misto evidente de burrice com ideologia. Depois reclamam da
minha má vontade com sindicalistas e afins, essa gente que se junta em associações profissionais
para defender &quot;usdireitcho da catchiguria&quot;. Se for trabalhador pobre, vá lá... Mas por que alguém
precisa de um sindicato de economistas? Economista que presta sabe se defender sozinho, não
é mesmo? )

O CORECON-RJ, o SINDECON e o CED desejam e esperam que o IPEA, sob nova direção, volte a
desempenhar sua tarefa básica, por muito tempo esquecida, de comandar definição de estratégia
capaz de recolocar o país na trilha do crescimento acelerado.
Assinaturas:
Conselho Regional de Economia do Estado do Rio de Janeiro – Co.R.Econ-RJ
Sindicato dos Economistas do Estado do Rio de Janeiro
Centro de Estudos para o Desenvolvimento

(É isso aí. Assinem essa impostura. Que o documento sirva como prova da indigência técnica e
política dessa gente.
Ah, sim: os valentes acima elegeram Márcio Pochmann o &quot;economista do ano&quot;. )</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo Passarinho,<br />
você leu a reação altamente agressiva do Reinaldo Azevedo à moção do economistas?<br />
aí está (<a href="http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/" rel="nofollow">http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/</a>):</p>
<p>Os &#8220;soviéticos&#8221; da economia brasileira – Um documento asqueroso</p>
<p>Estou entre enojado e escandalizado. Os soviéticos estão chegando. Os soviéticos já chegaram.<br />
Recebi uma &#8220;moção&#8221; de apoio a Márcio Pochmann, o patrulheiro do Ipea (vocês se lembram),<br />
assinada pelo Conselho Regional de Economia do Estado do Rio de Janeiro (Co.R.Econ-RJ), pelo<br />
Sindicato dos Economistas do Estado do Rio de Janeiro (Sindecon-RJ) e pelo (Centro de Estudos<br />
para o Desenvolvimento). Acreditem: essas entidades<br />
- hipotecam integral apoio a Pochmann;<br />
- demonizam os economistas demitidos do Ipea (a culpa é das vítimas);<br />
- deixam claro que os quatro economistas foram mesmo &#8220;punidos&#8221; por não rezarem segundo a<br />
cartilha do governo: trata-se de uma questão ideológica;<br />
- dizem que ainda é pouco e que mais precisa ser feito.</p>
<p>O texto é tão asqueroso no seu oficialismo, tão estúpido nos conceitos que emite, tão energúmeno<br />
na sua gramática moral e da língua portuguesa, que cheguei a duvidar de que pudesse ser<br />
verdadeiro. Entrei na página do Corecon na Internet. Não encontrei a tal moção. Tinha um pequeno<br />
fiapo de esperança. Talvez fosse um desses falsos e-mails. &#8220;Ninguém seria tão canalha&#8221;, cheguei a<br />
pensar. &#8220;Não é possível que exista gente que se disponha a exibir o nariz marrom desse jeito&#8221;,<br />
duvidei, cheio de esperança. Fiquei com o pé atrás quando vi que os valentes chamam &#8220;site&#8221; de<br />
&#8220;sítio&#8221;. Sim, claro, a mesma coisa&#8230; Ocorre que, no Brasil, só opta por &#8220;sítio&#8221; quem é atacado pelo<br />
complexo vira-lata de Policarpo Quaresma.</p>
<p>Aí cumpri o meu dever. Liguei para o Corecon — Tel: (21) 2103-0178 ou pelo FAX: (21) 2103-0106 —:<br />
&#8220;Tenho aqui uma moção que estaria sendo enviada aos economistas&#8221;..&#8221;. Em suma: era tudo verdade.<br />
Eles realmente haviam redigido o texto que segue em vermelho. Citei o sovietismo, não é? Acho<br />
que fui muito severo com os camaradas. Nem os comissariados profissionais do stalinismo seriam<br />
tão sabujos quanto o que vai abaixo. Faço ainda intervenções em azul:</p>
<p>MOÇÃO<br />
Em reunião de 14 de novembro último o CORECON – RJ, o SINDECON e o CED, aprovaram e<br />
recomendaram a ampla divulgação da seguinte moção.<br />
A imprensa vem criticando duramente os recém-nomeados presidente e diretor do IPEA, Márcio<br />
Pochmann e João Sicsú, pelo fato de terem dispensado quatro pesquisadores da instituição. Tendo<br />
sido essa decisão supostamente devida ao fato de serem os mesmos contrários a política<br />
econômica do Governo.<br />
(Vou me abster de comentar os erros de língua portuguesa e as grosserias de estilo. Alguns dos<br />
meus amigos mais inteligentes são economistas — um já trabalhou para este governo; não digo o<br />
nome nem debaixo de chicote. Mas os que redigiram esta &#8220;moção&#8221; são analfabetos.)</p>
<p>Com respeito à questão, o fato a ser inicialmente sublinhado é que a mudança no comando de<br />
