Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
19/11/2007 18:20h
O engenheiro mecânico Paulo Metri disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta segunda-feira, dia 19, que foi exonerado da ANP (Agência Nacional do Petróleo) em 2001 por escrever, em parceria com o senador Saturnino Braga, um artigo discordava da Agência (aguarde o áudio).
“Esse artigo repetia de certa forma algumas observações que eu já tinha feito desde 1998 até 2001 internamente dentro da ANP. Eu alertava que estava havendo um conjunto de artigos saindo no exterior em que mostrava que a produção mundial de petróleo ia passar por um pico”, disse Metri.
Depois de escrever o artigo e ser exonerado, ele voltou a trabalhar na Indústrias Nucleares do Brasil, onde está até hoje. Metri diz que recebeu a informação da exoneração do seu chefe imediato, Oswaldo Pedrosa. Mas era uma decisão do presidente da ANP, David Zylbersztajn.
“Ele (Oswaldo Pedrosa) falou claramente. A Decisão é do David porque o David não gostou do artigo que foi publicado hoje na Gazeta Mercantil e está aqui nesse clipping da empresa”, disse Metri. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Matías Vernengo
O Fórum Econômico Mundial lançou há pouco seu relatório anual sobre competitividade. A mídia divulgou os resultados e ressaltou a queda do Brasil no ranking em comparação com o ano anterior (ver aqui ou aqui). O Brasil passou da 66a para 72a posição, sendo menos competitivo do que os outros BRICs (Rússia, Índia e China). O problema sugerido na maior parte das discussões seria que o Brasil não teria dinamismo econômico e, portanto, teria uma tendência a crescer mais lentamente. O relatório é em geral aceito sem maiores críticas pela mídia, a despeito do fato de que na América latina países como Panamá e El Salvador estariam na frente do Brasil. Isto deveria, pelo menos, levantar algumas suspeitas sobre a credibilidade dos resultados.
Um simples exercício é verificar se existe alguma correlação entre crescimento e o índice de competitividade compilado pelo Fórum Econômico Mundial. O gráfico abaixo mostra a correlação entre crescimento (estimado para 2007 pelo FMI) e o referido índice de competitividade (onde a linha vermelha representa a regressão). A correlação é negativa, o que sugere que uma queda da competitividade levaria a uma maior taxa de crescimento, com o que a mídia deveria ficar satisfeita com o fraco desempenho da competitividade do Brasil (o coeficiente é estatisticamente significativo, embora o poder explicativo da regressão seja baixo). E, de fato, o Brasil vai crescer mais este ano do que no ano passado a despeito da queda no índice de competitividade. (Para visualisar melhor o gráfico clique nele)

A regressão da figura acima não é a última palavra sobre a relação entre crescimento e competitividade obviamente. Alguém poderia apontar para o fato de que seria mais razoável fazer o mesmo com a media de vários anos, ou que deveríamos incluir outras variáveis omitidas neste exercício. Contudo, o objetivo do simples exercício econométrico é apontar as limitações dos índices de competitividade. O que a mídia deixou de discutir é o que de fato este índice mede. Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
J. Carlos de Assis*
Creio ter sido um dos primeiros economistas políticos brasileiros a se dar conta, ainda nos anos 80, de que o neoliberalismo não era um fenômeno puramente ideológico, mas o produto de uma realidade sociológica profunda que se exprimiu em maiorias eleitorais efetivas, sobretudo européias. É o que explica o deslizamento para a ala neoliberal mesmo de partidos tradicionalmente de esquerda, como trabalhistas ingleses (Terceira Via), socialistas franceses e sociais democratas alemães.
Acredito que quem originalmente levantou a cortina sobre esse processo de fundo foi William Greider, em seu monumental “The Secrets of the Temple”, sobre a história do Banco Central norte-americano. Ele “sacou” que a maioria eleitoral que apoiou Reagan em 79 era formada em grande parte de classes médias afluentes, indignadas com a perda de renda financeira oriunda da combinação entre inflação alta e juros baixos, prevalecente ao longo dos anos 70, sobretudo depois da débâcle do sistema de Bretton Woods.
Na Europa Ocidental, o que deixou apavoradas as classes médias afluentes foi principalmente a instabilidade monetária e cambial. O sucesso espetacular do experimento social-democrata do pós-guerra eliminou o medo do desemprego e mudou o eixo das preocupações dos afluentes para as oportunidades de ganho financeiro, no país de origem e no exterior, pelo que a instabilidade cambial passou a ser um estorvo. Aos poucos, a demanda de estabilidade dos ricos acabou por formar uma maioria eleitoral.
Pode-se dizer que, na Europa, o neoliberalismo é um produto da afluência da maioria. No Brasil, ao contrário Leia o resto do artigo »
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Postado em 19 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Fonte: Jornal Tribuna da Imprensa de 19 de novembro de 2007
Convencidos de que só a participação popular na fiscalização dos gastos públicos pode conter a corrupção, profissionais de auditoria do setor público estão se lançando num trabalho voluntário para difundir a idéia do controle dos governos municipais pelos próprios cidadãos. Leia o resto do artigo »
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