Postado em 6 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Matías Vernengo
Arthur Okun, economista americano do MIT, falecido prematuramente em 1980, é lembrado pela lei que leva seu nome, que ele desenvolveu em 1962 quando era membro do Comitê de Conselheiros Econômicos do presidente Kennedy. A pergunta que Okun tentava responder era quanto deveria crescer a economia para que a taxa de desemprego caísse um ponto percentual. Sua análise sugeria que nos anos 60 a economia americana devia crescer 3% para reduzir em 1% a taxa de desemprego. Cálculos mais recentes (ver aqui) indicam que a relação hoje estaria mais próxima de 2%, como é comprovado pelo gráfico abaixo (cálculos do autor). Clique no gráfico para ver com detalhes.
O interessante sobre a Lei de Okun é que ela é incrivelmente robusta não somente em países desenvolvidos, mas aparentemente nos periféricos. A figura acima também mostra a relação de Okun para o Brasil entre 1985 e 2007. Os dados do mercado de trabalho brasileiro são menos confiáveis (a série é mais curta, e restrita aos principais centros metropolitanos), mas os resultados são essencialmente iguais. O que eles indicam é que o PIB deveria crescer aproximadamente 1,9% para poder reduzir em 1% a taxa de desemprego. Ou seja, para reduzir o desemprego para um patamar de 4 ou 5% a economia deveria crescer entre 7,6 e 9,5% a mais do que a taxa média dos últimos anos (pouco acima dos 2,5%). Portanto, taxas de crescimento chinesas (ou venezuelanas) seriam necessárias.
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Postado em 6 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
Paulo Renato submete artigo à aprovação de banco
Deputado do PSDB pede opinião do presidente do Bradesco sobre texto
com críticas ao Banco do Brasil
Folha de São Paulo
O deputado federal Paulo Renato (PSDB-SP) submeteu à apreciação da presidência do banco Bradesco um texto assinado por ele e enviado anteontem à Folha para publicação. No artigo, ainda inédito, o deputado critica a intenção do governo federal de passar o Besc (Banco do Estado de Santa Catarina) para o controle do Banco do Brasil.
O texto foi enviado ao jornal por e-mail. Por engano, o corpo da mensagem trouxe uma correspondência eletrônica anterior, na qual o parlamentar escrevera ao presidente do Bradesco, Márcio Cypriano: “Em anexo, vai o artigo revisto. Procurei colocá-lo dentro dos limites do espaço da Folha. Por favor, veja se está correto e se você concorda, ou tem alguma observação. Muito obrigado, Paulo Renato Souza”.
Ouvido ontem pela Folha, o presidente do Bradesco, Márcio Cypriano afirmou: “O deputado Paulo Renato me ligou Leia o resto do artigo »
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Postado em 6 dEurope/London novembro dEurope/London 2007
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Fonte: Jornal Hoje em Dia de 6 de novembro de 2007.
BRASÍLIA – Refletindo a continuidade do crescimento da economia, o nível de utilização da capacidade instalada (UCI) na indústria atingiu a marca recorde de 82,7% em setembro. Em agosto, o indicador, que revela quanto a indústria está utilizando do seu parque produtivo, estava em 82,2%. Os dados foram divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e levam em conta o ajuste sazonal, que desconsidera efeitos específicos de cada período.
Na média do terceiro trimestre, a utilização da capacidade também subiu, alcançando o pico histórico de 82,4%. A marca só havia sido alcançada em igual período de 2004. No final do terceiro trimestre daquele ano, o BC iniciou um ciclo de alta nos juros que só começou a se reverter em setembro de 2005. Mas a CNI não acredita que isto deva se repetir agora.
O economista da CNI Paulo Mol destaca que o aumento da utilização da capacidade neste ano não preocupa porque tem natureza diferente da ocorrida em 2004. Segundo ele, o ritmo de expansão trimestral do indicador em 2007 tem sido mais lento do que o verificado em 2003 e 2004. «O número é alto, mas não é alarmante. Embora a utilização da capacidade neste ano já esteja no mesmo nível do terceiro trimestre de 2004, as realidades são bastante distintas.» Leia o resto do artigo »
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