instituição de pesquisa oficial (e não acadêmica) traduz o desejo do Poder Público de dar nova<br />
orientação aos trabalhos da entidade. No caso em análise, a mudança no comando do IPEA traduz<br />
a nova orientação (embora ainda tímida e incompleta) do Presidente Lula no sentido de melhorar os<br />
resultados obtidos pelo Brasil em termos de desenvolvimento.<br />
(Como se vê, há o endosso cego da política oficial e o que, para mim, corresponde a uma confissão:<br />
houve mesmo expurgo; houve mesmo punição ideológica. Observem que os bravos esperam ainda<br />
mudanças. Eles acham pouco.)</p>
<p>O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, a criação do Ministério Extraordinário de Ações<br />
Estratégicas, com a indicação de Mangabeira Unger para comandá-lo, a nomeação de Guido<br />
Mantega para o Ministério da Fazenda e de Luciano Coutinho para o BNDES, constituem<br />
importantes corolários dessa decisão de imprimir novos rumos à economia brasileira. É, portanto,<br />
perfeitamente natural e necessário que o IPEA, órgão oficial de apoio à definição de políticas<br />
econômicas, seja comandado por dirigentes afinados com a nova orientação desejada pelo Governo.<br />
E esses dirigentes, para levarem adiante sua tarefa, devem ajustar a equipe técnica do órgão às<br />
suas novas funções.<br />
(Você pode não ter entendido direito o que vai acima, dadas a pontuação porca, a sintaxe claudicante,<br />
a vírgula entre o sujeito e o predicado etc. Mas é só um elogio do oficialismo, explicitando que o<br />
afastamento dos quatro pesquisadores faz parte de uma estratégia.)</p>
<p>Mais grave, porém, é a alegação de que a dispensa dos quatro pesquisadores, cuja capacidade<br />
profissional e contribuição científica não se discute, teria decorrido de serem eles contra a política<br />
econômica oficial.<br />
(Observem que &#8220;grave&#8221;, para os soviéticos, não é o afastamento dos economistas, mas a leitura que<br />
se faz dela. Querem regular a interpretação da notícia. Em tempo: eles reconhecem a &#8220;capacidade<br />
profissional e contribuição científica&#8221; dos afastados&#8230;)</p>
<p>Ora, o fato incontestável com respeito a esta,<br />
(&#8220;Com respeito a esta&#8221;??? Cadê o meu pau-de-arara estilístico?)</p>
<p>é que os economistas brasileiros se dividem hoje entre os que aceitam, ou rejeitam, a visão<br />
neoliberal do Banco Central que, presentemente, comanda os destinos econômicos do país. Visão<br />
que concede absoluta prioridade à manutenção dos equilíbrios fundamentais (cambial, fiscal e<br />
monetário) relativamente à necessidade de incremento acelerado do PIB brasileiro. Com a<br />
conseqüência de ter sido o crescimento da economia brasileira muito inferior ao de países em<br />
condições bem menos favoráveis que as nossas para o desenvolvimento econômico.<br />
( O que essa gramática símia acima está dizendo é que o reconhecido equilíbrio cambial, fiscal e<br />
monetário impede o Brasil de crescer mais. Logo, para os valentes do Corecon (esta sigla com<br />
nome de remédio anticaspa), para crescer mais, é preciso provocar um desequilíbrio dos<br />
fundamentos&#8230; Quem sabe uma gastança ainda maior, quem sabe uma inflação maior, quem sabe a<br />
centralização do câmbio&#8230; Olhem: também tenho críticas à política econômica. Já as fiz aqui. Mas o<br />
que vai acima é um desserviço prestado àqueles que possam ter reservas técnicas à política do<br />
Banco Central. Se eu fosse Henrique Meirelles, adoraria ter críticos energúmenos como estes.<br />
Ademais, quem nomeia o presidente do BC é Luiz Inácio Lula da Silva, não Fábio Giambiagi.)</p>
<p>Com base nesse critério, o que se pode afirmar é não terem os quatro economistas desligados do<br />
IPEA jamais se colocado firmemente (o que possivelmente seria sua obrigação) contra o<br />
conservadorismo alienante do Banco Central traduzido, entre outros fatos, nos altíssimos juros, na<br />
sobrevalorização do real e na recusa em intervir na livre movimentação do capital estrangeiro<br />
especulativo.<br />
(&#8220;Obrigação&#8221; por quê? Quer dizer que eles são proibidos de estar lotados num órgão do estado e,<br />
eventualmente, concordar com a política monetária? O que vai acima é a admissão tácita de que o<br />
Ipea pretende ser uma frente avançada de combate à política do Banco Central.)</p>
<p>Quanto à posição dos novos dirigentes do IPEA é suficiente referirmo-nos à dois livros recentes de<br />
autoria e co-autoria de João Sicsú. Neles vamos encontrar três críticas, baseadas em impecáveis<br />
argumentações científicas, quais sejam: a) ao uso, para manter a inflação sob controle, de<br />
altíssimos juros, que paralisam a economia, e são desnecessários por existirem instrumentos<br />
alternativos, igualmente eficazes; b) a sobrevalorização do real, que está conduzindo a economia<br />
brasileira a indesejável especialização em &#8220;commodities&#8221; agrícolas e industriais e c) a liberdade, e<br />
até encorajamento, concedidos ao capital especulativo estrangeiro, o que coloca o Brasil diante do<br />
risco permanente de crises cambiais. Com respeito à taxa de câmbio, Sicsú classifica como<br />
irresponsável a aceitação de qualquer relação real/dólar inferior a 2,8.<br />
( Como a gente vê, Sicsú, sozinho, descobriu o que é bom para o Brasil. Agora dividindo o comando<br />
do Ipea com Márcio Pochmann, impõe a linha justa. Seu livro não é mais uma das leituras possíveis<br />
da economia brasileira: é uma cartilha.)</p>
<p>Ou seja, em termos de posição a favor ou contra a política econômica oficial, é a nova direção do<br />
IPEA, e não os quatro pesquisadores dispensados, que deve ser considerada contrária à política<br />
econômica oficial, comandada pelo Banco Central.<br />
( Então deveria ser demitida segundo os mesmos critérios que levam Pochmann a afastar os quatro<br />
economistas dos quais diverge. Eis a lógica dos &#8220;economistas&#8221; que pretendem substituir os<br />
&#8220;neoliberais&#8221;. Deus me livre! Tentariam nos convencer a tomar sorvete com a testa.)</p>
<p>É, finalmente, necessário lembrar que Márcio Pochmann e João Sicsú são unanimemente<br />
apontados como desenvolvimentistas e, portanto, visceralmente contrários a uma política<br />
econômica que já levou o país à quase três décadas de semi-estagnação.<br />
(O problema dessa gente começa na estrutura binária: basta ver como gosta de pôr crase onde não<br />
precisa e de tirar de onde precisa. &#8220;Três décadas de semi-estagnação&#8221; por causa da política<br />
econômica, que eles chamam &#8220;neoliberal&#8221;??? Então vamos ver. Teria sido o &#8220;neoliberalismo&#8221; o<br />
responsável, entre outras coisas:<br />
- pela moratória da dívida externa, com Dílson Funaro (neoliberais, vocês sabem, gostam de<br />
calote&#8230;);<br />
- pelo congelamento de preços do Plano Cruzado (neoliberais, vocês, sabem, odeiam o<br />
mercado&#8230;);<br />
- pelo câmbio fixo do Plano Real (vocês sabem: neoliberais não acreditam em flutuações de<br />
mercado&#8230;).<br />
Trata-se de asneira ditada por um misto evidente de burrice com ideologia. Depois reclamam da<br />
minha má vontade com sindicalistas e afins, essa gente que se junta em associações profissionais<br />
para defender &#8220;usdireitcho da catchiguria&#8221;. Se for trabalhador pobre, vá lá&#8230; Mas por que alguém<br />
precisa de um sindicato de economistas? Economista que presta sabe se defender sozinho, não<br />
é mesmo? )</p>
<p>O CORECON-RJ, o SINDECON e o CED desejam e esperam que o IPEA, sob nova direção, volte a<br />
desempenhar sua tarefa básica, por muito tempo esquecida, de comandar definição de estratégia<br />
capaz de recolocar o país na trilha do crescimento acelerado.<br />
Assinaturas:<br />
Conselho Regional de Economia do Estado do Rio de Janeiro – Co.R.Econ-RJ<br />
Sindicato dos Economistas do Estado do Rio de Janeiro<br />
Centro de Estudos para o Desenvolvimento</p>
<p>(É isso aí. Assinem essa impostura. Que o documento sirva como prova da indigência técnica e<br />
política dessa gente.<br />
Ah, sim: os valentes acima elegeram Márcio Pochmann o &#8220;economista do ano&#8221;. )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: André Egg</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/11/a-campanha-de-difamacao-contra-a-direcao-do-ipea/comment-page-1/#comment-1444</link>
		<dc:creator>André Egg</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 04:40:35 +0000</pubDate>
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		<description>Não acho que os lucros dos bancos sejam indecentes. Bancos existem para ter lucro. Inclusive os lucros aumentaram muito quando os juros baixaram.
O problema é que os juros altos desestimulam o consumo popular e a produção nacional, e transferem renda para os investidores, em geral de classe média-alta para cima (inclusive não poucos estrangeiros).
Os mercadistas estão sempre a considerar desperdício os gastos com programas sociais, previdência e funcionalismo público. Mas não se pode esquecer que a política de juros é sim um grande tipo de subsídio ou de investimento de recursos públicos. Isto sim um verdadeiro desperdício...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não acho que os lucros dos bancos sejam indecentes. Bancos existem para ter lucro. Inclusive os lucros aumentaram muito quando os juros baixaram.<br />
O problema é que os juros altos desestimulam o consumo popular e a produção nacional, e transferem renda para os investidores, em geral de classe média-alta para cima (inclusive não poucos estrangeiros).<br />
Os mercadistas estão sempre a considerar desperdício os gastos com programas sociais, previdência e funcionalismo público. Mas não se pode esquecer que a política de juros é sim um grande tipo de subsídio ou de investimento de recursos públicos. Isto sim um verdadeiro desperdício&#8230;</p>
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		<title>Por: Rubens Teixeira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/11/a-campanha-de-difamacao-contra-a-direcao-do-ipea/comment-page-1/#comment-1443</link>
		<dc:creator>Rubens Teixeira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 00:28:54 +0000</pubDate>
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		<description>Senado Federal e IPEA são órgãos da administração pública, pagos pelo contribuinte e a serviço do país. Acho imoral que técnicos da administração pública que estudam por conta do contribuinte vão para o mercado financeiro com a garantia da volta quando forem demitidos. Quando vão para o mercado, levam informações e conhecimentos adquiridos pela confiança que a sociedade lhes concede por meio das prerrogativas dos seus cargos e funções.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Senado Federal e IPEA são órgãos da administração pública, pagos pelo contribuinte e a serviço do país. Acho imoral que técnicos da administração pública que estudam por conta do contribuinte vão para o mercado financeiro com a garantia da volta quando forem demitidos. Quando vão para o mercado, levam informações e conhecimentos adquiridos pela confiança que a sociedade lhes concede por meio das prerrogativas dos seus cargos e funções.</p>
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		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/11/a-campanha-de-difamacao-contra-a-direcao-do-ipea/comment-page-1/#comment-1445</link>
		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 21:21:16 +0000</pubDate>
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		<description>Em qualquer sistema democrático todos têm o direito de se manifestar. (Até mesmo as elites e as oligarquias de sempre.) No campo dos grandes debates é muito comum se encontrar acusações e difamações a figuras que possuem opiniões contrárias ao mainstream.  Nada de novo. Lembro ao colega que o presidente Franklin Delano Roosevelt, o grande líder do New Deal, era chamado pelos conservadores de então, incluindo alguns de seus associados da imprensa norte-americana, de “Franklin Stalin Roosevelt”. Ninguém se lembra mais desses formadores de opiniões, ao passo que muitas já ouviram falar em Franklin D. Roosevelt. Qual a relevância da respectiva matéria publicada pelo Globo para os debates atuais?
A liberdade de culto religioso nos é garantida pela Constituição e não há motivos para que as grandes discussões não sejam feitas por pessoas que tenham afinidades intelectuais e interesses em desenvolver um país de enorme potencial. Concordo com seu comentário. O senador Marcelo Crivella foi eleito democratiocamente e tem, portanto, legitimidade para se posicionar politicamente da maneira que considerar adequada ao cumprimento de seu mandato.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em qualquer sistema democrático todos têm o direito de se manifestar. (Até mesmo as elites e as oligarquias de sempre.) No campo dos grandes debates é muito comum se encontrar acusações e difamações a figuras que possuem opiniões contrárias ao mainstream.  Nada de novo. Lembro ao colega que o presidente Franklin Delano Roosevelt, o grande líder do New Deal, era chamado pelos conservadores de então, incluindo alguns de seus associados da imprensa norte-americana, de “Franklin Stalin Roosevelt”. Ninguém se lembra mais desses formadores de opiniões, ao passo que muitas já ouviram falar em Franklin D. Roosevelt. Qual a relevância da respectiva matéria publicada pelo Globo para os debates atuais?<br />
A liberdade de culto religioso nos é garantida pela Constituição e não há motivos para que as grandes discussões não sejam feitas por pessoas que tenham afinidades intelectuais e interesses em desenvolver um país de enorme potencial. Concordo com seu comentário. O senador Marcelo Crivella foi eleito democratiocamente e tem, portanto, legitimidade para se posicionar politicamente da maneira que considerar adequada ao cumprimento de seu mandato.</p>
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		<title>Por: André</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/11/a-campanha-de-difamacao-contra-a-direcao-do-ipea/comment-page-1/#comment-1447</link>
		<dc:creator>André</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 20:23:02 +0000</pubDate>
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		<description>Hoje saiu uma reportagem no &quot;Globo&quot; dizendo que João Sicsu trabalhou no gabinete do senador Marcelo Crivella, queria que me respondesse se trabalhar no gabinete de um senador eleito é demérito para alguém?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje saiu uma reportagem no &#8220;Globo&#8221; dizendo que João Sicsu trabalhou no gabinete do senador Marcelo Crivella, queria que me respondesse se trabalhar no gabinete de um senador eleito é demérito para alguém?</p>
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	<item>
		<title>Por: rubensteixeira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/11/a-campanha-de-difamacao-contra-a-direcao-do-ipea/comment-page-1/#comment-1446</link>
		<dc:creator>rubensteixeira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 18:10:26 +0000</pubDate>
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		<description>Há muitas divergências entre economistas. Isso é natural. Todavia, quando se trata de resolver a equação responsável pela divisão do bolo, é dever do Estado agir de forma compensatória para reduzir a desigualdade social. Está no artigo 3º, III da Constituição Federal de 1988 que é objetivo da República Federativa do Brasil &quot;erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.&quot;
Ocorre que os detentores dos títulos da dívida pública querem mais. A maior concentração de renda lhes interessa, mesmo que estejam passando por cima da Lei Maior. Isso não lhes interessa. O capital é apátrida.
O trabalho dos que defendem os interesses daqueles que se beneficiam das taxas de juros elevadas é tentar criar um consenso de que não há alternativas, senão a manutenção dos juros em altos patamares. O fundamento dos defensores dos juros altos é baseado em um argumento semelhante a dizer que &quot;preferem matar a economia asfixiada na taxa de juros para que não morra afogada na inflação&quot;. Além de haver muita falácia nos argumentos dos protetores dos bancos, sempre com lucratividade elevada, entendo que a inflação é ruim, mas podemos nadar para fugir do afogamento. Asfixiados, não nos restam alternativas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há muitas divergências entre economistas. Isso é natural. Todavia, quando se trata de resolver a equação responsável pela divisão do bolo, é dever do Estado agir de forma compensatória para reduzir a desigualdade social. Está no artigo 3º, III da Constituição Federal de 1988 que é objetivo da República Federativa do Brasil &#8220;erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.&#8221;<br />
Ocorre que os detentores dos títulos da dívida pública querem mais. A maior concentração de renda lhes interessa, mesmo que estejam passando por cima da Lei Maior. Isso não lhes interessa. O capital é apátrida.<br />
O trabalho dos que defendem os interesses daqueles que se beneficiam das taxas de juros elevadas é tentar criar um consenso de que não há alternativas, senão a manutenção dos juros em altos patamares. O fundamento dos defensores dos juros altos é baseado em um argumento semelhante a dizer que &#8220;preferem matar a economia asfixiada na taxa de juros para que não morra afogada na inflação&#8221;. Além de haver muita falácia nos argumentos dos protetores dos bancos, sempre com lucratividade elevada, entendo que a inflação é ruim, mas podemos nadar para fugir do afogamento. Asfixiados, não nos restam alternativas.</p>
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